Diário do Estudante 2021/2022

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Boa noite, caros colegas da Uniarea!

Começou há uns poucos dias atrás as férias mas decidi esperar até hoje para contar como correu o meu 1º ano. Porquê até hoje? Já explico.

O primeiro semestre correu muito bem para a primeira vez na universidade, consegui ter boas notas. Acabei com 19 a Álgebra Linear, 17 a Análise Matemática ( a que mais tenho orgulho ), 15 em Paradigmas da Programação ( podia ter sido 16 se quem corrigiu a 2ª frequência tivesse me dado mais 0,05 valores de 0 a 20 ) e 15 em Ciências Experimentais. Fiz relativamente bem, estudava e tirava notas boas. Não achei difícil mas também pode ter sido por eu ter me esforçado e não que o curso seja fácil 😂

Depois o 2ª semestre começou, fiquei mais preocupado do que em relação ao 1º semestre pelas disciplinas que tinha e o seu aspeto em nivel de matéria, mas correu bem afinal.

Começando ao contrário agora, das piores ( relativamente ) notas às melhores, baixei de 17 para 12 a Análise Matemática II mas a matéria foi mais puxada ao meu ver mas mesmo assim já está bom, também tive 11 em Mecânicas e Ondas ( esperei até hoje porque estava à espera que a nota final da disciplina fosse publicada na plataforma da universidade ) o que pode parecer um pouco fraco mas já fico mais que satisfeito ter conseguido essa nota para a disciplina que foi ( 1ª frequência, fizeram +/- 200 alunos e 16 tiveram positiva ).

E por fim, as melhores notas. Consegui 15 a Geometria Euclidiana e 16 a Matemática Discreta. Nada mau, nada mau para o 1º ano. E é isto, agora é aproveitar as férias bem merecidas :). Agora que tenho mais tempo, vou tentar chatear mais um pouco o pessoal de cá como antigamente, não é? @iamsuzym
@Cristiana Matos @Ricardo A. Ferreira @André! A minha relação com a matemática está a melhorar aos poucos, mas o que importa é que está. Como foi o vosso ano?

Cordialmente e todas as outras escolhas para acabar um e-mail, ou pelo menos tentativa de um,

Eu
Oi oi, gostoso! 😏Passado quase 1 mês e meio finalmente estou pronto para responder à tua pergunta. 😂

Primeiro de tudo, Pedro, fico contente que estejas a fazer progesso (e fico ainda mais contente por tu também o estares). Agora aproveita as férias não para descansar mas para experimentar (é nestas experiências de férias que descobrimos aquilo que queremos para a nossa vida - curiosamente foi o que me aconteceu com o canal de YouTube - tudo começou com um pequeno projeto de férias).

Sobre o meu ano (Gap Year), o arrependimento é sempre o mesmo: gostava de ter feito mais. 😜 Mas sem dúvida estou grato por tudo o que consegui fazer (e, acima de tudo, por todas as conclusões que consegui tirar este ano - lá está, só experimentando é que percebemos o que queremos para a nossa vida!).

ESTE ANO:
(1) Agosto foi preparar um aluno para exame completamente do zero (falhei, mas criei um conjunto de exercícios de preparação para exame que depois meti à venda online só para ver se alguém estaria interessado. Fiquei surpreendido pelo interesse, que foi fundamental para o que se seguiu)
(2) Setembro e Outubro foi experimentar explicações, desde o 5º ano ao ensino superior (concluí que esse não era o caminho e terminei todas as explicações)
(3) Novembro foi criar o Discord para dúvidas de Matemática: Join the Ricardo Ferreira - Comunidade Matemática Discord Server! (que nem foi ideia minha!)
(4) Dezembro foi criar uns vídeos de Álgebra Linear (após tanto tempo sem criar vídeos!)
(5) Janeiro e Fevereiro foi interromper esses vídeos para criar o meu website: Ricardo Ferreira - Arrasa na Matemática! (aprender a criar um website foi doloroso no início, mas agora é ótimo!)
(6) Março e Abril foi criar dois vídeos atualizados de 12º ano e imensos artigos importantes para o website (muitos deles inspiraram vídeos futuros!)
(7) Maio e Junho foi criar o meu livro de Preparação para Exame (uma versão "como deve ser" daquele primeiro livro).
(8) O resto de Junho e Julho foi criar os vídeos que achei mais necessários para os exame, muitos deles sobre método de estudo e motivação (foi bom finalmente incorporar o meu conhecimento de Desenvolvimento Pessoal no meu canal de YouTube).

PLANOS:
(0) Já decidi que não voltarei a Inglaterra para o Mestrado, mas ficarei cá em Portugal a avançar os meus projetos.
(1) CURTO PRAZO: Em agosto vou criar um livro de preparação para o exame de 9º Ano (também bom para o pessoal de 12º sem bases). Em setembro, vou criar alguns vídeos de ensino básico (num formato super diferente que acho que terá imenso sucesso). Em outubro devo apostar forte no Ensino Superior: Álgebra Liner e Cálculo (talvez Estatística e Matemática Discreta). Aí pelo meio, também devo arranjar espaço para um ou dois vídeos de secundário.
(2) MÉDIO PRAZO: O objetivo final do canal de YouTube é ter uma lista completa de dicas, divididas por ano de escolaridade, que inclui os conceitos e lições de vida (e matemáticos também) que qualquer pessoa nessa idade deve ter para alcançar o seu máximo potencial. No fundo, criarei um "livro da vida", que explica a sequência de passos que qualquer pessoa deve tomar para alncançar o seu máximo potencial (muitos dos conceitos já se encontram espalhados no meu "livro" no Google Docs - o objetivo agora é tornar tudo mais concreto e digerível)
(3) LONGO PRAZO: O meu objetivo final é "morrer, sabendo que já não serei preciso". Sendo assim, irei melhorar e/ou reformular a maioria dos sistemas que existem atualmente na sociedade mundial de modo que facilitem naturalmente que cada um alcance o seu máximo potencial. O primeiro passo provavelmente será a Educação. O resto depois vê-se. :)

COMO TER TANTA CERTEZA SOBRE O FUTURO?
Duas palavras: atenção e ação. Pela ação experimentamos e pela atenção percebemos o que gostamos e não gostamos sobre aquilo que estamos a experimentar. A verdade é que não há um "trabalho de sonho". Há apenas características que gostamos e não gostamos sobre cada trabalho. E o nosso objetivo é aproximarmo-nos cada vez mais do trabalho que realmente queremos fazer. A universidade é o nosso primeiro palpite. E a partir daí temos de continuar neste processo de ação e atenção para podermos chegar a alguma conclusão. Podemos continuar a viver na ilusão da distração e da aparente ausência de responsabilidade e consequências, mas uma coisa é certa: não estarás a descobrir mais sobre ti. E se não estás a descobrir mais sobre ti, então não estás a descobrir mais sobre a vida que queres ter. E se não sabes a vida que queres ter, então não sabes onde investir o teu tempo e energia - vives ao sabor do vento. Mas o problema é que o vento não nos levará à vida que queremos ter. Pelo contrário, levar-nos-á a ficar presos a uma vida qualquer - e nessa altura perceberemos o nosso erro. Perceberemos que devíamos ter aproveitado o momento certo para exprimentar e estar atento, descobrir a vida que queremos ter e fazer o que fosse preciso para lá chegar. Por isso, antes que seja tarde demais, começa a experimentar e a estar atento, a perceber as características que gostas e não gostas em cada coisa que fazes para que possas então saber a vida que queres ter. E, já agora, não te iludas: não é consumindo mais informação que chegarás a alguma conclusão (isso é só outra forma de distração). Aceita que a resposta é só uma: atenção e ação. :)

PS: Qualquer momento sem distrações (tecnologia. pessoas ou livros) é ótimo. Meditação é particularmente bom para ter as melhores ideias.

Foi um ótimo momento de inspiração e reflexão, Pedro. Muito obrigado! No geral, boas férias a todos! E mais importante que tudo: começa AGORA a perceber a vida que queres ter, com atenção e ação!) 😁🔥
 
Oi oi, gostoso! 😏
😉
Agora aproveita as férias não para descansar mas para experimentar
Concordo parcialmente, é um pouco dos dois eheh
Duas palavras: atenção e ação.
Gostei. É preciso pensar e ir em frente.
Foi um ótimo momento de inspiração e reflexão, Pedro. Muito obrigado! No geral, boas férias a todos! E mais importante que tudo: começa AGORA a perceber a vida que queres ter, com atenção e ação!) 😁🔥
Obrigado e desejo-te o mesmo para ti e para todos os outros a lerem isto. Felicidades a todos e boas férias! Umas bem merecidas ehehehe
 
A FCT a todo custo a tentar que eu regresse para o mestrado 😂



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Concluo que, de facto, os telemóveis conseguem ouvir-nos a toda a hora. A boa notícia é que distinguem as palavras, mas ainda não percebem as conversas 🤠
 
Olá a todos, tudo bem?

O tempo passa mesmo rápido. Há um ano estava a minha candidatura feita, e hoje já terminam as candidaturas deste ano.

Enfim... Esta semana teve coisas boas e outras menos boas (ou que me deixaram um bocadinho mais desconfortável). Entrei num núcleo muito interessante que foi criado recentemente e, em breve, começo o meu percurso enquanto trainee/aprendiz no departamento de Engenharia de Software. O projeto parece-me mesmo interessante e, apesar de sentir que ainda não tenho assim tantas competências na área porque ainda só completei o 1º ano, acho que vou conseguir adquiri-las relativamente rápido porque vou mesmo aplicar-me nisto.

Entretanto, como regressei do Porto só há cerca de 2 semanas, tenho aproveitado os últimos tempos para fazer um check-up à minha saúde (porque também não me estava a sentir a 100%, embora achasse que era cansaço pelo facto de o 2º semestre ter sido tão desgastante). Marquei consulta com a médica de família e queixei-me: sinto-me muito frequentemente cansado e exausto, muita sede quando acordo de manhã, mãos e pés frios com muita frequência e outras coisas um bocadinho menos relacionadas com estas, como alguns episódios de disfagia que já tive associados a pouca salivação, etc... A médica mandou-me logo fazer análises porque achava que poderia ser diabetes, porque até tenho algum histórico familiar e pediu, inclusive, análises à função tiroideia (para além de todas as outras coisas habituais). No dia em que recebi as análises, antes de abrir o documento, achava mesmo que seria uma das duas coisas (diabetes, ou algo relacionado com a tiróide).

Comecei a ler e o primeiro valor, da hemoglobina, estava logo alterado (acima do valor de referência). Continuei, e aconteceu o mesmo com o volume globular. hmmm ok, deve ser só uma alteraçãozinha pontual... Contagem de eosinófilos 3x superior ao limite máximo e eosinofilia confirmada a partir de visualização microscópica. Basófilos ligeiramente elevados, linfócitos também. Concluindo, poucos são os glóbulos brancos que estão no intervalo de referência. 💀 Enfim, fiquei ligeiramente preocupado porque a minha mãe anda há mais de um ano a tentar descobrir o que tem, porque tem algumas células sanguíneas em concentrações superiores aos valores de referência associadas a crises enormes de hipertensão arterial, suores frios, etc...

Entretanto, a minha mãe, preocupada, foi entregar as análises ao centro de saúde porque a médica disse que me ligaria caso fosse detetada alguma anomalia. Hoje ligou-me e disse que já me encaminhou para uma consulta de especialidade (hematologia). Confesso que me assustou um bocadinho porque para além de outras perguntas que me fez relativamente a sintomalogia (tinha alguns sintomas coincidentes), admitiu mesmo que existia a possibilidade de ter policitemia (fui procurar, mas arrependi-me) e, portanto, queriam perceber bem o que se estava a passar. Agora, estou um pouco apreensivo, embora acredite que, eventualmente, não será nada de mais. O pedido da consulta foi encaminhado para o Hospital de São João (eu não sou do Porto, mas como estudo lá ficava mais fácil para mim ir às consultas). Não sei como estão os tempos de espera nem com que prioridade foi feita a referenciação, mas já estou a contar com alguns meses de espera. 😅
 
O pedido da consulta foi encaminhado para o Hospital de São João (eu não sou do Porto, mas como estudo lá ficava mais fácil para mim ir às consultas). Não sei como estão os tempos de espera nem com que prioridade foi feita a referenciação, mas já estou a contar com alguns meses de espera. 😅
Neste site consegues ver os tempos médios de espera para consultas por especialidade e hospital: Tempos Médios de Espera
Para além disso, podes também instalar a app My São João. Pode ser que apareça lá a data da consulta antes de receberes a carta ou de seres contactado de outra forma. (E dá jeito porque assim não precisas de estar na fila para fazer o "check-in" quando fores à consulta, fazes tudo na app.)

Mas espero que esteja tudo bem contigo e que te livres dessa preocupação toda! 🥺
 
Vou ter de citar isto no Diário para não fazer off-topic. Perdoem-me.

Hit me harder, mommy.
 
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Hoje este rosicolie entrou pela minha janela para se juntar à fêmea da mesma espécie que tenho há 11 anos. Não sei de quem é, nem a idade ou se é macho ou fêmea. Parece novinho e, depois de uns arrufos, parece que foi aceite pela fêmea. Vamos ver no que dá.
 
Hoje este rosicolie entrou pela minha janela para se juntar à fêmea da mesma espécie que tenho há 11 anos. Não sei de quem é, nem a idade ou se é macho ou fêmea. Parece novinho e, depois de uns arrufos, parece que foi aceite pela fêmea. Vamos ver no que dá.
A crise da habitação chegou a um nível tal que até as aves fazem alojamentos locais das gaiolas. Ao que isto chegou.

Em todo o caso, sinto-me inclinado a especular que esse adorável exemplar das magníficas criaturas voadoras foi parar aí a casa porque também tinha vontade de contribuir para o Diário.

(Pela parte que me cabe, penso que já começou a cumprir essa tarefa. Não sou muito de dizer "awwwww", mas é impossível não soltar um "awwwwww" face àquela carinha. 😊 )
 
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Reactions: Karl and Teresa P.
Com o novo ano letivo à porta, quero desejar boa sorte aos que aguardam os resultados das colocações no ensino superior e bom ano a todos os estudantes que andam por este fórum.

Gosto desta fase, da expetativa e do nervosismo que anda no ar. Recordo-me que o meu filho até nisso foi um "chato" - simplesmente dizia ficar feliz de ser colocado em qualquer das 6 opções que escolheu, estando seguro que iria entrar para alguma com a média que tinha (ficou na primeira opção). A reação dele quando recebeu o email foi irritantemente serena, sem surpresa ou alegria. A dias de iniciar o mestrado ainda diz que ficaria feliz em qualquer das outras opções que escolheu - mas não está arrependido e adora o que estuda. Isto descansa qualquer mãe.

Bem haja a todos!🤗

ps: o diário foi fraquito este ano...🙁
 
Com o novo ano letivo à porta, quero desejar boa sorte aos que aguardam os resultados das colocações no ensino superior e bom ano a todos os estudantes que andam por este fórum.

Gosto desta fase, da expetativa e do nervosismo que anda no ar. Recordo-me que o meu filho até nisso foi um "chato" - simplesmente dizia ficar feliz de ser colocado em qualquer das 6 opções que escolheu, estando seguro que iria entrar para alguma com a média que tinha (ficou na primeira opção). A reação dele quando recebeu o email foi irritantemente serena, sem surpresa ou alegria. A dias de iniciar o mestrado ainda diz que ficaria feliz em qualquer das outras opções que escolheu - mas não está arrependido e adora o que estuda. Isto descansa qualquer mãe.

Bem haja a todos!🤗

ps: o diário foi fraquito este ano...🙁
Obrigado!! O nervosismo está a mil aqui do meu lado... 😬 Pelo menos, já só falta praticamente 1 dia para saber os resultados.

Foi fraquinho, foi. Assumo parte da culpa.🙃 Não pude vir cá interagir durante a maior parte do ano, estive demasiado concentrado em terminar o secundário.
 
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Reactions: caat and Ariana_
Daqui a 1 semana começo o mestrado e felizmente consegui entrar onde queria em Engenharia e Gestão da Inovação e Empreendorismo. Muito diferente da minha licenciatura (Engenharia Química), mas estava a precisar de mudar de área, porque queria fazer coisas diferentes de Engenharia Química.

Vou finalizar a matrícula segunda feira presencialmente e estou um bocado nervoso para o inicio das aulas, porque é uma área completamente diferente de tudo o que aprendi até agora. Durante 7 anos aprendi ciências físicas e químicas e agora saltei para o mundo da gestão, vão ser 2 anos interessantes sem dúvida 🤣
 
o diário foi fraquito este ano...🙁
Foi mesmo, parece que nada é como antes 😿

Creio que alguém poderia abrir o Diário deste ano lectivo. Hoje é o primeiro dia de aulas por Letras (tinha uma aula das 18h às 20h, mas a professora informou-nos que não teríamos aula esta semana). O meu ano mudou um pouco do que tinha planeado - fui a uma reunião com o novo director do meu mestrado e, apesar de ter-lhe contado que o meu plano seria fazer uma opcional este semestre e no próximo fazer as 2 obrigatórias que deixei do ano passado, ele foi bastante insistente e motivou-me a inscrever-me no seminário de investigação, mesmo que meta prolongamento para a dissertação, que é também o que lhe faz sentido.

Como sou um coração mole, inscrevi-me mas agora estou uma bolinha de stress a imaginar se sou ou não sou capaz e todas as dúvidas que acho que mesmo aos colegas que não deixaram nada para trás devem pensar. Ainda assim, foi motivador poder falar com um professor que valorizou imenso a minha proposta de tema e que mostrou entusiasmo, daí provavelmente querer-me logo no seminário 🤣 Vamos ver como corre! Vai ser bom rever amiguinhos (embora esteja eu um pouco mudada e além do astigmatismo consegui a bela proeza de começar a fumar, o que não ajuda muito no meu STRESS).

🥴
 
agora saltei para o mundo da gestão
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Olá a todos!

Escrevo-vos de algum sítio na região do Alto Douro!

Começou hoje a minha segunda semana de férias do trabalho e, para a semana que vem, começará também o meu mestrado.

Para manter viva a tradição, estou obviamente ansioso.

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Trouxe o primeiro livro da coleção para as férias. Acho que sou Slytherin, mas vou dando notícias, caso essa percepção mude.

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Olá, pessoal! Há muito tempo que não passava por aqui. Muitas coisas aconteceram, tanto a nível pessoal, como social, inclusive a nível da minha própria saúde e da das pessoas que me rodeiam.

A minha grande conquista do ano foi ter entrado para Medicina na FMUL. Este foi um dos melhores presentes que pude ter, e voltar ao meu país traz-me um sentido de satisfação, nostalgia e orgulho gigantesco.

Para contextualizar, estou há 5 anos a tentar entrar para Medicina. Durante este tempo não só aproveitei para experimentar outro curso (Medicina Veterinária), mas também participei em vários projetos de Erasmus+ em regime não formal e cheguei mesmo a entrar para Medicina no estrangeiro, em Espanha, mais especificamente. Foram anos de experiências diferentes, a não sinto que foram, de todo, perdidos, de certa forma.

Contudo, não posso deixar de admitir que estou com um pouco de medo relativamente à integração académica: sempre fui muito introvertida, e então conhecer pessoas novas e manter contacto torna-se um pouco difícil para mim. A praxe nesse sentido ajudou-me, e queria experimentar este ano novamente. Contudo, por já ser mais velha que os meus colegas (tenho 23 anos e eles 18) estou com muita vergonha relativamente a isso.

Mais do que vergonhas são os medos: acabei por não ter bolsa de estudo devido a ter desistido do meu curso anterior (detalhes que, na altura, não ponderei, confiei que estaria monetariamente mais estável no futuro), e então torna-se extremamente complicado viver em Lisboa desta forma. Pensei em trabalhar em part-time para ajudar com as despesas, mas não sei se consigo conciliar o curso de Medicina com tal. Para além disso, como os bolseiros têm preferência no alojamento das residências, receio não conseguir alojamento dos SASUL, que seria o que me ficaria mais em conta. Pensei também em bolsas de estudo privadas, mas nem sei se tais existem e se posso candidatar-me a uma.

Para além do mais, em termos psicológicos tenho andado mal, e a minha saúde mental, nomeadamente ansiedade, tem piorado. Por falar em saúde, a minha gata também foi operada há pouco tempo, e a minha mãe irá ser operada em breve. Durante tal período de tempo terei que tomar conta da situação e estar por casa para ajudar.

Sinto-me muito frustrada a ver o meu sonho escapar-se das minhas mãos. Agora que finalmente consegui acabam por vir 1001 problemas afetar-me.

Candidatei-me à segunda fase, para ver se conseguia vir para mais perto de forma a ajudar a minha mãe e a aliviar a carga financeira.
Também me inscrevi em unidades curriculares isoladas do curso de Medicina noutras faculdades, mas não acredito que seja viável, pois faria nem sequer o semestre completo, só três cadeiras desse semestre. Sim, mais perto de casa, mas não é Medicina em si, nada me garante que para o próximo ano, por exemplo, eu entre em Medicina. Quer seja repetindo exames (já fiz mais de 12 exames de FQ, por exemplo), quer seja conseguindo (ou não) estabilidade financeira ao trabalhar em algo durante este ano letivo.

Deparo-me com vários planos:

Plano A: Ir para a FMUL este ano
- Pros:
  • Estudar exatamente aquilo que quero
  • Não atrasar mais um ano
- Contras:
  • Problemas financeiros
  • Problemas de saúde (tanto próprios como familiares)

Plano B: Unidades Curriculares Isoladas
- Pros:
  • Mais perto de casa - facilidade em ajudar com assuntos familiares
  • Ligeiramente mais barato
- Contras:
  • Não estou a estudar Medicina
  • Problemas de saúde (mais próprios neste caso)
  • Sem garantias de entrar para essa universidade para o próximo ano, repetindo exames

Plano C: Trabalhar durante este ano
- Pros:
  • Conciliável com o Plano B
  • Maior estabilidade financeira
  • Posso ajudar a minha família e tratar dos meus problemas de saúde
  • Possivelmente positivo para a minha saúde mental (outro "gap" year)
- Contras:
  • Não estou a estudar Medicina
  • Sem garantias de entrar para essa universidade para o próximo ano, repetindo exames (caso necessite de vir para mais perto, em caso destes problemas de saúde e familiares não se resolverem tão cedo)

Desta forma, não sei mesmo qual plano escolher. Faço 24 anos para o ano. Caso entre para o próximo ano, acabo Medicina com 30 anos. Depois mais internato, mais especialidade... Sinto que estou a ficar velha de mais.

Ontem estava tão feliz por ter entrado, por finalmente ir estudar Medicina. Aquela adrenalina da pessoa começar a procurar casa, ler cada vez mais sobre o curso, sobre a faculdade, andar a tentar orientar-me online pelas ruas de Lisboa, sendo esta uma cidade que conheço mal. E hoje tudo se desvaneceu. Sim, eu sabia destes problemas, mas pensava que, durante este primeiro semestre, pelo menos, tinha tudo controlado. Quando me deram a notícia de que não tinha bolsa vi imediatamente que estou em risco sério de perder esta oportunidade.
Quero muito o meu plano A, mas estou a ver que o meu plano C é o que me parece mais viável.

Desculpem este desabafo enorme e toda esta negatividade. Estou a tentar ser positiva e ver opções diferentes, soluções, mas está complicado.
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Creio que alguém poderia abrir o Diário deste ano lectivo.
ps: o diário foi fraquito este ano...🙁
Muita nostalgia a vir daqui também. Literalmente abri o Diário para descomprimir, como praticamente este último post. Depois acabou por se tornar um sítio de convívio entre estudantes. Mais do que isso, tornou-se quase como que um refugio das piores partes da vida académica, mas também um local excelente para a partilha de experiências. E nem é por nada, mas havia sempre algo que me alegrava o dia.
Bring back O Diário <3
 
Última edição:
Olá, pessoal! Há muito tempo que não passava por aqui. Muitas coisas aconteceram, tanto a nível pessoal, como social, inclusive a nível da minha própria saúde e da das pessoas que me rodeiam.

A minha grande conquista do ano foi ter entrado para Medicina na FMUL. Este foi um dos melhores presentes que pude ter, e voltar ao meu país traz-me um sentido de satisfação, nostalgia e orgulho gigantesco.

Para contextualizar, estou há 5 anos a tentar entrar para Medicina. Durante este tempo não só aproveitei para experimentar outro curso (Medicina Veterinária), mas também participei em vários projetos de Erasmus+ em regime não formal e cheguei mesmo a entrar para Medicina no estrangeiro, em Espanha, mais especificamente. Foram anos de experiências diferentes, a não sinto que foram, de todo, perdidos, de certa forma.

Contudo, não posso deixar de admitir que estou com um pouco de medo relativamente à integração académica: sempre fui muito introvertida, e então conhecer pessoas novas e manter contacto torna-se um pouco difícil para mim. A praxe nesse sentido ajudou-me, e queria experimentar este ano novamente. Contudo, por já ser mais velha que os meus colegas (tenho 23 anos e eles 18) estou com muita vergonha relativamente a isso.

Mais do que vergonhas são os medos: acabei por não ter bolsa de estudo devido a ter desistido do meu curso anterior (detalhes que, na altura, não ponderei, confiei que estaria monetariamente mais estável no futuro), e então torna-se extremamente complicado viver em Lisboa desta forma. Pensei em trabalhar em part-time para ajudar com as despesas, mas não sei se consigo conciliar o curso de Medicina com tal. Para além disso, como os bolseiros têm preferência no alojamento das residências, receio não conseguir alojamento dos SASUL, que seria o que me ficaria mais em conta. Pensei também em bolsas de estudo privadas, mas nem sei se tais existem e se posso candidatar-me a uma.

Para além do mais, em termos psicológicos tenho andado mal, e a minha saúde mental, nomeadamente ansiedade, tem piorado. Por falar em saúde, a minha gata também foi operada há pouco tempo, e a minha mãe irá ser operada em breve. Durante tal período de tempo terei que tomar conta da situação e estar por casa para ajudar.

Sinto-me muito frustrada a ver o meu sonho escapar-se das minhas mãos. Agora que finalmente consegui acabam por vir 1001 problemas afetar-me.

Candidatei-me à segunda fase, para ver se conseguia vir para mais perto de forma a ajudar a minha mãe e a aliviar a carga financeira.
Também me inscrevi em unidades curriculares isoladas do curso de Medicina noutras faculdades, mas não acredito que seja viável, pois faria nem sequer o semestre completo, só três cadeiras desse semestre. Sim, mais perto de casa, mas não é Medicina em si, nada me garante que para o próximo ano, por exemplo, eu entre em Medicina. Quer seja repetindo exames (já fiz mais de 12 exames de FQ, por exemplo), quer seja conseguindo (ou não) estabilidade financeira ao trabalhar em algo durante este ano letivo.

Deparo-me com vários planos:

Plano A: Ir para a FMUL este ano
- Pros:
  • Estudar exatamente aquilo que quero
  • Não atrasar mais um ano
- Contras:
  • Problemas financeiros
  • Problemas de saúde (tanto próprios como familiares)

Plano B: Unidades Curriculares Isoladas
- Pros:
  • Mais perto de casa - facilidade em ajudar com assuntos familiares
  • Ligeiramente mais barato
- Contras:
  • Não estou a estudar Medicina
  • Problemas de saúde (mais próprios neste caso)
  • Sem garantias de entrar para essa universidade para o próximo ano, repetindo exames

Plano C: Trabalhar durante este ano
- Pros:
  • Conciliável com o Plano B
  • Maior estabilidade financeira
  • Posso ajudar a minha família e tratar dos meus problemas de saúde
  • Possivelmente positivo para a minha saúde mental (outro "gap" year)
- Contras:
  • Não estou a estudar Medicina
  • Sem garantias de entrar para essa universidade para o próximo ano, repetindo exames (caso necessite de vir para mais perto, em caso destes problemas de saúde e familiares não se resolverem tão cedo)

Desta forma, não sei mesmo qual plano escolher. Faço 24 anos para o ano. Caso entre para o próximo ano, acabo Medicina com 30 anos. Depois mais internato, mais especialidade... Sinto que estou a ficar velha de mais.

Ontem estava tão feliz por ter entrado, por finalmente ir estudar Medicina. Aquela adrenalina da pessoa começar a procurar casa, ler cada vez mais sobre o curso, sobre a faculdade, andar a tentar orientar-me online pelas ruas de Lisboa, sendo esta uma cidade que conheço mal. E hoje tudo se desvaneceu. Sim, eu sabia destes problemas, mas pensava que, durante este primeiro semestre, pelo menos, tinha tudo controlado. Quando me deram a notícia de que não tinha bolsa vi imediatamente que estou em risco sério de perder esta oportunidade.
Quero muito o meu plano A, mas estou a ver que o meu plano C é o que me parece mais viável.

Desculpem este desabafo enorme e toda esta negatividade. Estou a tentar ser positiva e ver opções diferentes, soluções, mas está complicado.
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Muita nostalgia a vir daqui também. Literalmente abri o Diário para descomprimir, como praticamente este último post. Depois acabou por se tornar um sítio de convívio entre estudantes. Mais do que isso, tornou-se quase como que um refugio das piores partes da vida académica, mas também um local excelente para a partilha de experiências. E nem é por nada, mas havia sempre algo que me alegrava o dia.
Bring back O Diário <3
Lamento imenso a situação complicada, mas não tens de necessariamente perder a oportunidade de estudar Medicina. Podes matricular-te e depois congelar matrícula, podendo regressar ao curso através do Reingresso. Isto garantia pelo menos que não tinhas de voltar sempre ao Concurso Nacional, mas só poderias reingressar na FMUL, para outras opções terias sempre que voltar a concorrer. Acho que é o remendo mais seguro, para o caso deste ano tiveres de juntar dinheiro com o trabalho para no próximo ano estares mais confortável.

Tive dificuldades financeiras no ano passado e fiz um GoFundMe para ajudar a cobrir despesas. Felizmente, consegui tudo o que precisava e as pessoas ajudaram-me imenso, numa altura em que, caso não conseguisse manter as despesas, teria de desistir de estudar por uns tempos. Não sei se esta sugestão é viável para ti, mas espero que ajude. As melhoras para ti e para os teus!
 
Olá, pessoal! Há muito tempo que não passava por aqui. Muitas coisas aconteceram, tanto a nível pessoal, como social, inclusive a nível da minha própria saúde e da das pessoas que me rodeiam.

A minha grande conquista do ano foi ter entrado para Medicina na FMUL. Este foi um dos melhores presentes que pude ter, e voltar ao meu país traz-me um sentido de satisfação, nostalgia e orgulho gigantesco.

Para contextualizar, estou há 5 anos a tentar entrar para Medicina. Durante este tempo não só aproveitei para experimentar outro curso (Medicina Veterinária), mas também participei em vários projetos de Erasmus+ em regime não formal e cheguei mesmo a entrar para Medicina no estrangeiro, em Espanha, mais especificamente. Foram anos de experiências diferentes, a não sinto que foram, de todo, perdidos, de certa forma.

Contudo, não posso deixar de admitir que estou com um pouco de medo relativamente à integração académica: sempre fui muito introvertida, e então conhecer pessoas novas e manter contacto torna-se um pouco difícil para mim. A praxe nesse sentido ajudou-me, e queria experimentar este ano novamente. Contudo, por já ser mais velha que os meus colegas (tenho 23 anos e eles 18) estou com muita vergonha relativamente a isso.

Mais do que vergonhas são os medos: acabei por não ter bolsa de estudo devido a ter desistido do meu curso anterior (detalhes que, na altura, não ponderei, confiei que estaria monetariamente mais estável no futuro), e então torna-se extremamente complicado viver em Lisboa desta forma. Pensei em trabalhar em part-time para ajudar com as despesas, mas não sei se consigo conciliar o curso de Medicina com tal. Para além disso, como os bolseiros têm preferência no alojamento das residências, receio não conseguir alojamento dos SASUL, que seria o que me ficaria mais em conta. Pensei também em bolsas de estudo privadas, mas nem sei se tais existem e se posso candidatar-me a uma.

Para além do mais, em termos psicológicos tenho andado mal, e a minha saúde mental, nomeadamente ansiedade, tem piorado. Por falar em saúde, a minha gata também foi operada há pouco tempo, e a minha mãe irá ser operada em breve. Durante tal período de tempo terei que tomar conta da situação e estar por casa para ajudar.

Sinto-me muito frustrada a ver o meu sonho escapar-se das minhas mãos. Agora que finalmente consegui acabam por vir 1001 problemas afetar-me.

Candidatei-me à segunda fase, para ver se conseguia vir para mais perto de forma a ajudar a minha mãe e a aliviar a carga financeira.
Também me inscrevi em unidades curriculares isoladas do curso de Medicina noutras faculdades, mas não acredito que seja viável, pois faria nem sequer o semestre completo, só três cadeiras desse semestre. Sim, mais perto de casa, mas não é Medicina em si, nada me garante que para o próximo ano, por exemplo, eu entre em Medicina. Quer seja repetindo exames (já fiz mais de 12 exames de FQ, por exemplo), quer seja conseguindo (ou não) estabilidade financeira ao trabalhar em algo durante este ano letivo.

Deparo-me com vários planos:

Plano A: Ir para a FMUL este ano
- Pros:
  • Estudar exatamente aquilo que quero
  • Não atrasar mais um ano
- Contras:
  • Problemas financeiros
  • Problemas de saúde (tanto próprios como familiares)

Plano B: Unidades Curriculares Isoladas
- Pros:
  • Mais perto de casa - facilidade em ajudar com assuntos familiares
  • Ligeiramente mais barato
- Contras:
  • Não estou a estudar Medicina
  • Problemas de saúde (mais próprios neste caso)
  • Sem garantias de entrar para essa universidade para o próximo ano, repetindo exames

Plano C: Trabalhar durante este ano
- Pros:
  • Conciliável com o Plano B
  • Maior estabilidade financeira
  • Posso ajudar a minha família e tratar dos meus problemas de saúde
  • Possivelmente positivo para a minha saúde mental (outro "gap" year)
- Contras:
  • Não estou a estudar Medicina
  • Sem garantias de entrar para essa universidade para o próximo ano, repetindo exames (caso necessite de vir para mais perto, em caso destes problemas de saúde e familiares não se resolverem tão cedo)

Desta forma, não sei mesmo qual plano escolher. Faço 24 anos para o ano. Caso entre para o próximo ano, acabo Medicina com 30 anos. Depois mais internato, mais especialidade... Sinto que estou a ficar velha de mais.

Ontem estava tão feliz por ter entrado, por finalmente ir estudar Medicina. Aquela adrenalina da pessoa começar a procurar casa, ler cada vez mais sobre o curso, sobre a faculdade, andar a tentar orientar-me online pelas ruas de Lisboa, sendo esta uma cidade que conheço mal. E hoje tudo se desvaneceu. Sim, eu sabia destes problemas, mas pensava que, durante este primeiro semestre, pelo menos, tinha tudo controlado. Quando me deram a notícia de que não tinha bolsa vi imediatamente que estou em risco sério de perder esta oportunidade.
Quero muito o meu plano A, mas estou a ver que o meu plano C é o que me parece mais viável.

Desculpem este desabafo enorme e toda esta negatividade. Estou a tentar ser positiva e ver opções diferentes, soluções, mas está complicado.
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Muita nostalgia a vir daqui também. Literalmente abri o Diário para descomprimir, como praticamente este último post. Depois acabou por se tornar um sítio de convívio entre estudantes. Mais do que isso, tornou-se quase como que um refugio das piores partes da vida académica, mas também um local excelente para a partilha de experiências. E nem é por nada, mas havia sempre algo que me alegrava o dia.
Bring back O Diário <3
Olá! Lamento imenso todos os obstáculos ao teu sonho. Eu vou passar por algo semelhante para o ano com mestrado, pois é muito improvável entrar na minha cidade.
Como já te disseram, tens a possibilidade de reingressar para o ano. Podes aproveitar este para trabalhar e juntar dinheiro, se isso for viável, e reingressar depois.
Também tens bolsas privadas, tanto de instituições como de algumas câmaras. Tens a do santander, a do rotary club e mais algumas.
Em relação a idade, não há limite para seguires aquilo que realmente queres, trocares de carreira, tirares um curso, etc. Pelo menos, tens uma experiência de vida e maturidade que, honestamente, é até um ponto alto para quem vai para algo tão delicado quanto saúde.
Quanto à integração, podes tentar grupos extracurriculares que te interessem, dentro da faculdade. Também costuma haver perfis dos cursos nas redes sociais, e não acho que te iriam mandar embora se aparecesses na praxe. 18 para 23 parece mais distante na tua cabeça do que realmente é (:
Boa sorte. Espero que encontres uma solução!
 
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Olá, pessoal! Há muito tempo que não passava por aqui. Muitas coisas aconteceram, tanto a nível pessoal, como social, inclusive a nível da minha própria saúde e da das pessoas que me rodeiam.

A minha grande conquista do ano foi ter entrado para Medicina na FMUL. Este foi um dos melhores presentes que pude ter, e voltar ao meu país traz-me um sentido de satisfação, nostalgia e orgulho gigantesco.

Para contextualizar, estou há 5 anos a tentar entrar para Medicina. Durante este tempo não só aproveitei para experimentar outro curso (Medicina Veterinária), mas também participei em vários projetos de Erasmus+ em regime não formal e cheguei mesmo a entrar para Medicina no estrangeiro, em Espanha, mais especificamente. Foram anos de experiências diferentes, a não sinto que foram, de todo, perdidos, de certa forma.

Contudo, não posso deixar de admitir que estou com um pouco de medo relativamente à integração académica: sempre fui muito introvertida, e então conhecer pessoas novas e manter contacto torna-se um pouco difícil para mim. A praxe nesse sentido ajudou-me, e queria experimentar este ano novamente. Contudo, por já ser mais velha que os meus colegas (tenho 23 anos e eles 18) estou com muita vergonha relativamente a isso.

Mais do que vergonhas são os medos: acabei por não ter bolsa de estudo devido a ter desistido do meu curso anterior (detalhes que, na altura, não ponderei, confiei que estaria monetariamente mais estável no futuro), e então torna-se extremamente complicado viver em Lisboa desta forma. Pensei em trabalhar em part-time para ajudar com as despesas, mas não sei se consigo conciliar o curso de Medicina com tal. Para além disso, como os bolseiros têm preferência no alojamento das residências, receio não conseguir alojamento dos SASUL, que seria o que me ficaria mais em conta. Pensei também em bolsas de estudo privadas, mas nem sei se tais existem e se posso candidatar-me a uma.

Para além do mais, em termos psicológicos tenho andado mal, e a minha saúde mental, nomeadamente ansiedade, tem piorado. Por falar em saúde, a minha gata também foi operada há pouco tempo, e a minha mãe irá ser operada em breve. Durante tal período de tempo terei que tomar conta da situação e estar por casa para ajudar.

Sinto-me muito frustrada a ver o meu sonho escapar-se das minhas mãos. Agora que finalmente consegui acabam por vir 1001 problemas afetar-me.

Candidatei-me à segunda fase, para ver se conseguia vir para mais perto de forma a ajudar a minha mãe e a aliviar a carga financeira.
Também me inscrevi em unidades curriculares isoladas do curso de Medicina noutras faculdades, mas não acredito que seja viável, pois faria nem sequer o semestre completo, só três cadeiras desse semestre. Sim, mais perto de casa, mas não é Medicina em si, nada me garante que para o próximo ano, por exemplo, eu entre em Medicina. Quer seja repetindo exames (já fiz mais de 12 exames de FQ, por exemplo), quer seja conseguindo (ou não) estabilidade financeira ao trabalhar em algo durante este ano letivo.

Deparo-me com vários planos:

Plano A: Ir para a FMUL este ano
- Pros:
  • Estudar exatamente aquilo que quero
  • Não atrasar mais um ano
- Contras:
  • Problemas financeiros
  • Problemas de saúde (tanto próprios como familiares)

Plano B: Unidades Curriculares Isoladas
- Pros:
  • Mais perto de casa - facilidade em ajudar com assuntos familiares
  • Ligeiramente mais barato
- Contras:
  • Não estou a estudar Medicina
  • Problemas de saúde (mais próprios neste caso)
  • Sem garantias de entrar para essa universidade para o próximo ano, repetindo exames

Plano C: Trabalhar durante este ano
- Pros:
  • Conciliável com o Plano B
  • Maior estabilidade financeira
  • Posso ajudar a minha família e tratar dos meus problemas de saúde
  • Possivelmente positivo para a minha saúde mental (outro "gap" year)
- Contras:
  • Não estou a estudar Medicina
  • Sem garantias de entrar para essa universidade para o próximo ano, repetindo exames (caso necessite de vir para mais perto, em caso destes problemas de saúde e familiares não se resolverem tão cedo)

Desta forma, não sei mesmo qual plano escolher. Faço 24 anos para o ano. Caso entre para o próximo ano, acabo Medicina com 30 anos. Depois mais internato, mais especialidade... Sinto que estou a ficar velha de mais.

Ontem estava tão feliz por ter entrado, por finalmente ir estudar Medicina. Aquela adrenalina da pessoa começar a procurar casa, ler cada vez mais sobre o curso, sobre a faculdade, andar a tentar orientar-me online pelas ruas de Lisboa, sendo esta uma cidade que conheço mal. E hoje tudo se desvaneceu. Sim, eu sabia destes problemas, mas pensava que, durante este primeiro semestre, pelo menos, tinha tudo controlado. Quando me deram a notícia de que não tinha bolsa vi imediatamente que estou em risco sério de perder esta oportunidade.
Quero muito o meu plano A, mas estou a ver que o meu plano C é o que me parece mais viável.

Desculpem este desabafo enorme e toda esta negatividade. Estou a tentar ser positiva e ver opções diferentes, soluções, mas está complicado.
Post automatically merged:



Muita nostalgia a vir daqui também. Literalmente abri o Diário para descomprimir, como praticamente este último post. Depois acabou por se tornar um sítio de convívio entre estudantes. Mais do que isso, tornou-se quase como que um refugio das piores partes da vida académica, mas também um local excelente para a partilha de experiências. E nem é por nada, mas havia sempre algo que me alegrava o dia.
Bring back O Diário <3
Olá.
Só uma questão relacionada com a Bolsa, estiveste quantos anos em Medicina Veterinária? É que o aproveitamento não conta se tu mudares de curso.
 
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Lamento imenso a situação complicada, mas não tens de necessariamente perder a oportunidade de estudar Medicina. Podes matricular-te e depois congelar matrícula, podendo regressar ao curso através do Reingresso. Isto garantia pelo menos que não tinhas de voltar sempre ao Concurso Nacional, mas só poderias reingressar na FMUL, para outras opções terias sempre que voltar a concorrer. Acho que é o remendo mais seguro, para o caso deste ano tiveres de juntar dinheiro com o trabalho para no próximo ano estares mais confortável.

Tive dificuldades financeiras no ano passado e fiz um GoFundMe para ajudar a cobrir despesas. Felizmente, consegui tudo o que precisava e as pessoas ajudaram-me imenso, numa altura em que, caso não conseguisse manter as despesas, teria de desistir de estudar por uns tempos. Não sei se esta sugestão é viável para ti, mas espero que ajude. As melhoras para ti e para os teus!
Olá, estava exatamente a pensar fazer isso, caso não consiga pagar as despesas relacionadas com o curso: congelar a matrícula e voltar quando estiver num estado financeiro mais estável.

Nunca tentei o GoFundMe, mas já ouvi falar. Vou tentar ver a solução, porque poderia resultar a longo prazo.

Muito obrigada pela ajuda!
Olá! Lamento imenso todos os obstáculos ao teu sonho. Eu vou passar por algo semelhante para o ano com mestrado, pois é muito improvável entrar na minha cidade.
Como já te disseram, tens a possibilidade de reingressar para o ano. Podes aproveitar este para trabalhar e juntar dinheiro, se isso for viável, e reingressar depois.
Também tens bolsas privadas, tanto de instituições como de algumas câmaras. Tens a do santander, a do rotary club e mais algumas.
Em relação a idade, não há limite para seguires aquilo que realmente queres, trocares de carreira, tirares um curso, etc. Pelo menos, tens uma experiência de vida e maturidade que, honestamente, é até um ponto alto para quem vai para algo tão delicado quanto saúde.
Quanto à integração, podes tentar grupos extracurriculares que te interessem, dentro da faculdade. Também costuma haver perfis dos cursos nas redes sociais, e não acho que te iriam mandar embora se aparecesses na praxe. 18 para 23 parece mais distante na tua cabeça do que realmente é (:
Boa sorte. Espero que encontres uma solução!
Olá, sinto muito que estejas a passar por esta situação parecida. São casos mesmo complicados, e tentar encontrar soluções é mesmo a minha prioridade neste momento. Queria muito entrar para a FMUL este ano, mas se não conseguir, terei mesmo que ir aos planos B e C. Estaria mesmo a pensar congelar a matrícula nesses casos.

Interessante: eu sabia que haviam bolsas privadas, mas nunca soube de nenhuma instituição em particular. Há uns anos atrás a Câmara Municipal do meu município estava a atribuir bolsas de estudo, mas atualmente não sou ilegível.
Contactei o Santander e, infelizmente, também não sou ilegível para essa. Mas nunca tinha ouvido acerca do Rotery Club. Vou pesquisar acerca da bolsa e ver se ainda consigo para este ano. Muito obrigada pelo conselho!

Por falar nisso, para não andar a dar off-topic nessa questão, não sei se há aqui no fórum um tópico sobre bolsas de estudo privadas/que não são da DGES.

Exatamente: acho que se é mesmo aquilo que uma pessoa quer, merece perseguir essa oportunidade, qualquer que seja a sua idade. Realisticamente, para o mercado de trabalho, também tenho os meus receios. Mas não sei se será um problema. Já me disseram que não. Mas, de qualquer forma, fico sempre com o pé atrás.
Sim! Ouvi dizer que a FMUL tem muitas atividades extracurriculares que acho muito interessantes, o que ainda me motiva mais.

Muito obrigada por tudo! Esperonque tudo se resolva por melhor para ti também, muita sorte!
Olá.
Só uma questão relacionada com a Bolsa, estiveste quantos anos em Medicina Veterinária? É que o aproveitamento não conta se tu mudares de curso.
Olá, eu estive um semestre, não cheguei a concluir o primeiro ano.
 
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