O novo Plano Estratégico do Plano Nacional de Formação Financeira (PNFF) para 2026-2030 prevê a criação de uma bolsa de formadores que levará universitários às salas de aula do ensino básico e secundário.
O Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) e os supervisores financeiros — Banco de Portugal, ASF e CMVM — anunciaram esta quarta-feira, 18 de março, um reforço da literacia financeira no contexto escolar. A grande novidade do plano estratégico para os próximos quatro anos é a aposta num “efeito multiplicador” através da participação direta de estudantes do ensino superior na formação dos alunos mais jovens.
Universitários como formadores
De acordo com o comunicado conjunto, será criada uma bolsa de formadores composta por estudantes universitários, docentes e outros agentes capacitados. Estes novos formadores estarão aptos a lecionar sessões desde o 1.º ciclo até ao ensino secundário, trabalhando em articulação com o professor da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento.
O objetivo desta medida é acelerar o aumento dos níveis de literacia financeira em Portugal, utilizando jovens para inspirar e formar outros jovens sobre temas essenciais para uma cidadania responsável.
Reforço na formação de professores
O plano não esquece quem já está no terreno e quem se prepara para ser docente:
- Professores no ativo: Serão criados novos cursos flexíveis, adaptados aos diferentes ciclos de ensino e temas, para apoiar a lecionação da componente de “Literacia Financeira e Empreendedorismo”.
- Futuros professores: Os mestrados em Ensino passarão a incluir um módulo específico de Literacia Financeira nas Escolas Superiores de Educação. Com isto, o MECI pretende que as escolas recebam “uma nova geração de professores capacitada” para o tema.
Novos recursos digitais e pedagógicos
Para apoiar este esforço, os supervisores financeiros e o Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA) vão produzir novos materiais pedagógicos modulares, como vídeo-aulas e apresentações. Está também prevista a integração de conteúdos numa plataforma digital dedicada às escolas, desenhada para complementar o trabalho em sala de aula e apoiar a formação contínua dos docentes.
O PNFF 2026-2030 mantém o foco na formação de crianças e jovens, mas inclui também eixos de atuação dirigidos ao público adulto e mecanismos para avaliar o impacto real destas iniciativas na população portuguesa.

