Ciências Farmacêuticas

Snarky_Puppy

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29 Junho 2015
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Ciências Biomédicas
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Universidade de Aveiro
Olá! Na tua opinião, quais é que são os contras desses cursos?
Falando apenas na área da saúde, os cursos referidos pelo Dodge estão principalmente associados a carreiras de investigação. Sim, podes também ir para a indústria farmacêutica com formação complementar e experiência relevante, no entanto o MICF permite também estas saídas e todas as outras ligadas ao profissional farmacêutico (comunitária, hospitalar, etc), para além de que existem funções na indústria também exclusivas ao farmacêutico (e a indústria está hoje super competitiva e é ainda um pouco limitada em termos de carreiras em Portugal). Por outras palavras, na área da saúde, o MICF é um curso que te possibilita um leque mais alargado de saídas, sendo uma opção mais segura se quiseres trabalhar na saúde. Os outros cursos não são maus, de todo, e há muitos licenciados em ciências da vida com boas carreiras na área da saúde, mas é uma opção mais limitada e menos segura. A área da saúde encontra-se cada vez mais saturada, e para quem quer trabalhar em saúde, cada vez mais recomendo cursos que possibilitem o máximo de saídas possíveis.
 
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undisclosed

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18 Fevereiro 2021
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O caminho para a indústria é começar logo na faculdade a fazer networking e a florear o CV com cargos nisto e naquilo desde AE a APEF a EPSA, e se possível estágios extra-curriculares numa empresa farmacêutica. Quem diz indústria diz empresas de consultoria na área farmacêutica, empresas da distribuição, etc. Erasmus também é um plus e qualquer dia já só falta ser obrigatório. Sem tudo isso a porta de entrada na indústria, que são as vagas para "trainees" na área tal ou tal, fecham-se e não há volta a dar a não ser que se vão adquirindo competências por outras vias ao longo da vida profissional que o justifiquem. Outra coisa, acabar o curso com 16 e não ter nada no CV ou acabar com 12 mas ter tudo aquilo que eu disse, as empresas vão escolher quem teve 12. Basicamente fazer o curso e ter um emprego à espera, nesta área, acabou há muito tempo.
 

Dodge

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7 Maio 2017
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Falando apenas na área da saúde, os cursos referidos pelo Dodge estão principalmente associados a carreiras de investigação. Sim, podes também ir para a indústria farmacêutica com formação complementar e experiência relevante, no entanto o MICF permite também estas saídas e todas as outras ligadas ao profissional farmacêutico (comunitária, hospitalar, etc), para além de que existem funções na indústria também exclusivas ao farmacêutico (e a indústria está hoje super competitiva e é ainda um pouco limitada em termos de carreiras em Portugal). Por outras palavras, na área da saúde, o MICF é um curso que te possibilita um leque mais alargado de saídas, sendo uma opção mais segura se quiseres trabalhar na saúde. Os outros cursos não são maus, de todo, e há muitos licenciados em ciências da vida com boas carreiras na área da saúde, mas é uma opção mais limitada e menos segura. A área da saúde encontra-se cada vez mais saturada, e para quem quer trabalhar em saúde, cada vez mais recomendo cursos que possibilitem o máximo de saídas possíveis.
Isto.

A exceção, a meu ver, era o curso de CBM em aveiro com o minor de medicina farmacêutica (acabou, certo?) e o mestrado (que entretanto acabou) de biomedicina farmacêutica. Se o interesse era trabalhar na área regulamentar ou ensaios clínicos, era melhor que o MICF.
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O caminho para a indústria é começar logo na faculdade a fazer networking e a florear o CV com cargos nisto e naquilo desde AE a APEF a EPSA, e se possível estágios extra-curriculares numa empresa farmacêutica. Quem diz indústria diz empresas de consultoria na área farmacêutica, empresas da distribuição, etc. Erasmus também é um plus e qualquer dia já só falta ser obrigatório. Sem tudo isso a porta de entrada na indústria, que são as vagas para "trainees" na área tal ou tal, fecham-se e não há volta a dar a não ser que se vão adquirindo competências por outras vias ao longo da vida profissional que o justifiquem. Outra coisa, acabar o curso com 16 e não ter nada no CV ou acabar com 12 mas ter tudo aquilo que eu disse, as empresas vão escolher quem teve 12. Basicamente fazer o curso e ter um emprego à espera, nesta área, acabou há muito tempo.
Nunca percebi porque é que o pessoal dos recursos humanos valorizam tanto o erasmus ... 6 meses a 1 ano de borgas não tornam ninguém mais empregável.
 
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Snarky_Puppy

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29 Junho 2015
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Isto.

A exceção, a meu ver, era o curso de CBM em aveiro com o minor de medicina farmacêutica (acabou, certo?) e o mestrado (que entretanto acabou) de biomedicina farmacêutica. Se o interesse era trabalhar na área regulamentar ou ensaios clínicos, era melhor que o MICF.
O mestrado acabou. O minor ainda existe mas são só 2 cadeiras introdutórias que não acrescentam nada ao que qualquer licenciado em saúde (na minha opinião) já deveria saber de base, ou seja nada a ver com o que era antes (as cadeiras dedicadas chegavam a começar no primeiro ano e eram muito fortes em termos práticos), portanto o menor é quase inexistente. CBM está uma licenciatura virada para investigação básica, a meu ver.

Melhor que CF não sei se era, mas era um mestrado muito forte porque tinha ligações com a OM, OF, AMPIF, o Health Cluster e parcerias com indústrias, hospitais e empresas para estágios e projetos de campo. No meu tempo, a competitividade era nula comparativamente ao que é hoje, quase ninguém sabia o que era um monitor de ensaios clínicos e as CROs nacionais estavam muito na moda, portanto só não tinha emprego quem não queria. Tornou-se um mestrado muito popular e cada vez mais concorrido. Acho que fechou por desentendimentos/politiquices no auge do seu sucesso. Agora há outro de gestão da investigação clínica, mas não sei se o networking é tão bom, e como o/a undisclosed disse, para a indústria (principalmente nos dias de hoje) a experiência e o networking são tudo.
 

undisclosed

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Nunca percebi porque é que o pessoal dos recursos humanos valorizam tanto o erasmus ... 6 meses a 1 ano de borgas não tornam ninguém mais empregável.
Experiência internacional, aptidão para estabelecer novos contactos, resolver problemas em situações desfavoráveis ou desconhecidas, esse tipo de coisas que as tipas da psicologia organizacional estudam e adoram e as empresas procuram nos seus quadros. Têm sorte porque existe excesso de oferta e podem dar-se ao luxo de escolher.
 

mmtpwk

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1 Abril 2021
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Falando apenas na área da saúde, os cursos referidos pelo Dodge estão principalmente associados a carreiras de investigação. Sim, podes também ir para a indústria farmacêutica com formação complementar e experiência relevante, no entanto o MICF permite também estas saídas e todas as outras ligadas ao profissional farmacêutico (comunitária, hospitalar, etc), para além de que existem funções na indústria também exclusivas ao farmacêutico (e a indústria está hoje super competitiva e é ainda um pouco limitada em termos de carreiras em Portugal). Por outras palavras, na área da saúde, o MICF é um curso que te possibilita um leque mais alargado de saídas, sendo uma opção mais segura se quiseres trabalhar na saúde. Os outros cursos não são maus, de todo, e há muitos licenciados em ciências da vida com boas carreiras na área da saúde, mas é uma opção mais limitada e menos segura. A área da saúde encontra-se cada vez mais saturada, e para quem quer trabalhar em saúde, cada vez mais recomendo cursos que possibilitem o máximo de saídas possíveis.
Obrigada pela resposta! Então por exemplo, se eu quisesse trabalhar numa empresa que desenvolva medicamentos ou que desenvolva curas para doenças (trabalhar com genética e assim) achas que teria mais oportunidades com o MICF do que com um desses cursos + mestrado nessas áreas?
 

undisclosed

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18 Fevereiro 2021
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MICF deve ser para quem quer poder exercer o que consta do ato farmacêutico, i.e., atos próprios da profissão de farmacêutico. Investigação é possível, mas há percursos de 3 anos (em biologia, bioquímica) em que depois com um mestrado específico na área que se pretende (genética, biologia molecular) me parecem mais indicados e específicos... Mas é só a minha opinião.
 

Snarky_Puppy

Membro Veterano
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29 Junho 2015
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Ciências Biomédicas
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Obrigada pela resposta! Então por exemplo, se eu quisesse trabalhar numa empresa que desenvolva medicamentos ou que desenvolva curas para doenças (trabalhar com genética e assim) achas que teria mais oportunidades com o MICF do que com um desses cursos + mestrado nessas áreas?
Boa pergunta, mas não é fácil de responder a isso. Primeiro, digo que a minha sugestão para escolher MICF prende-se não tanto pela maior ou menor facilidade em entrar na indústria (é difícil de entrar para qualquer um), mas porque tem mais saídas na área da saúde. É mais uma questão de alargar o leque de ofertas possível, para aumentar as tuas hipóteses de ter uma profissão que gostes de exercer.

Como se tem dito neste tópico, o desenvolvimento de medicamentos é uma área muito competitiva e difícil de entrar em Portugal sem experiência (na Europa há mais oferta, mas também é preciso penar um pouco, e com o cenário pandémico atual e muitas das funções realizadas a partir de casa ou a meio gás, é mais difícil ainda para quem está a começar). Há mestrados que oferecem estágios e alguns contactos com a indústria, mas eu não estou por dentro deles e não sei até que ponto o networking deles é eficaz. Para mim, a vantagem principal de entrar nisto como farmacêutico é o acesso a profissões exclusivas/quase exclusivas a esta classe profissional. Áreas como o desenvolvimento de formulações, farmacocinética, farmacovigilância/gestão de risco e mesmo assuntos regulamentares, são dominadas pelos farmacêuticos (as 2 primeiras então são praticamente exclusivas a esta classe, mas com muito pouca oferta em Portugal, que eu saiba). Isto acontece porque os farmacêuticos são os especialistas do medicamento e como tal, estão mais preparados para lidar com responsabilidades diretamente ligadas ao fármaco. Do mesmo modo, os médicos na indústria são os especialistas da doença e das decisões clínicas, assumindo as funções que necessitam de qualquer aval médico.

Outras profissões mais estratégicas, operacionais, de controlo de qualidade, ou analíticas (fora a interpretação médica e farmacocinética), já são mais diluídas, pois o foco não é tanto o medicamento ou mesmo a doença, mas sim o processo I&D de um produto de saúde.
 

mmtpwk

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1 Abril 2021
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Boa pergunta, mas não é fácil de responder a isso. Primeiro, digo que a minha sugestão para escolher MICF prende-se não tanto pela maior ou menor facilidade em entrar na indústria (é difícil de entrar para qualquer um), mas porque tem mais saídas na área da saúde. É mais uma questão de alargar o leque de ofertas possível, para aumentar as tuas hipóteses de ter uma profissão que gostes de exercer.

Como se tem dito neste tópico, o desenvolvimento de medicamentos é uma área muito competitiva e difícil de entrar em Portugal sem experiência (na Europa há mais oferta, mas também é preciso penar um pouco, e com o cenário pandémico atual e muitas das funções realizadas a partir de casa ou a meio gás, é mais difícil ainda para quem está a começar). Há mestrados que oferecem estágios e alguns contactos com a indústria, mas eu não estou por dentro deles e não sei até que ponto o networking deles é eficaz. Para mim, a vantagem principal de entrar nisto como farmacêutico é o acesso a profissões exclusivas/quase exclusivas a esta classe profissional. Áreas como o desenvolvimento de formulações, farmacocinética, farmacovigilância/gestão de risco e mesmo assuntos regulamentares, são dominadas pelos farmacêuticos (as 2 primeiras então são praticamente exclusivas a esta classe, mas com muito pouca oferta em Portugal, que eu saiba). Isto acontece porque os farmacêuticos são os especialistas do medicamento e como tal, estão mais preparados para lidar com responsabilidades diretamente ligadas ao fármaco. Do mesmo modo, os médicos na indústria são os especialistas da doença e das decisões clínicas, assumindo as funções que necessitam de qualquer aval médico.

Outras profissões mais estratégicas, operacionais, de controlo de qualidade, ou analíticas (fora a interpretação médica e farmacocinética), já são mais diluídas, pois o foco não é tanto o medicamento ou mesmo a doença, mas sim o processo I&D de um produto de saúde.
Então, sendo assim, com MICF em Portugal, é mais comum acabar por ficar na farmácia comunitária? É que parece-me que isso não é algo que eu vá gostar. Penso que preferia algo mais virado para a cura de doenças (sem ter necessariamente de ser o fabrico de medicamentos) e por isso andava mais virada para bioquímica.
 

Lev_Porto

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22 Dezembro 2020
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Então, sendo assim, com MICF em Portugal, é mais comum acabar por ficar na farmácia comunitária? É que parece-me que isso não é algo que eu vá gostar. Penso que preferia algo mais virado para a cura de doenças (sem ter necessariamente de ser o fabrico de medicamentos) e por isso andava mais virada para bioquímica.
A maioria dos Farmacêuticos exerce em Farmácia Comunitária, mas isso não significa que o tenhas de fazer.

Há centenas a exercer em Hospitais (desde Farmácia Hospitalar, Ensaios Clínicos, Patologia Clínica), a Laboratórios de Análises privados.

Há também bastantes a exercer em Indústria (desde Regulamentação, Gestão, Vendas, Distribuição, Marketing, Produção).

E depois há os que ingressam em Doutoramento para iniciar a sua carreira em investigação (desde diagnóstico à terapêutica) podendo fazer investigação ligada à Academia (nas Universidades, acumulando muitas vezes também o papel de Prof. Universitário), ou também investigação na Indústria (que em Portugal não há muita mas existe, e para estes cargos de investigação na Indústria penso que é quase obrigatório fazer um Doutoramento, o que concordo pois nenhum curso te prepara para fazer investigação a sério, só passar por um Doutoramento é que te fará ter essas competências).
 

undisclosed

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18 Fevereiro 2021
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Quantos farmacêuticos ingressam em hospitalar e em análises clínicas por ano é que nem devem chegar a meia centena tal é a escassez de vagas.

Não há milagres. A saída principal é a farmácia e depois várias posições na indústria (a maioria não relacionadas com I&D) e outros setores relacionados com o circuito do medicamento e sua gestão.

Investigação é para aí 1 a 2% do total sobretudo associados às universidades e respetivos institutos associados. I&D na indústria em Portugal há pouco.

Para uma ideia do tipo de posições na indústria: Career Opportunities (na Bial, algumas são mais específicas e pedem PharmD como na posição de Pharmacometrician e noutras as formações são mais diversas).
 
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Snarky_Puppy

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29 Junho 2015
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Quantos farmacêuticos ingressam em hospitalar e em análises clínicas por ano é que nem devem chegar a meia centena tal é a escassez de vagas.

Não há milagres. A saída principal é a farmácia e depois várias posições na indústria (a maioria não relacionadas com I&D) e outros setores relacionados com o circuito do medicamento e sua gestão.

Investigação é para aí 1 a 2% do total sobretudo associados às universidades e respetivos institutos associados. I&D na indústria em Portugal há pouco.

Para uma ideia do tipo de posições na indústria: Career Opportunities (na Bial, algumas são mais específicas e pedem PharmD como na posição de Pharmacometrician e noutras as formações são mais diversas).
Isto é verdade. No que respeita ao I&D farmacêutico, em Portugal há muito pouca "investigação" porque as empresas 100% nacionais dedicadas ao desenvolvimento dos seus próprios produtos são poucas e super pequenas face às Pfizers e Lillys desta vida. Em Portugal, dentro do I&D a principal saída é no "desenvolvimento" e em funções de controlo de qualidade e operacionalização de estudos clínicos. Isto não tem nada a ver com laboratórios, são funções super administrativas. Interessantes também à sua maneira e alguns bem científicos na sua natureza, mas quem está à procura de laboratórios, batas, óculos de proteção e olhar para tubos de ensaio como nas fotos da net vai ficar desapontado.
 
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mmtpwk

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1 Abril 2021
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Pelo que vocês disseram e do que já estive a pesquisar, investigação parece-me um ramo muito incerto e não sei se valerá a pena optar por cursos muito virados para isso se depois vou acabar no desemprego ou atrás de bolsas.
Por outro lado, tenho receio de não gostar de MICF por ter muita química e não ter tanta biologia (acho que não aborda muito genética, DNA, mas posso estar errada). Com MICF é possível trabalhar com genética (fazer coisas como CRISPR, edição genética e assim)? Ou será preferível tirar uma licenciatura + mestrado em biologia computacional? Já agora, se me puderem dizer se essa área tem empregabilidade em Portugal também agradecia.
 

Lev_Porto

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Pelo que vocês disseram e do que já estive a pesquisar, investigação parece-me um ramo muito incerto e não sei se valerá a pena optar por cursos muito virados para isso se depois vou acabar no desemprego ou atrás de bolsas.
Por outro lado, tenho receio de não gostar de MICF por ter muita química e não ter tanta biologia (acho que não aborda muito genética, DNA, mas posso estar errada). Com MICF é possível trabalhar com genética (fazer coisas como CRISPR, edição genética e assim)? Ou será preferível tirar uma licenciatura + mestrado em biologia computacional? Já agora, se me puderem dizer se essa área tem empregabilidade em Portugal também agradecia.
Sim, no MICF terás disciplinas relacionadas com isso, Biologia Celular, Biologia Molecular, Genética (e em algumas faculdades ainda tens opcionais nessas áreas). Poderás também fazer a tua tese de mestrado em investigação em Genética.

Em relação ao MICF e Genética, é uma das vertentes. Como podes ver no site da Ordem dos Farmacêuticos, existe a Especialidade em Genética Humana (4 anos). Brevemente irá iniciar a Residência Farmacêutica e anualmente haverá vagas de especialidade distribuídas por vários hospitais do país. No final da especialidade poderás trabalhar em contexto hospitalar, laboratórios privados ou investigação.

Atenção que este caminho que eu falo não é 'fácil' porque não há abundância de oportunidades. Se bem que no caso da genética em particular poderás ter uma vantagem porque a maioria dos Farmacêuticos não quer seguir essa área (daí haver poucos especialistas em Genética Humana pela OF).
 

Dodge

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Confesso que embora saiba que a genética é uma área de especialização farmacêutica, fora investigadores farmacêuticos na área da genética, nunca conheci ninguém com essa especialidade (nem sei o que fazem).
 

Lev_Porto

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Confesso que embora saiba que a genética é uma área de especialização farmacêutica, fora investigadores farmacêuticos na área da genética, nunca conheci ninguém com essa especialidade (nem sei o que fazem).
É normal. Penso que só há 60 no país.
A maioria está em laboratórios privados (unilabs, germano de sousa) e alguns distribuídos por diversos hospitais do país.

A título de exemplo a Dra. Dulce Quelhas no Hospital Santo António no Porto que é responsável por um dos departamentos da Genética.

Também tens a Dra. Ana Luís Westerman Cardoso e a Dra. Ana Paula Ambrósio do INSA - Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge.

Como vão começar a abrir vagas de especialidade a nível hospitalar nesta área o número de especialistas vai começar a aumentar aos poucos. Se quiseres saber mais podes consultar os documentos da OF relativamente a esta especialidade.
 

marialaudo

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28 Novembro 2020
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Boa noite. Chamo-me Maria Inês e estou a finalizar o 12º ano no curso de CT com uma media interna de 169/170 ( com uma nota de exame de FQ não tão bom mas espero subir fazendo melhoria) e preciso de começar a tomar algumas decisões e adoraria ler algumas opiniões e agradeço desde já o tempo disponibilizado.
Um dos cursos que me chamou a atenção ( e de que me falaram) foi Ciências Farmacêuticas, considero o curso muito interessante apesar de ter alguns receios.
Perdoem-me a ignorância mas associo o curso, ou melhor, associo o trabalho do farmacêutico a uma vida um pouco solitária e monótona no laboratório.
Sou uma pessoa que precisa do contacto com o outro, da comunicação e que é apaixonada por isso mesmo também tenho algum medo pois não sou super rigorosa e precisa como é necessário ser. Gostaria de fazer algo no qual estivesse direta ou indiretamente ligada à melhoria da qualidade de vida do outro ( e não só) e por isso pensei em ciências farmacêuticas pois sinto que é um curso completo e com empregabilidade.
Por outro lado tenho algum receio em relação àquela monotonia do laboratório/ industria etc e ao não encaixar com o que é o curso pois o curso é como é, para uns incrível para outros não tanto e gostava de me apaixonar pela minha escolha!
Muito grata pela disponibilidade. 💟
 

undisclosed

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18 Fevereiro 2021
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Acho que não corresponde muito à realidade porque assim de repente todas as saídas envolvem trabalho de equipa e se acabares na farmácia comunitária (mais comum) tens sempre colegas e doentes/utentes à volta, sendo que as idas ao laboratório da farmácia são infrequentes...
 

Dl_2001

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20 Abril 2021
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Boas, venho aqui pedir recomendações acerca do curso de ciências farmacêuticas.
É um bom curso?
Em termos de saídas profissionais o que há?

Um pouco acerca do meu percurso académico:
Eu sempre tive um grande interesse pela área da farmácia, já tinha em mente seguir para farmácia comunitária ou hospitalar, e no secundário sempre gostei bastante de biologia e de química.
Acontece que este último ano entrei em eng.informática com uma expectativa em mente e, combinando com a alta empregabilidade pareceu-me uma aposta mais correta. Isto não se tornou realidade no meu caso, sinto-me perdido, não gosto nem me identifico com o curso e simplesmente não consigo realizar os projetos minimamente bem. Sinto que neguei as minhas melhores qualidades e gostos.

Com isto, venho também referir que para concorrer a ciências farmacêuticas tenho de repetir os exames de fq e de biologia mas as datas limites já passaram por isso tenho de pagar multa também.

Se alguém que já passou pelo mesmo ou algo semelhante, que conseguisse aconselhar entre continuar a batalhar um pouco mais em eng.informática ou a arriscar já nos exames nacionais era uma grande ajuda.
 

undisclosed

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18 Fevereiro 2021
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Engenharia Informática onde? Eu vou concorrer a isso no IST e FCT NOVA, entre outras engenharias semelhantes (caso não entre em Medicina), precisamente porque Ciências Farmacêuticas e a saúde no geral estão saturadas e são mal pagas. Eu sinceramente não aconselho o MICF a ninguém neste momento, a não ser que tenha uma farmácia na família direta (e, portanto, emprego e fortuna garantidos). Mas se não te identificas com a engenharia e nem consegues realizar os projetos minimamente bem, talvez uma mudança seja o passo indicado... Agora, para além da engenharia informática e afins, talvez Economia ou Gestão na NOVA SBE ou algo do género seja mais garante de emprego e estabilidade, do que o que quer que seja na saúde.
 
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