Diário do Estudante 2019/2020

Ariana_

Moderador
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26 Junho 2017
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Curso
Estudos Artísticos
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FLUL
Update à situação: o email não teve o efeito pretendido, cancelou os mini-trabalhos (que, pedagogicamente, eram das melhores avaliações e em videoconferência toda a gente tinha concordado) e ficou um teste marcado online feito no Zoom e uma videoconferência com performances. Apetece-me dizer aos meus colegas que decidiram enviar o tal email que talvez tivesse sido melhor ter aguardado pela sugestão do prof, porque ele disse que ia falar connosco na próxima semana. Detesto que apressem algo que podia ter sido melhor pensado e agora ficámos com uma avaliação estanque nesses elementos porque vieram dizer no email que tinham urgência em organizar o seu calendário 😢
 

Azami

Membro Dux
Colaborador Editorial
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6 Outubro 2015
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Curso
Medicina
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FMUC
Alo? Parlamento? 😂
Por acaso quando eu fui à nacional do Parlamento dos Jovens, nas sessões do 1º dia em pequenos grupos, 1º votei "sim" e depois votei "não" para não passar a ideia de um distrito de umas raparigas que eram bastante agressivas connosco 😂 😂 😂 Em minha defesa eu estava no 9º ano e foi só aquela vingançazinha básica por nos terem invadido o quarto na noite anterior com mais 50 pessoas e serem as únicas com má onda deliberadamente 😅

Alguém também esteve nesse mambo que é o backstage noturno do PJ?
 

Alexandra S.

Membro Dux
Colaborador Editorial
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10 Março 2015
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Curso
Mestrado CCTI
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ISCTE-IUL
Update à situação: o email não teve o efeito pretendido, cancelou os mini-trabalhos (que, pedagogicamente, eram das melhores avaliações e em videoconferência toda a gente tinha concordado) e ficou um teste marcado online feito no Zoom e uma videoconferência com performances. Apetece-me dizer aos meus colegas que decidiram enviar o tal email que talvez tivesse sido melhor ter aguardado pela sugestão do prof, porque ele disse que ia falar connosco na próxima semana. Detesto que apressem algo que podia ter sido melhor pensado e agora ficámos com uma avaliação estanque nesses elementos porque vieram dizer no email que tinham urgência em organizar o seu calendário 😢
Por curiosidade, os teus colegas já debateram essa decisão? Agora já não muda nada, mas talvez alguns deles estejam arrependidos...
 

Ariana_

Moderador
Equipa Uniarea
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26 Junho 2017
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Estudos Artísticos
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FLUL
Por acaso quando eu fui à nacional do Parlamento dos Jovens, nas sessões do 1º dia em pequenos grupos, 1º votei "sim" e depois votei "não" para não passar a ideia de um distrito de umas raparigas que eram bastante agressivas connosco 😂 😂 😂 Em minha defesa eu estava no 9º ano e foi só aquela vingançazinha básica por nos terem invadido o quarto na noite anterior com mais 50 pessoas e serem as únicas com má onda deliberadamente 😅

Alguém também esteve nesse mambo que é o backstage noturno do PJ?
Belos tempos de sessões do Parlamento dos Jovens 🌚 Não guardo assim memórias tão fantásticas tho, acho as votações meh.

Acho que o único concurso que guardo mesmo memórias importantes para o meu percurso foi o Concurso Nacional de Leitura 🥰
Mensagem fundida automaticamente:

Por curiosidade, os teus colegas já debateram essa decisão? Agora já não muda nada, mas talvez alguns deles estejam arrependidos...
Nada, tudo caladinho. Provavelmente perceberam que foram fazer porcaria com o professor que se tinha mostrado mais disponível e compreensível. O senhor ficou a sentir-se mal ao ponto de adiar uma entrega entre 6ª e domingo para o dia 3 de abril e acrescentou que não ia pedir mais trabalhos. Um bocado triste 😢
 

davis

Administrador
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13 Outubro 2014
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Eng. Aeroespacial
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IST - ULisboa
Nas minhas aulas ainda não vi ninguém de pijama, acho que talvez isso tivesse passado por algumas cabeças, mas com receio de serem os únicos, lá vai uma blusa para disfarçar :]
É nesta altura que a tua aposta em pijamas monocromáticos sai vencedora. Ninguém percebe se é um pijama ou uma simples tshirt básica. 😅
O Windows 10 têm um pré instalado, basta carregares na tecla Windows + G e podes gravar o ecrã e o som do computador. É como os meus colegas têm gravado as aulas (com autorização do professor, claro!) - depois partilhamos (um zip) das gravações no 1 TB de armazenamento que a OneDrive da Universidade de Lisboa dá gratuitamente.
Eu, por vezes, gravo as aulas pelo Quick Time Player, dá para gravar o ecrã e o som do computador também, mas o professor não sabe que estás a gravar 😇
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Mas o que me incomoda não tem nada a ver com isto. Já tinha comentado por aqui que há alguma sobrecarga de trabalhos. Sim, é verdade, estamos com uma carga superior ao habitual, mas acho que ontem um conjunto de colegas tomou uma atitude que me deixou, como disse, incomodada 😡. Basicamente, o prof que deu aula ontem disse que ainda não tinha decidido exactamente como é que ia resolver a avaliação; já temos um teste feito presencial e ele agora começou a pedir trabalhos pequenos, mas confessou que não sabia se ia avaliar só pelos trabalhos, ou se nos iria pedir também uma performance por videoconferência (visto que estava previsto um elemento práctico) ou até mesmo um teste online, além das aulas 1x por semana para discussão/dúvidas. A meu ver, nada reprovável com o prof, foi honesto connosco em ainda não estar certo, perguntou-nos o que achávamos e inclusive estendeu um pouco o prazo do trabalho desta semana, pois compreendeu os nossos desabafos sobre trabalhos acumulados. Foi o prof que até agora se mostrou mais compreensivo e disse que respeitava os alunos que não pudessem entregar logo e que lhes dava mais 2 dias para escrever o pequeno trabalho, que não tem mais que 1-2 páginas. A turma parecia toda feliz e contente e lá terminámos a aula. No final da noite, perto das 23h, uma colega envia mensagem a dizer que "estão a pensar escrever um email ao prof para cancelar essa avaliação e ou faz teste ou faz trabalhos" e que este email seria assinado pelos alunos que o entendessem. Não me manifestei, porque já se notou pelo tom da minha mensagem que não concordo com o pedido, visto que o prof ainda nem decidiu e acho que não faz sentido uma cadeira teórico-práctica passar a ser avaliada por 2 testes ou por trabalhos escritos 🤔. Ora, fui dormir descansada a pensar que o tal email seria escrito, enviado e que eu não teria que me preocupar porque não estou envolvida no pedido e aguardaria pela aula para falar com o prof sobre as alternativas que temos. Não é que acordo esta manhã para ver no whatsapp um testamento de email que no final diz "Em nome de toda a turma". Não gosto destas atitudes, ainda para mais feito de madrugada, quando muitas pessoas não estavam online 😢.
Acho que se me fizessem isso respondia para todos a dizer que não me incluía nesse grupo de alunos nem concordava com esse e-mail. 🙄 Felizmente no mestrado somos pouco e gerimos bem a comunicação entre todos.
Por outro lado, ontem tinha falado que iria receber as notas do único teste escrito presencial que fiz este semestre. Dessa tal cadeira em que os alunos quiseram enviar email. A mesma cadeira em que receei que o prof não gostasse de mim, por achar que eu "já sabia tudo". As notas foram hoje publicadas. Tive 20. Estou ainda um bocado chocada, mas muito muito feliz 🥰
Parabéns! 💪
manda mensagens diretas no Instagram a amigos/as teus/tuas que achas atraentes a pedir recomendações de filmes
Recomendações de filmes... sei. 🤔
Btw, conheci o alterado pessoalmente pouco antes de fecharam o Técnico.
Não, ainda não recebei mensagens directas no Instagram a pedir dicas de filmes.
 

Alexandra S.

Membro Dux
Colaborador Editorial
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10 Março 2015
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Mestrado CCTI
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Nada, tudo caladinho. Provavelmente perceberam que foram fazer porcaria com o professor que se tinha mostrado mais disponível e compreensível. O senhor ficou a sentir-se mal ao ponto de adiar uma entrega entre 6ª e domingo para o dia 3 de abril e acrescentou que não ia pedir mais trabalhos. Um bocado triste 😢
Estou com pena do professor, também 😔 Sendo assim, já não vais ter que fazer essas entregas, pois não? Por outro lado, um teste via Zoom...🤔
 

Ariana_

Moderador
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26 Junho 2017
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Estudos Artísticos
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FLUL
Estou com pena do professor, também 😔 Sendo assim, já não vais ter que fazer essas entregas, pois não? Por outro lado, um teste via Zoom...🤔
Do meu ponto de vista, não mudou genuinamente nada, porque tenho os trabalhos das outras cadeiras e este trabalho que ele já tinha pedido continua a existir, mas com uma data mais alargada, o que nem era necessário porque trata-se de um trabalho de 1-2 páginas. O que mudou, na minha opinião, foi que antes o prof tinha deixado em aberto o método de avaliação, porque disse que queria pensar melhor no assunto, ainda. Este email foi despropositado e levou-o a precipitar-se, o que só traz desvantagens para os alunos, mas enfim. Eu não me sinto assim tão prejudicada, o primeiro teste foi muito melhor que o que poderia esperar e não me faz assim tanta diferença, o esforço e empenho para mim são iguais, mas acho triste que uma cadeira em que tínhamos possibilidades foi fechada e circunscrita pelos alunos quererem arranjar logo soluções. Enfim, resta-me apreciar o que esta cadeira tiver para dar 😣

A propósito deste prof, de quem eu tinha um medo irracional que me achasse uma convencida, ele no ano passado abriu um estágio no centro de estudos cujo tema me interessava. Este ano não abriu nenhum estágio com ele, mas estou a cruzar os dedos para que no próximo ano ele faça qualquer coisa, porque é sem dúvida dos professores cujo trabalho de aproxima mais do que eu quero explorar 👀
 

disruptedmind

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6 Junho 2019
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Linguas e Humanidades
O MEU CÉREBRO DO NADA ESTÁ A DAR BUG OS STORES TÃO A MANDAR MUITA COISA SENHOR DEUS ATÉ TEMOS UM RELATÓRIO PARA FAZER SOBRE O FILME "INSIDE OUT" CRUZES CREDO
 

BeatrizM

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2 Dezembro 2016
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Curso
Ciências Biomédicas Laboratoriais
Fiz à bocado uma avaliação via Gmail... 🙃 Portanto, quase 40 pessoas a entrar ao mesmo tempo, acontece que aquilo foi tudo abaixo e só tínhamos 30 minutos para responder e enviar. Quase que tive um panic attack, mas correu tudo bem, felizmente.
Entretanto, foi proposto à prof que arranjasse outra plataforma/meio de fazermos as avaliações 😅
 

Birdy

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18 Junho 2016
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Curso
Medicina
Instituição
FMUL
Fiz à bocado uma avaliação via Gmail... 🙃 Portanto, quase 40 pessoas a entrar ao mesmo tempo, acontece que aquilo foi tudo abaixo e só tínhamos 30 minutos para responder e enviar. Quase que tive um panic attack, mas correu tudo bem, felizmente.
Entretanto, foi proposto à prof que arranjasse outra plataforma/meio de fazermos as avaliações 😅
Pois, se acontece com 40, imagina com +300 no meu ano... Acho que a única solução é entrarem por mini grupos, ou seja, da letra A à G entram às 9h, os seguintes às 9h15, e por aí adiante. Acabam a horas diferentes, claro, mas assim garantem que não haverão falhas a entrar por sobrecarregamento do servidor...
 
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NemoExNihilo

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5 Agosto 2015
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Curso
Contestação Aplicada
Instituição
Toda e Qualquer Injustiça
Qual é (se tiverem, claro) a vossa opinião sobre os lares de idosos?
Só queria aproveitar para dizer que a minha opinião principal é a de que não deveriam ser necessários, porque a senescência devia ser combatida e, mais do que isso, que os recursos apostados em desenvolver novas soluções para cuidar da terceira idade talvez fossem mais bem aplicados em desenvolver novas soluções para rejuvenescer os membros da terceira idade...

A minha opinião secundária, após ter tido experiências mais ou menos recentes não necessariamente num lar, mas numa instituição (supostamente) de "cuidados continuados" e "reabilitação" cujos ocupantes eram maioritariamente de idade avançada, é a de que estão estruturados mais como depósito de inválidos do que como um sítio onde as pessoas que não podem ou querem ou não conseguem estar sozinhas poderão estar em melhores condições do que em sua casa; roubam muita da dignidade que deveriam conferir ao fim de vida e, para ser um pouco subjectivo, fico muito sinceramente com a ideia de que uma pessoa que fique algum tempo num local desse género fica mais doente do que quando lá entrou. Estou plenamente ciente de que não se deve generalizar uma experiência particular, mas creio, ao observar o pouco que é mostrado na comunicação social acerca dessas instituições (mesmo que com intenções positivas, isto é, mesmo sem falar das notícias de crimes ou más práticas), que o verniz de tratamento digno das pessoas e da preocupação com o seu bem-estar (e, quando possível, com a sua reabilitação) estala muito facilmente, revelando a natureza muito menos acolhedora das instituições que deixam os seus utentes parados na sala comum grande parte do dia (quando não abandonados no quarto), às vezes forçando-os a participar em actividades comunitárias com dúbia hipótese de lhes conferir qualquer grau divertimento, quanto mais de estimulação cognitiva, o que, a meu ver, tem alguma tendência para acelerar a degeneração de que já estavam a padecer. Não sou geriatra, (ainda) não estudei Medicina com qualquer profundidade académica, não fui investigar pessoalmente todo e cada um dos lares que há por este país/Mundo fora, mas não me parece que as minhas afirmações estejam abismalmente afastadas da realidade.

Sei bem que eu dificilmente seria capaz de desempenhar funções num local desse género, não conseguiria ter nem a capacidade de encaixe nem a empatia necessárias para isso, e não me é difícil crer que uma exposição mais ou menos constante a seres humanos em estados de saúde e/ou de consciência mais reduzidos acaba por insensibilizar, sobretudo quando pelo menos alguns deles se revelam obstinados, quando não mesmo agressivos, face às tentativas de fazer aquilo que se sabe ou se pensa ser o melhor para eles, mas tudo me indica que as coisas tendem a ser feitas mais pela eficiência do que pelo verdadeiro cuidado com todo e cada um dos doentes. Sei que o dinheiro não estica, o pessoal é permanentemente insuficiente, etc., etc., mas, para sermos muito frios e objectivos, o mais eficiente (e barato) a fazer com pessoas que acerca das quais se pensa (vou-me abster de qualificar com que razão...) já não terem recuperação não é colocá-las num lar...

Resumindo, a minha opinião secundária é a de que são mais uma ferramenta de conveniência para as famílias do que um instrumento para providenciar qualidade de vida aos utentes, ou preservar aquela de que ainda possam usufruir.

Inventar História da Arte não seria bem o mesmo que inventar Arte 😢
Porque não? Se inventares Arte ontem, fizeste História da Arte... 😉

Mas o que me incomoda não tem nada a ver com isto. Já tinha comentado por aqui que há alguma sobrecarga de trabalhos. Sim, é verdade, estamos com uma carga superior ao habitual, mas acho que ontem um conjunto de colegas tomou uma atitude que me deixou, como disse, incomodada 😡. Basicamente, o prof que deu aula ontem disse que ainda não tinha decidido exactamente como é que ia resolver a avaliação; já temos um teste feito presencial e ele agora começou a pedir trabalhos pequenos, mas confessou que não sabia se ia avaliar só pelos trabalhos, ou se nos iria pedir também uma performance por videoconferência (visto que estava previsto um elemento práctico) ou até mesmo um teste online, além das aulas 1x por semana para discussão/dúvidas. A meu ver, nada reprovável com o prof, foi honesto connosco em ainda não estar certo, perguntou-nos o que achávamos e inclusive estendeu um pouco o prazo do trabalho desta semana, pois compreendeu os nossos desabafos sobre trabalhos acumulados. Foi o prof que até agora se mostrou mais compreensivo e disse que respeitava os alunos que não pudessem entregar logo e que lhes dava mais 2 dias para escrever o pequeno trabalho, que não tem mais que 1-2 páginas. A turma parecia toda feliz e contente e lá terminámos a aula. No final da noite, perto das 23h, uma colega envia mensagem a dizer que "estão a pensar escrever um email ao prof para cancelar essa avaliação e ou faz teste ou faz trabalhos" e que este email seria assinado pelos alunos que o entendessem. Não me manifestei, porque já se notou pelo tom da minha mensagem que não concordo com o pedido, visto que o prof ainda nem decidiu e acho que não faz sentido uma cadeira teórico-práctica passar a ser avaliada por 2 testes ou por trabalhos escritos 🤔. Ora, fui dormir descansada a pensar que o tal email seria escrito, enviado e que eu não teria que me preocupar porque não estou envolvida no pedido e aguardaria pela aula para falar com o prof sobre as alternativas que temos. Não é que acordo esta manhã para ver no whatsapp um testamento de email que no final diz "Em nome de toda a turma". Não gosto destas atitudes, ainda para mais feito de madrugada, quando muitas pessoas não estavam online 😢.
Seria em momentos como esse que me sentiria tentado a criar um contra-e-mail, mesmo que fosse só assinado por mim, para manifestar a minha total e completa discordância face ao que foi dito. Ou, pelo menos, uma discordância parcial, se for o caso...
 

davis

Administrador
Equipa Uniarea
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13 Outubro 2014
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Curso
Eng. Aeroespacial
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Estou plenamente ciente de que não se deve generalizar uma experiência particular, mas creio, ao observar o pouco que é mostrado na comunicação social acerca dessas instituições (mesmo que com intenções positivas, isto é, mesmo sem falar das notícias de crimes ou más práticas), que o verniz de tratamento digno das pessoas e da preocupação com o seu bem-estar (e, quando possível, com a sua reabilitação) estala muito facilmente, revelando a natureza muito menos acolhedora das instituições que deixam os seus utentes parados na sala comum grande parte do dia (quando não abandonados no quarto), às vezes forçando-os a participar em actividades comunitárias com dúbia hipótese de lhes conferir qualquer grau divertimento, quanto mais de estimulação cognitiva, o que, a meu ver, tem alguma tendência para acelerar a degeneração de que já estavam a padecer.
1) Não querias mas acabaste por generalizar com base nessa experiência única e o que vês na comunicação social.
2) Só vão parar à comunicação os casos maus que existem, que da minha experiência com a minha avó estão longe de ser representativos. Os lares que tratem bem os seus idosos não são obviamente notícia.
3) Sobre o tratamento que é dado, a minha avó naquele lar em particular nunca era "abandonada" no quarto, enquanto teve mobilidade teve sempre atividades com outros idosos, ginástica e afins. A ideia é continuar a estimulá-los de diferentes formas, sendo que naquele caso havia orientação de técnicos da área. A minha avó se estivesse na casa dela nunca teria nem 10% dos estímulos que teve ali, até porque o meu avô morreu entretanto e estaria lá sozinha ou com apenas um familiar. Btw, a minha avó após ter ido para lá viveu +10 anos e tenho a opinião totalmente contrária a tua. Só conseguiu viver tantos anos num estado super avançado da doença graças à forma como foi lá tratada.

Nós confiamos tanto no trabalho que é desenvolvido ali, que a minha avó materna, agora com 92, participa já há alguns anos nas atividades que são desenvolvidas no centro de dia desse lar. Considerando que costuma estar sozinha em casa, com a companhia de uma senhora que fica lá com ela à noite + a minha mãe durante o dia, é uma forma de lhe propiciar o convívio com outras pessoas, desenvolver algumas atividades de estímulo mental, e físico, fazem excursões pela Madeira, e ir lá à missa dela com as amigas (o lar tem uma capela), que me parece mais saudável que ficar todo o dia casa a ver o programa da Cristina.
e não me é difícil crer que uma exposição mais ou menos constante a seres humanos em estados de saúde e/ou de consciência mais reduzidos acaba por insensibilizar, sobretudo quando pelo menos alguns deles se revelam obstinados, quando não mesmo agressivos, face às tentativas de fazer aquilo que se sabe ou se pensa ser o melhor para eles, mas tudo me indica que as coisas tendem a ser feitas mais pela eficiência do que pelo verdadeiro cuidado com todo e cada um dos doentes.
Tens noção que isso aplica-se na mesma aos próprios familiares se forem eles a tratar, certo? Pessoas acamadas/debilitadas têm de ser tratadas por alguém, e pelo menos no caso do lar da minha avó diria que boa parte daqueles utentes foram tratados de forma mais digna e competente ali do que se estivessem em casa com pessoas sem experiência em cuidar de idosos (e sem um médico/enfermeiro à distância de um corredor/telefonema).
Sei que o dinheiro não estica, o pessoal é permanentemente insuficiente, etc., etc., mas, para sermos muito frios e objectivos, o mais eficiente (e barato) a fazer com pessoas que acerca das quais se pensa (vou-me abster de qualificar com que razão...) já não terem recuperação não é colocá-las num lar...
Acho que estás a dramatizar e a CMTVizar a questão. Se formos por aí vamos lá todos por em causa os pais que colocam os filhos em creches em vez de os cuidar deles, tratando-os como objectos que podem ser descartados 8 horas por dia.

Para finalizar diria só 2 coisas:
- Eu também tinha uma ideia errada dos lares até ter de lidar de perto com casos familiares complicados de perto, com todo o tipo de cuidados que isso implica, e o desgaste físico e psicológico de quem fica responsável por isso. Só quem quem de lidar com situações destas é que (realmente) percebe.
- Eu preferia ser eutanasiado a ter os últimos 2 anos de fim de vida do meu avô preso a uma cama, dependendo de terceiros para tudo, ou os últimos +10 anos de vida da minha avó sem saber quem sou, onde estou ou quem são os que estão à minha volta. Mas se não altura não fosse possível, acho que colocar-me num lar como o da minha avó era a melhor solução.
 

Alexandra S.

Membro Dux
Colaborador Editorial
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10 Março 2015
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2,765
Curso
Mestrado CCTI
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ISCTE-IUL
Só vão parar à comunicação os casos maus que existem, que da minha experiência com a minha avó estão longe de ser representativos. Os lares que tratem bem os seus idosos não são obviamente notícia.
Concordo. Não me quero alongar muito em termos técnicos de Comunicação, mas os media concebem determinados conjuntos de frames segundo os quais tornam públicas as notícias. A verdade é que algo mau e polémico é muito melhor para o canal em termos de receita do que algo que é noticiado por ser um bom motivo. Esta é uma generalização incerta, no entanto, uma vez que teriamos de ter o mesmo volume de noticias positivas para poder fazer o contraste.
Basta ver, nos tempos actuais, com o covid-19, que se incide muito mais no número de mortos - já nem falo dos infectados - do que nos casos que recuperaram. Talvez digam que não faz muita diferença e que tudo depende da forma como vemos o copo de água que está cheio pela metade, mas para muita gente, isso faz diferença. Para a minha avó, por exemplo. Ela tem 80 anos e fica muito nervosa com este tipo de notícias, com muitos mortos, uma pandemia, pessoas nos hospitais... E aquilo que temos feito para a acalmar, principalmente nas alturas em que ela telefona muito preocupada, é precisamente falar do lado positivo das coisas, que não é uma doença totalmente fatal - mal de nós! - e que se ela tiver os devidos cuidados e resguardar-se, que vai ficar bem.
Para terminar, deixo-vos com uma curiosidade, enquanto estudante de Comunicação (e Culturas e Tecnologias da Informação): não sei se alguma vez pensaram no porquê dos canais televisos e mesmo alguns programas, referirem os termos "público" e "audiência" como se fossem algo distinto. De facto, são. O termo "audiência" é usado de um modo mais "pejorativo" e geral no sentido em que não tem em conta a individualidade de cada pessoa e onde os dados são retratados apenas como números, sem nada que os distinga. Por outro lado, o termo "público" tem em consideração as nossas características individuais, como os nossos gostos e preferências. Fica aqui algo para pensar, da próxima vez que ouvirem um jornalista ou apresentador referir estes termos 😉
 
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Birdy

Membro Dux
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Basta ver, nos tempos actuais, com o covid-19, que se incide muito mais no número de mortos - já nem falo dos infectados - do que nos casos que recuperaram. Talvez digam que não faz muita diferença e que tudo depende da forma como vemos o copo de água que está cheio pela metade, mas para muita gente, isso faz diferença. Para a minha avó, por exemplo. Ela tem 80 anos e fica muito nervosa com este tipo de notícias, com muitos mortos, uma pandemia, pessoas nos hospitais... E aquilo que temos feito para a acalmar, principalmente nas alturas em que ela telefona muito preocupada, é precisamente falar do lado positivo das coisas, que não é uma doença totalmente fatal - mal de nós! - e que se ela tiver os devidos cuidados e resguardar-se, que vai ficar bem.
Ia dizer exatamente isso!!!! O mesmo se passa com a minha avó que vive no campo... ela é super independente e desenrascada, mas vive sozinha, porque o meu avô já faleceu, não teve a oportunidade de avançar muito nos estudos (ela bem queria na altura...) e tudo aquilo que ela absorve e adquire como, digamos, verdadeiro é o que passa na televisão... Por mais que eu ou a minha mãe tentemos acalmá-la e informá-la de outras formas, esquece, ela está num estado de ansiedade permanente... Antes, ela ligava-me, de vez em quando, no período de um mês. Agora que não saio de casa e não se passa nada de relevante na vida de ninguém, nem estamos sujeitos aos riscos normais do dia-a-dia (atravessar passadeiras, ter algum tipo de acidente, etc), ela liga-me quase todos os dias... Gostava tanto que os media abordassem estas questões de um modo informativo e equilibrado, mas puxam sempre para o lado do negativismo, pânico e de não acrescentarem nada ao conhecimento das pessoas, neste caso no âmbito da saúde... Mesmo quando é na presença de um comentador, puxam sempre aquela perguntinha pra gerar desconforto...
Para terminar, deixo-vos com uma curiosidade, enquanto estudante de Comunicação (e Culturas e Tecnologias da Informação): não sei se alguma vez pensaram no porquê dos canais televisos e mesmo alguns programas, referirem os termos "público" e "audiência" como se fossem algo distinto. De facto, são. O termo "audiência" é usado de um modo mais "pejorativo" e geral no sentido em que não tem em conta a individualidade de cada pessoa e onde os dados são retratados apenas como números, sem nada que os distinga. Por outro lado, o termo "público" tem em consideração as nossas características individuais, como os nossos gostos e preferências. Fica aqui algo para pensar, da próxima vez que ouvirem um jornalista ou apresentador referir estes termos 😉
Sempre a aprender coisas novas por aqui.. 🤯
 

Joana Antunes

Membro
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11 Julho 2015
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Comunicação Social
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ESEC - Coimbra
Concordo. Não me quero alongar muito em termos técnicos de Comunicação, mas os media concebem determinados conjuntos de frames segundo os quais tornam públicas as notícias. A verdade é que algo mau e polémico é muito melhor para o canal em termos de receita do que algo que é noticiado por ser um bom motivo. Esta é uma generalização incerta, no entanto, uma vez que teriamos de ter o mesmo volume de noticias positivas para poder fazer o contraste.
Basta ver, nos tempos actuais, com o covid-19, que se incide muito mais no número de mortos - já nem falo dos infectados - do que nos casos que recuperaram.
Para terminar, deixo-vos com uma curiosidade, enquanto estudante de Comunicação (e Culturas e Tecnologias da Informação): não sei se alguma vez pensaram no porquê dos canais televisos e mesmo alguns programas, referirem os termos "público" e "audiência" como se fossem algo distinto. De facto, são. O termo "audiência" é usado de um modo mais "pejorativo" e geral no sentido em que não tem em conta a individualidade de cada pessoa e onde os dados são retratados apenas como números, sem nada que os distinga. Por outro lado, o termo "público" tem em consideração as nossas características individuais, como os nossos gostos e preferências. Fica aqui algo para pensar, da próxima vez que ouvirem um jornalista ou apresentador referir estes termos 😉
É verdade, @Alexandra S.

Enquanto estudante de Comunicação (Social) confirmo isso que disseste da diferença entre "público" e "audiência"

Espero que esteja tudo bem por aí contigo e que estejas a ter uma boa semana, colega da área da Comunicação 😉

Como estão a correr as tuas atividades do mestrado?
 
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Ariana_

Moderador
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26 Junho 2017
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Estudos Artísticos
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FLUL
@Ariana_ Só para te atualizar da minha conquista de hoje 😂

Ahaha tens andado a divertir-te. Com isto tudo, não jogo há uns 3 dias e como vou andar ocupada, não sei quando vou ter oportunidade de jogar além de que como a estrutura é sempre a mesma, não é uma coisa que queira jogar com tanta regularidade.

Ah e isto também tem um bocado a conspiração de que eu talvez esteja a preparar um setup para jogo aqui no fórum, mas quero ver primeiro se as pessoas têm vontade disso e preciso acalmar a minha cabeça de trabalhos 👀
 

disruptedmind

Membro Dux
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6 Junho 2019
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Curso
Linguas e Humanidades
ESTOU COM RAIVA. A minha irmã fez o teste a semana passada na quarta e ela disse que tinha pessoas doentes em casa e eles "ah dois dias tem os resultados" ATÉ AGORA NADA. Se a pessoa não tiver tem de ser alertada na mesma não?
 

NemoExNihilo

Membro Dux
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5 Agosto 2015
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Curso
Contestação Aplicada
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Toda e Qualquer Injustiça
1) Não querias mas acabaste por generalizar com base nessa experiência única e o que vês na comunicação social.
Culpado, meritíssimo. Sou capaz de me ter deixado levar na argumentação e de não ter colocado o disclaimer "tanto quanto sei", "tanto quanto pude ver", "tanto quanto me parece" suficientes vezes.

2) Só vão parar à comunicação os casos maus que existem, que da minha experiência com a minha avó estão longe de ser representativos. Os lares que tratem bem os seus idosos não são obviamente notícia.
Eu estava mais a referir-me aos casos em que vão fazer reportagem aos lares de idosos a mostrar o bem que lá se faz:

(mesmo que com intenções positivas, isto é, mesmo sem falar das notícias de crimes ou más práticas)
Ou seja, quis explicitamente excluir as más notícias, referindo-me, em vez disso, aos casos em que se tenta mostrar a uma luz positiva o que se faz ou fez numa determinada instituição em prol dos utentes. Devo admitir que não fui, nem tenho grandes intenções de ir, compilar todas as reportagens desta natureza, pelo que a minha amostra pode ser suficientemente pequena para não ser estatisticamente representativa.

3) Sobre o tratamento que é dado, a minha avó naquele lar em particular nunca era "abandonada" no quarto, enquanto teve mobilidade teve sempre atividades com outros idosos, ginástica e afins. A ideia é continuar a estimulá-los de diferentes formas, sendo que naquele caso havia orientação de técnicos da área. A minha avó se estivesse na casa dela nunca teria nem 10% dos estímulos que teve ali, até porque o meu avô morreu entretanto e estaria lá sozinha ou com apenas um familiar. Btw, a minha avó após ter ido para lá viveu +10 anos e tenho a opinião totalmente contrária a tua. Só conseguiu viver tantos anos num estado super avançado da doença graças à forma como foi lá tratada.

Nós confiamos tanto no trabalho que é desenvolvido ali, que a minha avó materna, agora com 92, participa já há alguns anos nas atividades que são desenvolvidas no centro de dia desse lar. Considerando que costuma estar sozinha em casa, com a companhia de uma senhora que fica lá com ela à noite + a minha mãe durante o dia, é uma forma de lhe propiciar o convívio com outras pessoas, desenvolver algumas atividades de estímulo mental, e físico, fazem excursões pela Madeira, e ir lá à missa dela com as amigas (o lar tem uma capela), que me parece mais saudável que ficar todo o dia casa a ver o programa da Cristina.
Fico contente por saber que foi bem tratada, dentro, obviamente, da tristeza que sinto por haver qualquer ser humano que seja em situação de necessidade; se fosse assim que se passasse em todos os outros lares pelo país fora com todos os utentes, ficaria razoavelmente apaziguado. O meu problema é mesmo se locais com o que descreves são uma maioria ou uma minoria e, tendo em conta a natureza do ser humano, confesso que me sinto mais inclinado a suspeitar que sejam a minoria.

Tens noção que isso aplica-se na mesma aos próprios familiares se forem eles a tratar, certo? Pessoas acamadas/debilitadas têm de ser tratadas por alguém, e pelo menos no caso do lar da minha avó diria que boa parte daqueles utentes foram tratados de forma mais digna e competente ali do que se estivessem em casa com pessoas sem experiência em cuidar de idosos (e sem um médico/enfermeiro à distância de um corredor/telefonema).
Em primeiro lugar, em momento algum defendi que os idosos ficarem com sozinhos e/ou a cargo das respectivas famílias era intrinsecamente melhor e mais desejável, em absoluto, do que estarem aos cuidados de quem os queira e os saiba tratar; nem uma coisa nem outra estão garantidas no que toca a os familares cuidarem dos idosos. Mas, por outro lado, o que quis expressar era que sobretudo a primeira coisa (e imagino que, pelo menos em alguns casos, talvez também não inteiramente a segunda...) também está longe de ser garantida nos lares.

E, devo acrescentar, num lar, um médico/enfermeiro está à distância de um corredor/telefonema apenas depois de se detectar que houve algum problema com a pessoa. Agora, o que me sinto fortemente inclinado a pôr em causa é o tempo até se detectar que houve esse problema...

Acho que estás a dramatizar e a CMTVizar a questão. Se formos por aí vamos lá todos por em causa os pais que colocam os filhos em creches em vez de os cuidar deles, tratando-os como objectos que podem ser descartados 8 horas por dia.
Bem... já que falas nisso, acho que temos de admitir que o tratamento das crianças nas creches tem alguns paralelos preocupantes com o de (vou agora ser absolutamente irrepreensível) alguns idosos nalguns lares, neste caso com potenciais impactos [citation needed] nas atitudes e perspectivas de vida das crianças.

Não vou dizer, neste caso, que o ideal era que houvesse forma de as crianças não serem crianças, mas talvez haja um problema social subjacente com todo o modelo familiar e com o facto de os pais simplesmente não terem tempo de cuidar dos filhos e terem de os depositar num sítio para que cuidem minimamente deles. E, já agora, devo acrescentar que os depósitos não são só as creches, em muitos aspectos, as escolas também acabam por ter esse pendor...

- Eu também tinha uma ideia errada dos lares até ter de lidar de perto com casos familiares complicados de perto, com todo o tipo de cuidados que isso implica, e o desgaste físico e psicológico de quem fica responsável por isso. Só quem quem de lidar com situações destas é que (realmente) percebe.
Confesso que, tendo em conta o que disseste, não estive em contacto com situações semelhantes durante tanto tempo, mas, com um familiar próximo doente há cerca de ano e meio (embora há já alguns meses em casa, felizmente) a quem fiz visitas diárias durante o máximo de tempo possível enquanto esteve numa instituição, acho que tive de lidar uma com situação semelhante durante tempo suficiente para perceber nem que seja um bocadinho.

E, aliás, se pareço ter opiniões fortes acerca disso, são derivadas do que experienciei ao longo destes meses; antes de tudo isto, creio que me ficaria pela minha opinião primária de que devemos preocupar-nos mais em curar as doenças do que em descobrir soluções para os sintomas, desde que, no entanto, nos esforcemos para atenuar o sofrimento daqueles que (ainda) não conseguimos curar.

- Eu preferia ser eutanasiado a ter os últimos 2 anos de fim de vida do meu avô preso a uma cama, dependendo de terceiros para tudo, ou os últimos +10 anos de vida da minha avó sem saber quem sou, onde estou ou quem são os que estão à minha volta. Mas se não altura não fosse possível, acho que colocar-me num lar como o da minha avó era a melhor solução.
Antes de responder a isso, devo dizer que o que eu preferiria mesmo era que todos esses problemas pudessem ser resolvidos. Mas, falando muito sincera e pessoalmente, estou em crer que, a partir do momento em que ser colocado numa instituição desse género comece a ser opção, é porque não estou em condições de decidir o que é melhor para mim, caso em que não tenho mesmo outra opção senão confiar no julgamento daqueles que me sejam mais próximos, porque eles acabarão por ter a liberdade de agir conforme quiserem independentemente de qual seja ou tenha sido a minha vontade expressa. E, de resto, numa situação dessas (e trocadilhos mais ou menos idiotas com o meu username à parte), suponho que eu próprio já não exista exactamente como (não) me conheço, pelo que só poderei concluir que a eutanásia ou a não eutanásia já não terão quaisquer efeitos sobre mim, apenas sobre aqueles que possam ter qualquer tipo de ligação afectiva à minha pessoa.