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Talvez não seja um daqueles sonhos de infância, mas chegamos a um momento do secundário em que começamos a ansiar pela nossa vida académica. Viver numa nova cidade, conhecer pessoas novas, confrontar a maturidade, angariar independência…

No final do meu 12ºano, a ansiedade era enorme. Queria saber para onde ia. Porto? Coimbra? Aveiro? Quando me deparei com os resultados das candidaturas, um misto de emoções apoderou-se automaticamente de mim. Chorei. Era oficial: ia começar uma nova etapa da minha vida. Uma etapa que eu sempre quis que fosse inesquecível.

Coimbra, a cidade dos estudantes. Aquelas que todos diziam ser a melhor cidade para se estudar. Disseram-me também que nem me passava pela cabeça a quantidade de emoções que iria viver… Mas eu, com a minha mania de ser pensante, imaginei mil e uma emoções possíveis de viver; criei expetativas enormes, sem qualquer medo de sair desiludida!



Estava preparada para amar a cidade e para sentir tudo o que havia para sentir, pensava eu!, na minha inocência de caloira.

Tudo mudou no momento em que pisei Coimbra.

Se me tivessem dito antes, eu não teria acreditado. Não teria acreditado que seria possível tudo ser ainda melhor do que aquilo que eu tinha imaginado.

E as emoções, Oh Meu Deus!, as emoções!

Se fosse possível morrer por causa das emoções, eu já teria morrido em Coimbra!

Cada dia, cada semana, cada momento nesta cidade faz a minha valer a pena. Os meus doutores têm razão: esta cidade é mágica.

Há tanto para dizer, eu sei. Há tanto que posso escrever sobre Coimbra. Um semestre depois, sinto que um bocadinho do meu coração foi arrancado do meu peito e oferecido a Coimbra, onde irá ficar para sempre. Sim, porque isto podia acabar agora que seria a fase mais inesquecível da minha vida, Mas há mais, ainda há muito mais…

Faltam-se-me as palavras de uma forma inexplicável quando tento expor em palavras aquilo que estou a sentir.

Nem quero imaginar quando trajar. Oh Meu Deus!, quando trajar! A capa negra!!

Creio que, na minha outra vida, fui uma santa, para agora poder viver tudo isto.

Juro que estou apaixonada por Coimbra e é a primeira vez que não sou capaz de descrever o amor que sinto. Será este o maior e mais verdadeiro que já senti?

AH! Coimbra!, não sei o que fizeste comigo, mas obrigada, desde já.

(E venha a Queima…!!)

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Este texto faz parte de uma nova série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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