Colocados 2025/2026

 
 
                           
           
           
                                         
o que é que se passou em enfermagem no IP Santarém? 53 vagas de 71 por ocupar?
isto agora de exigirem dois exames prejudicou muitos cursos.
 
               
o que é que se passou em enfermagem no IP Santarém? 53 vagas de 71 por ocupar?
isto agora de exigirem dois exames prejudicou muitos cursos.

Na minha opinião, pedir dois exames nacionais não tem de ser visto como “prejudicar” cursos, mas sim como uma forma de uniformizar critérios.
Mesmo que o sistema não seja o mais justo para todos, é o que existe atualmente e garante que os candidatos são avaliados de forma comparável.
Além disso, ao contar mais peso do secundário, também há quem saia prejudicado ou beneficiado, por exemplo, alunos de escolas onde a classificação interna é mais rigorosa ou menos rigorosa. Nesse sentido, os exames acabam por funcionar como baliza nacional, evitando diferenças demasiado grandes entre escolas.

Ou seja: não é uma solução perfeita, mas é uma forma de equilibrar médias e tentar garantir que os estudantes que entram tenham uma base sólida em áreas fundamentais para o curso que pretendem.
 
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o que é que se passou em enfermagem no IP Santarém? 53 vagas de 71 por ocupar?
isto agora de exigirem dois exames prejudicou muitos cursos.
Em parte, sim, a questão de muitos cursos este ano foi passarem para duas provas de ingresso e com as novas regras de conclusão do secundário, menos candidatos tiveram condições de se candidatar. Menos candidatos, significa sempre mais vagas por preencher. O caso específico de Santarém acredito que seja também porque a maioria dos estudantes da região deverá ter colocado outras instituições entre as suas primeiras opções - Lisboa, Coimbra, etc. Coimbra desceu e sobraram vagas, o que significa que todos os alunos que tenham preferido Coimbra a Santarém, entraram em Coimbra. Em geral, descidas de candidatos vão sempre sentir-se mais particularmente nos politécnicos e instituições do interior do país.
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tenham uma base sólida em áreas fundamentais para o curso que pretendem.
Permite-me discordar ligeiramente disto, o resto do comentário concordo bastante com a perspectiva que apresentas. Os exames nacionais não são exactamente uma avaliação de conhecimentos para entrada num curso - se fosse esse o intuito, muitos cursos teriam provas bastante mais específicas. Por exemplo, em Medicina, raramente vejo alunos comentarem que precisavam de conhecimentos sólidos de Matemática para compreenderem os conteúdos do curso - porque as provas de ingresso são uma maneira de "balizar" candidatos, tentando colocar um critério transversal a todos, mas que não se traduz directamente numa avaliação de conhecimentos do curso em si. Aliás, a maioria das pessoas experiencia conteúdos praticamente pela primeira vez - e isto não é necessariamente mau ou bom - é como dizes, um critério que tenta equilibrar entre uma avaliação interna (das escolas) e uma avaliação externa (exames nacionais).

Acredito que o que correu muito mal este ano está relacionado com muita falta de informação entre potenciais candidatos, o que fez com que menos pessoas reunissem condições para a candidatura (o que possivelmente, significa que no próximo ano poderão existir mais candidatos comparativamente a este ano). As vagas sobrantes não são necessariamente algo mau em si, porque a qualidade de um curso não se mede meramente pela sua taxa de ocupação, mas dá-nos um dado que me parece muito importante: falta de interesse nas instituições especialmente localizadas no interior do país. Isto é um problema que não é exclusivo deste ano, mas em anos com mais candidatos é muito mais camuflado e vou exemplificar com a situação que descrevi com Santarém:

- o aluno colocou de facto Enfermagem em Santarém nas suas opções, mas nas opções acima colocou Lisboa, Coimbra e calhou ficar colocado em Coimbra. Não vai para Santarém, que anteriormente estava a ocupar todas as vagas, porque não só existiam mais candidatos, como sucessivamente existindo mais candidatos também nos outros sítios, faziam com que o aluno acabasse colocado mais previsivelmente em Santarém, do que nas outras opções.

Quantos cursos não existem por este país fora com imensa dificuldade em captar alunos que coloquem esses cursos nas suas primeiras opções? Este ano de colocações sublinha muito esta problemática - mais de 90% dos alunos ficaram colocados numa das suas primeiras 3 opções. Tudo isto para dizer que enquanto as instituições do interior não tiverem forte investimento para captarem mais alunos, as suas taxas de ocupação altas vão estar sempre dependentes das principais escolhas dos estudantes serem elas completamente preenchidas. Uma instituição não é valorizada se sistematicamente é sempre das últimas escolhas dos estudantes, mas isto é uma questão bastante complexa, porque está muito ligada a reputações de instituições, capacidade económica dos agregados familiares, entre muitos outros factores que são dignos de uma análise bem mais profunda do que a que consigo fazer aqui, mas fica aqui a reflexão 👩‍🏫
 
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ISEP Engenharia Mecânica Automóvel colocado, já recebi o email.
No email só vem uma palavra passe para autenticação no portal do ISEP, mas desta forma não é possível fazer o login para realização de Matricula, como sabemos a primeira credencial do nº de Estudante?
Olá! Em primeiro lugar, parabéns pela colocação e votos de sucesso!
Vais receber no número de telemóvel associado um código para o nome de utilizador, acompanhado da palavra-passe.
Se precisares de ajuda na inscrição, entra em contacto comigo.
 
               
Em parte, sim, a questão de muitos cursos este ano foi passarem para duas provas de ingresso e com as novas regras de conclusão do secundário, menos candidatos tiveram condições de se candidatar. Menos candidatos, significa sempre mais vagas por preencher. O caso específico de Santarém acredito que seja também porque a maioria dos estudantes da região deverá ter colocado outras instituições entre as suas primeiras opções - Lisboa, Coimbra, etc. Coimbra desceu e sobraram vagas, o que significa que todos os alunos que tenham preferido Coimbra a Santarém, entraram em Coimbra. Em geral, descidas de candidatos vão sempre sentir-se mais particularmente nos politécnicos e instituições do interior do país.
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Permite-me discordar ligeiramente disto, o resto do comentário concordo bastante com a perspectiva que apresentas. Os exames nacionais não são exactamente uma avaliação de conhecimentos para entrada num curso - se fosse esse o intuito, muitos cursos teriam provas bastante mais específicas. Por exemplo, em Medicina, raramente vejo alunos comentarem que precisavam de conhecimentos sólidos de Matemática para compreenderem os conteúdos do curso - porque as provas de ingresso são uma maneira de "balizar" candidatos, tentando colocar um critério transversal a todos, mas que não se traduz directamente numa avaliação de conhecimentos do curso em si. Aliás, a maioria das pessoas experiencia conteúdos praticamente pela primeira vez - e isto não é necessariamente mau ou bom - é como dizes, um critério que tenta equilibrar entre uma avaliação interna (das escolas) e uma avaliação externa (exames nacionais).

Acredito que o que correu muito mal este ano está relacionado com muita falta de informação entre potenciais candidatos, o que fez com que menos pessoas reunissem condições para a candidatura (o que possivelmente, significa que no próximo ano poderão existir mais candidatos comparativamente a este ano). As vagas sobrantes não são necessariamente algo mau em si, porque a qualidade de um curso não se mede meramente pela sua taxa de ocupação, mas dá-nos um dado que me parece muito importante: falta de interesse nas instituições especialmente localizadas no interior do país. Isto é um problema que não é exclusivo deste ano, mas em anos com mais candidatos é muito mais camuflado e vou exemplificar com a situação que descrevi com Santarém:

- o aluno colocou de facto Enfermagem em Santarém nas suas opções, mas nas opções acima colocou Lisboa, Coimbra e calhou ficar colocado em Coimbra. Não vai para Santarém, que anteriormente estava a ocupar todas as vagas, porque não só existiam mais candidatos, como sucessivamente existindo mais candidatos também nos outros sítios, faziam com que o aluno acabasse colocado mais previsivelmente em Santarém, do que nas outras opções.

Quantos cursos não existem por este país fora com imensa dificuldade em captar alunos que coloquem esses cursos nas suas primeiras opções? Este ano de colocações sublinha muito esta problemática - mais de 90% dos alunos ficaram colocados numa das suas primeiras 3 opções. Tudo isto para dizer que enquanto as instituições do interior não tiverem forte investimento para captarem mais alunos, as suas taxas de ocupação altas vão estar sempre dependentes das principais escolhas dos estudantes serem elas completamente preenchidas. Uma instituição não é valorizada se sistematicamente é sempre das últimas escolhas dos estudantes, mas isto é uma questão bastante complexa, porque está muito ligada a reputações de instituições, capacidade económica dos agregados familiares, entre muitos outros factores que são dignos de uma análise bem mais profunda do que a que consigo fazer aqui, mas fica aqui a reflexão 👩‍🏫
A regra de 2 exames no mínimo afetou muito.
O técnico Tagus park nem conseguiu encher todas as vagas para engenharia informática, e é uma faculdade com mais prestígio.
O problema disto tudo, tal como disseste, é a falta de informação e avisos para os alunos.
A mudança drástica das regras de um ano para o outro não foi muito boa ideia. Deviam de ter implementado as regras 1 a 1 e ver como afetavam as diferentes faculdades e cursos.
 
               
Quantos cursos não existem por este país fora com imensa dificuldade em captar alunos que coloquem esses cursos nas suas primeiras opções?

Licenciatura em Farmácia sendo um deles e ficou bem claro este ano. Apenas o IPP preencheu todas as vagas e ainda assim teve uma descida de média de 142,0 para 129,0
 
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A regra de 2 exames no mínimo afetou muito.
O técnico Tagus park nem conseguiu encher todas as vagas para engenharia informática, e é uma faculdade com mais prestígio.
O problema disto tudo, tal como disseste, é a falta de informação e avisos para os alunos.
A mudança drástica das regras de um ano para o outro não foi muito boa ideia. Deviam de ter implementado as regras 1 a 1 e ver como afetavam as diferentes faculdades e cursos.
Como seria esperado afectar, mas isso vem como sequela de querer equilibrar mais como se acede aos cursos na sua generalidade, passando todos a terem par ou pares de provas, ao invés de se beneficiar apenas uma só prova de ingresso. Isto não é necessariamente uma má medida, teve foi implementação mal feita e muito ambígua - como o caso dos estudantes do recorrente que tinham já terminado o secundário e não conseguiram ficha ENES porque este ano não fizeram exame de PT. Para não falar de que muita gente não se apercebeu desta alteração de provas de ingresso, então também tens alunos de anos anteriores que provavelmente pensavam ter provas válidas e afinal faltava algum exame, exame esse que não puderam fazer porque descobriram posteriormente. No fundo, talvez uma alternativa pudesse ser como dizes - ter sido tudo mais claro e de implementação gradual, de forma a mitigar estes casos que não puderam sequer concorrer.

Mesmo instituições com bastantes candidatos sofreram com a diminuição de candidatos, como exemplificas. Mas diria que nesses casos é bastante menos grave do que instituições que possuem múltiplos cursos com 0 colocados. No caso específico do TagusPark, também se explica que maioritariamente quem se candidata costuma ter na primeira opção o IST no Saldanha, pelo que novamente voltamos a uma questão semelhante de que os candidatos ainda são obviamente muito levados pela reputação que as instituições particularmente possuem - seja rankings, seja popularidade dos próprios sítios, seja histórias que ouviram de que x empresa prefere diplomados de um sítio específico. E é normal as instituições terem ligações com determinadas empresas, mas denuncia bastante as desigualdades entre instituições e revela fragilidades quer do sistema de ensino, quer do próprio mercado de trabalho e acho que o que o Gonçalo aponta em baixo é um exemplo bem pertinente disto.
Licenciatura em Farmácia sendo um deles e ficou bem claro este ano. Apenas o IPP preencheu todas as vagas e ainda assim teve uma descida de média de 142,0 para 129,0
Bem apontando - e deves saber em parte o que está na base disto - fora os factores que indicámos de menos candidatos, etc. etc., a situação-padrão é que os candidatos a Farmácia são, regra geral, quem pretende candidatar-se a CF. Enquanto o mercado de trabalho oferecer oportunidades piores entre um curso e o outro, torna-se muito difícil os alunos preferirem outras opções. O mesmo se aplica noutros cursos - tipicamente, quem quer ir para solicitador, a nível de mercado de trabalho é muitas vezes mais vantajoso ir tirar Direito do que ir para Solicitadoria - porque um jurista vai poder exercer as funções de solicitador e ainda fazer outras coisas.

A culpa nunca está nos alunos, eles traduzem exactamente tendências que seeeempre existiram e que as instituições muito lentamente lá introduzem alguma mudança. Por exemplo, recentemente os Politécnicos já podem oferecer Doutoramentos na sua oferta curricular - um privilégio que era apenas dado a Universidades. Isto é ambíguo porque ainda não sabemos bem se o que está a acontecer é que estamos a caminhar lentamente para que o ensino politécnico seja tão valorizado como o universitário (e foram precisas décadas para isto acontecer e esperemos que seja este o significado) ou se se está a introduzir Doutoramentos meramente pelo factor monetário porque trazem mais dinheiro para as instituições. Se é o segundo caso, é preocupante para a educação porque estamos a falar de um negócio e não deveria ser essa a missão de uma instituição de ensino, qualquer ela que seja, pública ou privada, politécnico ou universidade, na minha modesta opinião.
 
               
Bem apontando - e deves saber em parte o que está na base disto - fora os factores que indicámos de menos candidatos, etc. etc., a situação-padrão é que os candidatos a Farmácia são, regra geral, quem pretende candidatar-se a CF.

Verdade, e para além disso, na altura, um dos motivos que me levou a Farmácia foi não querer repetir o exame de FQA e como eu outros tantos devem ter pensado o mesmo, mas agora com a obrigatoriedade dos 2 exames esse "argumento" desaparece.

Também existe todo um desprezo por parte da OF e da ANF em relação aos Técnicos de Farmácia (em especial em farmácia comunitária), o que até poderia ser outro fator mas não sei até que ponto uma quantidade significativa dos candidatos terá essa noção (eu se tivesse tinha repetido o raio do exame 😂)
 
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Alguém ainda não recebeu o e-mail da DGES ?
Muitas pessoas não receberam, não é grave. Todos os dados do resultado e a password da matrícula estão na Ficha da 1ª fase que podem encontrar na seção Documentos da Candidatura online.

Parabéns a todos os colocados! 🙌
 
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