Foto de Ewan Buck / Unsplash

Empregados são para servir, colaboradores são para evoluir


Todos os dias existem relatos de como os empregados são, literalmente, expostos a insultos e comportamentos irrefletidos por parque dos seus superiores, o que não nos contam é que isto se revela devido à falta de competências adquiridas pelo CEO.

Sempre ouvi dizer “estás aí é para trabalhar”, mas a verdade é que o trabalho deve ser um local onde gostamos de estar, porque estudámos para aquilo ou porque temos vocação para tal, mas nunca ouvi dizer “patrão, podes ir embora, não tens competências para tal”.

Sabia que o stress causado em contexto empresarial provoca burnout e prejudica as empresas em mais de 3,2 mil milhões de euros por ano? A falta de cuidados e estratégias psicológicas em empresas que só pensam em lucros pode levá-las, muitas vezes, a grandes quedas nas suas produções.

O grande problema das empresas portugueses, aliás, retifico, o grande problema da maioria das empresas portuguesas passa pela falta de gestão e pessoas qualificadas para as suas áreas, sendo que 1 pessoa tem que fazer, sempre, o que não é da sua inteira responsabilidade ou área.

Posso dar um exemplo próximo: um amigo entrou de baixa devido a uma cirurgia de alto risco e a sua empresa nunca o contactou, nunca enviou um cabaz de melhoras, nunca se preocupou em demonstrar que o empregado, sim, aqui aplica-se a palavra empregado, pois só enquanto estão presentes é que são necessários, fazia falta.

Como é que as nossas empresas não se preocupam em cuidar daqueles que fazem parte da sua empresa?

Como é que ainda não existem políticas aplicáveis e sanções para as empresas que não prestam os melhores cuidados a quem lhes serve?

A diferença tornou-se clara entre empregado e colaborador e tornou-se clara devido aos tratamentos distintos que cada um recebe, por exemplo, enquanto que um empregado tem que estar sentado numa secretária o dia inteiro porque não pode sair do seu posto, um colaborador pode ter o seu tempo para respirar e ganhar novas ideias.

De facto tudo é um ritmo e tudo é um fator, é importante que as nossas empresas queiram um ritmo alto mas com colaboradores do seu lado, não empregados.