Direito - será que é o que quero?

catarinahe

Membro Caloiro
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6 Dezembro 2020
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Olá!
Desde miúda que acho que quero ser advogada, no entanto, acredito que aquilo que eu acho que é ser advogada não corresponde à realidade. Desde sempre que vejo séries americanas e toda aquela vida de tribunal encanta-me e deixa-me a sonhar. Sempre gostei imenso da parte argumentação e sou uma pessoa que não suporta injustiças. A verdade é que a maioria das pessoas que me conhece sempre disse que eu devia seguir direito. Gostava de saber quais as vossas experiências com advocacia. Será que posso esperar uma carreira como a que vejo nessas séries? Atenção, eu tenho plena noção que não me vou formar e ter uma vida assim, sei que para chegar a uma posição dessas vai ser preciso muitos anos de trabalho. A minha questão é se ser advogada é assim ou não tem nada a ver... Outra dúvida que tenho é se é demasiado tarde para começar a seguir este sonho (ou o que eu acho que é um sonho ahah). Tenho 23 anos e já tenho uma carreira profissional boa na área em que me estou a formar (estou a terminar a licenciatura). O curso de direito é bastante longo e ainda por cima mais todo o processo para entrar na ordem... sinto que só vou conseguir entrar na ordem aos 30 anos :/ Será que é muito tarde?
Agradeço desde já toda a vossa ajuda a esta raparigada bastante perdida :)
 

Frances

Membro Veterano
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11 Maio 2016
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Curso
Direito
Será que posso esperar uma carreira como a que vejo nessas séries? Atenção, eu tenho plena noção que não me vou formar e ter uma vida assim, sei que para chegar a uma posição dessas vai ser preciso muitos anos de trabalho. A minha questão é se ser advogada é assim ou não tem nada a ver...
Olá! Sei que já lá vai quase um mês, mas espero ainda vir minimamente a tempo!
Vou partir do pressuposto que querias exercer em Portugal ou num país com o nosso sistema, e não nos EUA (nesse caso, recomendar-te-ia entrar em contacto com advogados que vivenciem o sistema de lá).
Se o que gostas das séries de advogados é o "drama" em tribunal, recomendo-te ires assistir a uns julgamentos num tribunal próximo da tua casa (a não ser que haja constrangimentos de ocupação por causa do COVID ou seja um julgamento "à porta fechada", és livre de entrar no edifício, ires a uma sala e te sentares num banco a assistir à sessão). Podes apanhar várias fases do processo (ex.: a leitura do acórdão/sentença é diferente de ouvires alegações, e se assistisses só à leitura ficarias sem dúvidas com uma ideia incompleta do que é um julgamento), mas ficas com a ideia de como a coisa funciona na prática. Aquela ideia toda do cross-examination, de impressionar jurados, de fazer discursos emotivos... Não te recomendo nada ir para Direito com base no que vês nas séries (aliás, nem Direito, nem nenhum curso). O nosso sistema é muito diferente e bastante burocrático.
A vida de advogado não se foca tanto nos momentos que se passam em tribunal, e sim nos dias e dias de longas horas que se passa a estudar um caso, a arranjar base legal para defender o cliente, a ler doutrina e jurisprudência e interpretações, e sobretudo, ler, ler ler, escrever, escrever, escrever. Claro que o que se passa em tribunal é muito importante, mas é basicamente o "culminar" de um percurso que é feito fundamentalmente em casa e no escritório. Não quero dar a ideia que um advogado não faz nada em tribunal ou que é algo aborrecido, mas é algo realmente diferente do que se vê numa sério ou num filme e convém ter uma ideia de como é um julgamento real. Um julgamento em Portugal (e nos EUA também não tem necessariamente, claro - tudo é dramatizado para efeitos de ficção e entretenimento) não tem necessariamente marcada aquela componente típica de filme e série que consiste no advogado estar todo pomposo a "enterrar" a contraparte num "vale tudo" e a impressionar o júri, ou a dizer objection a torto e a direito. Pensar na vida de advogado não pode ser somente pensar na "vida" de tribunal, tem de ser pensar na vida de escritório e na vida de casa. Muito provavelmente, já tinhas consciência que existia muito trabalho prévio, mas quero que penses realmente no "quanto" trabalho há, e se realmente compensa a realidade prática de um julgamento médio. Por outras palavras: o dia de um advogado não são só julgamentos, certifica-te que pelo menos toleras e tens um gosto mínimo por todas as outras coisas que implicam ser advogado.
Outra questão em que queria tocar é que, normalmente, os processos que vemos na ficção são essencialmente criminais. O curso de Direito e a tua vida de advogada, muito provavelmente, teria apenas uma pequena parcela desta faceta do Direito. Direito não é só Direito Penal: é Constitucional, Administrativo, Fiscal, Laboral, Internacional, Comercial, e mesmo muito Direito Civil (Obrigações, Reais, Família, Sucessões...). Podia estar aqui semanas a fio a enumerar hipotéticos casos que não passam pelo que é típico de se ver na ficção :) Uma coisa que sugiro a todos os que pensam ir para Direito é ver o plano de estudos, enunciados de exames e sebentas e ler o que os alunos aprendem numa dada cadeira. Se a maior parte do programa (atenção - com programa, quero dizer cadeiras jurídicas) não for do teu agrado e não te vires a desenvolver um gostinho ou tolerância para a maior parte das áreas, entrares num curso de longos anos pode não ser boa ideia.
Para além disto tudo, convinha teres a ideia que o dia-a-dia de um advogado pode ser muito penoso e a troco de um salário relativamente baixo, especialmente nos primeiros tempos de carreira. São imensas horas de dedicação e esforço tanto num escritório como fora dele, e arranjar emprego (e estável) pode ser uma tarefa difícil e incerta, a somar aos pagamentos para a Ordem (e o curso de toda a vida profissional, como o Estágio, o curso e os materiais de estudo). É uma área saturada com centenas de finalistas todos os anos a entrar no mercado de trabalho. Outra nota é que exercer por contra própria é diferente de exercer numa sociedade, e estar na sociedade X é naturalmente diferente de estar na sociedade Y. Há ambientes de trabalho e ambientes de trabalho. Não quero pintar um cenário de inferno, porque esses há potencialmente em todo o lado, mas é sempre algo a pensar. A advocacia pode ser um ambiente muito competitivo, burocrático ou até arcaico - tudo depende de para onde se olha.
Se eu tenho uma recomendação, é esta: vai apenas para Direito se gostas mesmo de tudo o que a área implica, e se estás ciente de possíveis riscos na carreira e na vida profissional. Caso contrário, se tens hoje uma possibilidade de carreira estável, ires para Direito com ideias erradas pode levar a frustração daqui a alguns anos.
Ah, e outra recomendação: lê imenso sobre a área, procura testemunhos e opiniões. Não te fies apenas na perspetiva de uma pessoa (nem até na minha!) e forma as tuas próprias conclusões com base em tudo o que vês. Em qualquer área vais encontrar pessoas a dizer bem e pessoas a dizer mal, pessoas felizes e pessoas tristes. Tenta perceber o que as faz felizes ou desiludidas com a área, e tenta perceber como tu te sentes em relação a cada um desses aspetos.
 

Guilhermesilva11

Membro Caloiro
Matrícula
17 Janeiro 2021
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Olá, também penso ir para Direito para o ano que vem, vamos ver como é isto das médias e dos exames...
Obrigado a ti Frances por explicares isso tudo!
Gostava de deixar uma pequena sugestão para a Catarina, vê este vídeo:
O video é um podcast sobre o curso de direito, tem 2 perspetivas (uma na faculdade de direito na universidade de Lisboa e outra em Coimbra)
Não sei se isso vai fazer a hiperligação com o link, mas se não fizer, procura no YouTube "podcast universitário direito"
 

LBlackMoon

Membro Catedrático
Colaborador Editorial
Matrícula
27 Fevereiro 2016
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Curso
Direito
Instituição
FDUP
Olá!

Também venho um pouco tarde em relação à data do post, mas gostaria só de acrescentar uma ou outra coisa ao completo texto que a Frances aqui deixou.

Se a vida de advogado não é nada que se possa comparar ao que se vê nas séries americanas, também a faculdade de Direito (e apesar das coisas maravilhosas que a faculdade nos dá, independentemente do curso em que estejamos) não é pêra doce. O curso de direito é muito exigente, e arrisco dizer que a única maneira de suportar estes 4 anos com sanidade mental é ter uma expectativa relativamente boa em relação ao que vem a seguir, ou seja, ao percurso profissional. Na minha opinião, alguém deve candidatar-se a um curso em que se consiga imaginar em mais do que uma das saídas profissionais, já que se a que tinha em mente durante a formação não for aquela que depois acabe por lhe agradar mais, poderá sempre ter outras em aberto.

Por isso, além de veres os conteúdos do curso como a Frances sugeriu, sugiro-te também que vejas mais saídas profissionais do curso de Direito. um jurista pode desempenhar muito mais funções que as de advogado: pode ser notário, pode ser magistrado, consultor, professor, polícia.. até pode desempenhar um leque relativamente vasto de funções relacionadas com o curso! Se uma não te agradar tanto, podes sempre optar por outra. Se fores apenas "com a fé" numa, pode acontecer que depois sintas uma grande frustração ou que fiques com um diploma que sentes que não tem tanto valor como aquele que ambicionavas que tivesse.

e sou uma pessoa que não suporta injustiças
Será que posso esperar uma carreira como a que vejo nessas séries?
Também queria dizer-te algo relativamente a isto: se queres ir para Direito, tens que estar pronta para lidar com muitas, muitas injustiças. Em primeiro, as soluções para problemas jurídicos nem sempre resultam naquilo que qualquer pessoa tenha, no senso comum, como "justo". O Direito não procura apenas soluções justas, inclusive, porque a justiça, em confronto com outros valores que com mais intensidade se levantem em problemas concretos, pode ter mesmo que ceder. Mas além deste ponto de vista técnico, o mundo do Direito é um mundo em que se contacta, por vezes, com o pior da espécie humana. E não, não me refiro aos crimes (apenas), nem sequer à relação com os clientes: há muitos profissionais jurídicos que, como se sabe, não se pautam por critérios éticos nem de justiça. Nas próprias faculdades de Direito vais encontrar muitos professores que se não pautam por valor algum, para não dizer aqui uma coisa mais "feia".

Enfim, isto é tudo menos um mundo romântico: na verdade, é mesmo um mundo cão. Por isso, pesa bem as vantagens ou as desvantagens, ou mesmo aquilo que verdadeiramente quererias fazer no futuro. Qualquer que seja a decisão que tomes, nada é definitivo: podes sempre mudar de caminho. E relativamente à tua idade, até sei de uma história que te pode encorajar: eu tenho muitos colegas com para cima de 40 anos a tirar o curso, em regime trabalhador-estudante. Nada é impossível quando há vontade se se fazer! E até conheço uma pessoa que se iniciou na advocacia aos 40 e poucos anos.

Boa sorte, e qualquer questão que tenhas, já sabes!
 
Matrícula
13 Julho 2019
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Olá!
Sempre tive direito como uma das minhas principais opções, porém, este ano o que era uma certeza tornou-se uma dúvida.
Estou por dentro das diversas saídas profissionais mas preocupa-me um pouco o facto de ser um mundo saturado pela quantidade de finalistas todos os anos. Deram-me a ideia de que hoje em dia é super difícil trabalhar em firmas e que um advogado acaba por montar um pequeno escritório em casa, consegue pouca estabilidade e que há cada vez menos trabalho na área. Alguém me pode dar uma visão realista sobre como as coisas estão a funcionar? Gostaria também que me dessem uma visão do curso em si? O que devo esperar? Quais as maiores dificuldades e os pontos altos?
Quais as funções de um procurador?
Preocupa-me também o facto de ter poucos conhecimentos políticos, já sei que serão necessários ao longo do curso. É um entrave?
Obrigada desde já a quem me puder responder!
 

André Miguel

Membro Caloiro
Matrícula
25 Junho 2017
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2
Curso
Direito
Olá!
Sempre tive direito como uma das minhas principais opções, porém, este ano o que era uma certeza tornou-se uma dúvida.
Estou por dentro das diversas saídas profissionais mas preocupa-me um pouco o facto de ser um mundo saturado pela quantidade de finalistas todos os anos. Deram-me a ideia de que hoje em dia é super difícil trabalhar em firmas e que um advogado acaba por montar um pequeno escritório em casa, consegue pouca estabilidade e que há cada vez menos trabalho na área. Alguém me pode dar uma visão realista sobre como as coisas estão a funcionar? Gostaria também que me dessem uma visão do curso em si? O que devo esperar? Quais as maiores dificuldades e os pontos altos?
Quais as funções de um procurador?
Preocupa-me também o facto de ter poucos conhecimentos políticos, já sei que serão necessários ao longo do curso. É um entrave?
Obrigada desde já a quem me puder responder!
Olá!

Por ainda só ser estudante, não consigo dar uma visão com 100% de certeza do que se passa na vida prática/profissional do Direito, por isso vou saltar às tuas outras perguntas (até porque já acima falaram delas).

O que deves esperar do curso e quais as maiores dificuldades?

Bem, em primeiro, talvez exigência. Direito é um curso que exige um pouco de uma pessoa, ainda mais se pretenderes ser uma boa aluna, com isto quero dizer que um bom aluno é capaz de perceber, criticar e aplicar o conhecimento teórico que adquire, e quem apenas memoriza ou cabula (que acredita, é muito comum e relativamente fácil de o fazer) já não consegue fazer. É exigente porque vais ter que ler bastante (livros/manuais, artigos científicos, decisões de tribunais, etc.), enquadrar o que lês com a lei e aplicar tudo isso a situações concretas da vida (os chamados casos práticos, hipotéticos, etc.). Com isto não quero dizer que Direito é muito difícil, é exigente, é possível fazer tudo isto e ainda ter vida além disto.

Em segundo, injustiça. Parece um pouco irónico que um curso que socialmente vemos como estando tão ligado à justiça seja injusto, mas é. E isto também depende de faculdade para faculdade, ou de professor para professor, mas estou a generalizar um pouco. É injusto porque te vais esforçar bastante para ser boa aluna e arriscas-te a ter a mesma nota que alguém que se safou a colocar uns "auxiliares de memória" nos códigos (regra geral podemos levar códigos/livros com legislação para testes, exames, etc.), mas atenção que os professores não são burros, e por vezes alguns notam que o aluno cabulou e acabam por anular as provas. E também é injusto (e aqui depende muito da faculdade e do professor) porque te vais esforçar imenso, e recebes uma nota pela qual não estavas à espera, não por falta de conhecimento nem por teres algo errado ou incompleto (que também é muito comum) mas simplesmente por haverem professores que têm problemas com notas altas.

Em terceiro, teres que te conformar com áreas que não gostas. Mesmo que não gostes de certas áreas do Direito (por exemplo, Direito penal ou Direito da família) vais ter que te conformar com elas uma vez que elas são na sua maioria necessárias para a tua formação. Eu sei que isto não é único ao Direito, mas acontece muito, e tem um impacto no futuro. Imaginemos que alguém quer ser advogado, e não gostou de Direito penal. Para se ser advogado é necessário fazer o estágio e uma prova, e nessas é obrigatório um mínimo de participações em tribunal em matéria penal, e também se avalia Direito penal nessa prova. Mas isto é só um exemplo, e não quer dizer que aconteça a ti.

Quanto aos pontos altos, um deles é certamente o gostares de uma, ou mais, área(s) em específico. Quando gostas de uma área vais sentir mais curiosidade quanto àquele tema, e vais estudar com mais prazer e consegues ver aí uma oportunidade para a tua vida futura. Mas acho que os maiores pontos altos vêm após o curso, na tua carreira profissional.

O que é um procurador e o que faz?
Bem, um procurador é um magistrado (tal como os juízes, sendo estes os magistrados judiciais, e aqueles os magistrados do Ministério Público). Isto diferencia bastante o nosso sistema daqueles attorneys e prosecutors do sistema americano que costumamos ver nas séries e filmes, um procurador tem mesmo poder, já no sistema americano estão mais a par de igualdade com o advogado de defesa (isto em processo penal, que é o que normalmente se vê nas séries). De uma forma simples (muito, até!) o procurador é uma espécie de advogado da legalidade ou do Direito. Há casos em que um procurador pode defender o interesse do Estado, mas noutros até defender um interesse contrário, dependendo de qual a função que está a ter naquele caso concreto.

É verdade que a função com maior impacto é a função em matéria penal, é o procurador, enquanto agente do Ministério Público, que inicia o processo criminal, com acusação, recursos, etc., mas tem muitas mais funções. Por exemplo, um menor de idade é proprietário de um carro (que lhe foi deixado por herança), para que o pai o venda precisa antes da autorização do procurador que exerça funções no juízo de família e menores (e aqui não defende o interesse do Estado, mas sim do menor, que não pode exercê-lo, e até pode ser contrário ao efectivo interesse do menor). O Ministério Público tem uma aba com todas as suas funções no site (https://www.ministeriopublico.pt/), por isso, se tiveres interesse, pode sempre ir lá (até porque são demasiadas para as descrever aqui todas).

Quanto ao conhecimento político, pode ajudar em certas cadeiras, como Direito Constitucional, Administrativo, etc., mas é só ajudar. Há muita gente que não tem conhecimentos políticos prévios. Mas confesso que ter, nem que seja interesse, ajuda. Sem esquecer que estares actualizada com o panorama político por vezes beneficia, e até te pode ajudar em avaliações (por exemplo surgir num teste uma matéria que tem estado em discussão no panorama político), mas não é algo de todo necessário.

Boa sorte com a escolha, e se tiveres mais dúvidas, podes sempre perguntar!

(Usei alguma linguagem muito simplista para que alguém sem contacto com isto possa perceber melhor.)
 
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