Aumentar a nota em Conselho de turma?

Jéssica Pinto

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Ana Noronha

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OMG tanta resposta xD
O aluno dito é filho do vice-diretor e precisava dessa nossa para entrar numa engenharia (prefiro não revelar mas creio que a média este ano está 18.7 xD (vocês adivinham logo)) e tinha 19-20 a tudo menos português. Está situação da subida de nota foi me contada pela minha professora de português, que era a diretora de turma dele.
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OMG tanta resposta xD
O aluno dito é filho do vice-diretor e precisava dessa nossa para entrar numa engenharia (prefiro não revelar mas creio que a média este ano está 18.7 xD (vocês adivinham logo)) e tinha 19-20 a tudo menos português. Está situação da subida de nota foi me contada pela minha professora de português, que era a diretora de turma dele.

Aaa, a subida a que eu me referia era caso tivesse, por exemplo, 18.4 (foi o caso) para 18.5 para me ser dado 19 e fazer média xD é que o meu professor (filosofia) é bem reles e gosta de me ver sofrer por uma décima.
 
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Birdy

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Depois de ler este tópico, *suspiros* f-i-n-a-l-m-e-n-t-e a minha vida (profissional) futura já não depende da porcaria do secundário.
O aluno dito é filho do vice-diretor e precisava dessa nossa para entrar numa engenharia
SÓ PODIA! Estudasse!!!!!! xD
Ai esses meninos do papá e da mamã....

Btw já conheci com cada personagem vinda dessas escolinhas de inflações ...... Pior que entrarem com as notas todas inflacionadas, falam disso com um ar de gozo e de orgulho de onde vieram, nem imaginam....
 

Jéssica Pinto

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Depois de ler este tópico, *suspiros* f-i-n-a-l-m-e-n-t-e a minha vida (profissional) futura já não depende da porcaria do secundário.

SÓ PODIA! Estudasse!!!!!! xD
Ai esses meninos do papá e da mamã....

Btw já conheci com cada personagem vinda dessas escolinhas de inflações ...... Pior que entrarem com as notas todas inflacionadas, falam disso com um ar de gozo e de orgulho de onde vieram, nem imaginam....
típico
 

Alfa

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Honestamente, não culpo quem vem de escolas nas quais as suas notas foram "inflacionadas" nem os pais que lá os puseram. Vivemos numa cultura focada no resultado, no número. Se os filhos querem entrar no curso X ou Y e para isso precisam de uma certa nota que é mais fácil de obter numa certa escola, podemos mesmo recriminar os pais que os põem lá? Sinceramente, eu entendo-os, por triste e injusta que seja toda esta situação. Se calhar faria o mesmo, não posso atirar pedras.

Mas se a nossa cultura académica passasse a focar-se na aprendizagem, no conhecimento, no processo de aprender e não no resultado da avaliação, se encarássemos a avaliação como um ponto de partida para a aprendizagem e não como uma meta final, então talvez a situação melhorasse um pouco. Talvez percebêssemos que aquele número de 0 a 20 não é nada informativo. Talvez, deixando de venerar os resultados, deixássemos de venerar os cursos para onde vão, tipicamente, os alunos com melhores resultados (veneração essa parcialmente responsável por todo este fenómeno das inflações).

Estamos todos contagiados por isto. Pensem lá: quando saem de um teste, pensam "espero ter uma boa nota" ou "espero ter feito um bom trabalho a responder às perguntas"? Parece a mesma coisa, ou equivalente? Não é.

E se me disserem: ah, mas as notas são importantes porque são o que vai determinar onde entramos no superior. Pois, pode ser. Mas garanto que as pessoas que conheci que mais competentes vieram a ser no superior não eram as que tinham necessariamente melhores notas, mas as que mais vontade tinham de realmente aprender. E eram as mais felizes.

(Desculpem o rant :sweatsmile:)
 

davis

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Uma aluna da minha escola do 10 teve só 19’s nos testes é um ou dois 17 e o stor este período deu-lhe 16 (ele faz sempre isso 😅 já cmg foi a mesma cena)
Isso aconteceu-me no secundário, e era comum os professores na minha altura fazerem isso no primeiro período. Isto no tempo dos 🦖.

Isto porque na altura, não sei se ainda é assim, sempre que um professor descia a nota de um aluno de um período para o outro, tinha de fazer um "relatório" a justificar essa descida. Conclusão, notas que eram para ser altas eram dadas 1/2 valores abaixo não vá o aluno descer no período seguinte, cause aint nobody got time for relatórios. 🤷‍♂️.

Honestamente, não culpo quem vem de escolas nas quais as suas notas foram "inflacionadas" nem os pais que lá os puseram. Vivemos numa cultura focada no resultado, no número. Se os filhos querem entrar no curso X ou Y e para isso precisam de uma certa nota que é mais fácil de obter numa certa escola, podemos mesmo recriminar os pais que os põem lá? Sinceramente, eu entendo-os, por triste e injusta que seja toda esta situação. Se calhar faria o mesmo, não posso atirar pedras.

Mas se a nossa cultura académica passasse a focar-se na aprendizagem, no conhecimento, no processo de aprender e não no resultado da avaliação, se encarássemos a avaliação como um ponto de partida para a aprendizagem e não como uma meta final, então talvez a situação melhorasse um pouco. Talvez percebêssemos que aquele número de 0 a 20 não é nada informativo. Talvez, deixando de venerar os resultados, deixássemos de venerar os cursos para onde vão, tipicamente, os alunos com melhores resultados (veneração essa parcialmente responsável por todo este fenómeno das inflações).

Estamos todos contagiados por isto. Pensem lá: quando saem de um teste, pensam "espero ter uma boa nota" ou "espero ter feito um bom trabalho a responder às perguntas"? Parece a mesma coisa, ou equivalente? Não é.

E se me disserem: ah, mas as notas são importantes porque são o que vai determinar onde entramos no superior. Pois, pode ser. Mas garanto que as pessoas que conheci que mais competentes vieram a ser no superior não eram as que tinham necessariamente melhores notas, mas as que mais vontade tinham de realmente aprender. E eram as mais felizes.

(Desculpem o rant :sweatsmile:)
^This.
 

Bremer Pereira

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até eu às vezes penso em dar graxa aos meus professores para eles me subiram as notas, mas eles são maus
3x
epah subires o 20 a matematica é dificil ahahah:tearsofjoy:
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OMG tanta resposta xD
O aluno dito é filho do vice-diretor e precisava dessa nossa para entrar numa engenharia (prefiro não revelar mas creio que a média este ano está 18.7 xD (vocês adivinham logo)) e tinha 19-20 a tudo menos português. Está situação da subida de nota foi me contada pela minha professora de português, que era a diretora de turma dele.
Só podia... Eu sei que não entrar num curso por causa de uma disciplina é mau, mas que se esforçasse mais, agora inflação de notas já é mau, mas ver isso acontecer só poruqe um aluno é filho de alguém com um cargo importante numa escola é ridiculo!
Aaa, a subida a que eu me referia era caso tivesse, por exemplo, 18.4 (foi o caso) para 18.5 para me ser dado 19 e fazer média xD é que o meu professor (filosofia) é bem reles e gosta de me ver sofrer por uma décima.
AAA... Nesse caso, os professores não costumam dar o 19 logo no primeiro periodo, mas no 3º periodo se acabares com media de 18,4 eles costumam dar.. Pelo menos a mim sempre deram... Mas nesse caso, penso que podes pedir ao professor e salientar que faz toda a diferença o 19.
 
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David1154

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Honestamente, não culpo quem vem de escolas nas quais as suas notas foram "inflacionadas" nem os pais que lá os puseram. Vivemos numa cultura focada no resultado, no número. Se os filhos querem entrar no curso X ou Y e para isso precisam de uma certa nota que é mais fácil de obter numa certa escola, podemos mesmo recriminar os pais que os põem lá? Sinceramente, eu entendo-os, por triste e injusta que seja toda esta situação. Se calhar faria o mesmo, não posso atirar pedras.

Mas se a nossa cultura académica passasse a focar-se na aprendizagem, no conhecimento, no processo de aprender e não no resultado da avaliação, se encarássemos a avaliação como um ponto de partida para a aprendizagem e não como uma meta final, então talvez a situação melhorasse um pouco. Talvez percebêssemos que aquele número de 0 a 20 não é nada informativo. Talvez, deixando de venerar os resultados, deixássemos de venerar os cursos para onde vão, tipicamente, os alunos com melhores resultados (veneração essa parcialmente responsável por todo este fenómeno das inflações).

Estamos todos contagiados por isto. Pensem lá: quando saem de um teste, pensam "espero ter uma boa nota" ou "espero ter feito um bom trabalho a responder às perguntas"? Parece a mesma coisa, ou equivalente? Não é.

E se me disserem: ah, mas as notas são importantes porque são o que vai determinar onde entramos no superior. Pois, pode ser. Mas garanto que as pessoas que conheci que mais competentes vieram a ser no superior não eram as que tinham necessariamente melhores notas, mas as que mais vontade tinham de realmente aprender. E eram as mais felizes.

(Desculpem o rant :sweatsmile:)
Será que os metodos de admissão as faculdades está a ser o melhor? Se calhar se tivessemos outros métodos de ingresso no qual não contassem só os números, estas situações não se passasem, ou pelo menos não fossem tão relevantes. Não sei, não tenho ideias de como fazer um sistema melhor, mas tenho a sensação que talvez a forma como o ingresso é feito não seja o melhor e talvez seja um tema no qual nos devamos debruçar no futuro.
 

Alfa

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Será que os metodos de admissão as faculdades está a ser o melhor? Se calhar se tivessemos outros métodos de ingresso no qual não contassem só os números, estas situações não se passasem, ou pelo menos não fossem tão relevantes. Não sei, não tenho ideias de como fazer um sistema melhor, mas tenho a sensação que talvez a forma como o ingresso é feito não seja o melhor e talvez seja um tema no qual nos devamos debruçar no futuro.

Eu acho que a questão aqui nem é bem essa. O nosso sistema de admissão é bem melhor que o que existe em outros países e, apesar de ter as suas falhas, até me parece minimamente razoável. A questão é que não se pode confundir avaliação com seriação. Ter boas notas e conseguir bons resultados nos exames deveria ser uma consequência da aprendizagem, não o foco único de todo o ensino.
 

David1154

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Eu acho que a questão aqui nem é bem essa. O nosso sistema de admissão é bem melhor que o que existe em outros países e, apesar de ter as suas falhas, até me parece minimamente razoável. A questão é que não se pode confundir avaliação com seriação. Ter boas notas e conseguir bons resultados nos exames deveria ser uma consequência da aprendizagem, não o foco único de todo o ensino.
E se por exemplo, fossem feitas questões de cultura geral acerca do curso que te vais candidatar? Supúnhamos que para entrar no curso de engenharia informática, 80% da nota de ingresso era relativa ao secundário, e a restante relativa a questões de conhecimento da área (escrever um texto, responder a perguntas ou algo do género). Tenho quase a certeza que há pessoas a ingressarem no ensino superior só porque sim, e não por gosto. Se essas questões fossem colocadas, estavamos a suscitar uma procura de informação autónoma e talvez um gosto por querer saber, e não saber só porque é preciso. Para além de encararmos o ensino de forma diferente, estávamos a preparar melhor toda a gente para o curso que iriam seguir.
 
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E se por exemplo, fossem feitas questões de cultura geral acerca do curso que te vais candidatar? Supúnhamos que para entrar no curso de engenharia informática, 80% da nota de ingresso era relativa ao secundário, e a restante relativa a questões de conhecimento da área (escrever um texto, responder a perguntas ou algo do género). Tenho quase a certeza que há pessoas a ingressarem no ensino superior só porque sim, e não por gosto. Se essas questões fossem colocadas, estavamos a suscitar uma procura de informação autónoma e talvez um gosto por querer saber, e não saber só porque é preciso. Para além de encararmos o ensino de forma diferente, estávamos a preparar melhor toda a gente para o curso que iriam seguir.
Eu acho que devia ser dado um enfoque muito maior à nota do secundário relativamente à nota dos exames. O facto de algumas faculdades contarem a nota de exame com um peso de 50% (e mesmo 30%) na média de ingresso é simplesmente ridículo. Como é possível atribuírem o mesmo valor a um momento de avaliação de 2/3h quando o secundário dura 3 anos? Depois a questão dos exames, eu acho que nos moldes atuais deviam ser completamente eliminados, nós estudantes sabemos que não têm nenhum benefício para a nossa aprendizagem, ficamos algum tempo a rever os conhecimentos para alguns meses depois os esquecermos de novo. E a questão dos exames servirem para garantir a equidade de oportunidades para o ensino público/privado, porque não ser o IAVE a produzir todos os elementos de avaliação do secundário? Tal como nos exames, alunos e professores só teriam acesso aos testes/questões-aula/mini-fichas nos momentos de avaliação, assim garantia-se igualdade durante 3 anos, versus as 2/3h de um exame. Depois a questão das melhorias de nota, que podemos realizar através dos exames, porque não existirem exames só para esse efeito? Se o aluno quisesse aumentar a nota poderia realizar o exame, que seria totalmente opcional e nos moldes dos exames atuais, com 1ºªs e 2ªs fases. Quem só quer melhorar a nota a uma disciplina, só realiza o exame dessa disciplina. E a questão do timing dos exames, a sério que vamos fazê-los no verão, depois de um ano letivo exaustivo e onde só queremos descansar a cabeça?
 

Alfa

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Eu acho que devia ser dado um enfoque muito maior à nota do secundário relativamente à nota dos exames. O facto de algumas faculdades contarem a nota de exame com um peso de 50% (e mesmo 30%) na média de ingresso é simplesmente ridículo. Como é possível atribuírem o mesmo valor a um momento de avaliação de 2/3h quando o secundário dura 3 anos?

Então e como é que se contrabalança o fenómeno da inflação das notas e se faz uma seriação externa mais isenta?

Depois a questão dos exames, eu acho que nos moldes atuais deviam ser completamente eliminados, nós estudantes sabemos que não têm nenhum benefício para a nossa aprendizagem, ficamos algum tempo a rever os conhecimentos para alguns meses depois os esquecermos de novo.

O que os estudos sobre avaliação mostram não é isto. Sistemas educativos com avaliação externa sob a forma de exames tendem a ter alunos com maior sucesso médio.

Como eu disse acima, o que deve mudar não são os exames, é a atitude perante eles. Falando da minha área especificamente, uma pessoa que goste de Matemática, aprenda Matemática e se esforçe por aprender em vez de se preocupar com os resultados também não vai ter problemas em fazer um exame.

E uma pessoa que se esforçe e trabalhe e aprenda vai mesmo esquecer tudo depois do exame?



. E a questão dos exames servirem para garantir a equidade de oportunidades para o ensino público/privado, porque não ser o IAVE a produzir todos os elementos de avaliação do secundário? Tal como nos exames, alunos e professores só teriam acesso aos testes/questões-aula/mini-fichas nos momentos de avaliação, assim garantia-se igualdade durante 3 anos, versus as 2/3h de um exame

Outra vez a confusão entre seriação e avaliação, entre avaliação formativa e sumativa. A avaliação que os professores fazem nas aulas é formativa, faz parte do processo de aprendizagem, tem de ser concebida, criada e aplicada pelo professor que acompanha a turma para ser eficaz.

É claro que esta diferença se esbate quando se fala em turmas e escolas "de treino para os exames"...

E a questão do timing dos exames, a sério que vamos fazê-los no verão, depois de um ano letivo exaustivo e onde só queremos descansar a cabeça?

Quando propões que se façam?
 
D

Deleted member 5107

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O que os estudos sobre avaliação mostram não é isto. Sistemas educativos com avaliação externa sob a forma de exames tendem a ter alunos com maior sucesso médio.

E uma pessoa que se esforçe e trabalhe e aprenda vai mesmo esquecer tudo depois do exame?
Porque não? No meu caso isso acontece e por isso tenho a certeza que fazer exames para consolidar a matéria é uma piada. Esses estudos incluem Portugal? :smirk:
A avaliação que os professores fazem nas aulas é formativa, faz parte do processo de aprendizagem, tem de ser concebida, criada e aplicada pelo professor que acompanha a turma para ser eficaz.
Não concordo totalmente, salvo em casos excecionais de problemas de aprendizagem, acho que isso contribui para injustiças e desigualdades. Quantos de nós já ficaram prejudicados pelo professor ter feito um teste mais difícil para nós do que para a sua outra turma do mesmo ano? Avaliações formativas produzidas pelo IAVE não levariam a esses problemas. Plus não acho que turmas mais difíceis se combatam com avaliações mais fáceis.
Quando propões que se façam?
Proponho que não se façam com regime obrigatório. Mas quem os queira fazer, para efeitos de melhoria de nota, não vejo outra alternativa que no fim do ano, apesar de achar que não é uma boa alternativa, reconheço que é a única.
 
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Alfa

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Porque não? No meu caso isso acontece e por isso tenho a certeza que fazer exames para consolidar a matéria é uma

No teu caso isso acontece e por isso devemos generalizar a toda a população estudantil portuguesa e abolir os exames?

Sim, as estatísticas de que tive conhecimento numa conferência a que fui sobre acesso ao ensino superior eram precisamente de Portugal.
 

brod56

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Eu acho que devia ser dado um enfoque muito maior à nota do secundário relativamente à nota dos exames. O facto de algumas faculdades contarem a nota de exame com um peso de 50% (e mesmo 30%) na média de ingresso é simplesmente ridículo. Como é possível atribuírem o mesmo valor a um momento de avaliação de 2/3h quando o secundário dura 3 anos? Depois a questão dos exames, eu acho que nos moldes atuais deviam ser completamente eliminados, nós estudantes sabemos que não têm nenhum benefício para a nossa aprendizagem, ficamos algum tempo a rever os conhecimentos para alguns meses depois os esquecermos de novo. E a questão dos exames servirem para garantir a equidade de oportunidades para o ensino público/privado, porque não ser o IAVE a produzir todos os elementos de avaliação do secundário? Tal como nos exames, alunos e professores só teriam acesso aos testes/questões-aula/mini-fichas nos momentos de avaliação, assim garantia-se igualdade durante 3 anos, versus as 2/3h de um exame. Depois a questão das melhorias de nota, que podemos realizar através dos exames, porque não existirem exames só para esse efeito? Se o aluno quisesse aumentar a nota poderia realizar o exame, que seria totalmente opcional e nos moldes dos exames atuais, com 1ºªs e 2ªs fases. Quem só quer melhorar a nota a uma disciplina, só realiza o exame dessa disciplina. E a questão do timing dos exames, a sério que vamos fazê-los no verão, depois de um ano letivo exaustivo e onde só queremos descansar a cabeça?
Discordo em toda a linha. Os exames são um elemento mais cruel de avaliação, é verdade, mas testam outras competências do aluno, como a frieza e o traquejo. Para além de não estarem sujeitos a inflação, como referido anteriormente.
Já para não falar do facto de muitos professores trabalharem mais única e exclusivamente por causa da preparação para o exame, o que só é positivo para os alunos (veja-se o caso do facilitismo das opcionais de 12ºano).
 
D

Deleted member 5107

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No teu caso isso acontece e por isso devemos generalizar a toda a população estudantil portuguesa e abolir os exames?
Claro que não, mas não preciso de nenhum estudo para saber que não estou na minoria que não se esquece da matéria uns meses após o exame.
No teu caso isso acontece e por isso devemos generalizar a toda a população estudantil portuguesa e abolir os exames?

Sim, as estatísticas de que tive conhecimento numa conferência a que fui sobre acesso ao ensino superior eram precisamente de Portugal.
Esse estudo comparava a mesma amostra de estudantes, nas mesmas disciplinas, sem exames? Seria interessante ver quais as condições da comparação, se tiveres o link gostava de ler.
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Para além de não estarem sujeitos a inflação.
Isso não é verdade, quem os corrige são professores, de carne e osso, e por isso, apesar dos critérios de correção, cada professor tem os seus ideiais e mesmo em disciplinas que dêem menos aso a extrapolações dos critérios, o professor tanto pode ignorar certos aspetos para favorecer como ser extremamente rigoroso cientificamente. E todos sabemos que isso é mais pura das verdades, por isso inflação de notas também existe nos exames nacionais.
Já para não falar do facto de muitos professores trabalharem mais única e exclusivamente por causa da preparação para o exame, o que só é positivo para os alunos (veja-se o caso do facilitismo das opcionais de 12ºano).
O facilitismo acontece e é também por isso que acho que seria bom as avaliações formativas serem proporcionadas pelo IAVE, caso os exames obrigatórios deixassem de existir.
Mas trabalhar única e exclusivamente para os moldes do exame nacional é uma consequência natural de avaliações deste tipo...
 
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