Fernando Alexandre, o novo ministro da Educação, Ciência e Inovação: economista, autor e antigo secretário de estado

Foto: Jorge Amaral / Arquivo Global Imagens

Luís Montenegro elegeu Fernando Alexandre, economista e ex-secretário de Estado Adjunto da Administração Interna, para ocupar o cargo de ministro da Educação, Ciência e Inovação no novo Governo que toma posse dia 2 de abril. 

Nascido em 1972, Fernando Alexandre é doutorado em Economia pela Universidade de Londres, Birkbeck College, e trabalha como professor na Universidade do Minho, onde já ocupou várias funções administrativas. É ainda vice-presidente do Conselho Económico e Social.

Como economista, as suas áreas de pesquisa incluem macroeconomia, economia monetária e financeira, economia portuguesa, segurança social e estudos de impacto económico e social.

As suas competências valeram-lhe uma distinção com o Prémio de Mérito Científico da Universidade do Minho em 2022 e reconhecimento enquanto comentador na RTP e colunista nos jornais Eco e Observador. 

Num desses espaços de análise, escreveu a propósito dos rankings das escolas, defendendo que “a queda das escolas públicas e a afirmação das escolas privadas nas posições cimeiras” reflete a “falência das políticas para a escola pública”.

“Para além das razões de base ideológica, há uma razão óbvia para o ministro da Educação não gostar dos rankings das escolas. Sem os rankings das escolas o ministro da Educação poderia dormir melhor, porque não seria confrontado com os seus quase oito anos de políticas inconsequentes e desastrosas para a escola pública”, escreveu na crónica publicada no Observador, em junho.

Fernando Alexandre vai suceder a João Costa, ministro da Educação desde 2022 e secretário de Estado nos dois anteriores executivos socialistas de António Costa, e a Elvira Fortunato, ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Movimento estudantil “repudia” extinção do Ministério do Ensino Superior

O movimento estudantil do Ensino Superior, que junta várias associações e federações nacionais, critica a decisão da não criação de um Ministério exclusivo para a Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

“O movimento estudantil do Ensino Superior manifesta o seu veemente repúdio pela decisão do Sr. Primeiro-Ministro Indigitado, Dr. Luís Montenegro de não criar um ministério exclusivo para a ciência, tecnologia e ensino superior, optando por incorporar estas áreas no Ministério da Educação”, lê-se no comunicado.