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O Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) promete provas mais adequadas ao que é ensinado na escola.

“É uma das nossas preocupações: é que os exames, já que têm impacto nas práticas pedagógicas, que o tenham de uma forma positiva”, afirma Luís Pereira dos Santos.



“Não é um processo que vai começar agora, com a minha entrada, com a entrada do novo conselho diretivo”, mas algo que tem vindo a ser feito, com “algumas alterações cirúrgicas em alguns exames, de forma a que estejam mais ligados ao currículo, que é o que os professores ensinam e os alunos deveriam aprender”, indica.

É já a partir de segunda-feira, dia 17, que os alunos dos 9º, 11º e 12º anos começam a ser vão postos à prova nos exames nacionais.

“O que temos feito nos exames nos últimos anos é criar itens que obriguem a pensar, que obriguem a fazer inferências, a analisar documentos, textos, suportes e, portanto, não basta decorar, não é esse o objetivo”, diz ainda o presidente do IAVE, o instituto responsável pelo processo dos exames.

“O que queremos é, primeiro, que os alunos se sintam confortáveis quando olharem para o teste e poderem dizer ‘foi isto que eu fiz nas minhas aulas’ e que os professores se sintam confortáveis, dizendo que foi isto que eu desenvolvi nas minhas aulas. Este é o nosso grande objetivo”, remata.

Quanto à possibilidade de as provas serem realizadas em suporte digital, não é algo que esteja para breve.

 

Guardados a sete chaves

Na conversa com As Três da Manhã, Luís Pereira dos Santos explicou como se processa a elaboração dos exames até chegarem às escolas.

“As provas são elaboradas pela equipa pedagógica do IAVE, professores que lecionam. Parece-nos importante que lecionem para estar mais capacitados para saber como o currículo está a ser desenvolvido nas escolas”, sublinha.

As equipas “trabalham nas instalações do IAVE” e cada uma “tem a sua sala e um cofre. Há também um computador que está desligado do mundo – nunca temos nem provas nem fragmentos de provas em rede. Temos esse cuidado”, destaca.

“Depois de elaboradas e auditadas, as provas são enviadas para a editorial do Ministério da Educação, que também está completamente preparada para, no maior sigilo, fazer as impressões.

Os exames são depois distribuídos pelas forças de segurança – PSP e GNR consoante as zonas”, conclui o presidente do IAVE.