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“Estamos fartos de mentiras”. É desta forma que Pedro Calaça, estudante de Direito em Lisboa, explica a campanha lançada por um conjunto de estudantes universitários deslocados denominada #paudeponcha e que foca o problema que o preço das viagens aéreas entre o continente e a Região nesta época continua a representar para muitos jovens madeirenses.

Através de comunicado à imprensa, Pedro Calaça, porta-voz do grupo de dez jovens que viajaram este domingo entre Lisboa e o Funchal com as t-shirts da campanha, diz que a mensagem que pretendem transmitir é que “em 2015 o Governo Regional apresentou aquilo a que chamou de ‘um céu de oportunidades’, mas a verdade é que o que temos são viagens caríssimas e, mais uma vez, estudantes fora no Natal”. “A hora de dizer ‘basta’ já passou, porque isso não tem feito diferença na vida dos nossos colegas que mais uma vez se vêem impedidos de vir a casa no Natal e na passagem de ano porque não têm 300, 400, 500 euros para adiantar por uma viagem aérea. Os estudantes, as suas famílias e os madeirenses em geral já estão chocados com o que acontece todos os anos e a nossa mensagem pretende chocar igualmente os nossos governantes, que parece que vivem fora da realidade, e por isso é que desta vez, já que estamos numa época tradicional de consumo de poncha, decidimos mandá-los para o pau de poncha”, diz Pedro Calaça.

Atualmente um madeirense paga 86 euros e um estudante 65 euros nas ligações aéreas entre a Madeira e o continente. No caso de uma viagem custar 399 euros – época de ponta, reserva em cima da viagem, entre outras situações – o subsídio de mobilidade indemniza em 313 e em 334 euros o passageiro. Se o valor for superior a 400 euros, o passageiro não tem direito à indemnização do valor remanescente aos 400 euros máximos fixados pelo governo regional.

Diz ainda que “a ideia surgiu entre um grupo de jovens estudantes socialistas, cresceu, estendeu-se a outras pessoas e o objectivo agora é continuar a passar a mensagem no fim-de-semana do fim-do-ano, onde muitos estudantes vão, mais uma vez, voltar para o continente antes do tempo por causa do preço das viagens aéreas”.