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A pandemia de covid-19 obrigou a mudar as rotinas de milhares de estudantes universitários, principalmente daqueles que vivem em residências que partilham com dezenas de colegas, mas nem todos sentiram grandes diferenças no primeiro semestre.

Num ano marcado pela pandemia, milhares de estudantes deslocados regressaram a Lisboa, ou chegaram pela primeira vez à capital, para um ano lectivo diferente, em que muitas das aulas são à distância e o tempo passado na faculdade é menor.

Para muitos destes alunos, as residências universitárias que partilham com dezenas de colegas são a sua casa e, durante este semestre, em plena pandemia que os obrigou a passar aí a maior parte do tempo, as condições do alojamento foram mais importantes do que nunca.

Na residência Alfredo de Sousa, em Campolide, que pertence à Universidade Nova de Lisboa (UNL), é no pequeno espaço do seu quarto que os jovens fazem a maioria das rotinas diárias, contaram à agência Lusa três residentes.

Sofia Abreu, Carolina Silva e Leonardo Fernandes são colegas há cerca de três anos, mas quando regressaram a Lisboa, em Setembro, encontraram uma residência com novas regras. A principal diferença foi, desde logo, deixarem de partilhar o quarto, uma alteração que obrigou ao corte de 58 do total de 180 camas.

Para Sofia e Carolina, foi uma boa notícia: além de terem mais espaço num quarto à partida pequeno, têm mais privacidade. Leandro, por outro lado, elogia a regra do ponto de vista da segurança sanitária, mas admite que ainda lhe causa alguma estranheza. “Passamos muito mais tempo no quarto, por isso de certa forma sinto falta de ter companhia”, confessou o estudante da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, acrescentando que é difícil “tentar explicar isto a alguém que nunca tenha vivido numa residência”.

Apesar de não sentir a mesma falta de companhia, a nova rotina também não tem sido fácil para Sofia, e para a aluna de Direito é o facto de estar tanto tempo entre as mesmas quatro paredes lhe que causa mais ansiedade. As alternativas são, no entanto, poucas, uma vez que a residência optou por encerrar todas as salas de estudo num esforço de reduzir o número de espaços em que os alunos se pudessem juntar, explicou a directora de Serviços de Acção Social da Nova, Iva Matos, acrescentado que todos os quartos têm secretária para os alunos poderem trabalhar.

Na experiência dos estudantes, porém, essas condições não são as ideais e além do desconforto e da sensação de confinamento, as queixas estão também relacionadas com a qualidade da Internet. “As aulas [online] costumam ter baixa qualidade e estou constantemente a perder a ligação. Muitas vezes desisto e uso os meus dados móveis”, conta Leonardo, que, ainda assim, elogiou a forma como a residência se adaptou ao “novo normal”, um reconhecimento que chegou também com a atribuição do selo “covid out”, do Instituto de Soldadura e Qualidade.

A residência Alfredo de Sousa é uma das três residências da UNL e, à semelhança desta, as restantes universidades públicas também oferecem alternativas semelhantes de alojamento aos seus estudantes. Além das residências públicas ou dos habituais quartos ou apartamentos arrendados, os alunos deslocados que chegam a Lisboa têm uma terceira opção: as residências privadas, com preços menos acessíveis em relação à oferta pública, mas com uma experiência semelhante de partilha com dezenas de colegas.

É o caso da residência da Avenida Almirante Reis, uma das três para estudantes em Lisboa do projecto Montepio U Live, onde em cada piso vivem até 11 jovens, numa espécie de mega-apartamento.

Diogo Amaral é um dos 53 residentes e partilha o andar com outros dez colegas. A sua experiência é muito diferente daquela relatada por Sofia, Carolina e Leonardo. “Isto é a nossa casa e tentamos viver aqui o mais normalmente possível. Conhecemo-nos bem, damo-nos todos bem, por isso é bastante normal”, disse à Lusa o estudante do Instituto Superior Técnico, admitindo que além do facto de passar mais tempo na residência, a pandemia trouxe poucas mudanças profundas à sua rotina.

Segundo a administradora do projecto Montepio U Live, Isabel Guimarães, os estudantes adaptaram-se muito bem ao novo contexto e têm cumprido as regras de maneira exemplar, um comportamento que associa, em parte, ao facto de nestas residências viverem alguns dos melhores alunos do país (a nota de entrada no ensino superior é um dos critérios de selecção dos candidatos), com um enorme sentido de responsabilidade.

Na recém-estreada residência da UHub em Benfica, que abriu em Setembro, o sentimento de Francisco Jacinto é semelhante ao de Diogo e estar naquela residência, que à primeira vista não se afasta muito de um hotel, é como estar com a família. Por outro lado, acrescenta, não lhe falta nada.

Com um cantinho no quarto para trabalhar, uma sala de estudo, ginásio, sala de cinema, cozinhas e lavandaria, jardim e um amplo espaço de convívio à entrada, Francisco considera que a residência lhe proporciona as condições “mais que necessárias”. “Ter tudo o que precisamos aqui é, sem dúvida, imprescindível neste momento e facilita-nos muito a vida”, conta, afirmando que apesar da pandemia da covid-19 a sua boa experiência de residência, que já trazia de uma outra unidade da UHub onde viveu no ano passado, se manteve e, mais importante, com as condições de segurança asseguradas.

Este ano, os estudantes deslocados contaram com uma nova alternativa de alojamento: em resposta ao corte generalizado no número de camas disponíveis nas residências públicas, o Governo assinou no início do ano lectivo protocolos com pousadas da juventude, alojamentos locais e hotéis, permitindo aumentar a oferta que a pandemia reduziu.

Em Lisboa, são 26 as unidades hoteleiras que se disponibilizaram para receber estudantes no âmbito destes protocolos, mas esta parece não ter sido uma opção para os universitários e entre os cerca de 12 hotéis e hostels que responderam aos contactos da Lusa, apenas dois receberam alunos durante o primeiro semestre.

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