E porque não pensar o impossivel ? Até prova em contrário até às teorias mais estranhas podem ser válidas. E não é por algo nos parecer estranho e incompreensível ( pouco plausível ) que não pode ser verdade
É novamente a falácia do apelo ao desconhecimento. Não discordo, em teoria, do que estás a dizer. Mas temos de ter em mente a plausibilidade das coisas quando as analisamos, caso contrário não chegamos a lado nenhum. Eu posso postular as coisas mais bizarras e dizer "ah, ainda não se provou que isto é absurdo, por isso pode ser perfeitamente válido", mas isso não me deixa mais próximo de saber o que quer que seja sobre o que quer que seja,
A filosofia também tem o seu lado literal e o @Alfa tem razão nesse aspecto. Apenas acho abordo os assuntos de formas menos literal pois mesmo tirandi excelente nota a filosofia não queri dar nenhuma calinada nesse aspecto eu até gosto quando o alfa apela às falácias, faz me lembrar das aulas de filosofia.
Eu não encaro a Filosofia como sendo puramente especulativa. A Filosofia é um empreendimento de procura de conhecimento e de verdade como qualquer outro. Tem muito em comum com a ciência e exige que, à semelhança do que se faz em ciência, se pense logicamente e se argumente com rigor e com base em algum tipo de evidência (se bem que não o mesmo tipo de evidência que a evidência científica). Não acho que isto torne as coisas menos interessantes ou profundas, pelo contrário.
É novamente a falácia do apelo ao desconhecimento. Não discordo, em teoria, do que estás a dizer. Mas temos de ter em mente a plausibilidade das coisas quando as analisamos, caso contrário não chegamos a lado nenhum. Eu posso postular as coisas mais bizarras e dizer "ah, ainda não se provou que isto é absurdo, por isso pode ser perfeitamente válido", mas isso não me deixa mais próximo de saber o que quer que seja sobre o que quer que seja,
Isso é totalmente diferente. A Fisica Quântica não era concebível. É diferente de não ser plausível.
E, naturalmente, o grau de plausibilidade das coisas muda com o conhecimento que temos. O que não significa que devamos, em qualquer caso, atribuir plausibilidade a hipóteses que não a têm. Temos de ser guiados pela evidência e não simplesmente especular de forma infundada.
Até as mais fortes teorias, consideradas fundamentadas e empíricas já foram derrubadas, sendo que eram extremamente plausíveis. Acho que o plausível chega a roçar às vezes o subjetivo.
Por isso algumas teorias ficam de fora na comunidade científica por isso, porque eles proprios como seres humanos não querem acreditar e acho que isso é o primeiro erro.
Até as mais fortes teorias, consideradas fundamentadas e empíricas já foram derrubadas, sendo que eram extremamente plausíveis. Acho que o plausível chega a roçar às vezes o subjetivo.
Por isso algumas teorias ficam de fora na comunidade científica por isso, porque eles proprios como seres humanos não querem acreditar e acho que isso é o primeiro erro.
Eu não concordo com isto, desculpa. Acho que as pessoas têm tendência a ver a ciência como uma coisa estanque e rígida e os cientistas como sendo pessoas de mente fechada a outro tipo de pensamento e isso não funciona assim.
E se houve teorias derrubadas foi porque a ciência e a forma científica de pensar as derrubou.
Eu não concordo com isto, desculpa. Acho que as pessoas têm tendência a ver a ciência como uma coisa estanque e rígida e os cientistas como sendo pessoas de mente fechada a outro tipo de pensamento e isso não funciona assim.
E se houve teorias derrubadas foi porque a ciência e a forma científica de pensar as derrubou.
Eu não vejo a ciência como algo estanque, daí a especulação. Por outro lado, haverá sempre pessoas céticas, afinal até os cientistas são humanos. Entendo, mas de certo modo condeno essas mentalidades.
É novamente a falácia do apelo ao desconhecimento. Não discordo, em teoria, do que estás a dizer. Mas temos de ter em mente a plausibilidade das coisas quando as analisamos, caso contrário não chegamos a lado nenhum. Eu posso postular as coisas mais bizarras e dizer "ah, ainda não se provou que isto é absurdo, por isso pode ser perfeitamente válido", mas isso não me deixa mais próximo de saber o que quer que seja sobre o que quer que seja,
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Eu não encaro a Filosofia como sendo puramente especulativa. A Filosofia é um empreendimento de procura de conhecimento e de verdade como qualquer outro. Tem muito em comum com a ciência e exige que, à semelhança do que se faz em ciência, se pense logicamente e se argumente com rigor e com base em algum tipo de evidência (se bem que não o mesmo tipo de evidência que a evidência científica). Não acho que isto torne as coisas menos interessantes ou profundas, pelo contrário.
Eu entendo que não estejamos de todo a argumentar com rigor pois não possuímos provas inequívocas do que estamos a dizer. Mas acho que a filosofia também deve ser especulativa daí existirem problemas filosóficos como estes. Quiçá um dia eu tenha argumentos rigorosos para argumentar o facto da mente ser extracorporal mas dependente da mente. Por agora apenas extrapolo.
Acho que a única coisa que podemos realmente saber é esta "Penso, logo existo."
Eu não vejo a ciência como algo estanque, daí a especulação. Por outro lado, haverá sempre pessoas céticas, afinal até os cientistas são humanos. Entendo, mas de certo modo condeno essas mentalidades.
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Eu entendo que não estejamos de todo a argumentar com rigor pois não possuímos provas inequívocas do que estamos a dizer. Mas acho que a filosofia também deve ser especulativa daí existirem problemas filosóficos como estes. Quiçá um dia eu tenha argumentos rigorosos para argumentar o facto da mente ser extracorporal mas dependente da mente. Por agora apenas extrapolo.
Acho que a única coisa que podemos realmente saber é esta "Penso, logo existo."
Então acho que estou no topico errado então eu vi um bocado aqui para extrapolar e esperar que alguém tivesse um bom argumento para ir contra a minha extrapolação e daí tentarmos chegar a um acordo em relação ao assunto.
Então acho que estou no topico errado então eu vi um bocado aqui para extrapolar e esperar que alguém tivesse um bom argumento para ir contra a minha extrapolação e daí tentarmos chegar a um acordo em relação ao assunto.
Certo, e isso é bom. A especulação pode fazer parte da Filosofia, o que é importante é que haja argumentos que a sustentem, caso contrário é só especular sem filosofar.
Certo, e isso é bom. A especulação pode fazer parte da Filosofia, o que é importante é que haja argumentos que a sustentem, caso contrário é só especular sem filosofar.
Verdade. Talvez tenha que voltar a ver os meus livros de filosofia na parte das falácias E também acho que acabamos com a questão desta maneira.
Alguém quer discutir por exemplo o efeito da evolução tecnológica nas nossas vidas, por exemplo tirar trabalho às pessoas e inteligência artificial? Acho que daria menos aso a especulações.
Outra pseudo-questão puramente linguística. Se por "som" queres dizer "vibrações mecânicas", então sim. Se por "som" queres dizer "experiência subjectiva de som vivida por um ser humano", então não. É um jogo de palavras, não é uma questão metafísica profunda.
Eu vou só intervir aqui, com a atitude do contra do costume, para destacar que ainda podemos encontrar aí uma questão metafísica profunda e pertinente, se quisermos. Haverá árvore, e floresta, e um meio mecânico (o ar) para vibrar, se não estiver lá ninguém (ou Ninguém...) para ouvir?
Obviamente, para sermos razoáveis e racionais, o princípio de que partimos na abordagem que fazemos do Mundo à nossa volta, mesmo a um nível instintivo, é a de que essa resposta não pode senão ser afirmativa. Mas parece-me filosoficamente pouco construtivo partirmos desse axioma sem sequer considerar as alternativas...
Eu vou só intervir aqui, com a atitude do contra do costume, para destacar que ainda podemos encontrar aí uma questão metafísica profunda e pertinente, se quisermos. Haverá árvore, e floresta, e um meio mecânico (o ar) para vibrar, se não estiver lá ninguém (ou Ninguém...) para ouvir?
Obviamente, para sermos razoáveis e racionais, o princípio de que partimos na abordagem que fazemos do Mundo à nossa volta, mesmo a um nível instintivo, é a de que essa resposta não pode senão ser afirmativa. Mas parece-me filosoficamente pouco construtivo partirmos desse axioma sem sequer considerar as alternativas...
Eu ADORAVA continuara especular a partir daí com o @NemoExNihilo. Até podemos falar do antes big bang se quiseres. Sendo que já vi que sabes bastante de física e e sou uma pessoa muito interessada no assunto!
Eu ADORAVA continuara especular a partir daí com o @NemoExNihilo. Até podemos falar do antes big bang se quiseres. Sendo que já vi que sabes bastante de física e e sou uma pessoa muito interessada no assunto!
Diria que, para uma discussão filosófica sobre a natureza (metafísica) das coisas quando não estão a ser observadas, o Big Bang (e o que quer que seja que possa, ou não, ter havido antes dele) são mais do que um bocadinho tangenciais, mas, se quiseres derivar para aí, talvez não fosse inteiramente desadequado existirem umas "Discussões Científicas" e falarmos disso nesse tópico.
É esse o efeito que tenho nas pessoas? Desculpa, nunca foi essa a minha intenção...
Diria que, para uma discussão filosófica sobre a natureza (metafísica) das coisas quando não estão a ser observadas, o Big Bang (e o que quer que seja que possa, ou não, ter havido antes dele) são mais do que um bocadinho tangenciais, mas, se quiseres derivar para aí, talvez não fosse inteiramente desadequado existirem umas "Discussões Científicas" e falarmos disso nesse tópico.
Se quiseres criamos, se não existe. Acho que há pessoas aqui neste topico que estariam mais bem enquadradas num topico assim, porque não precisamos de usar argumentos comprovados e podemos usar estudos que ainda estão a ser discutidos na comunidade científica.
Se quiseres criamos, se não existe. Acho que há pessoas aqui neste topico que estariam mais bem enquadradas num topico assim, porque não precisamos de usar argumentos comprovados e podemos usar estudos que ainda estão a ser discutidos na comunidade científica.
À pouco falaram sobre especulação e plausibilidade de teorias. Se eu falasse em teoria celular, darwinismo, teoria da deriva continental, ou até mesmo heliocentrismo, 4 séculos atrás, ia ser considerado ou burro ou bruxo.
Considero-me cético, sou ateu, e toda a base do que eu acredito é a ciência, que na minha opinião é a fonte mais fidedigna de conhecimento, uma vez que evolui ao longo do tempo, reconstruindo-se. Porém, não é por isso que ache outras formas de ver o mundo menos plausíveis. (Claro que há outras coisas que a ciência alcançou que são basicamente irrefutáveis)
Dando alguns exemplos, a alma, Deus, vida após a morte, são todos conceitos a que não temos praticamente nenhuma resposta. Mais especificamente falando de Deus, não há provas de que este exista como que este não exista. Cabe a cada um de nós decidirmos isso, e acreditar ou não que ele exista é tão plausível como o contrário! É muito importante conhecermos outros pontos de vista, pelo menos a meu ver.
À pouco falaram sobre especulação e plausibilidade de teorias. Se eu falasse em teoria celular, darwinismo, teoria da deriva continental, ou até mesmo heliocentrismo, 4 séculos atrás, ia ser considerado ou burro ou bruxo.
Considero-me cético, sou ateu, e toda a base do que eu acredito é a ciência, que na minha opinião é a fonte mais fidedigna de conhecimento, uma vez que evolui ao longo do tempo, reconstruindo-se. Porém, não é por isso que ache outras formas de ver o mundo menos plausíveis. (Claro que há outras coisas que a ciência alcançou que são basicamente irrefutáveis)
Dando alguns exemplos, a alma, Deus, vida após a morte, são todos conceitos a que não temos praticamente nenhuma resposta. Mais especificamente falando de Deus, não há provas de que este exista como que este não exista. Cabe a cada um de nós decidirmos isso, e acreditar ou não que ele exista é tão plausível como o contrário! É muito importante conhecermos outros pontos de vista, pelo menos a meu ver.
A ciência que se fez nessa altura, quando as teorias que mencionaste ainda não eram sequer sonhadas, também foi construída com base em raciocínios de plausibilidade. Aquilo que era plausível na altura não era aquilo que é plausível agora, mas isso não significa que nessa altura as pessoas fizessem especulação sem fundamento. Não é por agora termos chegado a teorias que há mil anos não eram plausíveis que de repente o que é plausível e o que não é deixa de ser um critério de investigação científica ou filosófica.
A ciência que se fez nessa altura, quando as teorias que mencionaste ainda não eram sequer sonhadas, também foi construída com base em raciocínios de plausibilidade. Aquilo que era plausível na altura não era aquilo que é plausível agora, mas isso não significa que nessa altura as pessoas fizessem especulação sem fundamento. Não é por agora termos chegado a teorias que há mil anos não eram plausíveis que de repente o que é plausível e o que não é deixa de ser um critério de investigação científica ou filosófica.
Quanto à Ciência, não comento, mas (dentro da vontade expressa por vossa interrogação de não começar outra discussão!) tenho mesmo de dizer que sujeitar a investigação filosófica a critérios de plausibilidade já me parece uma posição filosófica em si e não uma característica inalienável da Filosofia.
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