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Agosto: mês de férias, descanso e… de estudo para a 2°Fase dos Exames Nacionais. Vamos ser sinceros: se já era difícil estudar em Julho, então manter o foco e a motivação em Agosto, enquanto os teus amigos postam insta stories na praia, parece ser uma missão impossível. Por isso, reúno neste artigo algumas dicas para que, neste último esforço antes do início das aulas, evites os erros cometidos na 1° Fase.

Aceitar e Refletir

Ok, não correu bem, mas agora de nada serve chorar sobre leite derramado ou rogar pragas ao IAVE. Estamos praticamente a duas semanas da 2° Fase começar e não há tempo a perder. No entanto, antes de te dedicares ao estudo propriamente dito, há que refletir e perceber o que correu mal na 1ª. São múltiplas as razões que poderão ter levado a uma prestação menos boa na hora da prova, por isso, para complementar e agilizar este momento de reflexão, nada melhor do que um esquema para clarificares as ideias.
Felizmente, para todos os casos apresentados há uma solução. Por isso, deixo-te aqui alguns conselhos que, certamente, se revelarão úteis para um estudante exausto que, nesta altura do campeonato já só quer… arrumar com os exames.

“Desconstrói”

Atrevo-me a dizer que o aluno que entrar na sala de exame sem se sentir minimamente nervoso apenas demonstra não ter noção da importância e responsabilidade que aquele momento comporta. Ainda assim, não se deve cair no extremo oposto e pensar que os exames determinam completamente o nosso futuro, julgando que um mau resultado manchará irremediavelmente o nosso percurso escolar e académico. Descontrua-se a idea de “exame” como sendo o bicho-papão elaborado por uma instituição maquiavélica chamada IAVE, cujo objetivo último é levar todos os alunos ao fracasso. Prefiro encarar o tão temível Exame Nacional como meia dúzia de exercícios que meia dúzia de professores compilaram num enunciado bem formatado, agrafado e a cores. O que me cabe a mim, enquanto aluno(a), é aplicar aquilo que aprendi naquela disciplina. Na verdade, um exame não passa disto mesmo. O que o distingue de um teste “normal” são o facto de a correção ser feita por um professor que não nos conhece e todos os procedimentos antes, durante e após o exame, desde o preenchimento do cabeçalho até à saída dos critérios – e nada disso, por si só, torna o exame mais difícil. 



 
Contudo, é inegável que outros fatores estão por detrás do nervosismo pré-exame partilhado por vários alunos. As respostas que deres às seguintes perguntas irão traduzir o teu “mindset” enquanto examinado:
  • Fiz tudo o que estava ao meu alcance para me preparar para o exame?
Não há nada melhor do que sentir que “fizeste a tua parte”. Não sabes que perguntas vão sair nem conheces o teu professor-corretor, mas está nas tuas mãos estudar de forma organizada e sistemática. Estar seguro de que deste o teu melhor na preparação para o exame constitui uma preocupação a menos na hora da prova! 
  • Tenho medo de falhar? 
Todos temos, principalmente após as coisas não terem corrido como esperávamos na 1° Fase. A verdade é que ninguém quer falhar ou repetir exames, e voltar a obter um resultado pouco satisfatório não é uma realidade muito agradável. Porém, ter medo e deixar que o medo controle a tua prestação durante a prova são coisas completamente diferentes. Se tens medo de falhar, isso apenas mostra que és responsável e que tens noção de que aquele momento é importante para o teu futuro. Em vez de deixares que esse sentimento te domine, pensa nele como uma motivação extra que te leva a querer, mais do que nunca, evitar cometer os erros da fase anterior! 
  • Sinto-me pressionado por algo/ alguém? 
Pergunta a ti próprio porque é que quiseste realizar determinado exame. É por ser prova de ingresso para entrar no curso superior que desejas? É porque não sabes bem o que queres para o teu futuro, mas aquele exame é uma prova de ingresso comum a muitos cursos? Ou é porque queres ir de encontro às expectativas de alguém e seguir um certo curso superior porque dizem que “tem saída”? Por mais cliché que a expressão soe, nunca é demais sublinhar que o TEU futuro está nas TUAS mãos. O exame é um meio para atingir um fim, e se esse “fim” não representa algo atrativo para ti, será ainda mais difícil encontrar motivação para estudar e melhorar os teus resultados! 

Sê Estratégico!  

Os exames nacionais têm uma duração consideravelmente superior à dos testes “normais”, mas nem sempre isso constitui uma mais valia para o examinado. É pouco provável que não tenhas conseguido responder a algumas perguntas por falta de tempo, mas é possível que te tenhas sentido stressado aos veres o tempo a passar, percebendo que ainda te faltavam resolver vários exercícios. Assim que o professor te passa a prova para as mãos não tens de começar logo a resolvê-la, com medo que o tempo acabe. É mais vantajoso folhear o enunciado e perceber, antes de mais, a estrutura da prova e, neste ano, excecionalmente, saber quais os itens que contribuem obrigatoriamente para a classificação final. Pessoalmente, considero que “arrumar” logo com os chamados “itens obrigatórios” é uma forma de eliminar stress extra. A partir do momento em que já resolveste esses exercícios, parte para as questões seguintes e responde, em primeiro lugar, àquelas que te sentes mais confortável e seguro. Só não te esqueças de identificar devidamente a pergunta à qual estás a responder! 

“Back to Basics” 

Não era suposto chegar ao exame e constatar que, afinal, não dominas, de forma alguma, a matéria alvo de avaliação. Assim, se foi essa a razão que te levou a ter de repetir o exame, há que agir o mais eficazmente possível. Partindo do princípio que o problema não foi falta de estudo, talvez o método utilizado não tenha sido o mais adequado para ti. Antes de mais, abre os manuais ou livros de preparação para exame da disciplina e atenta no índice. Identifica aquilo que sabes, aquilo que não sabes e aquilo que nem sequer te lembras de ter aprendido. Julgo que, nesta fase, é mais útil recorrer a livros de preparação para exame já que, de uma ou de outra forma, já contactaste com determinadas matérias quando estudaste para o exame anterior. Quanto a exercícios, este é o momento em que deves priorizar os de exames anteriores e, acima de tudo, prezar pela organização! 
 

Revê e Consolida 

Se estavas apenas inseguro relativamente a alguns temas ou se o exame te apanhou de surpresa com uma pergunta sobre um assunto pouco usual, deves estudar de forma mais direcionada (sem nunca dispensar uma revisão geral de todos os conteúdos). Revê com atenção a matéria que sabes menos bem, mas fá-lo de forma proativa: não te limites a ler resumos! Afinal, o que falhou no exame anterior foi, essencialmente, a forma como aplicaste os teus conhecimentos. Por isso, resolver questões-modelo ou de exames anteriores será, mais uma vez, a melhor opção. No final, refaz os exercícios que erraste na 1° Fase, de modo a identificar se o estudo se revelou, ou não, proveitoso! 
 
É ainda importante referir que cada um tem a sua própria forma de estudar e que não existe uma única “receita” para alcançar o sucesso nos exames. Porém, estou certa de que estas dicas serão úteis para o estudante que quer fazer corresponder o seu esforço e afinco à nota da prova! 
 
Bons estudos e até ao próximo artigo
Mariana.

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Este texto faz parte de uma série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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