Diário do Estudante 2019/2020

 
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Como assim? Não percebi muito bem, desculpa...
A praxe é um conjunto de normas que (supostamente porque há muita invenção à mistura) vieram dos costumes estudantis e que regem relações entre estudantes, como agir em X ou Y e no uso do traje. - mas nos últimos anos tem-se usado a palavra para se referir apenas às actividades de gozo ao caloiro. Isto está a começar a ser perigoso porque as pessoas estão a começar a usar a expressão "estar na praxe" para se referir só a quem vai às praxes, quando elas são uma componente. E como o código tem regras sobre o uso do traje muitos praxistas que criaram códigos em algumas instituições fizeram a ligação falaciosa de "uso do o traje" = "de praxe" = "ir às praxes"... e esse mito alarga-se até instituições em que o código permite o uso do traje em caloiros. (E se não permitir é só parvo, ponto)

Mas já ouvi casos de pessoas com quem implicaram por estarem trajadas e não terem frequentado a praxe! Isso é super injusto...

Mais acrescento que em Coimbra pelo que percebi a forma de uso do traje só começou a estar no domínio da praxe com o código de 1957 (ignorado por muitos estudantes por continuarem a seguir a tradição oral) e pelo que li o Conselho de Veteranos não se manifesta sobre ele até à década de 20 do século passado mas não refere o que disserem.

Mais ainda - a Capa e Batina em tempos antigos era também usada por pessoas nos liceus - então, sabendo isto, qual é a lógica dos caloiros não poderem trajar se nos dias de hoje uma pessoa no "secundário" poderia usar Capa e Batina e depois não poder no 1º ano da faculdade para depois poder usar outra vez?
 
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Pessoas idiotas, não ligues. 😛
Até na serenata implicaram por estarem trajados! Enfim, há pessoas que pensam que fazem elas as regras...
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A praxe é um conjunto de normas que (supostamente porque há muita invenção à mistura) vieram dos costumes estudantis e que regem relações entre estudantes, como agir em X ou Y e no uso do traje. - mas nos últimos anos tem-se usado a palavra para se referir apenas às actividades de gozo ao caloiro. Isto está a começar a ser perigoso porque as pessoas estão a começar a usar a expressão "estar na praxe" para se referir só a quem vai às praxes, quando elas são uma componente. E como o código tem regras sobre o uso do traje muitos praxistas que criaram códigos em algumas instituições fizeram a ligação falaciosa de "uso do o traje" = "de praxe" = "ir às praxes"... e esse mito alarga-se até instituições em que o código permite o uso do traje em caloiros. (E se não permitir é só parvo, ponto)



Mais acrescento que em Coimbra pelo que percebi a forma de uso do traje só começou a estar no domínio da praxe com o código de 1957 (ignorado por muitos estudantes por continuarem a seguir a tradição oral) e pelo que li o Conselho de Veteranos não se manifesta sobre ele até à década de 20 do século passado mas não refere o que disserem.

Mais ainda - a Capa e Batina em tempos antigos era também usada por pessoas nos liceus - então, sabendo isto, qual é a lógica dos caloiros não poderem trajar se nos dias de hoje uma pessoa no "secundário" poderia usar Capa e Batina e depois não poder no 1º ano da faculdade para depois poder usar outra vez?
Isso é interessante! As pessoas deviam estar mais informadas em relação à história da praxe então, porque eu (e acredito que muitos caloiros) associamos a praxe automaticamente às praxes de gozo
 
Até na serenata implicaram por estarem trajados! Enfim, há pessoas que pensam que fazem elas as regras...
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Isso é interessante! As pessoas deviam estar mais informadas em relação à história da praxe então, porque eu (e acredito que muitos caloiros) associamos a praxe automaticamente às praxes de gozo
Eu nem vi ninguém conhecido (que tivesse andado na praxe) na serenata, aquilo é uma confusão... 😂
 
Isso é interessante! As pessoas deviam estar mais informadas em relação à história da praxe então, porque eu (e acredito que muitos caloiros) associamos a praxe automaticamente às praxes de gozo
Saber um pouco de história faz toda a diferença, infelizmente hoje em dia apresentam-nos a praxe como um mero conjunto de regras que não se contestam mesmo que não tenham qualquer fundamento histórico (e mesmo que tenham, os tempos avançam...). O que me irrita mesmo é ver as pessoas a proibir pessoas que não vão às praxes de usar traje ou a dizer que não devem ir a latadas e queimas... e isso sim, é super anti-praxe. Como muitas vezes se define a praxe como "costumes estudantis" cria-se uma noção muito elástica do que envolve a praxe (chegando a eventos), e isto junto com o mito de "ser da praxe" = "ir a praxes" acaba nestas confusões.

Espero que isto tenha esclarecido algumas pessoas aqui e peço que espalhem a palavra se o tema surgir porque odeio mesmo estas confusões que limitam a liberdade das pessoas.
 
Eu nem vi ninguém conhecido (que tivesse andado na praxe) na serenata, aquilo é uma confusão... 😂
Pois, já fui à de um familiar e aquilo é tanta gente que não sei como é que distinguem ahaha mas sim é verdade que conheço um caso em que a pessoa foi trajada para a serenata e os da praxe fizeram um filme
 
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Saber um pouco de história faz toda a diferença, infelizmente hoje em dia apresentam-nos a praxe como um mero conjunto de regras que não se contestam mesmo que não tenham qualquer fundamento histórico (e mesmo que tenham, os tempos avançam...). O que me irrita mesmo é ver as pessoas a proibir pessoas que não vão às praxes de usar traje ou a dizer que não devem ir a latadas e queimas... e isso sim, é super anti-praxe. Como muitas vezes se define a praxe como "costumes estudantis" cria-se uma noção muito elástica do que envolve a praxe (chegando a eventos), e isto junto com o mito de "ser da praxe" = "ir a praxes" acaba nestas confusões.

Espero que isto tenha esclarecido algumas pessoas aqui e peço que espalhem a palavra se o tema surgir porque odeio mesmo estas confusões que limitam a liberdade das pessoas.
Tens toda a razão! Esta ideia errada gera muitas confusões especialmente a caloiros (falo por mim), mas sabes que também uma pessoa sozinha não consegue “remar contra a maré”
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Plot twist: eram alunos de cinema.
AHAHAHAH
 
Viram o discurso da Greta? O que acharam?
 
Alguém me pode responder a uma dúvida? Estudei dois anos numa Agrária onde diz a praxe completa, e no segundo ano inclusive fiz parte da comissão de praxe. Entretanto desisti do curso e ingressei noutra Agrária, noutra cidade. Pensava que a praxe Agraria era comum no IPC, mas fui informada de que tinha de repetir a praxe novamente senao era como se fosse "anti-praxe". Alguém me sabe esclarecer com clareza? Obrigado
 
Alguém me pode responder a uma dúvida? Estudei dois anos numa Agrária onde diz a praxe completa, e no segundo ano inclusive fiz parte da comissão de praxe. Entretanto desisti do curso e ingressei noutra Agrária, noutra cidade. Pensava que a praxe Agraria era comum no IPC, mas fui informada de que tinha de repetir a praxe novamente senao era como se fosse "anti-praxe". Alguém me sabe esclarecer com clareza? Obrigado

Não tens que repetir praxe nenhuma, só se quiseres praxar nessa outra faculdade. Quanto a ser considerada anti-praxe isso é só ridículo, ignora.
 
Alguém me pode responder a uma dúvida? Estudei dois anos numa Agrária onde diz a praxe completa, e no segundo ano inclusive fiz parte da comissão de praxe. Entretanto desisti do curso e ingressei noutra Agrária, noutra cidade. Pensava que a praxe Agraria era comum no IPC, mas fui informada de que tinha de repetir a praxe novamente senao era como se fosse "anti-praxe". Alguém me sabe esclarecer com clareza? Obrigado
Não tens que repetir praxe nenhuma, só se quiseres praxar nessa outra faculdade. Quanto a ser considerada anti-praxe isso é só ridículo, ignora.
Por vezes, o próprio regulamento de praxe define isso. Quem não participa, é anti-praxe. O importante é não passar só do nome, isto é, não seres discriminado por isso
 
Tipo, let me try to explain... Quando do nada literalmente podes estar a fazer qualquer coisa, e sentes um vazio enorme e depois ficas "estou com saudades de @$*%" e não o que é ou porque estás a sentir saudades daquilo, mas só estás a sentir?
Well, acho que estou a ver o que estás a dizer, mas acho que associo isso mais a uma espécie de desejo...

Tens as cinzas do Freud contigo? 😱😱
Eia xD
Boa noite :)
Tenho acompanhado de vez em quando o diário, mas nunca chego a escrever nada. Estas últimas semanas tenho andado de um lado para o outro. Agora chego aqui e fico meio à toa com a conversa 😂
Mood ahahaha
 
Random: Eu tenho que me culpar também porque nesse sentido também sou muito "shallow" mas gostava que beleza não fosse tão prevalente na nossa sociedade... Mas infelizmente é. E sinceramente, quem diz que não se importa com isso está a mentir porque tod a gente se importa, e não com a dos outros, pelo menos com a sua.
 
Por vezes o próprio regulamento de praxe, define isso. Quem não participa, é anti-praxe. O importante é não passar só do nome, isto é, não seres discriminado por isso

Mesmo só pelo nome é ridículo to be honest.

Random: Eu tenho que me culpar também porque nesse sentido também sou muito "shallow" mas gostava que beleza não fosse tão prevalente na nossa sociedade... Mas infelizmente é. E sinceramente, quem diz que não se importa com isso está a mentir porque tod a gente se importa, e não com a dos outros, pelo menos com a sua.

Eu só me preocupo com a minha basicamente, perante os outros tenho, digamos, "low standarts".
 
Random: Eu tenho que me culpar também porque nesse sentido também sou muito "shallow" mas gostava que beleza não fosse tão prevalente na nossa sociedade... Mas infelizmente é. E sinceramente, quem diz que não se importa com isso está a mentir porque tod a gente se importa, e não com a dos outros, pelo menos com a sua.
Same ! E por acaso acho que a uniarea me ensinou muito nesse sentido porque aqui não conheço a pessoa pessoalmente e muitas vezes nem sei o seu nome e como tal não há julgamento pela beleza de tipo nenhum . Mesmo que inconsciente !
 
Olá, tenho uma questão quanto à praxe...
O meu curso é psicologia e estou a ser praxada em Coimbra, se para o ano mudar de instituição para concluir o curso, neste caso para a Madeira, tenho de voltar a ser praxada ou posso praxar?
 
Olá, tenho uma questão quanto à praxe...
O meu curso é psicologia e estou a ser praxada em Coimbra, se para o ano mudar de instituição para concluir o curso, neste caso para a Madeira, tenho de voltar a ser praxada ou posso praxar?
Geralmente em casos desses penso que (se quiseres) tenhas de voltar a ser praxada mas tens de ver isso nas regras que vais seguir na Madeira ou com o pessoal do curso em questão. Mesmo de Coimbra para Coimbra supostamente mantém-se o mesmo grau hierárquico mas há muito pessoal que muda de curso e quer ser praxado outra vez porque as regras são feitas para ser quebradas 🤭
 
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