Eleições Europeias 2019 - Desta vez eu voto!

Estás a pensar votar na próximas Eleições Europeias?

  • Sim

    Votes: 156 56.1%
  • Não

    Votes: 23 8.3%
  • Ainda não decidi/Não posso votar ainda

    Votes: 99 35.6%

  • Total voters
    278

Ariana_

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Concordo a 100% contigo e de certeza que ia acontecer, mas a disciplina que eu proponha não era de política, era onde se falava de tudo como temas atuais(inclusão, desigualdade de género...), sobre primeiros socorro, e onde sim se falasse um pouco de como funciona a política e a a economia( a nomenclatura, o funcionamento básico...),coisas que independentemente do partido que se defende tem que se defender num estado democrático como o nosso.
Já houve algo desse género em Formação Cívica, que eu não cheguei a ter no secundário, mas a minha irmã mais velha teve. Lá está, fizeram um ou outro projeto interessante mas isso rapidamente desvanece da cabeça das pessoas e a maioria dos alunos achava aquele tempo secante, os que se interessavam normalmente já se interessavam antes. Repara na sondagem que foi feita aqui no Uniarea: A maioria dos "não" votantes não responde que não vai votar, mas está na categoria de "indeciso". Por muito que se queira e se deva divulgar para que serve o Parlamento Europeu e como funciona (que é uma das grandes causas da abstenção), não sei até que ponto uma disciplina iria ser eficaz contra informação rápida que está à beira de um clique. Além de que nada garante que estes projetos funcionem devidamente - basta olhar para o SBV, que nunca aprendi na escola [algo que supostamente dizem ser obrigatório]. O sistema de ensino português não está muito interessado nestas questões.
Por outro lado, e partilho como facto curioso, vi muito mais entusiasmo nos votos de jovens (vi mesmo centenas de jovens de 18-22 anos, a partilharem conteúdo relacionado com o voto nas europeias) do que propriamente gente mais velha. Não me admiraria que o voto entre os jovens tivesse aumentado, face a 2014. A minha mãe acabou a comentar que há muitos idosos que não sabem como funciona o PE e acabam por não ir votar [alguns até por dificuldades de deslocação, etc].
 
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Edgar H

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1 Outubro 2018
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Já houve algo desse género em Formação Cívica, que eu não cheguei a ter no secundário, mas a minha irmã mais velha teve. Lá está, fizeram um ou outro projeto interessante mas isso rapidamente desvanece da cabeça das pessoas e a maioria dos alunos achava aquele tempo secante, os que se interessavam normalmente já se interessavam antes. Repara na sondagem que foi feita aqui no Uniarea: A maioria dos "não" votantes não responde que não vai votar, mas está na categoria de "indeciso". Por muito que se queira e se deva divulgar para que serve o Parlamento Europeu e como funciona (que é uma das grandes causas da abstenção), não sei até que ponto uma disciplina iria ser eficaz contra informação rápida que está à beira de um clique. Além de que nada garante que estes projetos funcionem devidamente - basta olhar para o SBV, que nunca aprendi na escola [algo que supostamente dizem ser obrigatório]. O sistema de ensino português não está muito interessado nestas questões.
Por outro lado, e partilho como facto curioso, vi muito mais entusiasmo nos votos de jovens (vi mesmo centenas de jovens de 18-22 anos, a partilharem conteúdo relacionado com o voto nas europeias) do que propriamente gente mais velha. Não me admiraria que o voto entre os jovens tivesse aumentado, face a 2014. A minha mãe acabou a comentar que há muitos idosos que não sabem como funciona o PE e acabam por não ir votar [alguns até por dificuldades de deslocação, etc].
A ideia era incentivar mais jovens, mas és capaz de ter razão na parte de já se ter tentado e não ter dado em nada. O que vai de encontro à informações contraditórias que o Davis encontrou e partilhou ontem. A disciplina existiu, mas como não tinha frutos obtaram por a retirar sem grande alarido invés de a melhorarem. Ainda bem que pelo existe a Uniarea, que tenta incentivar os jovens😅.
Edit: Tens razão em tudo, não só na parte de já ter existido xP
 
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Alexandre André

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Isso é coisa que a escola tem pouca margem de manobra para mudar. Ninguém te pode ensinar a ter senso crítico. A opinião ganha-se lendo jornais, vendo notícias, questionando-se. Não é a tirar apontamentos e a ter aulas que as pessoas se vão interessar pela política.
Acho que estás completamente ao lado, da mesma forma que os professores podem motivar os seus alunos a aprenderem a sua disciplina também os podem motivar a aprender política. Motivação é a palavra chave.
 
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LBlackMoon

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Há projetos interessantes que são desenvolvidos já há anos, para incluir os jovens em debate político - tens o Parlamento dos Jovens, por exemplo, onde centenas de escolas participam. Os projetos existem, a divulgação existe, mas estes assuntos partem também do interesse e do esforço de cada um.
Aquele projeto em que uma vez o meu grupo foi brutalmente censurado ahahaha
 

Ariana_

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Aquele projeto em que uma vez o meu grupo foi brutalmente censurado ahahaha
Se bem me lembro, pela escola estar associada a certa cor política. Daí achar que é o interesse/curiosidade individual que leva à participação política, de preferência, sem a escola envolvida, devido a estas *ambiguidades*
 

LBlackMoon

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Se bem me lembro, pela escola estar associada a certa cor política. Daí achar que é o interesse/curiosidade individual que leva à participação política, de preferência, sem a escola envolvida, devido a estas *ambiguidades*
As nossas propostas, simplesmente, eram altamente incómodas para a direcção da escola; que queria estar de bem com a autarquia local. Portugal não anda para a frente, nomeadamente, por estas coisas: porque raio têm as autarquias e as IPSS das zonas algo a dizer sobre as escolas? Não sigo que não cooperem com estas, mas a escolha do diretor é um poder indevido que se lhes dá.
O diretor deveria ser eleito por sufrágio dos professores. Assegurava-se melhor a independência da posição.
 

Ariana_

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As nossas propostas, simplesmente, eram altamente incómodas para a direcção da escola; que queria estar de bem com a autarquia local. Portugal não anda para a frente, nomeadamente, por estas coisas: porque raio têm as autarquias e as IPSS das zonas algo a dizer sobre as escolas? Não sigo que não cooperem com estas, mas a escolha do diretor é um poder indevido que se lhes dá.
O diretor deveria ser eleito por sufrágio dos professores. Assegurava-se melhor a independência da posição.
E no fundo vê-se isto por todo o lado - até mesmo faculdades e até ae's, que supostamente não podem estar associadas a partidos. Disfarces à parte, todos sabemos que os cargos de direção acabam sempre por estar ligados à mãozinha da política.
Concordo que a escolha do diretor deveria ser feita pelos professores da mesma escola.
 
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LBlackMoon

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E no fundo vê-se isto por todo o lado - até mesmo faculdades e até ae's, que supostamente não podem estar associadas a partidos. Disfarces à parte, todos sabemos que os cargos de direção acabam sempre por estar ligados à mãozinha da política.
Concordo que a escolha do diretor deveria ser feita pelos professores da mesma escola.
Mas a presidência de uma AE é algo eminentemente político. Mesmo que a lista não seja partidária, vai ser sempre política. Agora, um diretor de uma escola não é, nem pode ser um político. É alguém com responsabilidades no foro da gestão do estabelecimento de ensino e na garantia de que este, na sua atividade, cumpre o papel constitucional do Estado quanto ao direito à educação dos cidadãos.
Esta coisa dos conselhos de escola só deu treta. Não há ninguém neste país que seja capaz de governar com um projeto sustentado, a longo prazo e que pretenda chegar mais longe do que a data das eleições seguintes.
Ou nós, mais novos, mudamos a mentalidade, ou então isto vai continuar sempre na cepa torta.
 

Ariana_

Moderador
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Mas a presidência de uma AE é algo eminentemente político. Mesmo que a lista não seja partidária, vai ser sempre política. Agora, um diretor de uma escola não é, nem pode ser um político. É alguém com responsabilidades no foro da gestão do estabelecimento de ensino e na garantia de que este, na sua atividade, cumpre o papel constitucional do Estado quanto ao direito à educação dos cidadãos.
Esta coisa dos conselhos de escola só deu treta. Não há ninguém neste país que seja capaz de governar com um projeto sustentado, a longo prazo e que pretenda chegar mais longe do que a data das eleições seguintes.
Ou nós, mais novos, mudamos a mentalidade, ou então isto vai continuar sempre na cepa torta.
Concordo que seja política (em todos os aspetos, desde a campanha até ao fim do mandato), mas não deveria, de todo, ser partidária.
Ironicamente, muitos diretores de escolas são políticos e fazem parte das listas até nas próprias autárquicas. De resto, sabes que estou de acordo.
Haja um pouco de limpeza e renovação.