Discussões político-sócio-económicas

Em quem votarias nas eleições autárquicas 2021?

  • PS - Partido Socialista

    Votes: 0 0.0%
  • PPD/PSD - Partido Social Democrata

    Votes: 1 9.1%
  • PCP-PEV - Coligação Democrática Unitária

    Votes: 3 27.3%
  • BE - Bloco de Esquerda

    Votes: 3 27.3%
  • CDS-PP - Partido Popular

    Votes: 0 0.0%
  • PAN - Pessoas–Animais–Natureza

    Votes: 0 0.0%
  • IL - Iniciativa Liberal

    Votes: 2 18.2%
  • NC - Nós, Cidadãos!

    Votes: 0 0.0%
  • PCTP/MRPP - Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses

    Votes: 0 0.0%
  • PTP - Partido Trabalhista Português

    Votes: 0 0.0%
  • E - Ergue-te (ex-PNR - Partido Nacional Renovador)

    Votes: 0 0.0%
  • PDR - Partido Democrático Republicano

    Votes: 0 0.0%
  • MPT - Partido da Terra

    Votes: 0 0.0%
  • PURP - Partido Unido dos Reformados e Pensionistas

    Votes: 0 0.0%
  • L - LIVRE

    Votes: 1 9.1%
  • MAS - Movimento Alternativa Socialista

    Votes: 0 0.0%
  • PPM - Partido Popular Monárquico

    Votes: 0 0.0%
  • JPP - Juntos pelo Povo

    Votes: 0 0.0%
  • A - Aliança

    Votes: 0 0.0%
  • CH - Chega

    Votes: 1 9.1%
  • R.I.R. - Reagir Incluir Reciclar

    Votes: 0 0.0%
  • VP - Volt Portugal

    Votes: 0 0.0%

  • Total voters
    11

Teresa P.

👑 Membro Honorário
Apoiante Uniarea
Matrícula
14 Agosto 2019
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Curso
Serviço Social
RSI: mitos e factos, no país das desigualdades
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Colo também aqui um texto de opinião de Raquel Varela sobre os debates. Muito interessante.

"Já vivemos num país onde o debate foi entre Cunhal e Soares e os temas eram todos de estratégia política e económica da sociedade. Duravam um longo tempo e expunham-se ideias estructuradas. Claras. E desenvolvidas. Que país e que mundo? eram as questões. Agora são 30 minutos, cronometrados, e os temas são ou mentiras e desmentidos ou a opinião sobre o último acontecimento da conjuntura da última semana. Seguem-se duas horas de comentários, sem cronómetro, sobre o que acham que os candidatos teriam dito e “quem ganhou” - para que não restem dúvidas que se trata (também) de um modelo análogo aos concursos televisivos. Quem ganhou e quem perdeu, carregue no botão. Lazersfeld chegou aos EUA e disse a Adorno que nos debates e pesquisas as pessoas deviam escolher como escolhem sabonetes - com o botão de like e dislike. Adorno respondeu-lhe que isso não eram escolhas, mas espectáculo. Lazersfeld venceu - foi o “pai” das modernas campanhas norte-americanas.
Registo a dignidade com que alguns dos candidatos nestes debates tentaram estar neles, no meio do concorrente Big Brother Ventura, bom vendedor de sabonetes. Mas temo que o esforço tenha sido inglório. Portugal teve um dia Cunhal e Soares - porque teve uma revolução que pela primeira vez na vida abriu um caminho no novo e possível para um país neste canto finisterra. O mundo do trabalho teve poder e pensou um país, país que a sua burguesia histórica nunca ousou pensar. Sempre se contentaram em ser sócios menores de outros poderes. Debatia-se em 1975 futuro porque havia um futuro desenhado por gente humilde na sua maioria que disse que tinha um sonho- viver num país livre e igual.
Gostemos ou não das políticas que defenderam Cunhal e Soares ninguém pode ignorar que eram dirigentes políticos de grande cultura e de impacto e alcance mundial, que até nos seus erros eram admiráveis. Nenhum deles - à sua maneira - confiou nos trabalhadores que fizeram a revolução, a mesma revolução que lhes permitiu a oportunidade de se terem tornado grandes dirigentes políticos mundiais. Esse é enfim o busílis de toda a questão. A revolução derrotada. A razão porque nos tratam hoje como compradores de sabonetes. Não ter confiado (nem Cunhal nem
Soares) no mundo do trabalho em 74-75 trouxe-nos aqui - a esta longa e sistemática decadência nacional. Nunca se debateu estes dias uma única vez a ideia de país."
 
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tempus

Membro
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4 Agosto 2019
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33
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Comunicação Empresarial
"Quase metade dos portugueses (...)" eu não consigo ver o resto da notícia, mas acho que nem preciso... não me lembro de ter visto um referendo quanto à questão da prisão perpétua, muito menos um que implicasse a população INTEIRA de Portugal. Para dizer "metade dos portugueses" tem que se contar com TODOS os portugueses. Se poderes clarificar, ficaria agradecido.
Aproveitando para responder também ao @Wraak, logicamente que para ser preciso seria necessário como disseram, e bem, um referendo. No entanto, apesar de se tratar de uma amostra bastante reduzida é possível retirar algumas conclusões. Dos inquiridos mesmo aqueles que, na teoria, defendem valores contrários aos defendidos pelo AV, ou seja, a esquerda, defende com alguma expressão o regresso da pena de prisão perpétua (BE - 41%, PS - 38% e CDU - 35%), demonstrando assim que a prisão perpétua ultrapassa ideologias.
Já agora, uma pergunta para os apoiantes do André Ventura, não procuro atiçar nada, mas toda a gente que viu os debates, quer sejam de direita ou esquerda, deveriam julgar e sentir vergonha da maneira que o Ventura "debate", o que é que vocês acham?
Tirando o primeiro debate com o João Ferreira em que achei que realmente as interrupções passam o limite do razoável, os restantes debates foram aceitáveis.
Pelos vistos, és dos pouco que tem a coragem de assumir que vai votar no AV. Posso perguntar porque é que vais votar nele?
Identifico-me como liberal em termos económicos, logo até tenho mais afinidade pela IL nesse aspecto. No entanto a nível social identifico-me mais com o CH, a nível de segurança, imigração ou justiça. Como o CH está mais perto da IL a nível económico do que a IL do CH a nível social, está explicado o meu sentido de voto.
Nem me parecem ter vergonha, mas acho que também estamos a considerar uma pessoa em 17 votos no Ventura aqui no fórum, sendo que temos um total de 94 votos e só um grupo restrito de pessoas costuma discutir aqui; diria que o mais comum é o eleitorado do Chega não corresponder com a maioria dos membros do fórum, nem aos mais participativos.
É compreensível, este fórum é composto maioritariamente por users que partilham ideologias de esquerda. É saudável haver contraditório mas quando tens uma dezena de comentários que discordam da tua opinião é cansativo estar a responder aos mesmos, sabendo que na maioria das vezes irá se concordar em discordar.
Quem vota no AV não sabe o que ele defende. Leiam com atenção as alarvidades que o mesmo afirma e vejam com olhos de ver a realidade do nosso país.
Ou então sabe o que defende e vota na mesma por concordar com os ideais. Agora pessoas que desconhecem o programa do partido tens em todos os partidos, não é exclusivo de nenhum.
 
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Alchofras

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8 Dezembro 2016
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Curso
Engenharia Mecânica
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FEUP
@tempus então, para perceber, se concordas com a maioria das coisas que o Chega defende concordas com:

-o fim da escola pública
-dar mais autoridade aos professores na escola.
-fim do SNS
-castração química de pessoas
-confinamento/regras diferentes para pessoas com base na sua etnia
-fim do RSI
-ser contra o aborto e eutanásia (valores individuais)
-taxa única de 15% de impostos
E por aí fora, mas queria perceber se concordas com isto tudo, antes demais.

E, também, queria saber se te faz impressão ou se te incomóda:

-ser um partido com ligações à extrema-direita europeia, quando dizem que não sao de extrema-dir.
-ser um partido que defende e apoia gajos como Bolsonaro e Trump.
-ser um partido cujo financiamento é tudo menos transparente e ilegal (a reportagem da SIC provou isso mesmo, mas já era sabido)
-todos os conflitos, regra de rolha, quezílias dentro do partido
-o facto de haverem gajos que idolatram salazar, o salazarismo, o fascismo, ex membros do MDLP, terroristas, pessoas ligadas à extrema-dir (novamente) e ligadas a crimes e a homicídios de várias pessoas em Portugal, simplesmente porque não são iguais a elas.
-a estratégia deste tipo de partidos nas redes sociais e em qualquer confronto de ideias: uso de bots, manipulação de informação, mentiras e por aí fora...no fundo, desonestidade total.
-o facto de, curiosamente, muitas pessoas que adoram teorias de conspiração, nomeadamente sobre a pandemia por exemplo, escolherem o Chega como seu porto de abrigo (não é por acaso).
-o facto de teres um líder (que, no fundo é o partido) que escreveu na sua tese completamente o oposto do que disse e que, mesmo mais recentemente, já foi apanhado em inúmeras contradições, a maior na última votação das injeções de dinheiro para o NB, onde votou a favor, contra e até se absteve.

E muitas mais coisas, mas antes de discutir alguma coisa quero perceber se concordas com essas coisas ou o que valorizas realmente na vida política e na sociedade.
 

Alfa

#pdralfa 🌈
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2 Agosto 2015
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Já que se fala no tal partido, deixo aqui os primeiros dois episódios da reportagem que a SIC tem feito acerca do mesmo:


 

voidlessmind

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6 Junho 2019
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Sociologia
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Identifico-me como liberal em termos económicos, logo até tenho mais afinidade pela IL nesse aspecto. No entanto a nível social identifico-me mais com o CH, a nível de segurança, imigração ou justiça. Como o CH está mais perto da IL a nível económico do que a IL do CH a nível social, está explicado o meu sentido de voto.
Não é por mal tempus, cada um tem as suas visões do que acha correto, mas se te identificas como um liberal em termos económicos, não acho que o Ventura seja uma boa opção... Mesmo que concordes com algumas das coisas do Ventura, epa, há gente de esquerda que concorda com uma ou duas coisas que o Ventura diz, mas no geral, o seu programa e as coisas que ele diz, não têm cabimento nenhum. E isto não é uma coisa de "esquerda vs direita" porque nós não estamos nos EUA. Acredito que gente "puramente" da esquerda ou direita são uma quantidade MUITO pequena (pelo menos em Portugal). E infelizmente há uma "corrida às armas", porque cada vez que há extremismo de um lado, o seu oposto também vai crescer.

E eu, pessoalmente, não acho que não gostar do Ventura seja igual a não gostar do que é tradicional, conservador e até mesmo de carácter de "direita".
 
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23 Abril 2020
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Línguas e Humanidades (12ºAno)
Menos os alunos de qualquer estabelecimento de ensino, pessoas que querem ir à missa (claro que isso é uma prioridade...), pessoas que não conseguem estar em teletrabalho....
Importante referir que, no dia 13 de Março, quando os alunos foram todos para casa, nesse dia registou-se 53 casos de Covid. Hoje, exatamente 10 meses depois, registou-se 10500 casos e 156 mortos. E, mesmo com este número, no mínimo, preocupante, as escolas, igrejas e isso vão continuar abertas.

Just a fact.
 

David1154

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18 Junho 2018
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Curso
Hello world
Menos os alunos de qualquer estabelecimento de ensino, pessoas que querem ir à missa (claro que isso é uma prioridade...), pessoas que não conseguem estar em teletrabalho....
Eu sou apologista, neste momento, da adopção do regime à distância para quem já tenha autonomia suficiente para ficar em casa. Contudo, todos nós sabemos que o contágio não acontece dentro das salas de aula mas sim no convívio extra escola. Como é lógico, não é possível ter um fiscal a cada esquina para averiguar se as normas estão a ser cumpridas, todos nós temos de ter essa consciência e o que cabe ao governo, na minha opinião, é consciencializar todos do que é necessário fazer (e acho que já é claro o suficiente para todos, simplesmente não querem saber). Tirando o eventual aglomerar de estudantes nos exames penso que, no geral, a escola é segura e acho também que, no geral, foi feito o suficiente para assegurar isso. Infelizmente por uns pagam todos mas, sem dúvida, que o ensino à distância seria algo importante neste momento.
 

voidlessmind

Simp da Uniarea
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6 Junho 2019
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Sociologia
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ISCTE
Importante referir que, no dia 13 de Março, quando os alunos foram todos para casa, nesse dia registou-se 53 casos de Covid. Hoje, exatamente 10 meses depois, registou-se 10500 casos e 156 mortos. E, mesmo com este número, no mínimo, preocupante, as escolas, igrejas e isso vão continuar abertas.

Just a fact.
O que eu acho extremamente estúpido, especialmente o facto de as igrejas estarem abertas... pensava que vivíamos num Estado Laico, mas pronto. E isto das escolas é um absurdo, quer sejam primárias, secundárias ou estabelecimentos de ensino superior. O ensino pode ser feito à distância, é uma opção. Sendo que, de qualquer maneira, as pessoas estão em regimes parciais de presencias/online. Não há fundamentos nenhuns para isto... é querer passar a pandemia e voltar à normalidade enquanto que a situação se vai agravando.

Lembro-me de estar na escola ainda quando se soube do primeiro caso, era tudo a ver as notícias e a entrar em pânico e toda a gente seguiu as regras, isto com poucos casos... agora estamos a 10.000 casos diários e não se vê esforços nenhuns para conter os números, quer seja pela parte da população e pelo governo também, enfim.
 

Gonçalo Santos Silva

Politécnicos Advocate
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4 Junho 2016
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Farmácia
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ou estabelecimentos de ensino superior.
É aqui que eu faço uma objeção. Tudo que envolva teorias e coisas teóricas pode ser em casa no problem, mas cursos como o meu e semelhantes necessitam de aulas laboratoriais as quais ou são presenciais ou mais vale nem ter porque a ver fazer em casa não se aprende. Eu gostava que o pessoal do governo tivesse a decência de fazer essas distinções e confinar o ensino superior salvo exceções tais como esta mas está mais que visto que eles ou confinam todos ou não confinam ninguém.
 

Edgar H

Mod Secretos
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Moderador
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1 Outubro 2018
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O que eu acho extremamente estúpido, especialmente o facto de as igrejas estarem abertas... pensava que vivíamos num Estado Laico, mas pronto. E isto das escolas é um absurdo, quer sejam primárias, secundárias ou estabelecimentos de ensino superior. O ensino pode ser feito à distância, é uma opção. Sendo que, de qualquer maneira, as pessoas estão em regimes parciais de presencias/online. Não há fundamentos nenhuns para isto... é querer passar a pandemia e voltar à normalidade enquanto que a situação se vai agravando.

Lembro-me de estar na escola ainda quando se soube do primeiro caso, era tudo a ver as notícias e a entrar em pânico e toda a gente seguiu as regras, isto com poucos casos... agora estamos a 10.000 casos diários e não se vê esforços nenhuns para conter os números, quer seja pela parte da população e pelo governo também, enfim.
Fazes aqui umas "acusações" que não fazem tanto sentido, assim.

O Estado continua a ser laico, independentemente de permitir celebrações religiosas. É respeitar a fé das pessoas. Podemos é discutir, se na situação atual, não deveriam ser feitas à distância, mas isso é outra "coisa".
Existe diferença entre o 3ºciclo/secundário e os ciclos anteriores. Uma delas é a idade, porque se pressupõe que uma criança, até aos 12 anos, tem de ficar acompanhada em casa por alguém responsável. Por essa razão, é que o Estado teria de assegurar compensações aos país que teriam de ficar com os filhos. Além disso, o ensino à distância não é igual ao presencial, por diversos fatores (agravamento das desigualdades de acesso ao ensino e diminuição do aproveitamento escolar, por exemplo). No ensino superior, devia ser realçada a autonomia das instituições do ES na decisão deste assunto. Ficando a cargo de cada uma, permitiria fazer a análise apontada pelo @Gonçalo Santos Silva 👍 . É o que vai acabar por acontecer, mas um pouco contra a tutela.

Confinamentos como o do ano passado apenas são impossíveis. Não temos estrutura económica para isso (nem para primeiro tivemos).
Eu entendo a tua revolta, acabam por não ser medidas muito severas, mas não é tão simples como "não há fundamentos nenhuns".
Disclaimer: Eu não estou a dizer que concordo, ou discordo, das medidas, apenas a expor que, na minha opinião, não é tão simples assim.

Editado para clarificar um dos argumentos.
 
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voidlessmind

Simp da Uniarea
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6 Junho 2019
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Fazes aqui umas "acusações" que não fazem tanto sentido, assim.

O Estado continua a ser laico, independentemente de permitir celebrações religiosas. É respeitar a fé das pessoas. Podemos é discutir, se na situação atual, não deveriam ser feitas à distância, mas isso é outra "coisa".
Existe diferença entre o 3ºciclo/secundário e os ciclos anteriores. Uma delas é a idade, porque se pressupõe que uma criança, até aos 12 anos, tem de ficar acompanhada em casa por alguém responsável. Por essa razão, é que o Estado teria de assegurar compensações aos país que teriam de ficar com os filhos. Além disso, o ensino à distância não é igual ao presencial, por diversos fatores (agravamento das desigualdades de acesso ao ensino e diminuição do aproveitamento escolar, por exemplo). No ensino superior, devia ser realçada a autonomia das instituições do ES na decisão deste assunto. Ficando a cargo de cada uma, permitiria fazer a análise apontada pelo @Gonçalo Santos Silva 👍 . É o que vai acabar por acontecer, mas um pouco contra a tutela.

Confinamentos como o do ano passado apenas são impossíveis. Não temos estrutura económica para isso (nem para primeiro tivemos).
Eu entendo a tua revolta, acabam por não ser medidas muito severas, mas não é tão simples como "não há fundamentos nenhuns".
Disclaimer: Eu não estou a dizer que concordo, ou discordo, das medidas, apenas a expor que, na minha opinião, não é tão simples assim.

Editado para clarificar um dos argumentos.
Acho que deu para reparar que o meu primeiro argumento era uma hipérbole... claro que o Estado ainda continua a ser laico, mas não é a primeira vez que fazem isto. No Natal e no Ano Novo foi a mesma coisa, um desses eventos teve menos restrições, o que depois viu-se a bela porcaria que fez. E claro que o ensino à distância não é igual, e quem não tem possibilidades devia ter a opção de acompanhar através da internet. Agora, há muita gente que quer ir só porque prefere o ambiente do "campus" e de estar ali presencialmente, ou, porque estão cansados de estar em casa. Eu acho que isso é tremendamente irresponsável, entendo que isto está a afetar a saúde mental de certas pessoas, mas há melhores meios para se contornar isto do que ter que estar ali presencialmente. E sim, o Gonçalo tem razão nesse aspeto, por isso, reitero o meu comentário "Os estabelecimentos de ensino não deviam estar disponíveis a quem não precisa deles absolutamente."

E eu sei não é tão simples assim, peço desculpa se o fiz assim parecer, mas há muitas coisas que podiam ser feitas de maneira diferente e melhor.

Ninguém quer a vida estagnada, como é óbvio, e isso não vai acontecer, agora... desde que a pandemia começou, há muita gente a meter o "individuo" acima da comunidade, é um festival de egoísmo e individualismo extremo.
 

Tiago89

Membro Dux
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15 Novembro 2015
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Confesso que sempre achei uma hipocrisia o estado português se afirmar laico. Feriados e feriados católicos ao longo de todo o ano, tolerância aos funcionários públicos em visitas do papa a Portugal, o mediatismo do natal, etc. Já sei que o estado não se opõe a nenhuma religião, Portugal não é propriamente a Arábia Saudita que é um país obrigatoriamente muçulmano (mais concretamente sunita), em que seguem a Sharia, por isso custa-me fazer esta critica ao estado português mas a o Catolicismo tem algum impacto no país. A minha crítica pode ser injusta, mas é o que penso.
 
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Alexandra S.

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Ariana_

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Tudo que envolva teorias e coisas teóricas pode ser em casa no problem, mas cursos como o meu e semelhantes necessitam de aulas laboratoriais as quais ou são presenciais ou mais vale nem ter porque a ver fazer em casa não se aprende. Eu gostava que o pessoal do governo tivesse a decência de fazer essas distinções e confinar o ensino superior salvo exceções tais como esta mas está mais que visto que eles ou confinam todos ou não confinam ninguém.
Permite-me discordar um pouco do que dizes e dizer apenas: depende dos casos. Eu tenho disciplinas teóricas que, mesmo sendo teóricas, não implicam a dispensa da consulta de documentos que não estão acessíveis ao público em geral, por exemplo, cadeiras em que para fazer determinado trabalho ou para aprender sobre determinado assunto, é necessária a consulta de documentos demasiado antigos, que não estão fac-similados. Portanto, por muito que as aulas até pudessem passar maioritariamente para um ensino à distância (neste momento estão em 50/50 na FLUL), os alunos deveriam continuar a poder aceder às bibliotecas/arquivos (e esta questão é ainda mais visível a nível dos mestrados). Por isso, eu não faria uma avaliação tão linear entre disciplinas teóricas/práticas, porque seria necessária uma análise um bocado mais detalhada. Acho que a ideia do ensino misto não é completamente má, mas acho que faltam opções para os alunos que efectivamente precisam ficar em casa.

No Natal e no Ano Novo foi a mesma coisa, um desses eventos teve menos restrições, o que depois viu-se a bela porcaria que fez.
Não acho que a decisão do Estado se tenha pautado puramente com base na religião. Muitas famílias não-religiosas celebram o Natal na mesma e enquanto que o Natal é normalmente uma tradição de família, o Ano Novo é muitas vezes uma ocasião social, em que as pessoas até iam para outras cidades celebrar, enquanto que no Natal, normalmente fica tudo em casas da família. Se as medidas acabaram por não correr bem? Claro que sim, mas acho pouco prudente argumentar que as medidas foram decididas com base numa questão "religiosa".
Agora, há muita gente que quer ir só porque prefere o ambiente do "campus" e de estar ali presencialmente, ou, porque estão cansados de estar em casa. Eu acho que isso é tremendamente irresponsável, entendo que isto está a afetar a saúde mental de certas pessoas, mas há melhores meios para se contornar isto do que ter que estar ali presencialmente.
Certo, tens pessoas irresponsáveis em todo o lado, não só dentro do ambiente escolar, mas acho que estás a ser pouco sensível às pessoas que não conseguem ter aulas online. Porque não têm computador pessoal, porque não têm internet em casa e isso não é assim tão comum na universidade, mas continua a acontecer. Aliás, as universidades não tomaram a decisão de fechar porque o contágio habitualmente não ocorre dentro das faculdades, sendo estas até ambientes super seguros porque está tudo de máscara, há desinfectantes por todo o lado e as salas são também limpas. Há melhorias a fazer? Sim, é grave enfiarem demasiados alunos em sala, etc, mas são casos pontuais. Não acho que encerrar seja a medida mais óbvia, até porque teríamos de analisar determinadas características dos cursos.

Eu vou fazer um estágio curricular para poder terminar a minha licenciatura, que não pode ser totalmente à distância, nem o estágio, nem o acompanhamento do mesmo. Se a faculdade encerra, o centro de investigação onde estou a estagiar (e todos os outros, já agora), são obrigados a encerrar e o meu estágio é anulado, portanto, deixo de conseguir concluir a licenciatura. Não acho que isto seja um drama comparado com a situação pandémica grave, mas se as faculdades são espaços seguros, acho que o que devemos lutar é para que se ofereçam condições para que os alunos possam estar lá e os que não possam estar tenham também oportunidade de ter aulas. O mais perigoso são os contactos fora das aulas, que cabem à responsabilidade dos alunos e os transportes, mas dado que uma boa parte das pessoas vai ficar em casa, os transportes não devem ter a mesma afluência.
 

Gonçalo Santos Silva

Politécnicos Advocate
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4 Junho 2016
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Permite-me discordar um pouco do que dizes e dizer apenas: depende dos casos. Eu tenho disciplinas teóricas que, mesmo sendo teóricas, não implicam a dispensa da consulta de documentos que não estão acessíveis ao público em geral, por exemplo, cadeiras em que para fazer determinado trabalho ou para aprender sobre determinado assunto, é necessária a consulta de documentos demasiado antigos, que não estão fac-similados. Portanto, por muito que as aulas até pudessem passar maioritariamente para um ensino à distância (neste momento estão em 50/50 na FLUL), os alunos deveriam continuar a poder aceder às bibliotecas/arquivos (e esta questão é ainda mais visível a nível dos mestrados). Por isso, eu não faria uma avaliação tão linear entre disciplinas teóricas/práticas, porque seria necessária uma análise um bocado mais detalhada. Acho que a ideia do ensino misto não é completamente má, mas acho que faltam opções para os alunos que efectivamente precisam ficar em casa.
Sim, eu generalizei um bocado dado que não sei as realidades de todos os cursos do país e concordo contigo, o ano passado tive uma cadeira de estatística que estava classificada como "prática" e no entanto bem se fez em casa sem qualquer problema dado que aquilo era basicamente fazer exercícios. As cadeiras teriam que ser analisadas caso a caso e isso seria possível de fazer se, tal como o Edgar sugeriu, dessem autonomia às faculdades para decidirem se querem e quais querem mandar para regime à distância e assim só dependeria do bom senso de quem manda de analisar a situação.
 
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Ariana_

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26 Junho 2017
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Estudos Artísticos
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Sim, eu generalizei um bocado dado que não sei as realidades de todos os cursos do país e concordo contigo, o ano passado tive uma cadeira de estatística que estava classificada como "prática" e no entanto bem se fez em casa sem qualquer problema dado que aquilo era basicamente fazer exercícios. As cadeiras teriam que ser analisadas caso a caso e isso seria possível de fazer se, tal como o Edgar sugeriu, dessem autonomia às faculdades para decidirem se querem e quais querem mandar para regime à distância e assim só dependeria do bom senso de quem manda de analisar a situação.
Mas as faculdades têm neste momento autonomia para pensarem nisso, simplesmente não querem é perder tempo com isso. Dado que há regime misto, cabe às faculdades decidirem como o aplicam, a maioria não quer é investir tempo a pensar num modelo mais eficaz que o que temos agora 😣 Por exemplo, eu tive uma cadeira este semestre toda feita por Zoom e correu tudo bem, o prof disponibilizou aulas e a bibliografia que era necessária, não faltou nada.
 

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