Críticas ao atual sistema de ensino e sugestões para eventuais reformas

Como classificas a estrutura do sistema de ensino?

  • 1 (mudava toda a estrutura, praticamente nada se aproveita)

  • 2 (mudava a maioria da estrutura -quanto à avaliação, por exemplo- mas não a alterava por completo)

  • 3 (sofrível, merecendo a estrutura uma remodelação de 40% a 60%, havendo rutura ou não de sistema)

  • 4 (tem algumas imperfeições, mas não a alterava substancialmente; os seus erros são suportáveis)

  • 5 (por ser perfeito, não mudava rigorosamente nada - podendo remodelar um ou outro aspeto)


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Alfa

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2 Agosto 2015
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Até sou mais ambicioso, tal como acontece com os exames nacionais no Iave, teria de acontecer para cada curso, ou seja, só uma prova decidida entres as universidades.
Ou seja, para mitigar as dificuldades causadas por um sistema de provas elaboradas pelas faculdades, estás a propor um sistema que se aproxima muito do que temos agora. Se é para fazer isto assim, mais vale manter os exames, que é um sistema já testado e comprovado.
 
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Edgar H

Moderador
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1 Outubro 2018
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Ou seja, para mitigar as dificuldades causadas por um sistema de provas elaboradas pelas faculdades, estás a propor um sistema que se aproxima muito do que temos agora. Se é para fazer isto assim, mais vale manter os exames, que é um sistema já testado e comprovado.
Não é bem igual, seria uma prova feita para alunos que concorrem para um determinado curso ou área, por exemplo, engenheira, em que os conceitos avaliados estão de acordos com os mais precisos para o curso/área, seriam provas que puxaram pela capacidade de raciocínio necessário no curso/área. Por exemplo, numa candidatura a um determinado conjunto de engenharias, seria avaliado mais física do que química, e mais geologia do que biologia. Neste caso, seria para engenharias como civil ou geológica. Para direito, era um misto entre filosofia e história, ambas as disciplinas desenvolvem competências para um bom aluno de direito, creio. Só para o teu curso, matemática, é que não seria assim tão diferente, provavelmente o exame era mais exigente.
É um exemplo, eu não sou professor nem frequentei os cursos para saber as competências precisas, tenham em conta isso😅.
 

Alfa

#pdralfa 🌈
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2 Agosto 2015
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Não é bem igual, seria uma prova feita para alunos que concorrem para um determinado curso ou área, por exemplo, engenheira, em que os conceitos avaliados estão de acordos com os mais precisos para o curso/área, seriam provas que puxaram pela capacidade de raciocínio necessário no curso/área. Por exemplo, numa candidatura a um determinado conjunto de engenharias, seria avaliado mais física do que química, e mais geologia do que biologia. Neste caso, seria para engenharias como civil ou geológica. Para direito, era um misto entre filosofia e história, ambas as disciplinas desenvolvem competências para um bom aluno de direito, creio. Só para o teu curso, matemática, é que não seria assim tão diferente, provavelmente o exame era mais exigente.
É um exemplo, eu não sou professor nem frequentei os cursos para saber as competências precisas, tenham em conta isso😅.
Não estou a discutir o que é necessário incluir, em termos de conteúdo avaliado, num exame. Essas alterações de que falas também podem ser feitas mantendo o modelo de exame nacional tal como está; basta fazer mais exames e mais específicos, ficando à responsabilidade do aluno escolher os que quer fazer.

O que estou a dizer é que essa proposta, à parte essas diferenças, não faz intervir de modo essencial o facto de serem as universidades, e não o IAVE ou outro organismo centralizado, a elaborarem as provas. O problema que identificas é o de os exames não serem suficientemente específicos para os cursos a que se destinam; esse problema soluciona-se, por exemplo, da forma que indiquei acima. Qual é a diferença entre ser o IAVE ou as universidades a fazerem os exames?

Já agora, a experiência de serem as universidades a fazer os exames já foi feita há umas décadas e não correu nada bem; os resultados nas ditas provas foram péssimos. Não significa que se voltássemos a repetir a experiência também se repetiriam os resultados, mas achei interessante assinalar este facto.
 

Edgar H

Moderador
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1 Outubro 2018
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Não estou a discutir o que é necessário incluir, em termos de conteúdo avaliado, num exame. Essas alterações de que falas também podem ser feitas mantendo o modelo de exame nacional tal como está; basta fazer mais exames e mais específicos, ficando à responsabilidade do aluno escolher os que quer fazer.

O que estou a dizer é que essa proposta, à parte essas diferenças, não faz intervir de modo essencial o facto de serem as universidades, e não o IAVE ou outro organismo centralizado, a elaborarem as provas. O problema que identificas é o de os exames não serem suficientemente específicos para os cursos a que se destinam; esse problema soluciona-se, por exemplo, da forma que indiquei acima. Qual é a diferença entre ser o IAVE ou as universidades a fazerem os exames?

Já agora, a experiência de serem as universidades a fazer os exames já foi feita há umas décadas e não correu nada bem; os resultados nas ditas provas foram péssimos. Não significa que se voltássemos a repetir a experiência também se repetiriam os resultados, mas achei interessante assinalar este facto.
Não tinha conhecimento desse dado, sendo assim, a minha ideia cai por terra. Pensava mesmo que esse modelo aplicado nos Estados Unidos era melhor. Mas gostava de saber qual a solução que tu comentaste, podias identificar, se faz favor, o comentário, é que andei um pouco para trás e não encontrei. É que o meu problema está mesmo aí, na especificidade dos exames, gostava de saber outras opiniões.
 

LBlackMoon

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27 Fevereiro 2016
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Depende da forma como se implemente. Tenho a mesma preocupação que o @Edgar H; como é que se impede os candidatos de andarem a saltar de faculdade em faculdade para efectuarem todas as provas exigidas pelas faculdades do seu interesse? Há países nos quais este sistema existe e obriga efectivamente os candidatos a fazerem muitas provas.
Teria mesmo de haver um regime de equivalências de provas prestadas, como nos dos pré-requisitos. Haveria um acordo entre as universidades e o ministério, sobre os conteúdos que seriam avaliados e o nível de dificuldade. Até sou mais ambicioso, tal como acontece com os exames nacionais no Iave, teria de acontecer para cada curso, ou seja, só uma prova decidida entres as universidades. Claro que isto obrigaria a contratação de muito mais recursos humanos, pelo menos, sazonalmente. Mas o que é impraticável, é ter de "passear" pelo país inteiro, ninguém no ramo da educação teria férias.

Pensei nisso enquanto escrevia. Não havendo maneira de o evitar, sim, implicaria múltiplas provas.
A alternativa que o Edgar apresenta é interessante. No entanto, inviabiliza aquilo que seria o objetivo de usar esse método de seleção: garantir que cada universidade pode fazer um exame seu, com autonomia para avaliar (daquilo que foi abordado no secundário) as qualidades que julgam que um aluno seu deve reunir. Mas ele volta a ter razão.. o pessoal que teria de processar toda essa informação não teria férias.
 

Ariana_

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26 Junho 2017
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Estudos Artísticos
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Na UP, há vários cursos que inovam (só um bocadinho) nesse sentido: deixam que x número de ECTS curriculares sejam preenchidos por uma cadeira de opção livre. P.ex: um aluno de História pode escolher fazer uma cadeira de Mecânica Clássica integrada, a dada altura, no seu plano de estudos; em regime de opção livre.
A UL é um bocadinho mais abrangente nesse aspeto. Particularmente, na FLUL, o meu curso é dos mais restritos e ainda assim temos 3 opções livres. Mas olha que não é exatamente escolheres qualquer coisa, a outra faculdade tem que aprovar.
Mensagem fundida automaticamente:

Já agora.. Em relação aos exames, não sinto, de facto, que seja um mau sistema de ingresso no ensino superior. Creio que assegura os princípios do mérito e da justiça. No entanto, que acham da ideia de serem as universidades a fazer as provas (mais ou menos o modelo norte-americano)? Gostaria de ouvir alguns argumentos sobre isto. Noutro dia li opiniões em ambos os sentidos, mas não fiquei esclarecido.
Em termos de logística, acho que complicaria muito, o que me faz ficar reticente em relação a esse modelo. E ainda questiono se esse tipo de provas são mesmo necessárias. É que um aluno com 18 anos ainda está longe de ter uma formação muito aprofundada, seja em que área for, por isso, não sei até que ponto faria sentido uma faculdade ser tão seletiva com os alunos. 🤷‍♀️
 
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Edgar H

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1 Outubro 2018
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Pensei nisso enquanto escrevia. Não havendo maneira de o evitar, sim, implicaria múltiplas provas.
A alternativa que o Edgar apresenta é interessante. No entanto, inviabiliza aquilo que seria o objetivo de usar esse método de seleção: garantir que cada universidade pode fazer um exame seu, com autonomia para avaliar (daquilo que foi abordado no secundário) as qualidades que julgam que um aluno seu deve reunir. Mas ele volta a ter razão.. o pessoal que teria de processar toda essa informação não teria férias.
A minha segunda ideia de haver provas iguais no mesmo curso é poder haver equivalências de provas e estas serem dadas justamente. O exame para medicina na Nova não poderia ser mais fácil do que na FMUL e mesmo assim haver equivalência entres eles, acabava com uma das qualidades dos exames, a igualdade e a justiça para todos na realização de provas. Mas se está ideia já foi implementada e não correu bem, teria de se pensar quais foram as fragilidades, porque repetir o mesmo e esperar resultados diferentes é irrealista.
 

Alfa

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Mas gostava de saber qual a solução que tu comentaste, podias identificar, se faz favor, o comentário, é que andei um pouco para trás e não encontrei.
Quando disse "esse problema soluciona-se, por exemplo, da forma que indiquei acima" referia-me ao que tinha dito no parágrafo anterior da mesma mensagem: "basta fazer mais exames e mais específicos, ficando à responsabilidade do aluno escolher os que quer fazer". Poderias ter mais exames nacionais, mas mais específicos. Isto era o modelo anterior ao que temos agora, com exames no 12.º ano (por exemplo, havia exame de Biologia e de Geologia); eventualmente transitou-se para o modelo actual, entre outras razões, para não sobrecarregar de exames o 12.º ano, passando alguma dessa carga para o 11.º.
 
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Edgar H

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Quando disse "esse problema soluciona-se, por exemplo, da forma que indiquei acima" referia-me ao que tinha dito no parágrafo anterior da mesma mensagem: "basta fazer mais exames e mais específicos, ficando à responsabilidade do aluno escolher os que quer fazer". Poderias ter mais exames nacionais, mas mais específicos. Isto era o modelo anterior ao que temos agora, com exames no 12.º ano (por exemplo, havia exame de Biologia e de Geologia); eventualmente transitou-se para o modelo actual, entre outras razões, para não sobrecarregar de exames o 12.º ano, passando alguma dessa carga para o 11.º.
Ah, ok. Era uma alternativa até melhor, desde que esses exames não voltassem outra vez a serem só no 12º ano, que continuassem divididos entre os dois anos do secundário. Ou seja o aluno escolhia se queria fazer o exame de biologia ou o de geologia no 11º ano, o mesmo acontecia para as restantes bienais.
O ideal era mesmo separar as disciplinas, com as devidas alterações nos horários.
 

davis

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Quando disse "esse problema soluciona-se, por exemplo, da forma que indiquei acima" referia-me ao que tinha dito no parágrafo anterior da mesma mensagem: "basta fazer mais exames e mais específicos, ficando à responsabilidade do aluno escolher os que quer fazer". Poderias ter mais exames nacionais, mas mais específicos. Isto era o modelo anterior ao que temos agora, com exames no 12.º ano (por exemplo, havia exame de Biologia e de Geologia); eventualmente transitou-se para o modelo actual, entre outras razões, para não sobrecarregar de exames o 12.º ano, passando alguma dessa carga para o 11.º.
Ainda sou desse tempo. Fazíamos 5 exames nacionais no 12º ano, porque tínhamos 3 disciplinas anuais. No meu caso foi Matemática A, Português, Sociologia, Direito e IDES - Introdução do Desenvolvimento Económico e Social (a atual opcional Economia C). E ainda como extra Física para entrar em Aeroespacial. Mas podíamos fazer exames apenas na 2ª fase, não éramos obrigados a fazer tudo na 1ª fase como agora. Acho que o modelo atual acaba por funcionar melhor, espalhando os exames, e até para dar oportunidade de repetir exames nacionais específicos do 11º ano.
 
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Edgar H

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Ainda sou desse tempo. Fazíamos 5 exames nacionais no 12º ano, porque tínhamos 3 disciplinas anuais. No meu caso foi Matemática A, Português, Sociologia, Direito e IDES - Introdução do Desenvolvimento Económico e Social (a atual opcional Economia C). E ainda como extra Física para entrar em Aeroespacial. Mas podíamos fazer exames apenas na 2ª fase, não éramos obrigados a fazer tudo na 1ª fase como agora. Acho que o modelo atual acaba por funcionar melhor, espalhando os exames, e até para dar oportunidade de repetir exames nacionais específicos do 11º ano.
Eu não tenho um conhecimento profundo desse método, mas não dá para dividir pelos dois anos?
 

davis

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Uma medida interessante vinda de Itália, desde que não se fique apenas pela educação para combater as mudanças climáticas e implementem também medidas concretas:

 
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davis

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Sobre um tema que já temos discutido aqui no fórum, a possibilidade de um dia os exames nacionais passarem a ser digitais/como os exames de código (acredito que é uma questão de tempo...), no Brasil começou-se a fazer esse caminho com o ENEM:

 
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Blasty

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Sobre um tema que já temos discutido aqui no fórum, a possibilidade de um dia os exames nacionais passarem a ser digitais/como os exames de código (acredito que é uma questão de tempo...), no Brasil começou-se a fazer esse caminho com o ENEM:

O facto de não se poder riscar como num papel faz-me confusão. Não é a mesma coisa fazer exame no PC ou em papel. 😢 Mas, pronto, também acredito que se melhore com o hábito. Ainda na quarta feira tive um exame no PC e não foi por isso que correu pior ahah (com rascunho em papel tho xD).
Se bem que também já tive exames em papel em que os profs não deixam riscar o enunciado mesmo assim, o que não faz sentido algum tendo em conta que tem lá o nosso nome e depois vai para lixo. xD
 
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davis

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O facto de não se poder riscar como num papel faz-me confusão. Não é a mesma coisa fazer exame no PC ou em papel. 😢 Mas, pronto, também acredito que se melhore com o hábito. Ainda na quarta feira tive um exame no PC e não foi por isso que correu pior ahah (com rascunho em papel tho xD).
Percebo, acho que também me iria fazer confusão. Eu tenho aulas com Kahoots, e no início também tivemos alguns problemas com aquilo (alguns também não estavam assim muito bem feitos, o tempo para responder acabava antes do suposto, malta a carregar no ecrã sem querer, etc....) Mas imagino que para as novas gerações, que já começam a mexer em tablets antes de começar a escrever, estão habituados a ter computadores/tablets em sala de aula desde os inícios, fazer exames digitais seja algo normal.

Se bem que também já tive exames em papel em que os profs não deixam riscar o enunciado mesmo assim, o que não faz sentido algum tendo em conta que tem lá o nosso nome e depois vai para lixo. xD
Ok... 🤨
 
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Blasty

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Cenas de morfofisiologias da FMUP, como se o stress normal do exame já não bastasse... 😂😂😂

Em relação ao assunto original, tinham mesmo de garantir que as coisas funcionavam bem... No ano passado um programa deixou de funcionar a meio do meu exame, tive de recomeçar as cenas todas e não tive mais tempo por isso... Este ano também temos mini-testes no moodle e se a Internet (eduroam 😅) falhar ou ocorrer algum erro tens de fazer outro com perguntas diferentes (que no meu caso achei mais difíceis).
 
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