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“Este é um sacrifício que se justifica: a suspensão das actividades lectivas nas escolas deu um contributo decisivo no controlo da pandemia e tem sido uma ajuda preciosa para os profissionais de saúde”, afirma o primeiro-ministro, numa declaração ao país, feita depois de uma ronda de encontros com os partidos. À saída do encontro, António Costa anunciou que as aulas irão continuar ser dadas à distância. Para acautelar o ensino à distância, as ferramentas para professores e alunos estão a ser reforçadas.

Apesar do ritmo de desaceleração da pandemia, ainda não chegámos ao dia em que podemos começar a levantar as medidas de restrição e de afastamento social. Só o podemos fazer quando o risco for controlável, sendo que a comunidade científica ainda não o pode prever com a segurança necessária”, sublinha o líder do Governo. Fica a saber em baixo o que ficou decidido. 

Quando recomeça o 3º período? 

Esta quinta-feira, o Governo anunciou que as aulas irão recomeçar na próxima segunda-feira, mas os conteúdos serão dados à distância.



O que acontece com os exames nacionais?

Os exames do secundário e de acesso ao ensino superior serão adiados, para que ainda possam ser retomadas aulas presenciais do 11.º e 12.º ano, devido à diversidade de disciplinas:

  • A primeira fase dos exames será reagendada entre 6 e 23 de Julho
  • A segunda fase dos exames será reagenda entre 1 e 7 de Setembro

Realizamos todos os exames na mesma?

Não, apenas terás de realizar os exames que precisas como Prova de Ingresso. Todos os outros são opcionais ou poderão ser realizados como melhoria. Ou seja, os exames para efeitos de aprovação de secundário deixaram de ser obrigatórios.

Quando acabará o 3º período?

“A actividade lectiva poderá estender-se até ao dia 26 de Junho”, afirma o primeiro-ministro.

Como fica o acesso ao ensino superior?

As informações que circulam apontam para a 1ª fase de candidaturas ao ensino superior começar a 7 de agosto, e as respetivas colocações saírem no final de setembro! As aulas começariam no início de outubro.

Mas voltarão a existir aulas presenciais?

Se houver uma decisão de retornar às aulas presenciais, ela só afectará os alunos do 11º e 12º anos. “É particularmente importante que ainda possamos retomar as actividades lectivas presenciais”, uma vez que estes anos antecedem o ingresso no ensino superior ou no mercado de trabalho, justifica o Governo.

Essas aulas presenciais serão apenas das 22 disciplinas sujeitas a exame específico para o acesso ao ensino superior. As aulas devem decorrer com o respeito das regras de distanciamento e higienização adequadas. Até decisão expressa de contrário das autoridades de saúde, qualquer pessoa que frequente a escola terá de usar máscara de protecção (que serão distribuídas pelo Ministério da Educação).

Qualquer aluno, professor ou funcionário que pertença a um grupo de risco está dispensado de se deslocar à escola.

No entanto, para já não existem datas para um potencial regresso. “Iremos continuar a avaliar a evolução da situação para podermos confirmar como e quando se iniciarão as aulas presencias”, disse.

Isto significa que a exigência será mais baixa?

António Costa diz que as condições de exigência se irão manter, não só em relação às disciplinas que irão ser avaliadas em exame nacional, mas para todos os níveis de ensino. “O ensino à distância não significa ausência de ensino ou desaparecimento da escola. Significa que a escola prossegue de uma forma diferente”, vincou.

O primeiro-ministro avaliou de uma forma positiva as duas semanas de ensino escolar à distância, reconhecendo, no entanto, que existem desigualdades que têm de ser mitigadas. 

É seguro voltarmos às escolas?

António Costa diz que, caso se confirme a realização de aulas presenciais, as condições de segurança terão de ser salvaguardadas pelos agrupamentos, nem que para isso tenham quer ser feitas em pavilhões.

“Este não é o momento de mudar as regras de acesso ao ensino superior”, vinca o primeiro-ministro. “Não podemos mudar as regras a meio do percurso.”​

Seremos todos aprovados?

“Ninguém melhor do que os professores conhece melhor que os seus alunos”, diz António Costa, antes de reconhecer que “o ensino à distância não significa o mesmo para todos os alunos”, porque existem desigualdades económicas e sociais que se reflectem no acompanhamento à distância.

No entanto, o primeiro-ministro afasta as passagens administrativas e diz que haverá, na mesma, aprovação e chumbos de alunos. “Estaremos certos que os professores terão em conta todos os factores”, diz o primeiro-ministro, dando uma palavra de confiança à capacidade dos professores tomarem essas decisões, ainda que à distância.