Exames Nacionais: Processo de correção digital está atrasado e só arranca na próxima semana

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O arranque da classificação dos exames nacionais do ensino secundário sofreu um forte revés. O processo, que deveria ter começado na passada terça-feira, foi adiado devido a falhas técnicas na nova plataforma digital. O Ministério da Educação garante, no entanto, que o calendário de publicação das notas não será afetado.

Em comunicado enviado às redações às 22h30 deste sábado, o Júri Nacional de Exames (JNE) e o Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (Eduqa) apelaram à calma:

“As escolas e os professores convocados para o processo de classificação deverão aguardar, com tranquilidade, novas informações relativas à disponibilização das respostas.”

Plataforma falha no ano de estreia da digitalização em massa

Este ano letivo marca uma viragem histórica: pela primeira vez, praticamente todos os exames secundários (mais de 300 mil provas) são digitalizados para serem classificados online. Contudo, a transição tem sido conturbada.

 
  • O plano inicial: Os professores corretores deveriam ter tido acesso às provas na passada terça-feira.
  • A realidade: Uma onda de problemas técnicos impediu o acesso à Plataforma de Classificação e Supervisão, gerando queixas em massa por parte dos docentes.
  • A situação atual: Embora este sábado tenham começado a ser disponibilizadas as primeiras provas de Português (realizadas no dia 16 por mais de 76 mil alunos), os relatos de professores que não conseguem aceder ao sistema ou que encontram respostas incompletas e folhas em falta continuam a multiplicar-se.

O JNE e o Eduqa justificam os problemas com os “constrangimentos naturais de um processo inovador — implementado pela primeira vez no sistema educativo e de elevada complexidade logística e tecnológica”, garantindo que a situação está em “fase de recuperação”.

Novo calendário: Como fica o tempo de correção?

Para compensar o tempo perdido, o JNE iniciará a distribuição de respostas aos professores classificadores a partir da próxima segunda-feira, 29 de junho. Este envio será feito de forma gradual e faseada, à medida que as provas forem sendo processadas pelo sistema.

A tutela assegura que esta alteração não irá prejudicar o trabalho dos docentes, garantindo que cada código de exame disporá de um período de classificação equivalente ao habitual — que é, tipicamente, de dez dias úteis.

Com este ajuste no fluxo de trabalho, o prazo final para a conclusão da classificação das provas mantém-se inalterado, estando fixado para o dia 10 de julho.

 

Notas saem na data prevista?

Apesar do atraso de quase uma semana no arranque dos trabalhos, a tutela reitera que a data de saída das notas (14 de julho) não corre perigo.

O Eduqa já tinha vindo a público na quinta-feira afirmar que o cronograma inicial era “suficientemente flexível para poder acomodar eventuais dificuldades” e, no comunicado deste sábado, reforça que os ajustes feitos tornam as datas perfeitamente “realistas”.

Fica, contudo, por esclarecer a razão concreta por trás destas falhas. Em nenhum dos comunicados emitidos até ao momento foi dada uma explicação técnica sobre o que está, afinal, a falhar na digitalização e no suporte da plataforma.