Dúvidas sobre Traje

 

manueloliveira

Membro Caloiro
Matrícula
27 Abril 2023
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1
Olá,
estou no 3º ano no ISEP e só agora comprei o traje e de referir que nunca andei na praxe. Contudo, tenho algumas dúvidas sobre o traje e a sua utilização:
  • No dia da Serenata ouvi que se deve usar a capa traçada. Como devo fazer? Como não andei na praxe, não sei traçar.
  • Também não comprei pasta nem fitas porque supostamente a pasta já vem com as fitas do ano anterior. Na missa da benção das pastas, posso ir na mesma sem a pasta e as fitas?
  • Para o dia do cortejo comprei a bengala e a cartola. Nesse dia, no palco os finalistas são cartolados? Se sim, mesmo não tendo sido praxado posso subir ao palco?
 
 
     
Olá,
estou no 3º ano no ISEP e só agora comprei o traje e de referir que nunca andei na praxe. Contudo, tenho algumas dúvidas sobre o traje e a sua utilização:
  • No dia da Serenata ouvi que se deve usar a capa traçada. Como devo fazer? Como não andei na praxe, não sei traçar.
  • Também não comprei pasta nem fitas porque supostamente a pasta já vem com as fitas do ano anterior. Na missa da benção das pastas, posso ir na mesma sem a pasta e as fitas?
  • Para o dia do cortejo comprei a bengala e a cartola. Nesse dia, no palco os finalistas são cartolados? Se sim, mesmo não tendo sido praxado posso subir ao palco?
Olá

1) Sim, na serenata deve-se estar de capa traçada. Dá se umas dobras, mete-se aos ombros, a caír um bocado mais para o lado direito, depois pega-se na parte esquerda da capa e enrola-se para a direita, e depois pega-se na parte direita e enrola-se para a esquerda. Há um vídeo bom no YouTube a explicar, procura como traçar capa.

2) Quanto à bênção das pastas, não tenho a certeza, mas não faz grande sentido aparecer lá sem pasta e fitas. Em Coimbra (onde eu estudo) não te deixavam entrar sequer. A pasta entendo que agora já não valha muito a pena comprar pq é um bocado cara, mas se conseguisses pedir uma emprestada e comprar as tuas fitas era bom, até pq as fitas assinadas ficam para a vida.

3) Mais uma vez não sei responder, é melhor informares te junto de quem organiza essa cerimónia, mas se tivesse de apostar, eles não vão andar lá a confirmar se toda a gente que entra no palco foi praxado ou não. Se não deixarem, vens logo cartolado de casa e vais no cortejo, ninguém te vai impedir de ir ao cortejo cartolado.
 
       
Olá,
Sou estudante da Universidade de Aveiro, e tenho uma dúvida sobre quando e se posso pôr os emblemas na capa não sendo da praxe, é necessário ir a alguma cerimónia?.

Obrigada😃
 
     
 
Olá,
estou no 3º ano no ISEP e só agora comprei o traje e de referir que nunca andei na praxe. Contudo, tenho algumas dúvidas sobre o traje e a sua utilização:
  • No dia da Serenata ouvi que se deve usar a capa traçada. Como devo fazer? Como não andei na praxe, não sei traçar.
  • Também não comprei pasta nem fitas porque supostamente a pasta já vem com as fitas do ano anterior. Na missa da benção das pastas, posso ir na mesma sem a pasta e as fitas?
  • Para o dia do cortejo comprei a bengala e a cartola. Nesse dia, no palco os finalistas são cartolados? Se sim, mesmo não tendo sido praxado posso subir ao palco?
Usa-se a capa traçada e par ao fazer não é preciso sequer ser inteligente.
Pasta e fitas usam-se apenas com traje.
Cartola e bengala usam-se normalmente com traje (são adereços carnavalescos/festivos)
EM NENHUM CASO OU PARA QUALQUER ACTIVIDADE ACADÉMICA É PRECISO TER SIDO PRAXADO.
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Olá,
Sou estudante da Universidade de Aveiro, e tenho uma dúvida sobre quando e se posso pôr os emblemas na capa não sendo da praxe, é necessário ir a alguma cerimónia?.

Obrigada😃
O Traje nada tem a ver com ter sido praxado! Ponha à vontade.
 
       
Boa noite, vou para o meu último ano de licenciatura e sou anti-praxe, pretendo comprar traje este ano mas sofro de uma condição nos meus pés que talvez não me permita usar os sapatos pedidos no código de praxe , existe algum problema em usar outro sapato preto que corresponda às minhas necessidades? Queria muito trajar!
 
       
Boa noite, vou para o meu último ano de licenciatura e sou anti-praxe, pretendo comprar traje este ano mas sofro de uma condição nos meus pés que talvez não me permita usar os sapatos pedidos no código de praxe , existe algum problema em usar outro sapato preto que corresponda às minhas necessidades? Queria muito trajar!
Olá, não sei em que universidade andas, mas andei em Coimbra e a única coisa que tínhamos de respeitar era o sapato ser estilo clássico, fechado a frente e sem apliques metálicos, dentro disto podes adaptar face as tuas necessidades (código de praxe: Os estudantes que obedecerem aos requisitos seguintes: 1) Terem sapatos pretos de estilo clássico sem apliques metálicos e meias pretas.) ! Eu fui à praxe mas conheci muita gente que não foi e sempre usou traje, uma coisa nada tem haver com outra :) boa sorte!!
 
       
Boa noite, vou para o meu último ano de licenciatura e sou anti-praxe, pretendo comprar traje este ano mas sofro de uma condição nos meus pés que talvez não me permita usar os sapatos pedidos no código de praxe , existe algum problema em usar outro sapato preto que corresponda às minhas necessidades? Queria muito trajar!
É anti-Praxe não deve trajar sequer. Mas se é anti-praxes (contra o gozo ao caloiro), então pode trajar. Há uma grande diferença entre Praxe e praxes (gozo ao caloiro). Pode usar o sapato que quiser, desde que seja um sapato e seja preto.
Sabe o que é Praxe? Leia aqui: Notas à Definição de Praxe
Sobre o que é ser anti-praxes, leia aqui: Notas aos "anti-praxe"
 
       

Qualquer estudante universitário pode trajar, sendo ou não anti-praxe, tendo ou não sido praxado!​

Traje​

O traje académico teve origem na Universidade de Coimbra, mas hoje em dia é usado pelos estudantes de todo o país. O seu grande objetivo era uniformizar e individualizar a comunidade académica.

Praxe​

Trata-se de um conjunto de atividades cujo objetivo é receber e integrar os novos estudantes conhecidos como caloiros.

A única relação direta existente é que quem praxar tem de usar trajar. Nada mais…
 
       

Qualquer estudante universitário pode trajar, sendo ou não anti-praxe, tendo ou não sido praxado!​

Traje​

O traje académico teve origem na Universidade de Coimbra, mas hoje em dia é usado pelos estudantes de todo o país. O seu grande objetivo era uniformizar e individualizar a comunidade académica.

Praxe​

Trata-se de um conjunto de atividades cujo objetivo é receber e integrar os novos estudantes conhecidos como caloiros.

A única relação direta existente é que quem praxar tem de usar trajar. Nada mais…
ERRADO!!!

O Traje nunca teve por objectivo uniformizar e igualizar a comunidade académica. Leia e e confira:

Nota: o traje nacional é uniforme de todos os estudantes liceiais e universitários: Notas ao fim da capa e batina nos liceus

Praxe não é um conjunto de actividades. Não confunda Praxe com "praxes" ou seja com o Gozo ao Caloiro. Leia e confira:

Sugiro que passe os olhos por este documento, que pode guardar e cujos temas têm link directo para os textos explicativos. E, já agora, artilhe com outros que, como você, foram mal informados:

cumps
 
       
Não tenho nada contra opiniões diferentes, contra bloguistas ou influencers, fundamentadas ou inovadoras. Mas não é isso que estamos a discutir. Discutimos apenas o Traje Académico. Deixo-lhe aqui um excerto de um trabalho (estudo), de leitura fácil, sobre a tradição SECULAR do Traje Académico:


“Desta forma, no seu início, o objectivo principal do Traje Académico, não era, como muitas vezes se diz, igualizar os estudantes, mas antes fazer distinguir os académicos na sociedade.[10] A igualização entre estudantes acontecia (até certo ponto) porque, vindo estes de estatutos sociais (isto é, lugares na sociedade) diversificados, deviam convergir na posição académica.”

A Praxe está associada ao Traje Académico, mas já o trajar (usar o Traje Académico) é uma coisa bem específica e simples que não quer dizer “Fui praxado!”… quer dizer “sou estudante académico (universitário)”…
 
       
Não tenho nada contra opiniões diferentes, contra bloguistas ou influencers, fundamentadas ou inovadoras. Mas não é isso que estamos a discutir. Discutimos apenas o Traje Académico. Deixo-lhe aqui um excerto de um trabalho (estudo), de leitura fácil, sobre a tradição SECULAR do Traje Académico:


“Desta forma, no seu início, o objectivo principal do Traje Académico, não era, como muitas vezes se diz, igualizar os estudantes, mas antes fazer distinguir os académicos na sociedade.[10] A igualização entre estudantes acontecia (até certo ponto) porque, vindo estes de estatutos sociais (isto é, lugares na sociedade) diversificados, deviam convergir na posição académica.”

A Praxe está associada ao Traje Académico, mas já o trajar (usar o Traje Académico) é uma coisa bem específica e simples que não quer dizer “Fui praxado!”… quer dizer “sou estudante académico (universitário)”…
Meu caro, isto não vai de opiniões. O que lhe apresentei resulta de mais de 2 décadas de investigação. Não sou influencer nem bloguista, mas investigador e estudioso do assunto.

Você é que faz afirmações sem fundamento e sem fontes credíveis, apresentando um link para um artigo de um blogue (Porto Académico) de um amigo meu, prof. Dr. João Caramalho Rodrigues, um artigo que continha lapsos (data de 2010 e está desactualizado - e entretanto o João Caramalho deixou-se de escrever sobre o assunto, deixando essa parte ao "Notas&Melodias"): O Traje Académico em Coimbra<br><span style="font-size:85%;">I - O Antigo Regime</span>

O Traje serve para identificar o estudante como tal e o actual traje é adopção do traje burguês em voga em finais do séc. XIX (depois de ter sido abandonada a "abatina" - sim, é assim que se escreve, pois "batina" é uma redução linguística - só sobrevivendo a capa). A igualização de que fala nem sequer acontecia inicialmente com o actual traje, pois a qualidade dos tecidos diferia (e notava-se) e havia uso de coletes e gravatas de cores diferentes. O que veio uniformizar foi a produção em série nas fábricas (quando o traje deixou de se adquirir nos alfaiates).
Praxe são as normas que definem o correcto uso do traje em determinadas situações e eventos. Não confunda Praxe com gozo ao caloiro. Leia, a sério!
Nestas matérias não opino (e quando o faço, é sempre com base em conhecimento empírico e/ou pesquisado)! Estudo, investigo e publico o resultado. O blogue existe desde 2006 e o trabalho de investigação e estudo começou em 1998.
Pode acompanhar mais no Facebook no grupo "Tradições Académicas &Praxe".

cumps.
 
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Você trouxe o blog e, olhe, trago o YouTube para uma explicação muito simples de entender, ou melhor, de compreenderem a visão de pessoas que entram na vida universitária e não se dão a essas pantominices. Opções!… Liberdades, essas sim decretadas.

 
       
Você trouxe o blog e, olhe, trago o YouTube para uma explicação muito simples de entender, ou melhor, de compreenderem a visão de pessoas que entram na vida universitária e não se dão a essas pantominices. Opções!… Liberdades, essas sim decretadas.

Veja a sua incoerência.
Inicialmente, apresenta um link para, e passo a citar, "excerto de um trabalho (estudo)," no intuito de desacreditar o que partilhei (por estar num formato blogue), apelidando-me de "influencer/bloguista" (coisa que não sou), mas que afinal é cópia de um artigo de um blogue de um amigo meu (de um blogue, pasme-se).
Agora apresenta um vídeo de um youtuber que não tem qualquer trabalho reconhecido ou publicado (e que por acaso conheço e que só diz disparates quando quer explicar certas coisas, porque não tem fontes), mas porque manda larachas sobre tudo serve como fonte. Notas aos charlatães Influencers
Espero que seja mais coerente e rigoroso na sua área de formação.
Já agora, estuda onde?

Uma vez mais, você responde sem ter lido, sem ter aferido. Custa ler, apreender e depois, então sim, argumentar?
Perceberá que o que está publicado no blogue resulta de trabalho sério de investigação e pretende, precisamente, dar a conhecer o que é Tradição, o que é Praxe em detrimento de invenções.
E não, não há tradição de trajes há séculos, pois não havia sequer uniformização, tal a quantidade de de formas de trajar existentes, sendo que apenas se procurava limitar excessos de ostentação (por causa das cores e ricos paramentos que divergiam de ordem para ordem - já que os estudos gerais foram durante séculos reservados a clérigos). Notas sobre a Origem e Evolução da Capa e Batina (Traje Académico/Estudantil Nacional)

Se lesse, saberia que os normativos quanto ao traje estudantil, alguns dos quais ainda subsistem decorrem do chamado Regulamento Disciplinar da UC (publicado no Diário do Governo de 25 de Novembro de 1839, englobando o "Regulamento da Polícia Académica", chancelado pelas assinaturas de D. Maria II e Júlio Gomes da Silva Sanches) onde se se instruiu a Polícia Académica a vigiar o espaço da Universidade, zelar pela ordem nesse espaço; inspeccionar os uniformes de docentes e discentes, policiar as ruas, casas de jogo clandestino, prostíbulos e tascas, instaurar processos disciplinares e aplicar a respectivas penas. Notas ao Foro Académico

Nota-se que fala sem ler (o que é pouco abonatório para si), pois nunca defendi que é preciso ser praxado para trajar (aliás, bastaria ler para perceber que nem sequer é questão de opinião, mas de factos demonstrados). O que você não percebeu, porque não leu, é que trajando, há normas sobre como se traja conforme as ocasiões e que isso sim é Praxe.
Pode trajar qualquer estudante, desde o liceu, sem precisar de ser praxado (até os caloiros), mas trajando, deve procurar respeitar as regras de etiqueta associadas ao modo como se traja em determinados casos (por norma enquadrados naquilo que são cerimónias académicas).
Sobre o Traje (leia e seja honesto: comente só depois de ler):
1 (Evolução e mito igualizador)- Notas à Evolução do Traje Académico e ao Mito Igualizador
2 (Cuidados no uso do traje)- Capa e Batina: a roupa do estudante (este é do tal blogue cujo artigo você citou, pensando tratar-se de um estudo).
3 (Como trajar secundum praxis)- Notas à "matemática praxeira"
4 (Traje feminino)- Notas à Saia e Meias do Traje Académico Feminino
5 (Traje nos liceus)- Notas ao fim da capa e batina nos liceus
6 (Caloiros de traje) - Notas ao Caloiro de Traje Académico
7 (Trajes não académicos - porque dizem que é preciso ser praxado) - Notas a Trajes Não-Académicos
8 (Traçar da capa - heresia) - Traçar de Mitos


Não temos de nos entender. Você faz o que acha, porque acha (sem perceber, sem ler, sem se inteirar e sem procurar aferir a credibilidade das fontes). Eu procuro saber porque se faz de onde vem esse costume, e perceber se foi adulterado ou não (e quando), depois partilhando no blogue. Você parece ainda confundir Praxe e praxes:
1- Notas sobre praxes e Praxe.
2- Notas sobre Recrutas em Praxe
3- Notas às ditas "praxes solidárias"
4- Notas ao conceito de Praxista

Faça download deste documento PDF que tem uma listagem de artigos e materiais organizados pro ordem alfabética e com links directos (que não apenas para o Notas&Melodias). Leia sobre os assuntos que quer debater. Não para seguir determinada orientação, mas para evitar que argumente baseado apenas no que vê em vídeos ou ouve a pessoas sem credibilidade (e ter, assim, mais informação):

Quanto a códigos de praxe (documentos pejados de erros, de heresias e ataques à Tradição e, em alguns casos, às próprias leis da República), pena não ler o que existe no blogue sobre o assunto.

Só para referir que o Notas&Melodias serve de fonte creditada em diversas teses, estudos e artigos científicos. Não tenho aqui nenhuma listagem deles, mas posso sempre apontar os seguintes que se encontram online:
1- https://www.dges.gov.pt/sites/default/files/naipa/a_praxe_como_fenomeno_social.pdf
2- https://estudogeral.uc.pt/bitstream/10316/43658/1/A praxis do trote.pdf
3- https://ubibliorum.ubi.pt/bitstream/10400.6/10594/1/7355_17248.pdf
4- https://aps.pt/wp-content/uploads/X_Congresso/Educação_XAPS-87493.pdf
5- https://pt.scribd.com/document/369768816/A-Praxe-Como-Fenomeno-Social
6- http://repositorio.unesc.net/bitstream/1/6959/1/10 - SOBRE HISTÓRIA, CULTURA E TRADIÇÃO.pdf
7- https://estudogeral.uc.pt/bitstream...e e a importância no cerimonial académico.pdf
8- https://repositorio.iscte-iul.pt/handle/10071/20897
9- https://www.proquest.com/openview/f...74f/1?pq-origsite=gscholar&cbl=2026366&diss=y
10- https://d1wqtxts1xzle7.cloudfront.n...4UqJe--Eyw__&Key-Pair-Id=APKAJLOHF5GGSLRBV4ZA

Também é referenciado em obras como:
NUNES M - Identidde(s) e moda - Percursos Contemporâneos da capa e batina e das insígnias dos conimbricenses.
ESTANQUE, Elísio - Praxe e Tradições Académicas.
SILVA, ESTANQUE, MINEIRO, SEBASTIÃO e LOPES - Antiguidade e poder simbólico na praxe académica.
 
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