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O ministro da Educação revelou esta sexta-feira que os exames nacionais serão adiados, passando a primeira fase de junho para julho, enquanto a segunda será realizada apenas em setembro. A alteração do calendário escolar é motivada pela pausa obrigatória de duas semanas, depois de as aulas presenciais terem sido canceladas a 22 de janeiro e de o ensino à distância ter sido retomado esta segunda-feira.

Em entrevista ao programa “As Três da Manhã”, da Renascença, Tiago Brandão Rodrigues explicou que, como no final do ano será acrescentada uma semana de aulas, “o calendário escolar andou todo para a frente“. “Vamos ter uma primeira fase de exames a acontecer em julho, em vez de junho, e uma segunda fase de exames a acontecer em setembro, em vez de acontecer em julho”, detalhou.

Assim fica o novo calendário escolar 

Numa nota enviada à comunicação social, a tutela deu a conhecer as alterações ao calendário escolar que “visam compensar” a interrupção letiva entre 22 janeiro e 5 de fevereiro. A pausa letiva de Carnaval fica eliminada, enquanto a da Páscoa decorrerá de 29 de março a 1 de abril.

O mesmo documento informa que o terceiro período termina a 8 de julho para os alunos do pré-escolar, assim como para os do primeiro e segundo ciclo. As aulas para os estudantes do 7.º, 8.º e 10.º anos acabam a 23 de junho, mais tarde do que o calendário letivo para o 9.º, 11.º e 12.º anos, que encerra a 18 de junho.

Os exames nacionais do ensino secundário têm a primeira fase calendarizada entre 2 e 16 de julho, com afixação dos resultados a 2 de agosto, enquanto a segunda fase passa para setembro, estendendo-se de 1 a 7 de setembro, e as notas são divulgadas a 16 do mesmo mês.

Sobre o regresso ao ensino presencial, Tiago Brandão Rodrigues defende que “as escolas devem ser as primeiras infraestruturas” a reabrir. “Infelizmente, estamos a atravessar uma terceira vaga desta pandemia e sabemos que existe um conjunto de variáveis, inclusivamente as novas variantes [da covid-19], que têm provocado uma entropia maior, uma forma de analisar o dia a dia que estamos a viver bem mais complexa”, salientou, deixando a garantia: “Trabalhamos todos os dias para pensar como poderemos regressar às aulas”.

1ª Fase dos Exames Nacionais

2ª Fase dos Exames Nacionais