Críticas ao atual sistema de ensino e sugestões para eventuais reformas

Como classificas a estrutura do sistema de ensino?

  • 1 (mudava toda a estrutura, praticamente nada se aproveita)

  • 2 (mudava a maioria da estrutura -quanto à avaliação, por exemplo- mas não a alterava por completo)

  • 3 (sofrível, merecendo a estrutura uma remodelação de 40% a 60%, havendo rutura ou não de sistema)

  • 4 (tem algumas imperfeições, mas não a alterava substancialmente; os seus erros são suportáveis)

  • 5 (por ser perfeito, não mudava rigorosamente nada - podendo remodelar um ou outro aspeto)


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Gonçalo Santos Silva

Politécnicos Advocate
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4 Junho 2016
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Farmácia
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ESS-IPP
Creio que faz todo o sentido ressuscitar este tópico no momento em que estamos 😇

Seguindo o que andávamos a discutir no tópico (Alunos que concluíram o Ensino Secundário há mais de 2 anos), creio que alguns dos assuntos de que falávamos se aplicam a uma discussão um pouco mais alargada. Identifico os users que estavam a participar na conversa @Edgar H, @Gonçalo Santos Silva e @Joao Duarte. A todos os outros, a discussão fica aberta para qualquer um que queira vir postar a sua posta 😌

Lanço alguns dos temas que, de uma forma ou outra fomos tocando na dita discussão:
- Deve o recálculo existir?
- Se deve existir recálculo, em que medida é que isso assegura um concurso mais justo e não inflacionado?
- Se não deve existir, porque razão não deverá ser feito? Que alternativas surgiriam?
- Como é possível controlar a inflação nas notas internas?
- Faz sentido existir uma prova de ingresso que permite a quase todos os alunos ingressarem em cursos (Português), mas, por exemplo, para os cursos das áreas de CT, os alunos de outras áreas devem fazer exames de disciplinas que não tiveram oportunidade de ter no seu currículo?

Ocorreram-me apenas estes pequenos tópicos, fazei deles o que bem entenderem e acrescentem tudo o que quiserem 😊

Eu divido-me um bocado quanto ao recálculo, ao passo que reconheço a injustiça que traz de acentuar inflações que tenham acontecido e de não ser passível de aplicar a todos que vão concorrer por haver concorrentes que acabaram o secundário já há bastantes anos, também reconheço que pode ser uma maneira somewhat eficaz de equilibrar os alunos que acabaram antes com os que vão acabar agora, certo que os de agora podem ter mais dificuldades devido às aulas online e tudo mais, mas também tenho quase a certeza que vai aumentar mais a quantidade de professores a serem benevolentes com as notas. A verdade é que não consigo visionar uma alternativa que me pareça mais justa do que as que estão em causa, como disse no outro tópico, o sistema já não era justo e agora foi abalado com esta pandemia e andam a tentar tapar os furos com fita-cola (infelizmente não é Flex Tape 😂 ).

Também não acho que seja possível controlar a inflação, aliás, os professores podem manipular o que quiserem, afinal de contas são eles que anotam as classificações dos alunos e se decidirem argumentar em conselho que querem subir a nota do aluno X (tipo 1 valor ou assim) argumentando que ele se aplicou mais embora as notas não o reflitam exatamente, raramente os restantes professores se opõem.

CT é de facto um curso muito versátil devido às provas de ingresso que fornece e eu creio que já tenha dito algo há algum tempo (se bem que estou aqui desde o fim do meu 9º ano, opiniões mudam xD) que acho que os cursos cientifico-humanísticos deviam de ser mais focados na área que pretendem preparar os alunos, aliás, até permitiria uma maior base para os cursos superiores da respetiva área. Estava hoje a ter uma aula de Fisiologia e estávamos a falar de mecanismos de contração do músculo, a minha professora disse que na altura dela não era matéria de ensino superior e sim dada anteriormente e isto até que é alguma food for thought na minha opinião. Não nego a importância de se ser versátil noutras matérias tho, porque isso também é importante, mas parece que isso só ocorre para disciplinas ligadas às letras (Português, Filosofia, Língua Estrangeira), se o objetivo é oferecer versatilidade não sei que versatilidade se oferece a um aluno de LH quando as disciplinas do tronco comum são literalmente disciplinas da área que estudam, talvez consigam expandir horizontes para fora da área se optarem por ter MACS o que nem sempre acontece também.
 
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Edgar H

Mod Decretos
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1 Outubro 2018
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Algumas das minhas ideias podem não estar muito desenvolvidas, mas quis retomar a discussão e era o que havia.

- Deve o recálculo existir?
- Se deve existir recálculo, em que medida é que isso assegura um concurso mais justo e não inflacionado?
- Se não deve existir, porque razão não deverá ser feito? Que alternativas surgiriam?

O recalculo não deveria existir, alarga as injustiças para anos em que as inflações não eram tão esperadas. Não acho que devia haver alternativas (pelo menos, não me ocorre nenhuma). Este ano, devia ser encarado como a exceção que é.
- Como é possível controlar a inflação nas notas internas?
Uma analise estatística das as notas internas e de exames ( e de outros fatores relevantes), de maneira a que as escolas que fogem ao padrão sejam identificadas e sejam, posteriormente, analisadas. Seja em casos de inflações, seja em casos de alunos prejudicados.
- Faz sentido existir uma prova de ingresso que permite a quase todos os alunos ingressarem em cursos (Português), mas, por exemplo, para os cursos das áreas de CT, os alunos de outras áreas devem fazer exames de disciplinas que não tiveram oportunidade de ter no seu currículo?
Não é justo. Mas supostamente as provas de ingresso pedidas contemplam disciplinas importantes para o curso que se pretende. Faz sentido haver o exame de Português, é a nossa língua. O programa da disciplina é outra história.
Deveria é ser regra ter outro exame, também relacionado com o curso (nem que seja só o tipo de raciocínio/abordagem à matéria), que evitasse a situação descrita. A exceção, seria cursos em que não faria mesmo sentido isso acontecer, mas devem ser uma minoria.


Gostava também de introduzir o tema: Devia haver possibilidade de os alunos fazerem um Gap Year para melhoria de nota?
Com a possibilidade, quero dizer: se deveria ser dada a possibilidade através de uma correta legislação de os alunos poderem parar um ano e não serem considerados apenas preguiçosos (para as estatísticas são alunos que não trabalham e que não estão a estudar, ou seja, não estão a fazer nada da vida), sendo considerados alunos que estão a estudar. Algumas medidas seriam a possibilidade de se poderem inscrever numa escola e poderem fazer melhoria de notas como internos.
Igualando os conhecimentos, existe a possibilidade de o aluno fazer outras disciplinas ou outro curso após a conclusão do secundário, mas não esse o objetivo da maioria, provavelmente. É apenas focar em algumas disciplinas e melhorar essas notas.
 

Gonçalo Santos Silva

Politécnicos Advocate
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Farmácia
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ESS-IPP
Gostava também de introduzir o tema: Devia haver possibilidade de os alunos fazerem um Gap Year para melhoria de nota?
Com a possibilidade, quero dizer: se deveria ser dada a possibilidade através de uma correta legislação de os alunos poderem parar um ano e não serem considerados apenas preguiçosos (para as estatísticas são alunos que não trabalham e que não estão a estudar, ou seja, não estão a fazer nada da vida), sendo considerados alunos que estão a estudar. Algumas medidas seriam a possibilidade de se poderem inscrever numa escola e poderem fazer melhoria de notas como internos.
Igualando os conhecimentos, existe a possibilidade de o aluno fazer outras disciplinas ou outro curso após a conclusão do secundário, mas não esse o objetivo da maioria, provavelmente. É apenas focar em algumas disciplinas e melhorar essas notas.

Nunca pensei muito sobre isso até porque nunca me passou pela cabeça fazer um Gap Year, mas de facto até é uma boa ideia o que sugeres, sim.