Diário do Estudante 2

 
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Para terminar, pôs-nos a ver um filme, não sobre adolescentes grávidas ( :tearsofjoy: ), mas sobre o movimento LGBT em São Francisco nos anos 70 (salvo erro). O filme chama-se Milk, se tiverem curiosidade.

Se bem que, por motivos muito infelizes, apenas comseguimos ver 20 minutos do filme porque a professora teve de o parar 2 vezes devido a alguns comentários que algums miúdos tiveram.

Muito bom filme. Triste e previsível reacção.
 
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Não é por nada, mas não me parece que essa pessoa chegue ao exame... :tearsofjoy:

Btw, foi em 1929 que se deu o crush por excelência da Bolsa de Nova Iorque.

Ahh a crise 1929! New deal, não era?
 
Acho que o problema ainda é o grande tabu que existe na comunidade escolar para falar sobre este assunto, especialmente dos próprios professores, daí que a tendência seja não cumprir essas tais horas ou entreter os alunos com filmes como aconteceu à @Gabriela :) , que em nada contribuem para a educação sexual. Tal como acontece com a formação dada em ambiente escolar em algumas escolas na área da música, do empreendedorismo e, mais recentemente, da programação, a solução poderia passar por essa componente formativa ser assegurada por um conjunto de profissionais externo à escola.

A Música! A forma como a disciplina de Educação Musical é dada (ou pelo menos, que me foi dada) é uma das piores coisas do sistema de ensino português. Eu estudo (em regime supletivo) numa escola pública de ensino especializado em música (o que, estando agora no secundário, consome basicamente todo o meu tempo livre e mais algum) e, portanto, este é um tema que me irrita particularmente.

Por outro lado, tenho um teste de Biologia quarta-feira e um de Física e Química sexta, por isso não posso expor toda a minha raiva e aquilo que eu penso sobre isto. :confused:
 
Preciso de motivação para estudar Cálculo, não me apetece nada misturar derivadas com matrizes :sweat:
 
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Por outro lado, tenho um teste de Biologia quarta-feira e um de Física e Química sexta, por isso não posso expor toda a minha raiva e aquilo que eu penso sobre isto. :confused:

Este parágrafo resume o sistema de ensino.
 
@a fish, podias explicar-me, pf, o que é que é isso de obter pontos para fazer Erasmus?
 
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Concordo com tudo, mas acho que a educação sexual falha num ponto igualmente importante que é a sexualidade. Acho importante que os miúdos saibam em que é que consiste a sexualidade e de que forma ela impactua as relações que nós estabelecemos uns com os outros, nomeadamente afetivas, românticas, sexuais, whatever. You name it, we got it.
Eu apenas tive uma aula de educação sexual e foi precisamente neste aspeto em que a minha professora de Biologia se focou (porque já todos tínhamos assistido a algumas palestras sobre sexo, métodos contracetivos, saúde sexual, essas cenas). Foi a melhor aula de educação sexual que eu alguma vez tive.
Para além disso, ela falou também sobre os diferentes tipos de sexualidade que existem e reforçou que ser qualquer outra coisa que não heterossexual é completamente normal e deu também a sua opinião de mãe.
Para terminar, pôs-nos a ver um filme, não sobre adolescentes grávidas ( :tearsofjoy: ), mas sobre o movimento LGBT em São Francisco nos anos 70 (salvo erro). O filme chama-se Milk, se tiverem curiosidade.

Se bem que, por motivos muito infelizes, apenas comseguimos ver 20 minutos do filme porque a professora teve de o parar 2 vezes devido a alguns comentários que algums miúdos tiveram.

é "normal" esse tipo de comentários. Como já tinha referido fui apresentar a uma secudária um trabalho sobre alcool e também diziam coisas idiotas, vá. Para não dizer outra coisa. Sobre sexualidade então imagino que seja muito pior.
 
Eu, durante o 3.º ciclo e o secundário, tive muuuuitas horas de Educação Sexual. A maior parte delas eram dadas por alunos de Enfermagem - estudar numa escola central de uma cidade universitária tem destas vantagens. Incidiam sobretudo sobre a anatomia dos sistemas genitais (mas não propriamente "tomem atenção ao clítoris!", era mais repetição de ciências do 6.ºano), métodos contracetivos, infeções sexualmente transmissíveis (ya, a sigla atualmente em uso é IST ;) ), e a grande amplitude do conceito de sexualidade (a certa altura já estávamos todos tão enjoados do discurso do sexualidade é mais do que sexo que quando nos perguntavam palavras relacionadas com o conceito saíam afetos, amor, bla bla bla até os palestrantes dizerem "e sexo, não?"). era um bocado repetitivo mas uma vez ouvi uma das profs dos alunos dizer "é repetir muitas vezes a ver se lhes entra na cabeça!", o que, bom, também não me parece tão má abordagem assim. Lá pelo meio, assim que se destacassem mais das restantes, tivemos uma vez uma excelente peça teatral - feita por enfermeiros - sobre violência no namoro e outra vez uma apresentação sobre ISTs, bem gráfica, feita por uma médica interna de Infecciologia (de facto para abordagem única seria má estratégia, mas como nós já sabíamos o discurso versão soft acho que não ficou mal).
--- Post atualizado ---
@a fish, podias explicar-me, pff, o que é que é isso de obter pontos para fazer Erasmus?
de onde vem o "isso"? :)
na minha faculdade - e creio que nas outras anda mais ou menos à volta disto - a única coisa que conta para Erasmus é a tua média de curso e o ano letivo em que estás (priorizando, de uma ou outra forma, quem está mais adiantado). Já para intercâmbios da IFMSA - um mês, normalmente agosto, julho ou setembro - a fazer estágio (clínico ou de investigação) noutro país é que há pontos, que ganhas em ir a congressos, workshops, participar na AE, voltunariado, fazer investigação, etc.
Introdução
Introdução
 
de onde vem o "isso"? :)
Uma rapariga estava a falar disso hoje. Achei isso estranho (porque tinha a ideia de que só a média é que contava), daí a pergunta.
--- Post atualizado ---
Média. Sem mais nenhuns fatores.
Obrigada pelo esclarecimento. :)
--- Post atualizado ---
@a fish, só mais uma pergunta. :p Tens/tiveste aulas em alemão ou inglês?
 
Uma rapariga estava a falar disso hoje. Achei isso estranho (porque tinha a ideia de que só a média é que contava), daí a pergunta.
--- Post atualizado ---

Obrigada pelo esclarecimento. :)
--- Post atualizado ---
@a fish, só mais uma pergunta. :p Tens/tiveste aulas em alemão ou inglês?
pronto, na minha faculdade o ano tem uma pequena vantagem (bonus de 0,5 val por cada ano, basicamente).
Auf Deutsch :p no ínicio andava mais às aranhas, agora já percebo bem mais :)
 
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Eu sou a única pessoa a achar que a Educação Sexual nas escolas é insuficiente e/ou desadequada?

Claro, existem mil e uma fontes de informação (incluindo profissionais de saúde, etc), uma boa parte das quais fidedignas, mas isso também é verdade para Filosofia ou Física e continuamos a ter essas disciplinas na escola por alguma razão. A minha experiência é que a maior parte das pessoas não ignora aquilo que é relevante, mas não posso dizer que tenho a certeza que, por exemplo, todos os meus colegas saibam colocar um preservativo (o que é algo útil, mesmo vindo estes muitas vezes com instruções).

Eu ainda não tive uma única aula de Educação Sexual no Secundário (e acho que deveria ter tido, pelo menos, doze horas, o ano passado), e na minha escola anterior (um colégio católico) essas aulas eram raras e incidiam muito mais sobre a Sexualidade e Afetividade do que propriamente sobre coisas úteis e práticas - além de que as senhoras cometiam a fraude intelectual de apresentar as taxas de falibilidade dos preservativos e esquecerem-se de referir de que eram para um ano típico de uso do que para cada utilização (isto para não falar de professores praticamente a gritar com um colega meu que defendeu que não era imoral ter relações sexuais sem amar o parceiro).

Ah, eu até cozinho bem. Apesar de não ter muito paciência até me safo. :D
Almoçar em casa todos os dias e não ter ninguém para cozinhar para mim este ano já foi uma boa preparação para a faculdade.


Os meus professores entendem que aulas de educação sexual equivalem a ver filmes em que a protagonista (adolescente) engravida xD

Não és o único com essa opinião. E olha que os pontos em que tocaste mesmo assim não são os piores.

Eu não tive, de todo, educação sexual no secundário. Tive uma aula de educação sexual no nono ano. Que se focou em métodos contraceptivos. O que, sendo importante, não é tudo.

O que a educação sexual inclui, na prática:
  • Métodos contraceptivos
  • Doenças sexualmente transmissíveis
  • Histórias de terror sobre raparigas que engravidaram na adolescência
O que a educação sexual devia incluir e não inclui:
  • Consentimento, consentimento, consentimento. Há quem nem saiba o que é.
  • O sexo a uma luz minimamente positiva.
  • O sexo como actividade recreativa e não procriativa.
  • O sexo homossexual.
  • Orientações sexuais diferentes da heterossexual.
  • O sexo anal.
  • O clítoris.
  • O orgasmo feminino.
  • ...
Devia haver pelo menos uma aula que fosse aberta a questões sobre estes assuntos.
A única aula de Educação Sexual que tive que não abordou os temas geralmente abordados,
:tearsofjoy:
Funniest_Memes_don-t-have-sex-because-you-will-get-pregnant_3558.jpeg
foi este ano, uma vez que a professora a cargo (a professora de Filosofia) mostrou-nos alguns vídeos sobre várias orientações sexuais e identidade de género.
Infelizmente, a maioria dos meus colegas começaram a rir-se feitos miúdos e fazer comentários um tanto imaturos, o que não permitiu debatermos sobre os conteúdos abordados com a professora.
 
Não era previsto que o mundo ia acabar de 1999 para 2000? :tearsofjoy:

Parece que o Uniarea vai abaixo com a página 2000. Dou já os meus pêsames antecipados.
 
A única aula de Educação Sexual que tive que não abordou os temas geralmente abordados,
:tearsofjoy:
Funniest_Memes_don-t-have-sex-because-you-will-get-pregnant_3558.jpeg
foi este ano, uma vez que a professora a cargo (a professora de Filosofia) mostrou-nos alguns vídeos sobre várias orientações sexuais e identidade de género.
Infelizmente, a maioria dos meus colegas começaram a rir-se feitos miúdos e fazer comentários um tanto imaturos, o que não permitiu debatermos sobre os conteúdos abordados com a professora.

Hmm, vejo aqui um padrão.


Cuidado, @Root...
 
Muito bom filme. Triste e previsível reacção.

Ainda estou para ver o filme, mas como ultimamente tenho consumido mais conteúdo desse género já tinha decidido que o ia ver esta semana. :D

Sobre sexualidade então imagino que seja muito pior.

Se ao menos soubesses o que um miúdo disse... foi a última gota para a minha professora. :tearsofjoy:

Hmm, vejo aqui um padrão.

Bem-vindo à heteronormatividade.
 
Já agora partilhando um momento um tanto épico do meu dia:
Teste de Port 11:45h
Perg do teste: Refere o tempo e o modo do verbo sublinhado em (...).
Questão que um colega meu faz ao prof : "aqui na perg 2) é só para dizer o tempo e o modo ou é aquilo se é presente,pretérito ou futuro ?" :persevere::persevere:
Juro que tentei disfarçar a minha incredulidade! Mas o exame é daqui a alguns meses isto não é muito normal, acho

Sem esquecer a parte em que me perguntou se se escrevia pretender ou *pertender (ou seja, se o "e" era antes ou depois do "r")!!! :tearsofjoy::tearsofjoy:

Fiquei uns segundos a pensar se estava a perceber (ou *preceber ;)) bem :D
 
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O que a educação sexual inclui, na prática:
  • Métodos contraceptivos
  • Doenças sexualmente transmissíveis
  • Histórias de terror sobre raparigas que engravidaram na adolescência
O que a educação sexual devia incluir e não inclui:
  • Consentimento, consentimento, consentimento. Há quem nem saiba o que é.
  • O sexo a uma luz minimamente positiva.
  • O sexo como actividade recreativa e não procriativa.
  • O sexo homossexual.
  • Orientações sexuais diferentes da heterossexual.
  • O sexo anal.
  • O clítoris.
  • O orgasmo feminino.
  • ...
Devia haver pelo menos uma aula que fosse aberta a questões sobre estes assuntos.
Onde é que assino esta petição mesmo?

Acho curioso essa perspectiva, porque as universidades de medicina costumam fazer vários projectos em que propõem aos alunos irem à sua ex-escola básica ou secundário dar uma palestra. E todos os anos, se evita o tema da educação para a sexualidade diretamente por ser um tema demasiado cliché.
O ano que eu fiz, era sobre violência no namoro, por exemplo.

Este ano acho muito interessante o tema do 3º ciclo:“ Os perigos da adolescência: tristeza vs depressão
Acho que aqui entra depois a dicotomia de oferta formativa que tens nos grandes centros urbanos vs resto do país. Alguém que estude em Lisboa ou no Porto tem acesso a tudo e mais alguma coisa, só por preguiça é que não experimenta outras atividades fora da escola, caso a mesma já não inclua esse tipo de atividades. Já no resto do país não é bem assim. É por isso que no meu outro projecto inicialmente decidimos que não trabalharíamos com jovens dos grandes centros urbanos na área do empreendedorismo, por exemplo.

Concordo com tudo, mas acho que a educação sexual falha num ponto igualmente importante que é a sexualidade. Acho importante que os miúdos saibam em que é que consiste a sexualidade e de que forma ela impactua as relações que nós estabelecemos uns com os outros, nomeadamente afetivas, românticas, sexuais, whatever. You name it, we got it.
Eu apenas tive uma aula de educação sexual e foi precisamente neste aspeto em que a minha professora de Biologia se focou (porque já todos tínhamos assistido a algumas palestras sobre sexo, métodos contracetivos, saúde sexual, essas cenas). Foi a melhor aula de educação sexual que eu alguma vez tive.
Para além disso, ela falou também sobre os diferentes tipos de sexualidade que existem e reforçou que ser qualquer outra coisa que não heterossexual é completamente normal e deu também a sua opinião de mãe.
Para terminar, pôs-nos a ver um filme, não sobre adolescentes grávidas ( :tearsofjoy: ), mas sobre o movimento LGBT em São Francisco nos anos 70 (salvo erro). O filme chama-se Milk, se tiverem curiosidade.

Se bem que, por motivos muito infelizes, apenas comseguimos ver 20 minutos do filme porque a professora teve de o parar 2 vezes devido a alguns comentários que algums miúdos tiveram.
12 points para a tua professora. #AindaHáEsperança

A Música! A forma como a disciplina de Educação Musical é dada (ou pelo menos, que me foi dada) é uma das piores coisas do sistema de ensino português. Eu estudo (em regime supletivo) numa escola pública de ensino especializado em música (o que, estando agora no secundário, consome basicamente todo o meu tempo livre e mais algum) e, portanto, este é um tema que me irrita particularmente.
Também concordo com isso, mas pelo menos é alguma coisa, e os primeiros passos para uma formação estruturada estão dados. Também estive vários anos num conservatório de música, onde tive uma professora de piano ucraniana, que ficava constantemente chocada como é que não tínhamos qualquer formação na escola sobre os principais compositores e composições musicais. Mas aprendemos todos a tocar a música do Titanic na flauta (ainda se faz isso? :tearsofjoy:)

its-something.jpg


infeções sexualmente transmissíveis (ya, a sigla atualmente em uso é IST ;) )
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Aquele momento em que isto é duplamente irónico mas um dos significados passará completamente ao lado à maioria. :tearsofjoy:
 
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