Desistir ou continuar na universidade o que devo fazer?

 

ManuelCorreia

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28 Outubro 2021
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84
Olá Boa noite,

Eu sou o Manuel e tenho 20 anos, eu tenho ouvido falar muito deste fórum por amigos que estão cá e gostaria de ter um feedback vosso em relação ao seguinte.

Eu atualmente estou no curso de estudos asiáticos na flul, só que é o seguinte eu tenho andado descontente e muito triste com a flul porque há um ano mudei de casa e a mudança tem sido muito difícil.

E fui para a universidade porque realmente eu gostei do curso e o curso era aliciante e atrativo, tive 17 no exame de história (embora estavamos no início da época covid) e na altura foi o melhor dia da minha vida quando entrei, especialmente porque tenho dificuldades e tenho síndrome de Asperger e Transtorno Obcessivo Compulsivo (TOC).

E eu fui para a faculdade feliz mas deixando-me de enigmas eu vou ser direto, eu tenho andado no curso e tenho andado muito perdido, mal conheço gente, só muito pouca, mas muito boa e eu apercebi-me que o curso não era o que eu queria, eu esforçava-me, dava o meu melhor só que eu enquanto que línguas tinha muito boas notas, em duas cadeiras, Introdução aos Estudos Asiáticos e Fontes e Métodos para os Estudos Asiáticos, chumbei-as com péssimas notas, uma com 5, a outra nem nota tive.

Isso deixou-me muito desiludido, eu mesmo assim fui a exame a uma delas e tive pior nota ainda com 4, e isso deixou-me frustrado porque eu era tão bom aluno no secundário e agora penso, sou uma porcaria que não presto e que não valo nada, e tive duas cadeiras no 2º semestre e com o objetivo que se chunbasse eu ia me embora da faculdade.

Mas a questão é que passei mas com 10, uma porque pedi ajuda num teste à minha mãe e noutra por causa de um trabalho que demorei duas semanas a fazer e eu senti um gozo, que só podem estar a brincar com a minha cara. Porque eu esforcei-me dei o meu melhor, excedi a minhas barreiras e limites e tive 10, e eu não entendo como é que havia pessoas que tinham 14, 16, 19 e eu com o esforço que fiz nada só 10.

Então eu fartei-me do curso só que entretanto eu tive neste ano mais coisas a meio como uma separação de uma relação que me deixou bastante triste com a essa pessoa, que não vou estar a mencionar, e estudei um ano chinês porque tive de anular a cadeira porque entrei num ciclo vicioso de pressão e não pode continuar porque segundo as regras da universidade só se pode repetir como melhoria de nota e só por exame é não posso assistir às aulas quando esse era o meu objetivo, aprender chinês do 0 e ir às aulas.

E resumindo eu com isto fartei-me só que por um lado eu não quero desiludir o meu coordenador de curso até porque ele tem sido uma pessoa fantástica, que como um mentor mas ao mesmo tempo não quero continuar porque eu já não me sinto motivado a ir para a universidade sinto que é uma tortura, um martírio e ninguém entende o que é ter problemas e muitas vezes chegar atrasado e não conseguir fazer nada porque me sinto cansado por causa do TOC e das minhas compulsões o que ten sido bastante difícil estes últimos dias e com isto da universidade fiquei muito defraudado e desiludido porque sinto que escolhi o curso errado.

E com isto a questão é acham que com isto tudo eu devo continuar ou que deva sair da universidade?

E se sim, acham que vale a pena fazer o 2º semestre do curso ou sair duma vez?

E se sair (apesar de saber que esta parte podia ser outro tópico), acham que devia começar a trabalhar ou estudar num sítio mais leve tipo secundário, e se estudar existe sitos fora de Portugal onde possa estudar de uma forma mais leve e não tão teórica como a universidade, e se sim quais são os processos para me aplicar lá?

Peço imensa desculpa pela desabafo enorme mas é o que estou a sentir agora e estou a escrever com o coração.

Edit: Fast-forward, eu acabei por desistir da universidade embora este seja o título do tópico, eu vou mantê-lo até porque se parece adequado ao post, apesar de já ter saído da universidade.

E eu não me importava de estudar mas se estudasse tinha de ser em algo tipo secundário ou uma coisa assim leve e não tão académica, tão bibliográfica.

A única coisa que sei é que não quero continuar no curso e quero descansar e fazer um ano sabático.

Mas a questão é acham que devo parar e continuar a estudar só que numa coisa mais leve como disse acima? Ou acham que devia logo começar a trabalhar?

E se for estudar em algo mais leve sabem como é que posso estudar no estrangeiro (sendo que gostava de ter a minha 1ª experiência internacional) mas assim numa coisa mais leve como a que disse acima?
Já agora, o que citei acima e que está noutra resposta minha em baixo, é uma das perguntas que tenho atualmente, por isso, se quiserem ajudar, agradeço bastante do fundo coração.

Continuando, entretanto depois dessa relação abusiva, como disse acima, já nada me fazia ir para a universidade, atualmente eu dormo às 4/5/6 da manhã e acordo às 15/16h e só me despacho uma hora depois, por causa disso tudo, depois essa professora com quem teve uma relação abusiva, ela disse que falou com uma professora minha, que não vou estar a especificar, ela disse coisas que se passavam nas aulas que não eram verdade, e eu fui confirmar isso com ela, que na verdade ela estava a me mentir, só que na altura essa professora nem me quis ouvir, e depois não sei como a atitude dela para comigo mudou radicalmente depois desse dia, ela começou a se agressiva comigo, intolerante, a não me querer ouvir ainda mais e sobretudo a desrespeitar-me e a desprezar-me que pior ainda, ao ponto que lhe perguntei a dúvida de um tpc ela em vez de me ajudar não, ainda me deu um sermão como se eu fosse o culpado de todas as coisas más no mundo e nem me disse nada, deu-me desprezo total e foi-se embora como se eu nem tivesse ali, e como se nem tivesse falado comigo, depois começou a adotar argumentos da professora com quem eu tive uma relação abusiva, sem mal me conhecer e nem tinha feito 3 semanas que as aulas começaram, depois ela fez esta posição de confronto para comigo, até ao ponto de um dia foi a correção do teste, houve uma na turma que ela lhe mostrou o teste, falou, deu risinhos e tudo e a mim quando lhe pedi o teste, que por acaso já estava corrigido, disse "Ah, talvez para semana", isto tudo nas minhas barbas, mas na boa semana que veio eu fui e pedi-lhe o teste, ela deu-me o teste quase por obrigação, como se lhe estivesse a fazer um favor, tentei falar com ela, interagir com ela, rir-me com ela e ela nada, desprezo total, aliás quando eu acabei de rever o teste ela ficou tipo com aquele olhar de "Já acabaste, tenho mais que fazer." e eu dei-lhe o teste e ela nem adeus, nem bom dia, nada, desprezo total e eu fiquei irritado. Tudo ao ponto que eu mal conseguia ir às aulas dela que ela fazia de propósito para me irritar, até que um dia foi o dia do teste escrito, é verdade que cheguei uma hora tarde, mas mesmo assim eu fiz o teste, para começar eu nem tinha trazido caneta, então eu pedi-lhe uma caneta e atirar-me com ela, eu fiquei tipo ok, e depois ela nem cumpre as normas que era obrigada a cumprir porque no listening ela era obrigada a pôr 3 vezes o áudio independentemente de o áudio na primeira vez dizer três vezes ou não e usa o argumento da outra "Ah tu não és mais de que os outros, por isso a eles foi assim e contigo será o mesmo", eu fiquei estúpido, porque para já ela nem cumpriu com as medidas adotadas pelo PEI, atual RTP, e segundo nem me queria dar mais tempo nem nada, era tudo a despachar, e depois fiz-lhe o mesmo acabei o teste, entreguei-o e atirei-lhe com a caneta e disse-lhe "Adeusinho (Bye)" ela ficou a olhar para mim tipo chocada e a pensar para dentro "Que malcriado!" e depois ela virou-me a cara e desprezou-me como se eu não estivesse ali e continuou a comer bolachas e a corrigir testes como se eu não estivesse ali, então eu mais tarde, na mesma manhã, apesar de estar frustrado quanto a outras coisas, mandei-lhe um mail a desmentir tudo e a dizer que já sabia do jogo todo que ela teve com a outra e ainda teve o descaramento de fugir à pergunta e veio com o argumento do teste quando nem isso se quer foi o que falei e ainda deu "Cumprimentos calorosos" (a gozar óbvio) e depois, os meus amigos do curso, que eram poucos, disseram-me "Olha fala com ela e tenta pedir desculpa a ver o que ela diz", eu fiz e ela nada, nem respondeu e era como se não lhe tivesse mandado um mail, depois no teste oral, o ódio dela era tanto que nem podia ver pintado de maneira nenhuma, tentei-lhe pedir desculpa e explicar, mas ela usou a desculpa que tinha mais pessoas à espera, então propus-lhe falar com ela quando ela acabasse de fazer o teste aos outros, e ela nada era como se não lhe tivesse dito nada e fez me o teste por obrigação e despachou-me.

Depois entretanto a essas duas cadeiras de introdução e fontes e métodos, eu já mal ia a elas de tão desmotivado que estava, mas eu mesmo assim estudei para elas, fiz resumos, tirando e adaptando de vários amigos e colegas meus, aliás houve uma amiga de lá do curso que com quem eu tinha uma relação mais próxima, eu e ela fizemos praticamente os nossos resumos, ambos usando os textos uns dos outros e as mesmas fontes, no entanto, quando foi a nota dos testes, ela teve 14, e eu tive 3, fiquei chocado, abalado, nem tinha palavras na altura para dizer ou se quer descrever o que estava a sentir de tão chocado que estava, depois foi o outro teste, depois foi o teste da outra disciplina e depois foram os testes orais e depois tinha que entregar 3 trabalhos de investigação académica, ou seja, para ambos professores das duas disciplinas que eram 2 professores, uma que era para cada um deles, e depois a outra cadeira que ambos lecionavam pediram só 1 trabalho e eu fiquei estúpido, quando ambos podiam ter pedido um trabalho por ambas e eles avaliavam a meias, mas a minha desmotivação era tanta que eu já nem tive paciência para fazer se quer um trabalho quanto mais 3, ainda por cima, para entregar na mesma altura, ou seja, com isto tudo já era demais e entram optei por nem se quer fazer os trabalhos que aliás aquela atura do campeonato era impossível sendo que o meu último, apesar de ser de outra cadeira, demorou-me mais de duas semanas e era um, quanto mais três de uma só vez, era impossível e então, optei por aproveitar a semana das férias de natal e da passagem do ano para descansar.

E depois no dia em que tive as notas eu já esperava já desde o ano passado que eu nem iria passar a elas, e não é que é mesmo, numa tive 3 o que fiquei chocado, a outra nem nota tive, eu fiquei tão furioso, tão desrespeitado e tão desvalorizado e tão irrealizado que eu dei um basta e decidi anular a minha matrícula e ir-me embora da universidade e jamais voltar ao ensino superior.

Assim foi, assinei o papel de anulação, acabei com os compromissos que tinha e que me faltavam acabar e fui-me embora, mas mesmo assim o processo de ir embora foi tão burocrático que até tive que ligar à secretaria do diretor que por sua vez agilizou o processo e lá me anularam a matrícula.


A partir de aí a universidade foi um assunto morto, encerrado e enterrado, só que no meio dos despedimentos todos, eu falei com o meu coordenador de curso e ele na altura ficou tenho pena e tal, e lamento o que lhe aconteceu, mas ele no fundo nem quis saber, porque da mesma maneira que ele contratou a minha professora que me abusou, ele falou com ela na altura do natal, e ele nem quis saber da minha situação, ou seja, ele falou com ela como se não tivesse passado nada e isso deixou-me irritado e furioso, mas claro engoli, comi e calei e não lhe disse nada, mas no fundo ele fugiu à responsabilidade dele e nem quis saber. E para mim isso foi a gota de água, 3 meses depois de ter saído mandei um mail à minha abusadora, no fundo para descarregar a frustração nela e tirar tudo o que tinha no peito, e ela até hoje nem me mandou uma resposta, ou seja, calou e consentiu e ainda usou o mail que lhe mandei para difamar mais a minha imagem e dizer que eu é que sou o abusador, que eu é que sou o mau da fita, que a culpa é toda minha de tudo e mais alguma coisa e etc.

E com isso, essa é que foi a minha experiência no ensino superior.

Na verdade, com isto tudo que passei, nem me apetece estudar, no fundo só queria começar a trabalhar e dar a volta à minha vida mas como infelizmente lá fora até para fazer uns furos na parede preciso de uma formação, eu pus aqui num tópico à parte um curso técnico superior profissional, sendo que foi o que me foi recomendado fazer nos psicotécncios e no fundo agora descobri que sou bom a marketing e publicidade e então eu quero fazer um curso de design gráfico, apesar de já não ter motivação para nada e essa é a minha experiência no ensino superior.

E com isto tudo eu apanhei uma depressão e não sei como sair desta.

Qualquer coisa que tiverem dúvidas digam-me que farei de tudo para esclarecer o que precisa de ser esclarecido.
 
Última edição:
Olá Manuel!

É muito difícil quando estamos constantemente a dar o nosso melhor e a esforçar-nos ao máximo e, mesmo assim, os resultados não são os esperados. Inevitavelmente duvidamos de nós e entramos num ciclo de tristeza.
Na minha opinião, e quanto a desistires do curso, o que eu acho que tens de perceber é se "Estudos Asiáticos" é realmente a tua paixão. Se sim, tens de perceber também se vale a pena todo o esforço por essa paixão.
Penso que deves também pensar na questão da universidade. Às vezes, por muito que gostemos de alguma coisa, o que está em seu redor prejudica e deixamos de gostar tanto.

(Isto está a ficar um bocado confuso)

Basicamente, acho que deves pensar no teu gosto pelo curso, no teu gosto pela universidade, se há outras universidades com o mesmo curso, etc.
Seja quais forem as tuas respostas, desistir ou parar um ano nunca é tempo perdido. Podes sim, trabalhar ou fazer outras coisas que te ajudem a perceber o que que realmente queres e gostas. E se perceberes que o ensino superior não é para ti (não por falta de capacidades mas porque não queres!), está tudo bem na mesma. Não vamos todos ser doutores e ainda bem!
 
Olá Marta,

Agradeço bastante a tua resposta, mas indo para o 1º ponto, eu na verdade eu só vim para os Estudos Asiáticos porque queria aprender japonês como deve de ser, e entretanto na altura (estava eu no 10º ano), eu vi as cadeiras de línguas e história eu adorei, mas com o tempo e com as notas, eu apercebi-me que não gosto muito de estudos asiáticos nem de trabalhos académicos e de bibliografias, mas com o tempo, as notas, o chinês e a tal relação, eu tenho ficado desiludido e não tenho vontade para continuar.

Na verdade o que eu gosto é viagens e viajar mas sendo que viajar é um conceito muito vago então eu decidi fazer um teste psicotécncio na Faculdade de Psicologia, embora eu ainda não o tenha começado, e ver o que aí dá.

Na verdade já não gosto do curso e da universidade no geral, e eu com isto queria fazer um ano sabático. Só que para isso eu ainda estou a este ano na universidade a poupar dinheiro com o dinheiro do troco da ida de táxi, porque eu moro num sitio onde não há metro, para o fazer.

Na verdade a única coisa que me motiva ir lá é o curso livre que tenho que é o de catalão, de resto nada me motiva, é um martírio.

E eu não me importava de estudar mas se estudasse tinha de ser em algo tipo secundário ou uma coisa assim leve e não tão académica, tão bibliográfica.

A única coisa que sei é que não quero continuar no curso e quero descansar e fazer um ano sabático.

Mas a questão é acham que devo parar e continuar a estudar só que numa coisa mais leve como disse acima? Ou acham que devia logo começar a trabalhar?

E se for estudar em algo mais leve sabem como é que posso estudar no estrangeiro (sendo que gostava de ter a minha 1ª experiência internacional) mas assim numa coisa mais leve como a que disse acima?

E se fosse trabalhar quais são algumas profissões que podia fazer e ao mesmo tempo viajar (embora isto podia ser outro tópico)?

Peço imensa desculpa pelas questões todas mas é que atualmente são as questões que sinto que tenho.
 
Amigo não te preocupes com isso, eu, nos meus 7 ano, sofri bullying até apanhar depressão, crise existencial e TOC.
No meu secundario aprendi muita coisa, quando estagiei conheci boas pessoas, ali não me sentia um peixe fora de agua, enquanto na escola sofria novamente bullying.
Na Universidade, fui estudar fora, e estava a ver que o caminho seria outravez a mesma coisa, então depois de uma semana saí, gastei muito mas prefiro saúde mental, é verdade que errei em seguir com o 'quero estudar lá fora', mas sinto que estava tudo errado e não quero viver no inferno, mas vida que segue, e se pensarem que alguém tá no fundo do poço, não te preocupes que não és o único.
 
Olá Boa noite,

Eu sou o Manuel e tenho 20 anos, eu tenho ouvido falar muito deste fórum por amigos que estão cá e gostaria de ter um feedback vosso em relação ao seguinte.

Eu atualmente estou no curso de estudos asiáticos na flul, só que é o seguinte eu tenho andado descontente e muito triste com a flul porque há um ano mudei de casa e a mudança tem sido muito difícil.

E fui para a universidade porque realmente eu gostei do curso e o curso era aliciante e atrativo, tive 17 no exame de história (embora estavamos no início da época covid) e na altura foi o melhor dia da minha vida quando entrei, especialmente porque tenho dificuldades e tenho síndrome de Asperger e Transtorno Obcessivo Compulsivo (TOC).

E eu fui para a faculdade feliz mas deixando-me de enigmas eu vou ser direto, eu tenho andado no curso e tenho andado muito perdido, mal conheço gente, só muito pouca, mas muito boa e eu apercebi-me que o curso não era o que eu queria, eu esforçava-me, dava o meu melhor só que eu enquanto que línguas tinha muito boas notas, em duas cadeiras, Introdução aos Estudos Asiáticos e Fontes e Métodos para os Estudos Asiáticos, chumbei-as com péssimas notas, uma com 5, a outra nem nota tive.

Isso deixou-me muito desiludido, eu mesmo assim fui a exame a uma delas e tive pior nota ainda com 4, e isso deixou-me frustrado porque eu era tão bom aluno no secundário e agora penso, sou uma porcaria que não presto e que não valo nada, e tive duas cadeiras no 2º semestre e com o objetivo que se chunbasse eu ia me embora da faculdade.

Mas a questão é que passei mas com 10, uma porque pedi ajuda num teste à minha mãe e noutra por causa de um trabalho que demorei duas semanas a fazer e eu senti um gozo, que só podem estar a brincar com a minha cara. Porque eu esforcei-me dei o meu melhor, excedi a minhas barreiras e limites e tive 10, e eu não entendo como é que havia pessoas que tinham 14, 16, 19 e eu com o esforço que fiz nada só 10.

Então eu fartei-me do curso só que entretanto eu tive neste ano mais coisas a meio como uma separação de uma relação que me deixou bastante triste com a essa pessoa, que não vou estar a mencionar, e estudei um ano chinês porque tive de anular a cadeira porque entrei num ciclo vicioso de pressão e não pode continuar porque segundo as regras da universidade só se pode repetir como melhoria de nota e só por exame é não posso assistir às aulas quando esse era o meu objetivo, aprender chinês do 0 e ir às aulas.

E resumindo eu com isto fartei-me só que por um lado eu não quero desiludir o meu coordenador de curso até porque ele tem sido uma pessoa fantástica, que como um mentor mas ao mesmo tempo não quero continuar porque eu já não me sinto motivado a ir para a universidade sinto que é uma tortura, um martírio e ninguém entende o que é ter problemas e muitas vezes chegar atrasado e não conseguir fazer nada porque me sinto cansado por causa do TOC e das minhas compulsões o que ten sido bastante difícil estes últimos dias e com isto da universidade fiquei muito defraudado e desiludido porque sinto que escolhi o curso errado.

E com isto a questão é acham que com isto tudo eu devo continuar ou que deva sair da universidade?

E se sim, acham que vale a pena fazer o 2º semestre do curso ou sair duma vez?

E se sair (apesar de saber que esta parte podia ser outro tópico), acham que devia começar a trabalhar ou estudar num sítio mais leve tipo secundário, e se estudar existe sitos fora de Portugal onde possa estudar de uma forma mais leve e não tão teórica como a universidade, e se sim quais são os processos para me aplicar lá?

Peço imensa desculpa pela desabafo enorme mas é o que estou a sentir agora e estou a escrever com o coração.

Edit: Fast-forward, eu acabei por desistir da universidade embora este seja o título do tópico, eu vou mantê-lo até porque se parece adequado ao post, apesar de já ter saído da universidade.

E eu não me importava de estudar mas se estudasse tinha de ser em algo tipo secundário ou uma coisa assim leve e não tão académica, tão bibliográfica.


Já agora, o que citei acima e que está noutra resposta minha em baixo, é uma das perguntas que tenho atualmente, por isso, se quiserem ajudar, agradeço bastante do fundo coração.

Continuando, entretanto depois dessa relação abusiva, como disse acima, já nada me fazia ir para a universidade, atualmente eu dormo às 4/5/6 da manhã e acordo às 15/16h e só me despacho uma hora depois, por causa disso tudo, depois essa professora com quem teve uma relação abusiva, ela disse que falou com uma professora minha, que não vou estar a especificar, ela disse coisas que se passavam nas aulas que não eram verdade, e eu fui confirmar isso com ela, que na verdade ela estava a me mentir, só que na altura essa professora nem me quis ouvir, e depois não sei como a atitude dela para comigo mudou radicalmente depois desse dia, ela começou a se agressiva comigo, intolerante, a não me querer ouvir ainda mais e sobretudo a desrespeitar-me e a desprezar-me que pior ainda, ao ponto que lhe perguntei a dúvida de um tpc ela em vez de me ajudar não, ainda me deu um sermão como se eu fosse o culpado de todas as coisas más no mundo e nem me disse nada, deu-me desprezo total e foi-se embora como se eu nem tivesse ali, e como se nem tivesse falado comigo, depois começou a adotar argumentos da professora com quem eu tive uma relação abusiva, sem mal me conhecer e nem tinha feito 3 semanas que as aulas começaram, depois ela fez esta posição de confronto para comigo, até ao ponto de um dia foi a correção do teste, houve uma na turma que ela lhe mostrou o teste, falou, deu risinhos e tudo e a mim quando lhe pedi o teste, que por acaso já estava corrigido, disse "Ah, talvez para semana", isto tudo nas minhas barbas, mas na boa semana que veio eu fui e pedi-lhe o teste, ela deu-me o teste quase por obrigação, como se lhe estivesse a fazer um favor, tentei falar com ela, interagir com ela, rir-me com ela e ela nada, desprezo total, aliás quando eu acabei de rever o teste ela ficou tipo com aquele olhar de "Já acabaste, tenho mais que fazer." e eu dei-lhe o teste e ela nem adeus, nem bom dia, nada, desprezo total e eu fiquei irritado. Tudo ao ponto que eu mal conseguia ir às aulas dela que ela fazia de propósito para me irritar, até que um dia foi o dia do teste escrito, é verdade que cheguei uma hora tarde, mas mesmo assim eu fiz o teste, para começar eu nem tinha trazido caneta, então eu pedi-lhe uma caneta e atirar-me com ela, eu fiquei tipo ok, e depois ela nem cumpre as normas que era obrigada a cumprir porque no listening ela era obrigada a pôr 3 vezes o áudio independentemente de o áudio na primeira vez dizer três vezes ou não e usa o argumento da outra "Ah tu não és mais de que os outros, por isso a eles foi assim e contigo será o mesmo", eu fiquei estúpido, porque para já ela nem cumpriu com as medidas adotadas pelo PEI, atual RTP, e segundo nem me queria dar mais tempo nem nada, era tudo a despachar, e depois fiz-lhe o mesmo acabei o teste, entreguei-o e atirei-lhe com a caneta e disse-lhe "Adeusinho (Bye)" ela ficou a olhar para mim tipo chocada e a pensar para dentro "Que malcriado!" e depois ela virou-me a cara e desprezou-me como se eu não estivesse ali e continuou a comer bolachas e a corrigir testes como se eu não estivesse ali, então eu mais tarde, na mesma manhã, apesar de estar frustrado quanto a outras coisas, mandei-lhe um mail a desmentir tudo e a dizer que já sabia do jogo todo que ela teve com a outra e ainda teve o descaramento de fugir à pergunta e veio com o argumento do teste quando nem isso se quer foi o que falei e ainda deu "Cumprimentos calorosos" (a gozar óbvio) e depois, os meus amigos do curso, que eram poucos, disseram-me "Olha fala com ela e tenta pedir desculpa a ver o que ela diz", eu fiz e ela nada, nem respondeu e era como se não lhe tivesse mandado um mail, depois no teste oral, o ódio dela era tanto que nem podia ver pintado de maneira nenhuma, tentei-lhe pedir desculpa e explicar, mas ela usou a desculpa que tinha mais pessoas à espera, então propus-lhe falar com ela quando ela acabasse de fazer o teste aos outros, e ela nada era como se não lhe tivesse dito nada e fez me o teste por obrigação e despachou-me.

Depois entretanto a essas duas cadeiras de introdução e fontes e métodos, eu já mal ia a elas de tão desmotivado que estava, mas eu mesmo assim estudei para elas, fiz resumos, tirando e adaptando de vários amigos e colegas meus, aliás houve uma amiga de lá do curso que com quem eu tinha uma relação mais próxima, eu e ela fizemos praticamente os nossos resumos, ambos usando os textos uns dos outros e as mesmas fontes, no entanto, quando foi a nota dos testes, ela teve 14, e eu tive 3, fiquei chocado, abalado, nem tinha palavras na altura para dizer ou se quer descrever o que estava a sentir de tão chocado que estava, depois foi o outro teste, depois foi o teste da outra disciplina e depois foram os testes orais e depois tinha que entregar 3 trabalhos de investigação académica, ou seja, para ambos professores das duas disciplinas que eram 2 professores, uma que era para cada um deles, e depois a outra cadeira que ambos lecionavam pediram só 1 trabalho e eu fiquei estúpido, quando ambos podiam ter pedido um trabalho por ambas e eles avaliavam a meias, mas a minha desmotivação era tanta que eu já nem tive paciência para fazer se quer um trabalho quanto mais 3, ainda por cima, para entregar na mesma altura, ou seja, com isto tudo já era demais e entram optei por nem se quer fazer os trabalhos que aliás aquela atura do campeonato era impossível sendo que o meu último, apesar de ser de outra cadeira, demorou-me mais de duas semanas e era um, quanto mais três de uma só vez, era impossível e então, optei por aproveitar a semana das férias de natal e da passagem do ano para descansar.

E depois no dia em que tive as notas eu já esperava já desde o ano passado que eu nem iria passar a elas, e não é que é mesmo, numa tive 3 o que fiquei chocado, a outra nem nota tive, eu fiquei tão furioso, tão desrespeitado e tão desvalorizado e tão irrealizado que eu dei um basta e decidi anular a minha matrícula e ir-me embora da universidade e jamais voltar ao ensino superior.

Assim foi, assinei o papel de anulação, acabei com os compromissos que tinha e que me faltavam acabar e fui-me embora, mas mesmo assim o processo de ir embora foi tão burocrático que até tive que ligar à secretaria do diretor que por sua vez agilizou o processo e lá me anularam a matrícula.


A partir de aí a universidade foi um assunto morto, encerrado e enterrado, só que no meio dos despedimentos todos, eu falei com o meu coordenador de curso e ele na altura ficou tenho pena e tal, e lamento o que lhe aconteceu, mas ele no fundo nem quis saber, porque da mesma maneira que ele contratou a minha professora que me abusou, ele falou com ela na altura do natal, e ele nem quis saber da minha situação, ou seja, ele falou com ela como se não tivesse passado nada e isso deixou-me irritado e furioso, mas claro engoli, comi e calei e não lhe disse nada, mas no fundo ele fugiu à responsabilidade dele e nem quis saber. E para mim isso foi a gota de água, 3 meses depois de ter saído mandei um mail à minha abusadora, no fundo para descarregar a frustração nela e tirar tudo o que tinha no peito, e ela até hoje nem me mandou uma resposta, ou seja, calou e consentiu e ainda usou o mail que lhe mandei para difamar mais a minha imagem e dizer que eu é que sou o abusador, que eu é que sou o mau da fita, que a culpa é toda minha de tudo e mais alguma coisa e etc.

E com isso, essa é que foi a minha experiência no ensino superior.

Na verdade, com isto tudo que passei, nem me apetece estudar, no fundo só queria começar a trabalhar e dar a volta à minha vida mas como infelizmente lá fora até para fazer uns furos na parede preciso de uma formação, eu pus aqui num tópico à parte um curso técnico superior profissional, sendo que foi o que me foi recomendado fazer nos psicotécncios e no fundo agora descobri que sou bom a marketing e publicidade e então eu quero fazer um curso de design gráfico, apesar de já não ter motivação para nada e essa é a minha experiência no ensino superior.

E com isto tudo eu apanhei uma depressão e não sei como sair desta.

Qualquer coisa que tiverem dúvidas digam-me que farei de tudo para esclarecer o que precisa de ser esclarecido.
Olá Manuel,
Eu este ano entrei em Estudos Asiáticos também na FLUL, e também não gostei da cena, entrei neste curso como primeira e única opção, mas foi porque por motivos pessoais não pude ir à prova de ingresso do meu verdadeiro curso de 1ª opção, acabei por ir então a Estudos Asiáticos como um substituto. O meu principal objetivo na Universidade era arranjar um programa de intercâmbio para a China, mas cheguei à conclusão que só dava para ir a escolas de chacha, ainda só passaram três semanas de aulas mas já estou farta das aulas sobretudo de fontes e introdução a estudos asiáticos, o meu horário no secundário era o dobro mais pesado, às vezes ainda fazia diretas mas nunca me senti cansada, porém na FLUL com um máximo de 4,5 horas de aulas por dia sinto-me cansada, isto não está a dar certo.
Resumindo não estou a gostar do curso, quero anular a matrícula e mudar para outro curso de outra instituição, até lá vou trabalhar, podes me dizer como fizeste a tua anulação? Tipo onde ir, se pode-se enviar e-mail, as propinas como vão ficar, etc
 
Amigo não te preocupes com isso, eu, nos meus 7 ano, sofri bullying até apanhar depressão, crise existencial e TOC.
No meu secundario aprendi muita coisa, quando estagiei conheci boas pessoas, ali não me sentia um peixe fora de agua, enquanto na escola sofria novamente bullying.
Na Universidade, fui estudar fora, e estava a ver que o caminho seria outravez a mesma coisa, então depois de uma semana saí, gastei muito mas prefiro saúde mental, é verdade que errei em seguir com o 'quero estudar lá fora', mas sinto que estava tudo errado e não quero viver no inferno, mas vida que segue, e se pensarem que alguém tá no fundo do poço, não te preocupes que não és o único.
Desculpa pela pergunta, mas como alguém que se sente também muito confuso sobre a vida/mundo académico/profissional; ficaste no mesmo curso? Como é que isso te afetou, etc? Gostava de saber um pouco da tua história!
 
Olá Manuel,
Eu este ano entrei em Estudos Asiáticos também na FLUL, e também não gostei da cena, entrei neste curso como primeira e única opção, mas foi porque por motivos pessoais não pude ir à prova de ingresso do meu verdadeiro curso de 1ª opção, acabei por ir então a Estudos Asiáticos como um substituto. O meu principal objetivo na Universidade era arranjar um programa de intercâmbio para a China, mas cheguei à conclusão que só dava para ir a escolas de chacha, ainda só passaram três semanas de aulas mas já estou farta das aulas sobretudo de fontes e introdução a estudos asiáticos, o meu horário no secundário era o dobro mais pesado, às vezes ainda fazia diretas mas nunca me senti cansada, porém na FLUL com um máximo de 4,5 horas de aulas por dia sinto-me cansada, isto não está a dar certo.
Resumindo não estou a gostar do curso, quero anular a matrícula e mudar para outro curso de outra instituição, até lá vou trabalhar, podes me dizer como fizeste a tua anulação? Tipo onde ir, se pode-se enviar e-mail, as propinas como vão ficar, etc
Olá, Xin! Para anulares basta dirigires-te aos Serviços Académicos ou enviar email a pedir o processo de congelamento da matrícula. Em princípio, só terás de pagar propinas até ao mês da anulação.
 
Desculpa pela pergunta, mas como alguém que se sente também muito confuso sobre a vida/mundo académico/profissional; ficaste no mesmo curso? Como é que isso te afetou, etc? Gostava de saber um pouco da tua história!
@voidlessmind

Desculpa por te responder tanto tempo depois.

Uau sabe bem regressar por uma mais uma vez, continuando, basicamente, eu fui para estudos asiáticos porque na altura queria aprender japonês como deve de ser, e na altura fui sem saber do pior que estava para vir.

É difícil após tudo o que passei, eu acima tenho a experiência contada um pouco ao detalhe embora se passou muita coisa após aquela altura.

Quanto à relação abusiva que tive, houve um dia que fui ter com ela e ela humilhou me e insultou me de tudo enquanto que com a outra mulher que era minha professora e ela me foi dizer mal de mim, já está tudo bem com ela.

Com a pessoa que tive a relação e que continua aí a trabalhar, (aquela japinha), ela fez me mal e destruiu-me aliás o meu nome está tão queimado na Flul que nem o presidente do conselho pedagógico me quer ouvir nem ver por perto e sinceramente eu não quero nada com a Flul, é um caminho fechado.

Sinceramente não é fácil, já se passou dois anos que me fui embora do curso.

Resumindo após aquilo que me aconteceu, eu estava e ainda estou um pouco em negação, cheguei a um ponto que após de ser tão rejeitado nem me importo de voltar à universidade embora soe um pouco contraditório dizê-lo após o que eu passei.

Aconteceu me isso daquela japa em que ela me abusou outra vez, pior tratou me tão mal ao ponto de me ter humilhado à frente de toda a gente no meio da cantina e agora acho que estou com stress pós-traumático, ao ponto que nem consigo beber coca-cola porque ela até isso me tirou o prazer.

Ter me ido embora, fez me bem embora a depressão passou num clique, não perguntem como mas simplesmente foi assim.

Por isso estou bem da depressão embora tenha stress pós-traumático também fiz algumas formações e 2 voluntariados e foi um bocado assim.

Não é fácil conciliar isto tudo e ainda estou um pouco traumatizado mas já me sinto muito melhor embora eu não sei bem por onde ir nem o que fazer da vida mas pronto.
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Olá Manuel,
Eu este ano entrei em Estudos Asiáticos também na FLUL, e também não gostei da cena, entrei neste curso como primeira e única opção, mas foi porque por motivos pessoais não pude ir à prova de ingresso do meu verdadeiro curso de 1ª opção, acabei por ir então a Estudos Asiáticos como um substituto. O meu principal objetivo na Universidade era arranjar um programa de intercâmbio para a China, mas cheguei à conclusão que só dava para ir a escolas de chacha, ainda só passaram três semanas de aulas mas já estou farta das aulas sobretudo de fontes e introdução a estudos asiáticos, o meu horário no secundário era o dobro mais pesado, às vezes ainda fazia diretas mas nunca me senti cansada, porém na FLUL com um máximo de 4,5 horas de aulas por dia sinto-me cansada, isto não está a dar certo.
Resumindo não estou a gostar do curso, quero anular a matrícula e mudar para outro curso de outra instituição, até lá vou trabalhar, podes me dizer como fizeste a tua anulação? Tipo onde ir, se pode-se enviar e-mail, as propinas como vão ficar, etc
@Xin

Olá desculpa pela resposta demorada mas só voltei para uma one time only.

Basicamente, na Flul não dá para, congelares, simplesmente anulas e está pronto.

Para anulares é só preencheres um papel dares aos serviços académicos ou mesmo mandar mail a pedir isso a eles e é assim que fazes para anulares a tua matrícula.

A mim demorou um mês mas por sorte tinha contactos mas pode demorar mais.

E é assim que se anula.

As propinas só tens de pagar o que frequentaste, neste caso só paguei as do 1º semestre já que só fiz o 1º semestre inteiro mas pronto.
 
Última edição:
@sigis Talvez sim, desde que não seja nem na Flul nem na Nova Fsch e desde que não seja tão teórico e investigação e mais direcionado para o mercado de trabalho não me importo.

Na verdade com isto tudo cheguei à conclusão que eventualmente vou ter de o fazer para me livrar deste fantasma. No entanto, estou a pensar em fazê-lo na Holanda mas pronto.

Embora isto soe demasiado contraditório após tudo o que eu passei.

Mas resumindo, sim estou.
 
(...) desde que não seja tão teórico e investigação e mais direcionado para o mercado de trabalho não me importo. (...) Mas resumindo, sim estou.
Já que gostas de línguas, já deste uma olhada, por exemplo, em Línguas e Relações Empresariais?
Pegando, por exemplo, na Universidade de Aveiro, terias 3 a 4 línguas por semestre e 1 ou 2 cadeiras básicas de Economia e de Gestão.
 
Até podia mas infelizmente vivo em Lisboa por isso, por agora, qualquer opção tinha que ser em Lisboa.

Além disso, se voltar com esta aventura tem que ser em tempo parcial não a full-time.

Se houver alguma opção online ou até mesmo em Lisboa poderia ponderar. Além disso nem sei se recebo bolsa devido ao meu histórico mas pronto.

Eu irei ponderar desde que não seja tão teórico ou investigação como a Flul ou a Nova Fsch e seja na zona de Lisboa ou online, seja virado para o mercado de trabalho e possa fazer a tempo parcial, estou a aberto a qualquer opção.
 
Eu irei ponderar desde que não seja tão teórico ou investigação como a Flul ou a Nova Fsch e seja na zona de Lisboa ou online, seja virado para o mercado de trabalho e possa fazer a tempo parcial, estou a aberto a qualquer opção.
Dá uma olhada na Licenciatura em Línguas Aplicadas da Universidade Aberta, vê se é algo que te interessaria.
Além disso nem sei se recebo bolsa devido ao meu histórico mas pronto.
Ainda que não recebesses no primeiro ano, acredito que, a partir do segundo, já poderias ter.
 
Dá uma olhada na Licenciatura em Línguas Aplicadas da Universidade Aberta, vê se é algo que te interessaria.
Por acaso já estive a dar uma olhadela mas sinceramente não creio que este curso me atrai tanto mas pronto.

Ainda que não recebesses no primeiro ano, acredito que, a partir do segundo, já poderias ter.
Tecnicamente até podia ter bolsa sendo que tenho o atestado multiusos mas eu não sei se mesmo assim recebia bolsa.

Sinceramente, ficar um ano sem bolsa não é opção, infelizmente não tenho condições financeiras para fazer um curso e a bolsa é a minha única hipótese.

Não sei se com o multiusos posso ter bolsa mas pronto.
 
Olá!!! Penso que este ano nao vou conseguir entrar em psicologia na FPCEUP, se eu entrar no curso de Ciências da Educação depois seria possível pedir transferência para Psicologia? Caso seja possível como funciona esse processo? Já li imensa coisa no site da faculdade mas sinto que não fiquei a entender muito bem o procedimento.
Outra questão, estive na FPCEUP neste ano letivo como aluno externo a fazer algumas cadeiras do primeiro ano, ou seja, estive matriculada na instituição. Haveria alguma forma de manter a minha matrícula (mas agora como aluno interno)?

Estou bastante perdida com a questão da faculdade e não conseguir entrar no curso que quero esta-me a desmotivar, ja pensei diversas vezes em desistir porque todo este processo para além de frustrante está a ser bastante cansativo. É claro que ainda existe a opção da segunda fase, mas de um modo geral na FPCEUP a segunda fase fica com POUQUÍSSIMAS vagas ou até mesmo com nenhuma e, consequentemente, raramente existe uma terceira fase de candidaturas.
No ano passado tentei entrar e não consegui, ao saber que tinha a opção de fazer algumas cadeiras ganhei logo mais esperança porque não queria nada estar a perder mais um ano (digo mais um ano porque acabei o secundário um ano mais tarde e a sensação de ver os meus amigos avançarem para a faculdade enquanto que eu estava a terminar o secundário foi horrível e demorei imenso tempo a conseguir lidar com isso :/ ). O meu objetivo era entrar agora este ano, pedir equivalencias e fazer o segundo ano em conjunto com as cadeiras de primeiro ano que não me foi possível inscrever. Infelizmente a probabilidade de não conseguir cumprir esse objetivo é bastante alta considerando a média do curso.
Claro que sei que não há um tempo certo para acabar o curso e que nunca é tarde demais para entrar na faculdade, mas a sensação de estar a perder tempo a cada ano que passa é sempre muito difícil de lidar e nunca consigo afasta-la do meu pensamento.
Sei que não devia estar a antecipar o que pode acontecer, mas sinto-me exatamente na mesma situação do ano passado e quando fui tentar arranjar soluções já era tarde.

Gostava que alguém que tenha conhecimento sobre o assunto, me pudesse esclarecer as dúvidas acima (considerando que também não consigo obter muitas informações na faculdade, já contactei e não me souberam reponder).
 
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Olá!!! Penso que este ano nao vou conseguir entrar em psicologia na FPCEUP, se eu entrar no curso de Ciências da Educação depois seria possível pedir transferência para Psicologia? Caso seja possível como funciona esse processo? Já li imensa coisa no site da faculdade mas sinto que não fiquei a entender muito bem o procedimento.
Outra questão, estive na FPCEUP neste ano letivo como aluno externo a fazer algumas cadeiras do primeiro ano, ou seja, estive matriculada na instituição. Haveria alguma forma de manter a minha matrícula (mas agora como aluno interno)?

Estou bastante perdida com a questão da faculdade e não conseguir entrar no curso que quero esta-me a desmotivar, ja pensei diversas vezes em desistir porque todo este processo para além de frustrante está a ser bastante cansativo. É claro que ainda existe a opção da segunda fase, mas de um modo geral na FPCEUP a segunda fase fica com POUQUÍSSIMAS vagas ou até mesmo com nenhuma e, consequentemente, raramente existe uma terceira fase de candidaturas.
No ano passado tentei entrar e não consegui, ao saber que tinha a opção de fazer algumas cadeiras ganhei logo mais esperança porque não queria nada estar a perder mais um ano (digo mais um ano porque acabei o secundário um ano mais tarde e a sensação de ver os meus amigos avançarem para a faculdade enquanto que eu estava a terminar o secundário foi horrível e demorei imenso tempo a conseguir lidar com isso :/ ). O meu objetivo era entrar agora este ano, pedir equivalencias e fazer o segundo ano em conjunto com as cadeiras de primeiro ano que não me foi possível inscrever. Infelizmente a probabilidade de não conseguir cumprir esse objetivo é bastante alta considerando a média do curso.
Claro que sei que não há um tempo certo para acabar o curso e que nunca é tarde demais para entrar na faculdade, mas a sensação de estar a perder tempo a cada ano que passa é sempre muito difícil de lidar e nunca consigo afasta-la do meu pensamento.
Sei que não devia estar a antecipar o que pode acontecer, mas sinto-me exatamente na mesma situação do ano passado e quando fui tentar arranjar soluções já era tarde.

Gostava que alguém que tenha conhecimento sobre o assunto, me pudesse esclarecer as dúvidas acima (considerando que também não consigo obter muitas informações na faculdade, já contactei e não me souberam reponder).
Olá, Bea! Para mudares de curso precisas de ter feito as provas de ingresso pedidas pelo curso de Psicologia. Se tens esses exames, mesmo mesmo que expirem entretanto, podes concorrer à mudança de curso (que é um concurso institucional pago e aconselho a que releias a página com critérios de seriação e prazos para que tenhas uma ideia de quando tratas a "papelada"). Aconselho igualmente a que, caso tenhas provas de ingresso ainda no prazo, concorras em simultâneo ao concurso nacional de acesso, mesmo que as tuas chances de entrar por aí sejam mais baixas - isto porquê? Porque não é um concurso pago (ao contrário da mudança de curso) e assim estás a concorrer por duas vias (nacional + mudança de curso), o que costuma ser mais vantajoso pois estás a tentar entrar por *duas* vias em vez de só uma.

Infelizmente, mesmo tendo estado a fazer cadeiras do curso como externa, não dá para passares a aluna interna sem ingressares por algum concurso. Como és menor de 23 anos, as tuas vias de entrada são concurso nacional de acesso e concurso mudança par/instituição curso. O facto de já teres cadeiras feitas pode dar-te vantagem em critérios de desempate e já tens cadeiras creditadas, pelo que quando entrares oficialmente no curso já não tens de fazer essas :)

Sei que é um contexto frustrante, mas pensa que tens ainda alguma chance, desde que tentes ingressar pelas vias às quais tens acesso e com muita luta eventualmente conseguirás alcançar o objectivo. Nem sempre acertamos à primeira e às vezes temos de ultrapassar obstáculos, mas o teu tempo nunca será perdido se estás a investir em tentar cumprir um objectivo teu - mesmo que existam outras pessoas que conseguiram logo, o nosso tempo não deve ser nunca medido pelo dos outros. Tenta genuinamente pela mudança de curso, alguma dúvida específica podes enviar mensagem! Boa sorte.
 
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Olá, Bea! Para mudares de curso precisas de ter feito as provas de ingresso pedidas pelo curso de Psicologia. Se tens esses exames, mesmo mesmo que expirem entretanto, podes concorrer à mudança de curso (que é um concurso institucional pago e aconselho a que releias a página com critérios de seriação e prazos para que tenhas uma ideia de quando tratas a "papelada"). Aconselho igualmente a que, caso tenhas provas de ingresso ainda no prazo, concorras em simultâneo ao concurso nacional de acesso, mesmo que as tuas chances de entrar por aí sejam mais baixas - isto porquê? Porque não é um concurso pago (ao contrário da mudança de curso) e assim estás a concorrer por duas vias (nacional + mudança de curso), o que costuma ser mais vantajoso pois estás a tentar entrar por *duas* vias em vez de só uma.

Infelizmente, mesmo tendo estado a fazer cadeiras do curso como externa, não dá para passares a aluna interna sem ingressares por algum concurso. Como és menor de 23 anos, as tuas vias de entrada são concurso nacional de acesso e concurso mudança par/instituição curso. O facto de já teres cadeiras feitas pode dar-te vantagem em critérios de desempate e já tens cadeiras creditadas, pelo que quando entrares oficialmente no curso já não tens de fazer essas :)

Sei que é um contexto frustrante, mas pensa que tens ainda alguma chance, desde que tentes ingressar pelas vias às quais tens acesso e com muita luta eventualmente conseguirás alcançar o objectivo. Nem sempre acertamos à primeira e às vezes temos de ultrapassar obstáculos, mas o teu tempo nunca será perdido se estás a investir em tentar cumprir um objectivo teu - mesmo que existam outras pessoas que conseguiram logo, o nosso tempo não deve ser nunca medido pelo dos outros. Tenta genuinamente pela mudança de curso, alguma dúvida específica podes enviar mensagem! Boa sorte.
Muito obrigada pela resposta!

Eu tenho todas as provas de ingresso (válidas) tanto para Psicologia como para CE visto que são praticamente as mesmas.

Não sei se fiquei a perceber muito bem, mas então este ano eu poderia concorrer ao concurso nacional de acesso e ao de mudança de curso para Psicologia? Desculpa se a pergunta parecer estupida, não tenho muito conhecimento acerca disso ahah
 
Olá!!! Penso que este ano nao vou conseguir entrar em psicologia na FPCEUP, se eu entrar no curso de Ciências da Educação depois seria possível pedir transferência para Psicologia? Caso seja possível como funciona esse processo? Já li imensa coisa no site da faculdade mas sinto que não fiquei a entender muito bem o procedimento.
Outra questão, estive na FPCEUP neste ano letivo como aluno externo a fazer algumas cadeiras do primeiro ano, ou seja, estive matriculada na instituição. Haveria alguma forma de manter a minha matrícula (mas agora como aluno interno)?

Estou bastante perdida com a questão da faculdade e não conseguir entrar no curso que quero esta-me a desmotivar, ja pensei diversas vezes em desistir porque todo este processo para além de frustrante está a ser bastante cansativo. É claro que ainda existe a opção da segunda fase, mas de um modo geral na FPCEUP a segunda fase fica com POUQUÍSSIMAS vagas ou até mesmo com nenhuma e, consequentemente, raramente existe uma terceira fase de candidaturas.
No ano passado tentei entrar e não consegui, ao saber que tinha a opção de fazer algumas cadeiras ganhei logo mais esperança porque não queria nada estar a perder mais um ano (digo mais um ano porque acabei o secundário um ano mais tarde e a sensação de ver os meus amigos avançarem para a faculdade enquanto que eu estava a terminar o secundário foi horrível e demorei imenso tempo a conseguir lidar com isso :/ ). O meu objetivo era entrar agora este ano, pedir equivalencias e fazer o segundo ano em conjunto com as cadeiras de primeiro ano que não me foi possível inscrever. Infelizmente a probabilidade de não conseguir cumprir esse objetivo é bastante alta considerando a média do curso.
Claro que sei que não há um tempo certo para acabar o curso e que nunca é tarde demais para entrar na faculdade, mas a sensação de estar a perder tempo a cada ano que passa é sempre muito difícil de lidar e nunca consigo afasta-la do meu pensamento.
Sei que não devia estar a antecipar o que pode acontecer, mas sinto-me exatamente na mesma situação do ano passado e quando fui tentar arranjar soluções já era tarde.

Gostava que alguém que tenha conhecimento sobre o assunto, me pudesse esclarecer as dúvidas acima (considerando que também não consigo obter muitas informações na faculdade, já contactei e não me souberam reponder).
Olá Bea!
Podes fazer a transferência de CE para Psicologia sim! Conheço bastante gente que o fez! Pelo que sei, há um número específico de vagas de transferência de CE para Psi, e conta a média que tiveste em CE (no 1º ano) e as tuas provas de ingresso. Normalmente, não tens um número elevado de estudantes de CE a concorrer para essas vagas, pelos menos no tempo que estou na FPCEUP não o vejo, mas isso é algo que pode mudar com o tempo.
Ao pedires a transferência de curso (de CE para Psi) tens algumas cadeiras equivalentes e podes pedir a equivalência dela.
Infelizmente não podes mudar a tua matrícula de externa para interna sem concorreres a algum concurso de acesso, mas quando estiveres no curso de Psicologia podes pedir equivalência das cadeiras que fizeste enquanto externa, e isto pode ser um fator de desempate bastante vantajoso!
Estas informações são coisas que tenho apanhado ao conversar com colegas por isso podem haver coisas que não estejam assim tão corretas.
Para obteres mais informações, como na net não encontras quase nada, acho que a tua melhor opção é ligar para os serviços académicos e "chateá-los" algumas vezes :)
Desejo-te a maior sorte de sempre. Qualquer dúvida, fica à vontade para me mandares mensagem :)
 
Olá Bea!
Podes fazer a transferência de CE para Psicologia sim! Conheço bastante gente que o fez! Pelo que sei, há um número específico de vagas de transferência de CE para Psi, e conta a média que tiveste em CE (no 1º ano) e as tuas provas de ingresso. Normalmente, não tens um número elevado de estudantes de CE a concorrer para essas vagas, pelos menos no tempo que estou na FPCEUP não o vejo, mas isso é algo que pode mudar com o tempo.
Ao pedires a transferência de curso (de CE para Psi) tens algumas cadeiras equivalentes e podes pedir a equivalência dela.
Infelizmente não podes mudar a tua matrícula de externa para interna sem concorreres a algum concurso de acesso, mas quando estiveres no curso de Psicologia podes pedir equivalência das cadeiras que fizeste enquanto externa, e isto pode ser um fator de desempate bastante vantajoso!
Estas informações são coisas que tenho apanhado ao conversar com colegas por isso podem haver coisas que não estejam assim tão corretas.
Para obteres mais informações, como na net não encontras quase nada, acho que a tua melhor opção é ligar para os serviços académicos e "chateá-los" algumas vezes :)
Desejo-te a maior sorte de sempre. Qualquer dúvida, fica à vontade para me mandares mensagem :)
Olaa!! Muito obrigada pela resposta! A minha ideia inicial era efetivamente entrar em CE, congelar a matrícula no segundo semestre, fazer mais cadeiras de PSI como externo e depois pedir a transferência. O que achas sobre isso?
 
Até podia mas infelizmente vivo em Lisboa por isso, por agora, qualquer opção tinha que ser em Lisboa.

Além disso, se voltar com esta aventura tem que ser em tempo parcial não a full-time.

Se houver alguma opção online ou até mesmo em Lisboa poderia ponderar. Além disso nem sei se recebo bolsa devido ao meu histórico mas pronto.

Eu irei ponderar desde que não seja tão teórico ou investigação como a Flul ou a Nova Fsch e seja na zona de Lisboa ou online, seja virado para o mercado de trabalho e possa fazer a tempo parcial, estou a aberto a qualquer opção.
Olá, Manuel.
Desculpa responder só agora, mas como as últimas mensagens foram recentes, pode ser que ainda vá a tempo:

Creio que há algo que não cogitaste (atenção, eu posso não ter lido, pode ter-me escapado): se tens Síndrome de Asperger, tens direito a pedir o estatuto de aluno com necessidades educativas especiais. O SAsperger está dentro do Espectro do Autismo e este está referenciado no Regulamento do Estudante com Necessidades Educativas Especiais da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa com todas as letras e referido de forma mais abrangente no Regulamento do Estudante com Necessidades Educativas Especiais da Universidade de Lisboa:



Ao contrário do que possas pensar, há um número considerável de alunos com este estatuto, nomeadamente o pessoal com THDA e aspie. E sei de fonte segura porque tenho familiares diretos nessa situação. Imagino (porque não é a UL que conheço) que terás de comprovar a tua condição com documentação médica, é possível que tenhas de ir a entrevistas com os psicólogos da instituição, mas sabe que, acima de tudo, se queres frequentar um curso universitário, não creio que devas desistir sem a consciência de que existe esta possibilidade.
Pensa nisto. A tua situação deve ter evoluído imenso desde as mensagens que li, porventura já não deves poder ver uma universidade à frente, ou, quem sabe, já entraste num curso algures, mas a experiência que te traumatizou não se transforma em paradigma. Há outros cursos, outras faculdades, e se ainda estás em Lisboa, o que não falta é oferta, e quase que aposto que, neste momento, não deve existir uma instituição no ES (e se existe, é porque encalhou no tempo e então temos batalhas pela frente) que não coloque à disposição do aluno este estatuto, compreendendo circunstâncias como Défice de Atenção e Hiperatividade, Paralisia Cerebral, Síndrome de Asperger, Síndrome de Tourette, e outras tantas que podem já ser do Espectro do Autismo ou outras que podem ser condições neurológicas temporárias ou crónicas que permitam o acesso ao estatuto. Se a isto juntares TOC e depressão, creio que ficará óbvio para uma instituição que está diante de um aluno que, provavelmente ficando sujeito ao mesmo tipo de avaliação que os outros, poderá e deverá ter timings diferentes (mais tempo para a realização de uma frequência), condições de realização de exames diferentes, datas de entrega de trabalhos adequados à sua circunstância, etc.

Desculpa este texto enorme, mas não podia deixar de te alertar para isto. Porque, acredites ou não, cada vez há mais alunos com químicas neurológicas fascinantes, como tu, a usufruir justamente desse estatuto. Simplesmente, e infelizmente, é raro falar-se disso.

Desculpem os outros a quem o assunto talvez não interesse tanto o tamanho do texto, mas trata-se de algo invisível, ainda muito invisível, que, enquanto aluna que sabe o que é ter ao seu lado, em casa, uma mente brilhante, que nem sempre a escola e a universidade souberam acompanhar, e que é um exemplo de constante autossuperação e resultados que me fazem sentir uma preguiçosa (e frustrada caso não consiga entrar em Psicologia!), não posso ler as mensagens do Manuel e ficar calada.

E obrigada a todos os que dinamizam este fórum - é muitas vezes mais eficiente do que a secretaria da escola 😁
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Desculpa pela pergunta, mas como alguém que se sente também muito confuso sobre a vida/mundo académico/profissional; ficaste no mesmo curso? Como é que isso te afetou, etc? Gostava de saber um pouco da tua história!
Same! Também gostava de saber como está o Manuel hoje (e desculpa se estou a ser muito invasiva, mas é uma situação que me diz muito).
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Amigo não te preocupes com isso, eu, nos meus 7 ano, sofri bullying até apanhar depressão, crise existencial e TOC.
No meu secundario aprendi muita coisa, quando estagiei conheci boas pessoas, ali não me sentia um peixe fora de agua, enquanto na escola sofria novamente bullying.
Na Universidade, fui estudar fora, e estava a ver que o caminho seria outravez a mesma coisa, então depois de uma semana saí, gastei muito mas prefiro saúde mental, é verdade que errei em seguir com o 'quero estudar lá fora', mas sinto que estava tudo errado e não quero viver no inferno, mas vida que segue, e se pensarem que alguém tá no fundo do poço, não te preocupes que não és o único.
Miguel,
E não pensas que podes encontrar um espaço universitário e um curso em que te sintas como no Secundário? Como peixe dentro de água? Como alguém já escreveu aqui, nem todos seremos doutores e ainda bem. Mas que desistas por não quereres - e não por receio que o bullying se repita.
Força! E toda a sorte do mundo!...
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Olá!!! Penso que este ano nao vou conseguir entrar em psicologia na FPCEUP, se eu entrar no curso de Ciências da Educação depois seria possível pedir transferência para Psicologia? Caso seja possível como funciona esse processo? Já li imensa coisa no site da faculdade mas sinto que não fiquei a entender muito bem o procedimento.
Outra questão, estive na FPCEUP neste ano letivo como aluno externo a fazer algumas cadeiras do primeiro ano, ou seja, estive matriculada na instituição. Haveria alguma forma de manter a minha matrícula (mas agora como aluno interno)?

Estou bastante perdida com a questão da faculdade e não conseguir entrar no curso que quero esta-me a desmotivar, ja pensei diversas vezes em desistir porque todo este processo para além de frustrante está a ser bastante cansativo. É claro que ainda existe a opção da segunda fase, mas de um modo geral na FPCEUP a segunda fase fica com POUQUÍSSIMAS vagas ou até mesmo com nenhuma e, consequentemente, raramente existe uma terceira fase de candidaturas.
No ano passado tentei entrar e não consegui, ao saber que tinha a opção de fazer algumas cadeiras ganhei logo mais esperança porque não queria nada estar a perder mais um ano (digo mais um ano porque acabei o secundário um ano mais tarde e a sensação de ver os meus amigos avançarem para a faculdade enquanto que eu estava a terminar o secundário foi horrível e demorei imenso tempo a conseguir lidar com isso :/ ). O meu objetivo era entrar agora este ano, pedir equivalencias e fazer o segundo ano em conjunto com as cadeiras de primeiro ano que não me foi possível inscrever. Infelizmente a probabilidade de não conseguir cumprir esse objetivo é bastante alta considerando a média do curso.
Claro que sei que não há um tempo certo para acabar o curso e que nunca é tarde demais para entrar na faculdade, mas a sensação de estar a perder tempo a cada ano que passa é sempre muito difícil de lidar e nunca consigo afasta-la do meu pensamento.
Sei que não devia estar a antecipar o que pode acontecer, mas sinto-me exatamente na mesma situação do ano passado e quando fui tentar arranjar soluções já era tarde.

Gostava que alguém que tenha conhecimento sobre o assunto, me pudesse esclarecer as dúvidas acima (considerando que também não consigo obter muitas informações na faculdade, já contactei e não me souberam reponder).
Bea, obrigada por dares a voz ao meu estado de incerta e por partilhares as tuas dúvidas, que em parte também são as minhas. Não acredito que vá conseguir entrar em Psicologia este ano e penso em Ciências da Educação como hipótese, para depois tentar mudar. Não sabia que podíamos fazer cadeiras da faculdade sem estarmos matriculados num curso! Como funciona essa matrícula? Pagamos propinas? E o que achaste das cadeiras? Foi difícil?
Obrigada mesmo, porque assim também fico um pouco mais otimista :)
 
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