Um estudo divulgado, esta quarta-feira, vem revelar como a escolha de um curso superior, em detrimento de outro, é uma repercussão das desigualdades sociais do país. Um estudo que mostra que o acesso ao ensino superior está longe de ser justo.

Os alunos das classes favorecidas, e com pais com mais habilitações literárias, constituem também a maioria daqueles que entram em medicina, direito ou nas engenharias, considerados de maior prestígio.

Já os estudantes provenientes das classes baixas seguem para os politécnicos.



Esta é a principal conclusão a que chega o estudo “a equidade no acesso ao ensino superior”, promovido pela Fundação Belmiro de Azevedo Edulog, com base em dois critérios: a qualificação dos pais e a percentagem de alunos que recebem bolsas da ação social.

A área da saúde é disso exemplo. Cerca de 73% dos alunos que estudam para médicos são filhos de pais com curso superior e dos 73% que estudam enfermagem, os pais têm o ensino secundário ou menos.

Ao jornal Público, o coordenador da investigação explica que os cursos de maior prestígio, têm notas de acesso mais altas, e quem não pode ir para um colégio privado, ou ter explicações, dificilmente consegue atingir as médias exigidas.