Concurso especial - Equivalências

jmqr

Membro Caloiro
Matrícula
4 Outubro 2021
Mensagens
4
Venho por este meio expor a minha situação já em grau de desespero….

O meu percurso académico iniciou-se no ISEP onde conclui o bacharelato em Engenharia civil (180 créditos – 1.º Ciclo – 3 anos). De seguida conclui a Licenciatura pré-bolonha também em engenharia civil na FEUP (120 créditos – 2.º ciclo – 2 anos).

Este ano entrei para o curso da Licenciatura de Engenharia Mecânica do ISEP via concurso especial para titulares de curso superior, tendo sido aceite e feito a matrícula. Na altura foi-me indicado pela secretária que só me poderia inscrever nas disciplinas do primeiro ano. Foi o que fiz. Enquanto esperava pelo processo de equivalências.

Na sequência do processo de atribuição de equivalências apenas me foi dado equivalência a 3 unidades curriculares (Análise matemática II, Mecânica II e Mecânica de Fluidos). Todas as unidades do bacharelato que conclui com muito esforço no ISEP não foram consideradas (apenas foram contabilizadas unidades curriculares da licenciatura da FEUP). No primeiro momento, pensei que havia faltado a documentação do bacharelato que tirei no ISEP, pelo que questionei o Diretor de Departamento da Licenciatura de Engenharia Mecânica, que me respondeu através de email o seguinte:

"Não posso, em termos legais, ir buscar ECTS ao Bacharelato, pois estaria a 'minar' a base de sustentação que tem para o Mestrado.

Isso acontece vulgarmente, e os estudantes têm dificuldade em perceber, mas é a lei. O grau obtido anteriormente tem que ser considerado 'estanque', como base de sustentação para os outros. Exemplo: Os alunos do ISEP da Lic. em Engenharia Automóvel, quando vão para o MEM, têm uma disciplina exatamente igual, dada pelo mesmo Docente, no Mestrado. Não posso dar equivalência, pois não posso ir 'roubar' créditos à Licenciatura.

Espero que compreenda (embora não seja fácil, na vossa perspetiva - eu próprio errei, à primeira, pois parecia-me óbvio conceder a equivalência)"


Ou seja, eu tenho um bacharelato em engenharia civil concluído no ISEP (com cadeiras iguais à da licenciatura de Eng. Mecânica) e o professor recusa-se a dar-me equivalência a unidades curriculares com o mesmo nome e outras com outro nome e mesmo programa (álgebra, análise matemática, estatística, mecânica, …). Ficaria com as cadeiras do primeiro ano todas feitas. Terei de fazer novamente todas as cadeiras do 1.º ano.

Segundo entendo da justificação apresentada, ele considera que o Bacharelato que tirei é de um grau inferior à licenciatura em eng. Mecânica. Quando na verdade um bacharelato tem 3 anos, corresponde ao 1.º Ciclo de estudos, tem 180 créditos e as cadeiras são iguais.

Fui pesquisar a legislação aplicável ao processo de creditação (Despacho P.PORTO-P-033-2019) nada é referido sobre "minar a base de sustentação" e "não pode ir roubar créditos à licenciatura". O que diz no despacho é que pode ser creditada formação do ensino tecnológico, outras instituições de ensino superior, independentemente do processo de Bolonha e até pode ser creditada formação com base na experiência. A lógica é contabilizar a formação adquirida ao longo da vida. Mas o Diretor de Departamento continua a dizer que é a lei.

Será que o Bacharelato de Eng. Civil concluído no ISEP é um curso de grau inferior?

Tentei contra argumentar os factos com Diretor de Departamento da Licenciatura de Engenharia Mecânica que me respondeu o seguinte:

“Olá Miguel,

Não está a perceber bem a situação.

Eu só faço uma proposta.

Depois de mim, a decisão está nas mãos do Conselho Técnico-Científico, que demora muito mais tempo do que eu a decidir, e decide segundo a lei.

Apesar da sua argumentação para comigo, isso é irrelevante para o CTC, portanto, não teria grandes expectativas, pois em casos anteriores, sei o que propus, e sei o que veio aceite, tendo pelo meio que refazer várias vezes os processos. E, ao CTC, nem sequer consegue pressionar.

Espero que perceba bem o que quero dizer. Pela minha, parte, até lhe poderia conceder tudo, mas isso de nada adiantaria.”


No primeiro email diz que não pode ir buscar ETCS ao Bacharelato e agora diz que não decide. Pela resposta dá entender que as unidades curriculares que conclui com muito esforço no bacharelato nunca vão ser aceites. E se forem a decisão vai ser demorada.

Neste momento estou completamente desesperado, como é obvio não vou fazer as cadeiras que já fiz, não me posso inscrever a cadeiras do 2.º ano enquanto não vem a decisão (não tenho acesso aos conteúdos nem aulas online). Será um semestre ou um ano totalmente para o lixo.

Já fiz a reclamação no portal do ISEP aos resultados das equivalências, fiz exposição do caso ao presidente do IPP e à Direção Geral do Ensino Superior.

Eu sei que sou só uma voz pequenina, mas também sou aluno, tenho os meus direitos.

Estou a expor o meu caso já em desespero, pelo que se alguém me poder ajudar, por pouco que seja, agradeço.
 

Wraak

Moderador
Equipa Uniarea
Moderador
Matrícula
5 Dezembro 2015
Mensagens
1,594
Curso
Computer Science
Venho por este meio expor a minha situação já em grau de desespero….

O meu percurso académico iniciou-se no ISEP onde conclui o bacharelato em Engenharia civil (180 créditos – 1.º Ciclo – 3 anos). De seguida conclui a Licenciatura pré-bolonha também em engenharia civil na FEUP (120 créditos – 2.º ciclo – 2 anos).

Este ano entrei para o curso da Licenciatura de Engenharia Mecânica do ISEP via concurso especial para titulares de curso superior, tendo sido aceite e feito a matrícula. Na altura foi-me indicado pela secretária que só me poderia inscrever nas disciplinas do primeiro ano. Foi o que fiz. Enquanto esperava pelo processo de equivalências.

Na sequência do processo de atribuição de equivalências apenas me foi dado equivalência a 3 unidades curriculares (Análise matemática II, Mecânica II e Mecânica de Fluidos). Todas as unidades do bacharelato que conclui com muito esforço no ISEP não foram consideradas (apenas foram contabilizadas unidades curriculares da licenciatura da FEUP). No primeiro momento, pensei que havia faltado a documentação do bacharelato que tirei no ISEP, pelo que questionei o Diretor de Departamento da Licenciatura de Engenharia Mecânica, que me respondeu através de email o seguinte:

"Não posso, em termos legais, ir buscar ECTS ao Bacharelato, pois estaria a 'minar' a base de sustentação que tem para o Mestrado.

Isso acontece vulgarmente, e os estudantes têm dificuldade em perceber, mas é a lei. O grau obtido anteriormente tem que ser considerado 'estanque', como base de sustentação para os outros. Exemplo: Os alunos do ISEP da Lic. em Engenharia Automóvel, quando vão para o MEM, têm uma disciplina exatamente igual, dada pelo mesmo Docente, no Mestrado. Não posso dar equivalência, pois não posso ir 'roubar' créditos à Licenciatura.

Espero que compreenda (embora não seja fácil, na vossa perspetiva - eu próprio errei, à primeira, pois parecia-me óbvio conceder a equivalência)"


Ou seja, eu tenho um bacharelato em engenharia civil concluído no ISEP (com cadeiras iguais à da licenciatura de Eng. Mecânica) e o professor recusa-se a dar-me equivalência a unidades curriculares com o mesmo nome e outras com outro nome e mesmo programa (álgebra, análise matemática, estatística, mecânica, …). Ficaria com as cadeiras do primeiro ano todas feitas. Terei de fazer novamente todas as cadeiras do 1.º ano.

Segundo entendo da justificação apresentada, ele considera que o Bacharelato que tirei é de um grau inferior à licenciatura em eng. Mecânica. Quando na verdade um bacharelato tem 3 anos, corresponde ao 1.º Ciclo de estudos, tem 180 créditos e as cadeiras são iguais.

Fui pesquisar a legislação aplicável ao processo de creditação (Despacho P.PORTO-P-033-2019) nada é referido sobre "minar a base de sustentação" e "não pode ir roubar créditos à licenciatura". O que diz no despacho é que pode ser creditada formação do ensino tecnológico, outras instituições de ensino superior, independentemente do processo de Bolonha e até pode ser creditada formação com base na experiência. A lógica é contabilizar a formação adquirida ao longo da vida. Mas o Diretor de Departamento continua a dizer que é a lei.

Será que o Bacharelato de Eng. Civil concluído no ISEP é um curso de grau inferior?

Tentei contra argumentar os factos com Diretor de Departamento da Licenciatura de Engenharia Mecânica que me respondeu o seguinte:

“Olá Miguel,

Não está a perceber bem a situação.

Eu só faço uma proposta.

Depois de mim, a decisão está nas mãos do Conselho Técnico-Científico, que demora muito mais tempo do que eu a decidir, e decide segundo a lei.

Apesar da sua argumentação para comigo, isso é irrelevante para o CTC, portanto, não teria grandes expectativas, pois em casos anteriores, sei o que propus, e sei o que veio aceite, tendo pelo meio que refazer várias vezes os processos. E, ao CTC, nem sequer consegue pressionar.

Espero que perceba bem o que quero dizer. Pela minha, parte, até lhe poderia conceder tudo, mas isso de nada adiantaria.”


No primeiro email diz que não pode ir buscar ETCS ao Bacharelato e agora diz que não decide. Pela resposta dá entender que as unidades curriculares que conclui com muito esforço no bacharelato nunca vão ser aceites. E se forem a decisão vai ser demorada.

Neste momento estou completamente desesperado, como é obvio não vou fazer as cadeiras que já fiz, não me posso inscrever a cadeiras do 2.º ano enquanto não vem a decisão (não tenho acesso aos conteúdos nem aulas online). Será um semestre ou um ano totalmente para o lixo.

Já fiz a reclamação no portal do ISEP aos resultados das equivalências, fiz exposição do caso ao presidente do IPP e à Direção Geral do Ensino Superior.

Eu sei que sou só uma voz pequenina, mas também sou aluno, tenho os meus direitos.

Estou a expor o meu caso já em desespero, pelo que se alguém me poder ajudar, por pouco que seja, agradeço.
Olá @jmqr,

Parece-me haver confusões dos dois lados. O Decreto-Lei n.º 65/2018 (artigo 45º) abre portas para que cursos pré-bolonha possam ser creditados e, inclusive, unidades curriculares específicas. Não há esta noção de "um curso vale menos ou mais que outro".

Dito isto, os processos de acreditação são obscuros (no sentido em que não há uma ligação clara e lógica entre as diferentes acreditações) mas, de acordo com a lei, são da competência de cada instituição do ensino superior. Da mesma forma, o despacho do IPP também não define claramente o que é ou não acreditado e em que tipo de condições (em específico), pelo que este poder de decisão é totalmente transferido para os orgãos competentes. Enfim, o processo de acreditação é extremamente complexo, opaco e difícil de se navegar, especialmente quando temos respostas negativas.

O orgão responsável, em Portugal, por investigar este tipo de processos e a regularidade das acreditações em Portugal é a Inspeção-Geral da Educação e Ciência como exposto no artigo 45º-A do mesmo decreto-lei. Sugiro-te ligares-lhes o mais rápido possível e tentar ver se existe algo que possa ser feito e a quem podes expôr a situação melhor. Se nada estiver fora da lei, como suponho que será o caso, o júri definido é o Conselho Técnico-Científico do ISEP/IPP, pelo que poderão tomar qualquer decisão que acharem mais acertada.

Boa sorte!
 

jmqr

Membro Caloiro
Matrícula
4 Outubro 2021
Mensagens
4
Olá @jmqr,

Parece-me haver confusões dos dois lados. O Decreto-Lei n.º 65/2018 (artigo 45º) abre portas para que cursos pré-bolonha possam ser creditados e, inclusive, unidades curriculares específicas. Não há esta noção de "um curso vale menos ou mais que outro".

Dito isto, os processos de acreditação são obscuros (no sentido em que não há uma ligação clara e lógica entre as diferentes acreditações) mas, de acordo com a lei, são da competência de cada instituição do ensino superior. Da mesma forma, o despacho do IPP também não define claramente o que é ou não acreditado e em que tipo de condições (em específico), pelo que este poder de decisão é totalmente transferido para os orgãos competentes. Enfim, o processo de acreditação é extremamente complexo, opaco e difícil de se navegar, especialmente quando temos respostas negativas.

O orgão responsável, em Portugal, por investigar este tipo de processos e a regularidade das acreditações em Portugal é a Inspeção-Geral da Educação e Ciência como exposto no artigo 45º-A do mesmo decreto-lei. Sugiro-te ligares-lhes o mais rápido possível e tentar ver se existe algo que possa ser feito e a quem podes expôr a situação melhor. Se nada estiver fora da lei, como suponho que será o caso, o júri definido é o Conselho Técnico-Científico do ISEP/IPP, pelo que poderão tomar qualquer decisão que acharem mais acertada.

Boa sorte!

Obrigado pela ajuda.
 

davis

Administrador
Equipa Uniarea
Moderador
Matrícula
13 Outubro 2014
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23,616
Curso
MEAer + MEGIE
Instituição
Técnico - ULisboa
Venho por este meio expor a minha situação já em grau de desespero….

O meu percurso académico iniciou-se no ISEP onde conclui o bacharelato em Engenharia civil (180 créditos – 1.º Ciclo – 3 anos). De seguida conclui a Licenciatura pré-bolonha também em engenharia civil na FEUP (120 créditos – 2.º ciclo – 2 anos).

Este ano entrei para o curso da Licenciatura de Engenharia Mecânica do ISEP via concurso especial para titulares de curso superior, tendo sido aceite e feito a matrícula. Na altura foi-me indicado pela secretária que só me poderia inscrever nas disciplinas do primeiro ano. Foi o que fiz. Enquanto esperava pelo processo de equivalências.

Na sequência do processo de atribuição de equivalências apenas me foi dado equivalência a 3 unidades curriculares (Análise matemática II, Mecânica II e Mecânica de Fluidos). Todas as unidades do bacharelato que conclui com muito esforço no ISEP não foram consideradas (apenas foram contabilizadas unidades curriculares da licenciatura da FEUP). No primeiro momento, pensei que havia faltado a documentação do bacharelato que tirei no ISEP, pelo que questionei o Diretor de Departamento da Licenciatura de Engenharia Mecânica, que me respondeu através de email o seguinte:

"Não posso, em termos legais, ir buscar ECTS ao Bacharelato, pois estaria a 'minar' a base de sustentação que tem para o Mestrado.

Isso acontece vulgarmente, e os estudantes têm dificuldade em perceber, mas é a lei. O grau obtido anteriormente tem que ser considerado 'estanque', como base de sustentação para os outros. Exemplo: Os alunos do ISEP da Lic. em Engenharia Automóvel, quando vão para o MEM, têm uma disciplina exatamente igual, dada pelo mesmo Docente, no Mestrado. Não posso dar equivalência, pois não posso ir 'roubar' créditos à Licenciatura.

Espero que compreenda (embora não seja fácil, na vossa perspetiva - eu próprio errei, à primeira, pois parecia-me óbvio conceder a equivalência)"


Ou seja, eu tenho um bacharelato em engenharia civil concluído no ISEP (com cadeiras iguais à da licenciatura de Eng. Mecânica) e o professor recusa-se a dar-me equivalência a unidades curriculares com o mesmo nome e outras com outro nome e mesmo programa (álgebra, análise matemática, estatística, mecânica, …). Ficaria com as cadeiras do primeiro ano todas feitas. Terei de fazer novamente todas as cadeiras do 1.º ano.

Segundo entendo da justificação apresentada, ele considera que o Bacharelato que tirei é de um grau inferior à licenciatura em eng. Mecânica. Quando na verdade um bacharelato tem 3 anos, corresponde ao 1.º Ciclo de estudos, tem 180 créditos e as cadeiras são iguais.

Fui pesquisar a legislação aplicável ao processo de creditação (Despacho P.PORTO-P-033-2019) nada é referido sobre "minar a base de sustentação" e "não pode ir roubar créditos à licenciatura". O que diz no despacho é que pode ser creditada formação do ensino tecnológico, outras instituições de ensino superior, independentemente do processo de Bolonha e até pode ser creditada formação com base na experiência. A lógica é contabilizar a formação adquirida ao longo da vida. Mas o Diretor de Departamento continua a dizer que é a lei.

Será que o Bacharelato de Eng. Civil concluído no ISEP é um curso de grau inferior?

Tentei contra argumentar os factos com Diretor de Departamento da Licenciatura de Engenharia Mecânica que me respondeu o seguinte:

“Olá Miguel,

Não está a perceber bem a situação.

Eu só faço uma proposta.

Depois de mim, a decisão está nas mãos do Conselho Técnico-Científico, que demora muito mais tempo do que eu a decidir, e decide segundo a lei.

Apesar da sua argumentação para comigo, isso é irrelevante para o CTC, portanto, não teria grandes expectativas, pois em casos anteriores, sei o que propus, e sei o que veio aceite, tendo pelo meio que refazer várias vezes os processos. E, ao CTC, nem sequer consegue pressionar.

Espero que perceba bem o que quero dizer. Pela minha, parte, até lhe poderia conceder tudo, mas isso de nada adiantaria.”


No primeiro email diz que não pode ir buscar ETCS ao Bacharelato e agora diz que não decide. Pela resposta dá entender que as unidades curriculares que conclui com muito esforço no bacharelato nunca vão ser aceites. E se forem a decisão vai ser demorada.

Neste momento estou completamente desesperado, como é obvio não vou fazer as cadeiras que já fiz, não me posso inscrever a cadeiras do 2.º ano enquanto não vem a decisão (não tenho acesso aos conteúdos nem aulas online). Será um semestre ou um ano totalmente para o lixo.

Já fiz a reclamação no portal do ISEP aos resultados das equivalências, fiz exposição do caso ao presidente do IPP e à Direção Geral do Ensino Superior.

Eu sei que sou só uma voz pequenina, mas também sou aluno, tenho os meus direitos.

Estou a expor o meu caso já em desespero, pelo que se alguém me poder ajudar, por pouco que seja, agradeço.
Olá @jmqr

Concordo com tudo o que o @Wraak escreveu sobre estar a existir uma confusão dos dois lados, e da forma pouco transparente como funcionam os processos de equivalências (e não só).

No entanto, acho que a interpretação do professor em causa está errada, e o exemplo que é usado nem faz sentido neste contexto. O que ele refere, que não podes aproveitar ECTS de uma licenciatura para um mestrado em que usaste esses mesmos ECTS como qualificação para aceder faz sentido. Mas o que tu estás a fazer é entrar numa licenciatura diferente da que tinhas, e que não precisas de um grau anterior, seja o teu bacharelato, seja tua licenciatura pré-Bolonha para aceder. Nesse sentido, parece-me que estão a criar uma lei que na prática não existe em lado nenhum e as equivalências deveriam ser dadas.

Sugiro que peças aconselhamento à DGES sobre este enquadramento legal. No teu lugar também pediria um esclarecimento ao Conselho Científico da instituição em causa sobre esta interpretação enviesada do coordenador.

Com base nessa informação, os passos para reclamação, subindo em responsabilidade e consequências: diretor da faculdade -> provedor do estudante -> diretor do politécnico -> IGEC.
 

jmqr

Membro Caloiro
Matrícula
4 Outubro 2021
Mensagens
4
Olá @jmqr

Concordo com tudo o que o @Wraak escreveu sobre estar a existir uma confusão dos dois lados, e da forma pouco transparente como funcionam os processos de equivalências (e não só).

No entanto, acho que a interpretação do professor em causa está errada, e o exemplo que é usado nem faz sentido neste contexto. O que ele refere, que não podes aproveitar ECTS de uma licenciatura para um mestrado em que usaste esses mesmos ECTS como qualificação para aceder faz sentido. Mas o que tu estás a fazer é entrar numa licenciatura diferente da que tinhas, e que não precisas de um grau anterior, seja o teu bacharelato, seja tua licenciatura pré-Bolonha para aceder. Nesse sentido, parece-me que estão a criar uma lei que na prática não existe em lado nenhum e as equivalências deveriam ser dadas.

Sugiro que peças aconselhamento à DGES sobre este enquadramento legal. No teu lugar também pediria um esclarecimento ao Conselho Científico da instituição em causa sobre este interpretação enviesada do coordenador.

Com base nessa informação, os passos para reclamação, subindo em responsabilidade e consequências: diretor da faculdade -> provedor do estudante -> diretor do politécnico -> IGEC.
Claro que a interpretação está errada. Estamos a falar de 1.ª ciclo para 1.ª ciclo, ou licenciatura para licenciatura.
Já fiz a reclamação das equivalências, tentei argumentar com o diretor do curso, fiz um documento com os artigos relevantes da legislação, demonstrei que até competências profissionais podiam ser creditadas, que era licenciatura para licenciatura e ele disse-me:

"Apesar da sua argumentação para comigo, isso é irrelevante para o CTC, portanto, não teria grandes expectativas, pois em casos anteriores, sei o que propus, e sei o que veio aceite, tendo pelo meio que refazer várias vezes os processos. E, ao CTC, nem sequer consegue pressionar."

Só posso agora esperar pela reclamação das equivalências que fiz dentro do prazo definido de 7 dias. Mas pela resposta deu a entender que não há nada a fazer. Como recebi na resposta "sei o que propus, e sei o que veio aceite".

Entretanto as aulas a começar e eu aqui sem saber o que fazer.

Fiz exposição do caso para o presidente do ISEP, presidente do IPP, via Portal do ISEP.

Fiz também exposição do caso à DGES e Inspeção Geral de Educação e Ciência.

Quando ao concelho científico, o Diretor diz que "nem sequer posso pressionar". (Como se argumentar com a legislação fosse pressionar....).

É um tipo de mentalidade que não percebo. Cada vez é mais valorizada a formação ao longo da vida e levo com isto. Devem ter percebido que eu ía ter muitas equivalências e deve ser uma medida protecionista do curso.... sei lá

Agradeço a ajuda, mas só me resta esperar.
 

davis

Administrador
Equipa Uniarea
Moderador
Matrícula
13 Outubro 2014
Mensagens
23,616
Curso
MEAer + MEGIE
Instituição
Técnico - ULisboa
Quando ao concelho científico, o Diretor diz que "nem sequer posso pressionar". (Como se argumentar com a legislação fosse pressionar....).
Passa por cima dele e faz esse contacto e reporta detalhadamente a situação. Não me admiraria que fosse um problema de comunicação entre o Concelho Científico e a Coordenação.
É um tipo de mentalidade que não percebo. Cada vez é mais valorizada a formação ao longo da vida e levo com isto. Devem ter percebido que eu ía ter muitas equivalências e deve ser uma medida protecionista do curso.... sei lá
De quem já passou por uma confusão destas há coisa de 2 anos, que demorou 3-4 meses a resolver-se, continua a insistir, a ser chato com todas as pessoas envolvidas e bate em todas as portas possíveis. Boa sorte!
 

jmqr

Membro Caloiro
Matrícula
4 Outubro 2021
Mensagens
4
Passa por cima dele e faz esse contacto e reporta detalhadamente a situação. Não me admiraria que fosse um problema de comunicação entre o Concelho Científico e a Coordenação.

De quem já passou por uma confusão destas há coisa de 2 anos, que demorou 3-4 meses a resolver-se, continua a insistir, a ser chato com todas as pessoas envolvidas e bate em todas as portas possíveis. Boa sorte!

Mandei um email igual ao que apresentei aqui para o diretor e todos os subdiretores do curso de Eng. Mecânica do ISEP.
Pelo menos pode ser que crie algum debate da situação.... ou não... e me tomem de ponta.....
Parado não vou ficar....

Obrigado pela ajuda.
 
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