Discussões político-sócio-económicas

Em quem votarias nas eleições autárquicas 2021?

  • PS - Partido Socialista

    Votes: 0 0.0%
  • PPD/PSD - Partido Social Democrata

    Votes: 2 15.4%
  • PCP-PEV - Coligação Democrática Unitária

    Votes: 3 23.1%
  • BE - Bloco de Esquerda

    Votes: 3 23.1%
  • CDS-PP - Partido Popular

    Votes: 0 0.0%
  • PAN - Pessoas–Animais–Natureza

    Votes: 0 0.0%
  • IL - Iniciativa Liberal

    Votes: 2 15.4%
  • NC - Nós, Cidadãos!

    Votes: 0 0.0%
  • PCTP/MRPP - Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses

    Votes: 0 0.0%
  • PTP - Partido Trabalhista Português

    Votes: 0 0.0%
  • E - Ergue-te (ex-PNR - Partido Nacional Renovador)

    Votes: 0 0.0%
  • PDR - Partido Democrático Republicano

    Votes: 0 0.0%
  • MPT - Partido da Terra

    Votes: 0 0.0%
  • PURP - Partido Unido dos Reformados e Pensionistas

    Votes: 0 0.0%
  • L - LIVRE

    Votes: 2 15.4%
  • MAS - Movimento Alternativa Socialista

    Votes: 0 0.0%
  • PPM - Partido Popular Monárquico

    Votes: 0 0.0%
  • JPP - Juntos pelo Povo

    Votes: 0 0.0%
  • A - Aliança

    Votes: 0 0.0%
  • CH - Chega

    Votes: 1 7.7%
  • R.I.R. - Reagir Incluir Reciclar

    Votes: 0 0.0%
  • VP - Volt Portugal

    Votes: 0 0.0%

  • Total voters
    13

Tiago89

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15 Novembro 2015
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voidlessmind

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6 Junho 2019
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Sociologia
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Isso é porque ainda não contaram os votos todos, houve clara fraude. O Tino ainda pode ganhar se conseguir Florida e Nevada
Os votos para o Tino não foram apontados no boletim de voto, foram usadas pedras que ainda estão a ser contadas numa praia aí qualquer.
 

marina c

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19 Maio 2018
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Enfermagem
Considero o PAN como um partido de esquerda, o que segundo as tuas contas levaria a uma estagnação da mesma nos 53,2%. Por outro lado, a direita passaria de 36,9% para 40% o que equivaleria a um crescimento de 3,1%.

E mesmo na sondagem que enviaste, fazendo agora as contas, a esquerda decresceria em 1,2% e a direita cresceria em 1% o que não deixa de ser corresponder a um crescimento da direita ou a uma perda de expressão da esquerda, como cada um preferir interpretar.
O Pan tem tudo menos esquerda
Mensagem fundida automaticamente:

Vamos lá ver o que isto da vacina da Astrazeneca dá, a minha mãe já tomou a primeira dose dessa vacina porque trabalha numa escola.
eu levei a Pfizer em dezembro e a 2ª dose foi mesmo dose! Tive q levar uma injeção para as dores q me apanhavam o braço e irradiavam até meio das costas e fui fazer o turno da tarde mas sempre com dores depois passou
 

Tiago89

Membro Dux
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15 Novembro 2015
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As pessoas que levaram a primeira dose da AstraZeneca e têm menos de 60 anos vão levar a segunda dose? (Em estou a falar de Portugal).
 
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Wraak

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5 Dezembro 2015
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Algures na Europa
As pessoas que levaram a primeira dose da AstraZeneca e têm menos de 60 anos vão levar a segunda dose? (Em estou a falar de Portugal).
Sim mas de outra empresa. Pelo menos na Madeira já foi anunciado que será esse o caso (as segundas doses serão da Pfizer) e na França estão a seguir um esquema semelhante.
 
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_André_

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4 Março 2021
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Sim mas de outra empresa. Pelo menos na Madeira já foi anunciado que será esse o caso (as segundas doses serão da Pfizer) e na França estão a seguir um esquema semelhante.
Será que o facto de tomar várias vacinas de fornecedoras diferentes não trará consequências? I mean, foram feitas de maneiras diferentes, cada uma delas com certas especificações, não sei até que ponto é bom misturá-las XD
 
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Tiago89

Membro Dux
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15 Novembro 2015
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Sim mas de outra empresa. Pelo menos na Madeira já foi anunciado que será esse o caso (as segundas doses serão da Pfizer) e na França estão a seguir um esquema semelhante.
Ah, ok. É que a minha mãe tem 57 anos e levou essa vacina, daqui a 3 meses tem que levar a segunda dose.
 

voidlessmind

Simp da Uniarea
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Sociologia
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ISCTE
Será que o facto de tomar várias vacinas de fornecedoras diferentes não trará consequências? I mean, foram feitas de maneiras diferentes, cada uma delas com certas especificações, não sei até que ponto é bom misturá-las XD
" Neste momento estão em desenvolvimento pelo mundo inteiro mais de 200 vacinas contra a COVID-19, vacinas que envolvem oito plataformas de tecnologia diferentes, desde as mais inovadoras com material genético, como ADN ou o mensageiro RNA, até às variedades clássicas desenvolvidas a partir de versões inativadas do coronavírus." Source: Devemos Tomar Mais do que Um Tipo de Vacina Contra a COVID-19?

Presumo eu, alguém que não tem experiência nenhuma em medicina, que a maneira em que são feitas sejam similares e que apesar de diferentes não causem algum tipo de "catástrofe" dentro do corpo do recipiente. Não sei se a Pfizer e a AstraZeneca são do mesmo tipo, mas suspeito que os profissionais tenham conhecimento sobre isso...
 

_André_

Membro
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4 Março 2021
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" Neste momento estão em desenvolvimento pelo mundo inteiro mais de 200 vacinas contra a COVID-19, vacinas que envolvem oito plataformas de tecnologia diferentes, desde as mais inovadoras com material genético, como ADN ou o mensageiro RNA, até às variedades clássicas desenvolvidas a partir de versões inativadas do coronavírus." Source: Devemos Tomar Mais do que Um Tipo de Vacina Contra a COVID-19?

Presumo eu, alguém que não tem experiência nenhuma em medicina, que a maneira em que são feitas sejam similares e que apesar de diferentes não causem algum tipo de "catástrofe" dentro do corpo do recipiente. Não sei se a Pfizer e a AstraZeneca são do mesmo tipo, mas suspeito que os profissionais tenham conhecimento sobre isso...
Concordo, eles devem saber, fui fazer uma pesquisa rápida relativamente a elas e confirma-se que não são do mesmo tipo.

" The Oxford-AstraZeneca vaccine is based on the virus’s genetic instructions for building the spike protein. But unlike the Pfizer-BioNTech and Moderna vaccines, which store the instructions in single-stranded RNA, the Oxford vaccine uses double-stranded DNA"

How the Oxford-AstraZeneca Vaccine Works

Esperemos que não haja problemas severos ao tomar vacinas de diferentes construções.
 
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Andreia C.

Membro Catedrático
Especialista
Enfermagem & Biologia
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12 Outubro 2016
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Curso
Enfermagem - Oficialmente Enfermeira? Diz que sim.
Não sou um profissional de saúde. Posso apenas dizer que é normal existir este tipo de polémica nesta altura, tanto por a ciência das vacinas contra a COVID-19 ser recente como por o tema se encontrar bastante politizado. Algumas das coisas que se ouvem serão certamente desinformação, outras são parte integrante normal do processo. Continuarei a seguir o conselho dos especialistas, como de resto farei em relação a todos os outros assuntos ligados a esta pandemia.
Eu pessoalmente acho que se há duvida não devia ser administrada como primeira opção até se ter mais certezas até porque de momento existem outras vacinas que podem ser administradas no lugar da AstraZeneca, não é como se fosse a única opção.
Vou deixar a minha opinião enquanto profissional de saúde e cidadã.
Esta situação foi extremamente politizada, como disse o @Alfa, mas também advém de lutas na indústria. Não gosto de enveredar por estes caminhos, visto que este meu argumento (que apresentarei) é utilizado por muitos, mas de modo nocivo, descreditando até o meu trabalho, contudo, a verdade é que estamos a falar de um negócio que gera biliões, se não mais. Isto não quer dizer que não exista segurança e vou explicar melhor onde me centro nisto tudo.

A vacina da AstraZeneca foi, desde logo, "atacada". Se bem se lembram, passou à frente da Pfizer e de outros laboratórios de quem se esperava muito. Se bem me lembro, foi dos primeiros a entrar em estudos clínicos. Foi também o primeiro laboratório a ter, publicamente, problemas. E sublinho publicamente; eles sempre foram transparentes (a meu ver) no processo, numa altura crítica, onde falhar, ter erros, ter problemas e grandes efeitos, era essencialmente falhar.
Não foi há muito tempo que a Astra esteve sob escrutínio relativamente aos relatórios. Para quem não se lembra, era dito que não tinham apresentado os relatórios mais recentes e isto e aquilo, mas vejam, eles não apresentaram relatórios com diferença de dias ou semanas... com diferenças qb de grandes, sim, mas era o mesmo que o vosso professor vos pedir 1 relatório, vocês lhe darem esse mesmo relatório, enquanto continuam pesquisa e ele alegar que não era o relatório mais recente; ora, isto não é mentira, não é esconder, é só que o trabalho continua. Infelizmente a imprensa muitas vezes não tem este know how e às vezes não lhes interessa ter, porque a verdade é que títulos sensacionalistas vendem mais.
Desde logo a Astra esteve sempre sob maior vigilância. Porque é isto que acontece. Eles foram imensamente públicos and it backfired. Nem sempre dar tudo ao público é bom; a maioria da população mundial não tem literacia para entender estas coisas.

Falemos do risco tromboembólico:
WhatsApp Image 2021-04-09 at 09.28.07.jpeg
Lamento a imagem ser tão grande, mas acho importante.

A COVID tem, de acordo com a imagem (cuja fonte é desconhecida, mas cujos dados estão corretos - eu verifiquei) um risco de 16,5% de eventos tromboembólicos (ETE) - existem estudos que falam de uma percentagem tão alta quanto 56%.
A maioria dos eventos tromboembólicos relacionados com a vacina da AstraZeneca (ou Vaxzevria) ocorrem em mulheres com menos de 55 anos de idade - se quissemos muito podiamos, sei lá... por aqui a hipótese de estas mulheres estarem em idade fértil ou no início da menopausa, provavelmente a fazer contracetivos o que, sei lá... talvez possa aumentar o risco tromboembólico?? idk...
A Pfizer foi inteligente (não fosse a Pfizer ser a Pfizer...) e eles disseram que efeitos como os tromboembólicos seriam eventos relacionados com a doença. O que está mais que correto, atenção. A ocorrência de um ETE, a não ser que comprovadamente ocorra com uma proporção mais elevada, é o que é.
Para mais, deixem-me que vos diga, mas todo e qualquer injetável tem um risco tromboembólico. É mínimo, mas existe.

A EMA, a DGS, o Infarmed e outras estruturas reguladoras do medicamento:
A EMA fez o seu trabalho e concluiu que, existindo um risco tromboembólico, este não comporta tanto peso, como comporta a não administração da vacina.
Isto é válido para tudo: eu tomo medicação que, como tudo na vida, tem riscos, mas eu considero que os benefícios ultrapassam os riscos; por exemplo, eu piquei-me em estágio e na altura foi-me explicado que, profilaticamente, poderia começar a tomar antirretrovirais (medicamentos contra o HIV, mostly - não são cura, atenção), pois podia ter estado exposta (situação específica em que o doente não quis fazer análises). Foi-me muito bem explicado que aqueles medicamentos comportavam riscos como: náuseas intensas e potencial dano hepático. Eu pesei as duas moedinhas e disse: que se dane as náuseas, se tiver danos hepáticos depois lido com isso, mas prefiro assim do que ficar posteriormente infetada com uma doença que me pode danificar com muito maior certeza.
Todos os dias temos pessoas que fumam, sabendo de entre todos os fumadores, 10-15% têm cancro pulmonar (e outros tantos têm outros tipos de cancro e quase todos terão uma forma de comprometimento respiratório).

É preciso que a comunicação social chegue de modo correto às pessoas.
Ainda ontem vim uma notícia de um jornal online cuja headline era algo como: "morreu doente cardíaca vacinada contra a covid. ARSN aguarda autópsia" isto é extremamente parvo, por falta de outra palavra; podia estar escrito de tanta maneira. Podia nem estar escrito, mas neste momento são estas as notícias que dão dinheiro, mas que também tornam o meu trabalho - e de tantos outros profissionais de saúde - incrivelmente difícil. A senhora pode até ter morrido da sua suscetibilidade cardíaca, não sabemos.

As pessoas que levaram a primeira dose da AstraZeneca e têm menos de 60 anos vão levar a segunda dose? (Em estou a falar de Portugal).
Sim mas de outra empresa. Pelo menos na Madeira já foi anunciado que será esse o caso (as segundas doses serão da Pfizer) e na França estão a seguir um esquema semelhante.
Será que o facto de tomar várias vacinas de fornecedoras diferentes não trará consequências? I mean, foram feitas de maneiras diferentes, cada uma delas com certas especificações, não sei até que ponto é bom misturá-las XD
" Neste momento estão em desenvolvimento pelo mundo inteiro mais de 200 vacinas contra a COVID-19, vacinas que envolvem oito plataformas de tecnologia diferentes, desde as mais inovadoras com material genético, como ADN ou o mensageiro RNA, até às variedades clássicas desenvolvidas a partir de versões inativadas do coronavírus." Source: Devemos Tomar Mais do que Um Tipo de Vacina Contra a COVID-19?

Presumo eu, alguém que não tem experiência nenhuma em medicina, que a maneira em que são feitas sejam similares e que apesar de diferentes não causem algum tipo de "catástrofe" dentro do corpo do recipiente. Não sei se a Pfizer e a AstraZeneca são do mesmo tipo, mas suspeito que os profissionais tenham conhecimento sobre isso...
Concordo, eles devem saber, fui fazer uma pesquisa rápida relativamente a elas e confirma-se que não são do mesmo tipo.

" The Oxford-AstraZeneca vaccine is based on the virus’s genetic instructions for building the spike protein. But unlike the Pfizer-BioNTech and Moderna vaccines, which store the instructions in single-stranded RNA, the Oxford vaccine uses double-stranded DNA"

How the Oxford-AstraZeneca Vaccine Works

Esperemos que não haja problemas severos ao tomar vacinas de diferentes construções.
Neste momento o "crossover" entre vacinas é algo ainda em estudo, mas sim, elas são bastante parecidas. E os estudos indicam que a proteção continua a estar lá. Idealmente seria da mesma vacina, porque o corpo reconhece o que a primeira dose fez e replica, mas enfim, agora temos mesmo de ver.
A verdade é que isto vem causar alguns constrangimentos... Mas pronto, adapt and overcome I guess...
 
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_André_

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4 Março 2021
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Concordo que a Astra tenha sido colocada e queimada em praça pública, especialmente após a divulgação destas adversidades. No entanto, as pessoas só começaram a disparatar porque se trata de uma vacina acabada de chegar e não existe confiança nela e escusado será dizer tal como a Andreia disse , os efeitos secundários que nós não sabemos porque não foram revelados, de todas as vacinas já criadas.

Todos os medicamentos têm efeitos secundários , muitos deles utilizados regularmente pela população, se não ou mais graves que estes coágulos sanguíneos da vacina..

Por exemplo, os efeitos graves dos seguintes medicamentos Visão | Assustado com efeitos secundários da vacina da AstraZeneca? Então veja a lista dos do paracetamol, ibuprofeno, Viagra e pílula
Efeito secundário muito raro (<1/100.000) da vacina da Astrazeneca: coágulos no sangue

Efeitos secundários muito raros (<1/10.000) do ibuprofeno: palpitações, insuficiência cardíaca, enfarte do miocárdio e edema pulmonar agudo.

Efeitos secundários muito raros (<1/10.000) do paracetamol: asma analgésica, trombocitopenia (redução de plaquetas no sangue), dispneia, acessos de sudação, náuseas, queda da tensão arterial, choque

Efeitos secundários raros (≥1/10.000, <1/1.000) do Viagra: morte súbita, enfarte do miocárdio e arritmia ventricular.

Efeitos secundários raros (≥1/10.000, <1/1.000) da pílula contracetiva: tromboembolismo venoso e tromboembolismo arterial.
 

Andreia C.

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Enfermagem - Oficialmente Enfermeira? Diz que sim.
Concordo que a Astra tenha sido colocada e queimada em praça pública, especialmente após a divulgação destas adversidades. No entanto, as pessoas só começaram a disparatar porque se trata de uma vacina acabada de chegar e não existe confiança nela e escusado será dizer tal como a Andreia disse , os efeitos secundários que nós não sabemos porque não foram revelados, de todas as vacinas já criadas.

Todos os medicamentos têm efeitos secundários , muitos deles utilizados regularmente pela população, se não ou mais graves que estes coágulos sanguíneos da vacina..

Por exemplo, os efeitos graves dos seguintes medicamentos Visão | Assustado com efeitos secundários da vacina da AstraZeneca? Então veja a lista dos do paracetamol, ibuprofeno, Viagra e pílula
Efeito secundário muito raro (<1/100.000) da vacina da Astrazeneca: coágulos no sangue

Efeitos secundários muito raros (<1/10.000) do ibuprofeno: palpitações, insuficiência cardíaca, enfarte do miocárdio e edema pulmonar agudo.

Efeitos secundários muito raros (<1/10.000) do paracetamol: asma analgésica, trombocitopenia (redução de plaquetas no sangue), dispneia, acessos de sudação, náuseas, queda da tensão arterial, choque

Efeitos secundários raros (≥1/10.000, <1/1.000) do Viagra: morte súbita, enfarte do miocárdio e arritmia ventricular.

Efeitos secundários raros (≥1/10.000, <1/1.000) da pílula contracetiva: tromboembolismo venoso e tromboembolismo arterial.
Eu não concordo sequer muito com essa notícia... foi um bad move. O pensamento não devia ser: ah tem medo deste?! OLHE ESTES QUE TOMA TODOS OS DIAS!!!
São efeitos RAROS e MUITO RAROS, ou seja, é preciso, muitas vezes, ter algum problema para que eles aconteçam e é por isso que o seguimento por profissionais de saúde é importante!
Falemos das vacinas, por exemplo, fala-se que possam começar a ser dadas em farmácias e eu entendo que isso seria um método de vacinar mais rápido, masss uma pessoa vai a uma farmácia vacinar-se e vai logo embora... quando é vacinado por um enfermeiro, por exemplo, tem de ficar os 30 minutos de recobro. Mas enfim, esta é outra conversa...
 
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Gonçalo Santos Silva

Politécnicos Advocate
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Farmácia
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ESS-IPP
Vou deixar a minha opinião enquanto profissional de saúde e cidadã.
Esta situação foi extremamente politizada, como disse o @Alfa, mas também advém de lutas na indústria. Não gosto de enveredar por estes caminhos, visto que este meu argumento (que apresentarei) é utilizado por muitos, mas de modo nocivo, descreditando até o meu trabalho, contudo, a verdade é que estamos a falar de um negócio que gera biliões, se não mais. Isto não quer dizer que não exista segurança e vou explicar melhor onde me centro nisto tudo.

A vacina da AstraZeneca foi, desde logo, "atacada". Se bem se lembram, passou à frente da Pfizer e de outros laboratórios de quem se esperava muito. Se bem me lembro, foi dos primeiros a entrar em estudos clínicos. Foi também o primeiro laboratório a ter, publicamente, problemas. E sublinho publicamente; eles sempre foram transparentes (a meu ver) no processo, numa altura crítica, onde falhar, ter erros, ter problemas e grandes efeitos, era essencialmente falhar.
Não foi há muito tempo que a Astra esteve sob escrutínio relativamente aos relatórios. Para quem não se lembra, era dito que não tinham apresentado os relatórios mais recentes e isto e aquilo, mas vejam, eles não apresentaram relatórios com diferença de dias ou semanas... com diferenças qb de grandes, sim, mas era o mesmo que o vosso professor vos pedir 1 relatório, vocês lhe darem esse mesmo relatório, enquanto continuam pesquisa e ele alegar que não era o relatório mais recente; ora, isto não é mentira, não é esconder, é só que o trabalho continua. Infelizmente a imprensa muitas vezes não tem este know how e às vezes não lhes interessa ter, porque a verdade é que títulos sensacionalistas vendem mais.
Desde logo a Astra esteve sempre sob maior vigilância. Porque é isto que acontece. Eles foram imensamente públicos and it backfired. Nem sempre dar tudo ao público é bom; a maioria da população mundial não tem literacia para entender estas coisas.

Falemos do risco tromboembólico:
Ver anexo 18597
Lamento a imagem ser tão grande, mas acho importante.

A COVID tem, de acordo com a imagem (cuja fonte é desconhecida, mas cujos dados estão corretos - eu verifiquei) um risco de 16,5% de eventos tromboembólicos (ETE) - existem estudos que falam de uma percentagem tão alta quanto 56%.
A maioria dos eventos tromboembólicos relacionados com a vacina da AstraZeneca (ou Vaxzevria) ocorrem em mulheres com menos de 55 anos de idade - se quissemos muito podiamos, sei lá... por aqui a hipótese de estas mulheres estarem em idade fértil ou no início da menopausa, provavelmente a fazer contracetivos o que, sei lá... talvez possa aumentar o risco tromboembólico?? idk...
A Pfizer foi inteligente (não fosse a Pfizer ser a Pfizer...) e eles disseram que efeitos como os tromboembólicos seriam eventos relacionados com a doença. O que está mais que correto, atenção. A ocorrência de um ETE, a não ser que comprovadamente ocorra com uma proporção mais elevada, é o que é.
Para mais, deixem-me que vos diga, mas todo e qualquer injetável tem um risco tromboembólico. É mínimo, mas existe.

A EMA, a DGS, o Infarmed e outras estruturas reguladoras do medicamento:
A EMA fez o seu trabalho e concluiu que, existindo um risco tromboembólico, este não comporta tanto peso, como comporta a não administração da vacina.
Isto é válido para tudo: eu tomo medicação que, como tudo na vida, tem riscos, mas eu considero que os benefícios ultrapassam os riscos; por exemplo, eu piquei-me em estágio e na altura foi-me explicado que, profilaticamente, poderia começar a tomar antirretrovirais (medicamentos contra o HIV, mostly - não são cura, atenção), pois podia ter estado exposta (situação específica em que o doente não quis fazer análises). Foi-me muito bem explicado que aqueles medicamentos comportavam riscos como: náuseas intensas e potencial dano hepático. Eu pesei as duas moedinhas e disse: que se dane as náuseas, se tiver danos hepáticos depois lido com isso, mas prefiro assim do que ficar posteriormente infetada com uma doença que me pode danificar com muito maior certeza.
Todos os dias temos pessoas que fumam, sabendo de entre todos os fumadores, 10-15% têm cancro pulmonar (e outros tantos têm outros tipos de cancro e quase todos terão uma forma de comprometimento respiratório).

É preciso que a comunicação social chegue de modo correto às pessoas.
Ainda ontem vim uma notícia de um jornal online cuja headline era algo como: "morreu doente cardíaca vacinada contra a covid. ARSN aguarda autópsia" isto é extremamente parvo, por falta de outra palavra; podia estar escrito de tanta maneira. Podia nem estar escrito, mas neste momento são estas as notícias que dão dinheiro, mas que também tornam o meu trabalho - e de tantos outros profissionais de saúde - incrivelmente difícil. A senhora pode até ter morrido da sua suscetibilidade cardíaca, não sabemos.






Neste momento o "crossover" entre vacinas é algo ainda em estudo, mas sim, elas são bastante parecidas. E os estudos indicam que a proteção continua a estar lá. Idealmente seria da mesma vacina, porque o corpo reconhece o que a primeira dose fez e replica, mas enfim, agora temos mesmo de ver.
A verdade é que isto vem causar alguns constrangimentos... Mas pronto, adapt and overcome I guess...
Não sou exatamente um profissional de saúde ainda mas para lá caminho e evidentemente concordo contigo no que dizes, porém também consigo entender de onde vem a apreensão das pessoas, tudo bem que há coisas com maiores riscos sim e que provavelmente as pessoas que mais reclamam fazem a maioria(é de certa forma uma hipocrisia, sim), porém são coisas que já existem aos anos, aqueles riscos são aquilo, não têm por onde alterar muito, com as vacinas é tudo muito recente e só o tempo dirá se o risco é efetivamente este que vemos agora (que é pouco) ou se é maior. Sendo uma profissional de saúde de certo que também tens noção que esta toda incerteza que paira sobre as vacinas (em especial a AstraZeneca com todo este alarido), muito por culpa da comunicação social com os seus títulos sensacionalistas e da politização do tema, é um grande impedimento à terapêutica, foi mais com base nisso que dei a minha opinião dado que não adianta estar a tentar forçar uma terapêutica que a população tem medo, seja esse medo infundado ou não. Acrescento que se me dissessem que amanhã eu ia tomar a vacina e ia tomar AstraZeneca eu não teria quaisquer problemas com isso porque, como disseste, benefício ultrapassa o risco.
 
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Eu não concordo sequer muito com essa notícia... foi um bad move. O pensamento não devia ser: ah tem medo deste?! OLHE ESTES QUE TOMA TODOS OS DIAS!!!
São efeitos RAROS e MUITO RAROS, ou seja, é preciso, muitas vezes, ter algum problema para que eles aconteçam e é por isso que o seguimento por profissionais de saúde é importante!
Falemos das vacinas, por exemplo, fala-se que possam começar a ser dadas em farmácias e eu entendo que isso seria um método de vacinar mais rápido, masss uma pessoa vai a uma farmácia vacinar-se e vai logo embora... quando é vacinado por um enfermeiro, por exemplo, tem de ficar os 30 minutos de recobro. Mas enfim, esta é outra conversa...
Concordo plenamente, mas em relação a tomar as vacinas nas farmácias era chegar, picar e está feito? Sem ser dada por profissionais e sem acompanhamentos, esses tais 30 minutos?
 

Andreia C.

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Enfermagem - Oficialmente Enfermeira? Diz que sim.
Não sou exatamente um profissional de saúde ainda mas para lá caminho e evidentemente concordo contigo no que dizes, porém também consigo entender de onde vem a apreensão das pessoas, tudo bem que há coisas com maiores riscos sim e que provavelmente as pessoas que mais reclamam fazem a maioria(é de certa forma uma hipocrisia, sim), porém são coisas que já existem aos anos, aqueles riscos são aquilo, não têm por onde alterar muito, com as vacinas é tudo muito recente e só o tempo dirá se o risco é efetivamente este que vemos agora (que é pouco) ou se é maior. Sendo uma profissional de saúde de certo que também tens noção que esta toda incerteza que paira sobre as vacinas (em especial a AstraZeneca com todo este alarido), muito por culpa da comunicação social com os seus títulos sensacionalistas e da politização do tema, é um grande impedimento à terapêutica, foi mais com base nisso que dei a minha opinião dado que não adianta estar a tentar forçar uma terapêutica que a população tem medo, seja esse medo infundado ou não. Acrescento que se me dissessem que amanhã eu ia tomar a vacina e ia tomar AstraZeneca eu não teria quaisquer problemas com isso porque, como disseste, benefício ultrapassa o risco.
Vou só alertar par o facto de a vacina não ser "nova"... a tecnologia existe "aos anos", só muda o agente. E sendo tu um estudante de farmácia, devias também saber que os medicamentos passam por extensos estudos clínicos de segurança. Podem existir RAROS casos e MUITO RAROS casos, mas não passam disso.
O medo e incerteza são instaurados sim, em grande parte, pela comunicação social e dizer que devia ser suspensa até esse medo e incerteza desaparecerem não fará sentido; isto vai gerar atrasos, de certeza. Aliás, já gerou este fim de semana.
 

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