Você trouxe o blog e, olhe, trago o YouTube para uma explicação muito simples de entender, ou melhor, de compreenderem a visão de pessoas que entram na vida universitária e não se dão a essas pantominices. Opções!… Liberdades, essas sim decretadas.
Veja a sua incoerência.
Inicialmente, apresenta um link para, e passo a citar, "excerto de um trabalho (estudo)," no intuito de desacreditar o que partilhei (por estar num formato blogue), apelidando-me de "influencer/bloguista" (coisa que não sou), mas que afinal é cópia de um artigo de um blogue de um amigo meu (de um blogue, pasme-se).
Agora apresenta um vídeo de um youtuber que não tem qualquer trabalho reconhecido ou publicado (e que por acaso conheço e que só diz disparates quando quer explicar certas coisas, porque não tem fontes), mas porque manda larachas sobre tudo serve como fonte.
Notas aos charlatães Influencers
Espero que seja mais coerente e rigoroso na sua área de formação.
Já agora, estuda onde?
Uma vez mais, você responde sem ter lido, sem ter aferido. Custa ler, apreender e depois, então sim, argumentar?
Perceberá que o que está publicado no blogue resulta de trabalho sério de investigação e pretende, precisamente, dar a conhecer o que é Tradição, o que é Praxe em detrimento de invenções.
E não, não há tradição de trajes há séculos, pois não havia sequer uniformização, tal a quantidade de de formas de trajar existentes, sendo que apenas se procurava limitar excessos de ostentação (por causa das cores e ricos paramentos que divergiam de ordem para ordem - já que os estudos gerais foram durante séculos reservados a clérigos).
Notas sobre a Origem e Evolução da Capa e Batina (Traje Académico/Estudantil Nacional)
Se lesse, saberia que os normativos quanto ao traje estudantil, alguns dos quais ainda subsistem decorrem do chamado Regulamento Disciplinar da UC (publicado no Diário do Governo de 25 de Novembro de 1839, englobando o "Regulamento da Polícia Académica", chancelado pelas assinaturas de D. Maria II e Júlio Gomes da Silva Sanches) onde se se instruiu a Polícia Académica a vigiar o espaço da Universidade, zelar pela ordem nesse espaço; inspeccionar os uniformes de docentes e discentes, policiar as ruas, casas de jogo clandestino, prostíbulos e tascas, instaurar processos disciplinares e aplicar a respectivas penas.
Notas ao Foro Académico
Nota-se que fala sem ler (o que é pouco abonatório para si), pois nunca defendi que é preciso ser praxado para trajar (aliás, bastaria ler para perceber que nem sequer é questão de opinião, mas de factos demonstrados). O que você não percebeu, porque não leu, é que trajando, há normas sobre como se traja conforme as ocasiões e que isso sim é Praxe.
Pode trajar qualquer estudante, desde o liceu, sem precisar de ser praxado (
até os caloiros), mas trajando, deve procurar respeitar as regras de etiqueta associadas ao modo como se traja em determinados casos (por norma enquadrados naquilo que são cerimónias académicas).
Sobre o Traje (leia e seja honesto: comente só depois de ler):
1 (Evolução e mito igualizador)-
Notas à Evolução do Traje Académico e ao Mito Igualizador
2 (Cuidados no uso do traje)-
Capa e Batina: a roupa do estudante (este é do tal blogue cujo artigo você citou, pensando tratar-se de um estudo).
3 (Como trajar secundum praxis)-
Notas à "matemática praxeira"
4 (Traje feminino)-
Notas à Saia e Meias do Traje Académico Feminino
5 (Traje nos liceus)-
Notas ao fim da capa e batina nos liceus
6 (Caloiros de traje) -
Notas ao Caloiro de Traje Académico
7 (Trajes não académicos - porque dizem que é preciso ser praxado) -
Notas a Trajes Não-Académicos
8 (Traçar da capa - heresia) -
Traçar de Mitos
Não temos de nos entender. Você faz o que acha, porque acha (sem perceber, sem ler, sem se inteirar e sem procurar aferir a credibilidade das fontes). Eu procuro saber porque se faz de onde vem esse costume, e perceber se foi adulterado ou não (e quando), depois partilhando no blogue. Você parece ainda confundir Praxe e praxes:
1-
Notas sobre praxes e Praxe.
2-
Notas sobre Recrutas em Praxe
3-
Notas às ditas "praxes solidárias"
4-
Notas ao conceito de Praxista
Faça download deste documento PDF que tem uma listagem de artigos e materiais organizados pro ordem alfabética e com links directos (que não apenas para o Notas&Melodias). Leia sobre os assuntos que quer debater. Não para seguir determinada orientação, mas para evitar que argumente baseado apenas no que vê em vídeos ou ouve a pessoas sem credibilidade (e ter, assim, mais informação):
Título de assuntos devidamente linkados para artigos informativos credíveis.
drive.google.com
Quanto a códigos de praxe (documentos pejados de erros, de heresias e ataques à Tradição e, em alguns casos, às próprias leis da República), pena não ler o que existe no blogue sobre o assunto.
Praxe, tradição académica, caloiros, praxista, praxes, gozo ao caloiro, doutores, conselho veteranos, código de praxe, traje académico
notasemelodias.blogspot.com
Só para referir que o Notas&Melodias serve de fonte creditada em diversas teses, estudos e artigos científicos. Não tenho aqui nenhuma listagem deles, mas posso sempre apontar os seguintes que se encontram online:
1-
https://www.dges.gov.pt/sites/default/files/naipa/a_praxe_como_fenomeno_social.pdf
2-
https://estudogeral.uc.pt/bitstream/10316/43658/1/A praxis do trote.pdf
3-
https://ubibliorum.ubi.pt/bitstream/10400.6/10594/1/7355_17248.pdf
4-
https://aps.pt/wp-content/uploads/X_Congresso/Educação_XAPS-87493.pdf
5-
https://pt.scribd.com/document/369768816/A-Praxe-Como-Fenomeno-Social
6-
http://repositorio.unesc.net/bitstream/1/6959/1/10 - SOBRE HISTÓRIA, CULTURA E TRADIÇÃO.pdf
7-
https://estudogeral.uc.pt/bitstream...e e a importância no cerimonial académico.pdf
8-
https://repositorio.iscte-iul.pt/handle/10071/20897
9-
https://www.proquest.com/openview/f...74f/1?pq-origsite=gscholar&cbl=2026366&diss=y
10-
https://d1wqtxts1xzle7.cloudfront.n...4UqJe--Eyw__&Key-Pair-Id=APKAJLOHF5GGSLRBV4ZA
Também é referenciado em obras como:
NUNES M -
Identidde(s) e moda - Percursos Contemporâneos da capa e batina e das insígnias dos conimbricenses.
ESTANQUE, Elísio -
Praxe e Tradições Académicas.
SILVA, ESTANQUE, MINEIRO, SEBASTIÃO e LOPES -
Antiguidade e poder simbólico na praxe académica.