Diário do Estudante 2020/2021

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NemoExNihilo

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Pois, mas é aqui que ocorre logo uma crevasse na forma como a tessitura da criatividade se vai materializando. A Arte não é feita pela Arte, mas acho que o que querias dizer é que é feita por Arte, ou é o seu próprio processo, e isso já entendo. A Arte, no entanto, não existe num vácuo semiótico, ou seja, embora possa estar livre de coisas que não a integram, não está livre de coisas que integram tudo o que é artíficio nem está o artista livre de tudo o que compõe um artífice. Quando dizes que não tens intenção nem propósito, erras, porque o que tu queres dizer é que não tens nenhum propósito que trespasse aquilo que escreves, ou seja, aquilo que chamamos de autotélico, e, de facto, existe um grande autotelismo no instrumento criativo.
"A Arte é feita pela Arte" deve ler-se como "a Arte é feita em prol da Arte" (posso ter ou não cometido um regicídio, mas estou firmemente em crer que "por" é uma regência válida do verbo "fazer"), acho que isso poderá esclarecer alguma da confusão. De resto, lamento o comentário potencialmente desrespeitoso mas que deve ser lido unicamente em tom neutro, será que todas essas distinções e reflexões sobre o que é a Arte foram feitas por indivíduos verdadeiramente imbuídos do espírito artístico ou sobretudo por aqueles que se deleitam com (ou invejam?) a Arte produzida por outrem?

Parece-me óbvio que o artista, quando faz Arte, nada mais é senão um veículo, um instrumento, e, sendo o artista (em princípio) humano e sendo os humanos (em princípio) falíveis, obviamente que é afectado por tudo o que é e tudo o que o rodeia, mas isso macula a Arte, não faz parte dela. É certo que, por vezes, essas manchas ainda aumentam mais o valor, ou o interesse, ou o apelo, da obra, mas em nada mudam a sua componente artística, ou, na pior das hipóteses, até a diminuem.

Tenho ainda de acrescentar que, a meu ver, nem todas as actividades que poderíamos apelidar de "criativas" têm necessariamente de ser Arte; por exemplo, e isto tenho quase a certeza de que já o debati contigo, um texto de teor narrativo poderá ter (e, num certo sentido, convém que tenha) reduzida componente artística, uma vez que, para a elaboração de uma narrativa, a inspiração momentânea para a aglomeração de palavras, o virtuosismo da forma ou o inesperado da sintaxe raras vezes contribuem para a criação de uma história consistente e coerente. Sem querer ferir susceptibilidades, veja-se o Ulisses de Joyce: há muita coisa ali de artístico, e talvez seja Arte também o impulso de narrar uma história de uma forma tão pouco convencional, mas, em termos narrativos... perde-se muita coisa com isso. Ou seja, para usar as tuas palavras (embora não possa deixar de sentir que foram congeminadas por quem preferiria colocar todas as coisas em caixinhas arrumadas e formalizar o informalizável para se adequar à sua mundivisão rígida e restrita), é certo que nem todas as coisas criativas são autotélicas, mas também é certo que nem todas as coisas criativas são Arte: talvez esse autotelismo seja precisamente o principal, ou único, critério para a Arte. Mas, acima de tudo,

Aqui então está uma trapaça e meia, embora eu também consiga perceber de onde infloresce este tipo de radiação conceptual, principalmente em pessoas fundamentalmente estruturalistas que ainda exibem motores centrais na escrita que parecem cães a ganir de fome. Não digo isto de forma depreciativa, de todo, adoro estruturalistas (e formalistas). O Shelley e o Stevens então, não poderia calar-me acerca deles, mas até eles têm cães a ganir de fome dentro dos seus artifícios (e a fome é tão poética). Estás aqui a colocar outro "propósito da Arte" que não o autotélico, como que num movimento de repudiar coisas como poemas declarativos ou políticos ou românticos ou eróticos, todos eles com propósitos claros sustentados nas mais variadíssimas ocasiões, porque o motivo nem sempre é a intencionalidade, e quando dizes mais abaixo que tens o impulso de escrever, isso é o motivo, que nada tem de propósito ou intenção, pois essas são coisas diferentes para serem analisadas de forma diferente (até porque existem propósitos independentes ao autor e são mesmo essas que ganham textura no período de contacto sinalagmático da obra). A tua poesia parece-me propositada, e com isto não pretendo entrar em musas e inspirações e tágides e todo o outro resto que compõe a chamada proposição (ou a retórica partitio), mas acredita quando te digo que não te falta propósito. Aliás, a poesia sem propósito (para além de si mesmo, ou seja, sem ser autotélico) é raríssima, embora esteja a crescer um pouco em alguns cantos. E aqui não me refiro à forma; existem formalistas sem propósito (ocorre-me o Empson embora o debate acerca disso possa ser infinito), e existem pós-estruturalistas com propósitos claríssimos, como o W. G. Shepherd no "Sun, oak, almond, I").
Repito ligeiramente o que antes disse: se há um propósito por detrás, então a obra produzida não é artística, ou não é exclusivamente artística; invoco o "artista enquanto instrumento falível" para admitir e concordar que, no fundo, grande parte das obras acabam por ter, em maior ou menor escala, algum propósito, mesmo que não na elaboração, sobretudo na sua apresentação a outros. E, muitas vezes, esse propósito dá todo um outro colorido à obra feita (exemplo mais evidente de todos, suponho eu: não é tanto a componente artística que vale num poema de amor, mas antes o facto de se o ter feito chegar a quem quer que seja que se o dedicou, o coração que se derramou no papel, a promessa - que se assume sentida e verdadeira - de se amar eterna e irreversivelmente, enfim, todo um conjunto de circunstâncias que extravasam o texto em si e que, por isso mesmo, não resultam da Arte), mas creio ser errado misturá-lo com a Arte. Também admito que uma obra que consiga conciliar a Arte com essoutros propósitos de uma forma harmoniosa tem mais valor do que uma que é unicamente artística ou que segue unicamente esses propósitos, mas, lá está, são duas coisas distintas que a meu ver é errado misturar

Talvez estejamos, no fundo, a debater semântica. Talvez eu, enquanto louco e aspirante a artista, simplesmente sinta que os indivíduos que se dedicam a estudar a Arte, os textos ou as obras e atribuir-lhes significados, propósitos, classificações, motivos, razões, nomes, se encontrem do outro lado da barricada e seja vítima do impulso de discordar. Mas continuo a rejeitar qualquer espécie de análise contextual da Arte, admitindo (a eventual contragosto e unicamente em prol da civilidade deste debate) unicamente a da obra.

Isso com certeza não teria sede lógica, visto que a imortalidade ocorreria sempre que tivesse de ocorrer, quer publiques em vida ou depois da mesma. Posso garantir-te que já não existe uma tradição de valorizar autores depois da sua morte apenas por terem morrido. Aliás, o único exemplo recente que te consigo oferecer é o de Sebald, mas Sebald já tinha imenso magnetismo académico bem antes da sua morte trágica, coisa que nem foi bem acelerada pela mesma, na realidade, e com certeza teria ainda mais sucesso se ainda estivesse vivo. A mortalidade, no fundo, não funda a imortalidade de ninguém.

Todas estas discussões são (parcialmente) subjectivas, claro, e eu reservo sempre o espaço de as analisar novamente, mas consta um problema enorme em conservar escritos, quadros ou composições ou quaisquer tipos de expressão registável, para que possam ser transmitidos depois da morte. A Arte é o espelho do espelho, como Pärt tão eruditamente espraia como a viscera cinzenta dos silêncios, ou seja, se a estiveres a fazer bem, e não digo bem para mim, digo bem para ti, ou seja outra vez, se ela estiver em total alinhação contigo, ela deve representar-te e aumentar-te como se estivesses a rasgar a ferida até ao horizonte. Um poema que escreves agora não poderá ser teu daqui a uma hora, tampouco uma semana ou um mês ou uma coleção de uma vida. O que tu estarás a imortalizar, se alguma coisa, serão fotografias de ti que serão cedidas por outras e por outras e por outras, numa condensação fria dum percurso de reflexões, e isso parece-me desadequado do ponto de vista estético. Ou isso, ou terias de actualizar frequentemente toda a tua criação numa espécie de reciclagem perpétua, mas desse modo acabarias com uma única fotografia, um único espelho sobre um único espelho, o que me parece redutor para o trabalho duma vida inteira. E é desse modo que todos os criativos preferem ir publicando, ir pintando, ir compondo, porque conservam as suas totalidades espelhadas em momentos selectos da emanência criativa mas também os tornam inalteráveis para que não possam "ecoar" (embora muitas vezes o façam). Agora dizes-me: mas a Arte não tem necessáriamente de ter a ver com quem a produz; ela pode ser só mimética sem reflectir ninguém. E eu digo-te: claro que pode, mas que interesse terá? Pouco, com certeza.
Vou só dizer que, nesse meu comentário, estava unicamente a tentar ser jocoso. Não tenho intenção de ser mais imortal do que o sou já (além de aquilo que não existe - como eu - não poder morrer, sempre me considerei imortal até prova em contrário), apenas sinto que a Arte me exige que a principal colectânea de poemas que escrevi/estou a escrever seja efectivamente para publicação póstuma. Todas as outras coisas... enfim, é mais uma questão de tempo até as terminar efectivamente, até as colocar numa forma que considere digna de ser mostrada, por um lado, e de resolver o desafio adicional de encontrar uma forma de as divulgar sem que seja isso a condená-las à mesquinhez da obscuridade; se estiver condenado a ser ignoto, que isso seja pelo fraco valor das minhas obras e não pelos erros que cometa na sua divulgação. Mas isto é uma consideração completamente independente da Arte, já é de mim mesmo enquanto instrumento, a Arte está feita, resta-me saber mostrá-la...
 
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garfo101

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Mas o autocarro em que estive hoje estava lotado. 😒

Vamos todos ajudar a combater a pandemia e um pobre aluno de mestrado a completar um projeto académico. 😷
Respondido!


Bem, sobre os últimos dias: vou ter uma cadeira de Desenho (medo, não desenho desde o 9.º ano e não tenho técnica), uma de Tecnologias Digitais (onde vamos fazer coisas interessantes, inclusive animação 3D!) e outra chamada Introdução ao Cinema e Vídeo, na qual já estivemos a brincar com câmaras, foi muito giro!
Tenho uma série de leituras para pôr em dia e pelo fim do semestre terei que fazer 2 curta-metragens, resumo tudo numa palavra: MEDO.
 

João SuperAzevedo

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Sem querer ferir susceptibilidades, veja-se o Ulisses de Joyce: há muita coisa ali de artístico, e talvez seja Arte também o impulso de narrar uma história de uma forma tão pouco convencional, mas, em termos narrativos... perde-se muita coisa com isso.
Não. Tens de voltar a ler o livro. Ou uma exegesis boa do mesmo. A inovação do Ulisses encontra-se aí mesmo: Joyce escolheu uma história que já existe presente na consciência cultural colectiva precisamente para poder inovar na forma sem ter de se preocupar com a narrativa. Essa é uma proposta óbvia, percebe-se logo (e eu nem te estou a dar uma opinião). Depois, estás a confundir imensas coisas. A narrativa é um modo literário, simples, é um termo técnico ou um termo formal, nada tem a ver com "artístico" nem a componente "artística" deve ser reduzida numa narrativa, isso é absurdo, estás a misturar coisas que nem estão no mesmo plano valorativo. (As Ondas seria um exemplo muito melhor do que Ulisses para aquilo que tentaste demonstrar e mesmo assim ainda seria uma asserção errada da coisa)

O encadeamento de palavras, a sintaxe, yada yada, isso são elementos da elocução ou do estilo e nada devem à narrativa ou à lírica ou ao drama. Estás a confundir tudo, rapaz.

Parece-me óbvio que o artista, quando faz Arte, nada mais é senão um veículo, um instrumento, e, sendo o artista (em princípio) humano e sendo os humanos (em princípio) falíveis, obviamente que é afectado por tudo o que é e tudo o que o rodeia, mas isso macula a Arte, não faz parte dela.
Não macula a Arte coisa nenhuma, nem faz parte dela. A Arte é, por definição, uma imitação, e ao ser uma imitação, está sujeita a tudo o que incide sobre aquilo que imita mais aquilo que gera em si própria por vias de combinar as imitações, a "forma", e a de as personalizar, o "estilo". Lá está, estás a misturar tudo e a separar tudo de maneiras completamente arbitrárias, Nemo.

Talvez estejamos, no fundo, a debater semântica. Talvez eu, enquanto louco e aspirante a artista, simplesmente sinta que os indivíduos que se dedicam a estudar a Arte, os textos ou as obras e atribuir-lhes significados, propósitos, classificações, motivos, razões, nomes, se encontrem do outro lado da barricada e seja vítima do impulso de discordar. Mas continuo a rejeitar qualquer espécie de análise contextual da Arte, admitindo (a eventual contragosto e unicamente em prol da civilidade deste debate) unicamente a da obra.
Eu também escrevo, Nemo. Escrevo e componho e também desenho, por vezes. Não sou aspirante a artista porque acho o termo absurdo. Sou artista no momento em que sou observado enquanto artista, ou seja, enquanto escrevo ou desenho, e quando lido ou visto, mas não o sou nas demais circunstâncias. Mas isso, sim, já é semântica.

Agora, essa história da "barricada" é puro gatekeeping, e é um péssimo gatekeeping, porque eu escrevo e faço análises literárias, Eliot escrevia e fazia análises literárias, Poe escrevia e fazia análises literárias, Proust escrevia e fazia análises literárias. Olha, o próprio Joyce escrevia e fazia criticas literárias. A teoria da literatura nada tem de oposição à literatura, e a sistematização da literatura é apenas isso, um sistema que nos permite entender o que não é só um fenómeno perfeitamente natural e orgânico, que é a expressão e os seus modos, como não ter, nas palavras do nosso doce Alfa, de reinventar a roda cada vez que tentamos digerir uma obra; melhor ainda, serve também para nos dar os instrumentos que permitirão uma análise mais extensa e profunda da obra. Tu és engraçado: acusas-me de ver as coisas em caixinhas, algo que é ridículo porque te estou a transmitir factos da teoria da literatura e não opiniões minhas acerca da análise literária, e depois tu próprio crias uma categoria rétorica a que assumes que não pertenço para me despires da capacidade de a analisar. Giro, mas não sei se é tão eficaz comigo como seria com outra pessoa.

Portanto não estamos, no fundo, a debater semântica, embora isso possa acontecer numa passagem ou noutra. Estamos a debater algo no qual tu, pelos vistos, não tens iniciação, e atenção, nem tens de ter. Não podemos é repudiar a análise literária simplesmente porque, sei lá, somos artistas e não queremos ser analisados, ou porque somos artistas e não queremos que digam que somos maus, ou porque somos artistas e não nos apetece estudar a Arte em que propomos operar. É uma questão de sinceridade pura. A análise literária existirá sempre enquanto existirem pessoas que amem a Literatura, estejam essas pessoas revestidas do título de autores ou leitores, ou ambos, e ambos em posição de total paridade enquanto à sua legitimidade de analisar, e não há hipótese nenhuma aqui disto não ser desta forma a não ser a profunda injustiça. Para além do mais, nem todos os artistas têm medo da crítica ou a vêm como alheia, e conto-me aqui como exemplo juntamente a todos os outros supramencionados.

Mensagem fundida automaticamente:

(embora não possa deixar de sentir que foram congeminadas por quem preferiria colocar todas as coisas em caixinhas arrumadas e formalizar o informalizável para se adequar à sua mundivisão rígida e restrita)
Ah, e aqui, sugiro mesmo que sintas outra coisa. Mas é só uma sugestão.
 
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Lazuli

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Sou obrigado a andar nestes transportes públicos para ir ter aulas, mas não vou poder andar com mais 5 amigos na rua.
Se tiverem passe podem simplesmente ir para o autocarro e já é legal haver um grupo de 6, parece-me 🤔
 

Super Tux

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Alôô! Tudo bem por aqui?
Vim só queixar me do facto de estar no curso de gestão e ter de aprender programação....
A minha reação ao descobrir que ia ter programação foi algo do gênero:

btw, matemática de secundário ""não tem nada a ver"" com a da universidade....soooo o meu mood a cada aula de cálculo é:
 

Lazuli

Lunática
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Dia 5 de Agosto fui à RTP participar no programa Só que não para falar da minha história autista. Acabou de sair hoje, 19 de Outubro, o resultado final:


Também se pode ver na RTP Play:


Ponham gosto e comentem <3
 

Ariana_

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Hoje o dia começa mesmo bem:

1) Conheci uma pessoa que mudou de Matemática Aplicada para o meu curso. O que é que isto quer dizer? Nada, mas achei fofinho 🤗

2) Estou em aula no Zoom e a minha professora gosta de produzir textos para as aulas e lê. Uma rapariga esqueceu-se que tinha o micro ligado e só se ouviu um enorme suspiro: "Lá vai ela ler outra vez". 🤣
 

João SuperAzevedo

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Hoje o dia começa mesmo bem:

1) Conheci uma pessoa que mudou de Matemática Aplicada para o meu curso. O que é que isto quer dizer? Nada, mas achei fofinho 🤗

2) Estou em aula no Zoom e a minha professora gosta de produzir textos para as aulas e lê. Uma rapariga esqueceu-se que tinha o micro ligado e só se ouviu um enorme suspiro: "Lá vai ela ler outra vez". 🤣
Ainda na Sexta passada, a professora S. de Literatura levantou-se para ir abrir a porta ao gato e uma rapariga do Zoom liga o micro e diz: "CRISTIANA, ESTÁS A TIRAR APONTAMENTOS? EU AINDA ESTOU NA CAMA, ESTOU PRATICAMENTE A DORMIR."

Sim, estou, volta lá a dormir, eu mando-te por WhatsApp. -- Replica a Cristiana.

Sim, não se incomode, estamos todos a achar imensa piada. -- Respinga a Professora S., ainda antes de chegar ao computador.

Morri completamente. Ainda estou em processo de reencarnação.
 

Ariana_

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Ainda na Sexta passada, a professora S. de Literatura levantou-se para ir abrir a porta ao gato e uma rapariga do Zoom liga o micro e diz: "CRISTIANA, ESTÁS A TIRAR APONTAMENTOS? EU AINDA ESTOU NA CAMA, ESTOU PRATICAMENTE A DORMIR."

Sim, estou, volta lá a dormir, eu mando-te por WhatsApp. -- Replica a Cristiana.

Sim, não se incomode, estamos todos a achar imensa piada. -- Respinga a Professora S., ainda antes de chegar ao computador.

Morri completamente. Ainda estou em processo de reencarnação.
Este momento foi também muito icónico, porque toda a gente pensou que a prof não tinha percebido o que foi dito, mas a senhora teve a ousadia de ler tudo, acabar de ler, comentar e no final virou-se "quem é que se mostrou incomodado com a exposição da leitura?" e discursou sobre a importância de lermos e acompanharmos as coisas. Ficou obviamente desapontada que ninguém se acusou quem foi a pessoa que fez o comentário.

Agora, na aula a seguir com a mesma senhora:

Prof: Perceberam a relação de não sei o quê com não sei que mais?

Rapariga 1: Não.

Prof: Então expliquem.

Rapariga 2: Acho que disseram que não perceberam.

A prof:


A prof: Precisam ler o livro x, mas eu não tenho em pdf. Ou vão ler o pdf em castelhano ou não sei.

Eu: Professora, eu já li o livro, posso emprestar e digitalizar o mesmo para a turma.

A prof: Conto com a sua ajuda. (Mais tarde): Que capítulos vos interessam dos que eu for mencionar? -> vários alunos: ah eu gosto deste, eu daquele.

A prof: Então escrevam-me um email esses que falaram, porque vão trabalhar esses em específico para apresentarem em discussão com os colegas na 5ª feira.

Alunos: *Chocados com o pedido para tão cedo*

Eu, que já li a obra toda e agora não posso trabalhar nenhum em específico porque não revelei um interesse em específico pelos capítulos em particular, porque adorei todos:
 

Ana Noronha

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Depois escrevo mais coisinhas quando estiver mais calma e folgada, mas antes de voltar às minhas coisinhas da vida, vai aqui uma peripécia:

Há bocado tive mais uma aula de História da Psicologia e a prof esteve a falar de Investigação Científica, Psicologia Diferencial, ... isto tudo no Espaço Anglo-Saxónico. A dado ponto, entra Darwin na coisa e vimos que levou cerca de 23 anos desde a sua viagem até à publicação de A Origem das Espécies.

Professora: Então, o que acham que poderia levar a esta demora? Quero vos ouvir.

Colega A: ... ele era perfeccionista?...

Colega B: Bom, sabe, professora... Na altura não havia Word, não era? Então, ele demorou esse tempo todo a escrever aquilo tudo...

E prontos, o Colega C fui eu, mas já foi algo menos engraçado. :] Bye
 

davis

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Dia 5 de Agosto fui à RTP participar no programa Só que não para falar da minha história autista. Acabou de sair hoje, 19 de Outubro, o resultado final:


Também se pode ver na RTP Play:


Ponham gosto e comentem <3
Muitos parabéns pelo testemunho e por todo o trabalho que tens desenvolvido para dar visibilidade à PEA! 🙏

Este momento foi também muito icónico, porque toda a gente pensou que a prof não tinha percebido o que foi dito, mas a senhora teve a ousadia de ler tudo, acabar de ler, comentar e no final virou-se "quem é que se mostrou incomodado com a exposição da leitura?" e discursou sobre a importância de lermos e acompanharmos as coisas. Ficou obviamente desapontada que ninguém se acusou quem foi a pessoa que fez o comentário.
Os reports do Zoom não dão essa informação? 🧐 Sei que dá para ver quem esteve em cada reunião, e quanto tempo esteve a assistir, mas não sei se dá o registo de quem falou e quando. Só os perfis Profissional/Educação e afins é que têm acesso a isso.

-- // --

Btw, boa 3ª feira e boa semana! 😌

#TentantoSairDeCasaLike

 

João SuperAzevedo

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Este momento foi também muito icónico, porque toda a gente pensou que a prof não tinha percebido o que foi dito, mas a senhora teve a ousadia de ler tudo, acabar de ler, comentar e no final virou-se "quem é que se mostrou incomodado com a exposição da leitura?" e discursou sobre a importância de lermos e acompanharmos as coisas. Ficou obviamente desapontada que ninguém se acusou quem foi a pessoa que fez o comentário.

Agora, na aula a seguir com a mesma senhora:

Prof: Perceberam a relação de não sei o quê com não sei que mais?

Rapariga 1: Não.

Prof: Então expliquem.

Rapariga 2: Acho que disseram que não perceberam.

A prof:


A prof: Precisam ler o livro x, mas eu não tenho em pdf. Ou vão ler o pdf em castelhano ou não sei.

Eu: Professora, eu já li o livro, posso emprestar e digitalizar o mesmo para a turma.

A prof: Conto com a sua ajuda. (Mais tarde): Que capítulos vos interessam dos que eu for mencionar? -> vários alunos: ah eu gosto deste, eu daquele.

A prof: Então escrevam-me um email esses que falaram, porque vão trabalhar esses em específico para apresentarem em discussão com os colegas na 5ª feira.

Alunos: *Chocados com o pedido para tão cedo*

Eu, que já li a obra toda e agora não posso trabalhar nenhum em específico porque não revelei um interesse em específico pelos capítulos em particular, porque adorei todos:
Ariana nas aulas depois de ter estudado o programa completo já em 2015 e de já ter escrito cinco manuais em três línguas acerca da matéria lecionada:

 

garfo101

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Olá olá!
A semana ainda mal começou e já tenho vergonhas para contar, vamos por partes.
1.ª: saí de casa para a aula do dia e achava que não ia chover. I was very wrong, acabei por voltar para casa à boleia de uma amiga de uma colega. Noice.
2.ª e mais vergonhosa: estava na dita aula e estão a ver aquelas cadeiras com mesa? Estava numa dessas quando o meu caderno cai. Sem problemas, vou apanhá-lo e quando me baixo, o meu rabo solta o pum mais suculento que já se ouviu na história moderna. Fiquei super vermelhx, a morrer de vergonha, nem consegui dizer nada.
Nessa mesma aula (Introdução ao Cinema e Vídeo), estivemos a trabalhar o ISO e o Balanço de Brancos, gravando vários vídeos. Para um, eu tive a ideia de cantar porque gravar planos sem ação não é lá a minha coisa preferida de fazer. Então, pus-me no átrio da escola a cantar a Senhora do Almortão: BERGONHA.

Hoje, em Introdução à Animação, fizemos um exercício interessante: o professor disse-nos para desenharmos o som das palavras que iria dizer. Depois cada um escolhia um desenho de outro colega que gostasse, e fazia uma cópia. Depois, dávamos a cópia ao colega do lado para ficarmos com 2 desenhos. A seguir, tínhamos que desenhar o processo de transformação de um desenho no outro. Isto é, se o primeiro desenho fosse um círculo e o segundo fosse um triângulo, tínhamos que desenhar o processo do círculo transformar-se num triângulo. Isto em 24 desenhos. No final, gravámos e vimos a animação, e, sinceramente, ficou melhor do que estava à espera. Ficou uma coisa muito simples, mas deu a ideia de como podemos usar o material para fazer animação!

Entretanto, já falei com o pessoal da tuna daqui e devo conseguir continuar a tocar contrabaixo, o que me deixa muito empolgadx!! Trouxe o ukulele para cá e espero que na próxima vez que vá a casa que consiga trazer a guitarra e o adufe!

Pronto, depois deste testamento já se fartaram de mim, mas espero que esteja tudo bem convosco!
 

Simon_PE

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Well, já não aparecia por aqui há algum tempo mas também já vi que não tem havido muito movimento pelo Diário 😅 (e percebo perfeitamente 😳).

Não há muito que valha a pena contar exceto o facto de estas semanas estarem a ser uma correria muito intensa, a diferença do secundário para a universidade não é grande, é MUITO GRANDE. De resto, a adaptação ao ambiente novo, cidade nova, matérias (não completamente) novas e colegas novos vai-se fazendo passo a passo; até porque é assim que tem de ser.

Espero que estejam todos bem! 🥰

20201014_224805.jpg "The Less I Know The Netter": Se isto não é o destino (ou a faculdade) a dar um sinal para eu não desistir do curso ou gostar de anatomia, então não sei o que será 😍
 

Bremer Pereira

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Bom diaa!! Seguindo a linha de "Ja nao passava por aqui à muito tempo":
Espero que estejam todos bem e que as aulas e a "vida universitaria" esteja a ser boa para todos.
Ainda vou na 3° semana e ja tenho lots of materua acumulada 😅 (ja tinha saudades ahah). Besides that, tenho 2 trabalhos de grupo super interessantes para realizar. Em ambas as cadeiras é necessario inventar um produto/serviço que nao exista (um novo mercado) e fazer um plano de marketing/plano de negocios about it... Esta a ser desafiante e exciting 🙂
Um otimo ano letivo para todos 🙂
 

Ariana_

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Ariana nas aulas depois de ter estudado o programa completo já em 2015 e de já ter escrito cinco manuais em três línguas acerca da matéria lecionada:

I wish, a senhora decidiu começar o debate amanhã, precisamente pelo capítulo em que eu retirei menos notas porque aquilo é um bocadinho enchimento de chouriços e repetição dos capítulos anteriores. Agora diz que quer focar-se na experiência pessoal de leitura de cada aluno, escolheu quatro pessoas que se ofereceram e mandou email para todos a dizer que essas quatro pessoas tinham de escolher uma quinta, que ia moderar o debate. Os alunos estão todos aflitos porque têm 1 dia para preparar tudo para amanhã (embora eu considere uma tarefa acessível, mas demorada para quem ainda não leu). Têm de escolher um moderador.......... e eu sou a única pessoa que leu tudo na íntegra, a escolha parecia relativamente óbvia, dado que o debate é AMANHÃ.

Eu, que já li o livro: "A professora enviou email sobre amanhã".

Uma das colegas que vai apresentar -> Identifica as outras raparigas e diz: "'Bora escolher o nosso amigo x para moderar o debate porque ele gostou deste tema".

Eu, que forneci a versão em português do livro aos meus colegas, para que todos pudessem ler, sendo que não vou poder ter o livro presencialmente:


Ainda por cima, eu escrevi à prof e ela deu-me 0 respostas. Simpática.
 
Matrícula
28 Outubro 2017
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Gestão da distribuição e da logística
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Boa noite!
Como estão?! Hoje foi daqueles dias para esquecer, passei a manhã fora, e a tarde no hospital a mostrar exames😒
Entretanto venho aqui perguntar se alguém me consegue ajudar com uma matéria que não estou a perceber NADA na cadeira de matemática...
Combinações Lineares? Alguém capaz de me explicar? 🙁
 
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