Eleições Legislativas 2019

Júlio Ribeiro

UniTinder Matchmaker Assistant
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Economia & Mudanças de Curso
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5 Agosto 2016
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Mestrado em Finanças
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FEP
Tendo em conta a proximidade das eleições legislativas de 2019 (são já no próximo dia 6 de outubro), e tendo em conta o "sobrecarregamento" de outros tópicos, é importante a abertura de um tópico que seja independente e onde se possam discutir as intervenções e debates dos diferentes candidatos à Assembleia da República dos diferentes partidos.

Bem, o tópico é todo vosso para debates, sem insultos, dentro do maior respeito que deverão ter todas as pessoas - cada pessoa tem o seu ponto de vista sobre a política, as políticas, os melhores comportamentos e candidatos e tem o direito a expôr e a argumentar convenientemente, mas não vale tudo na argumentação em partir para o insulto ao outro que tem uma ideia diferente, sim?

Considere-se o debate aberto.
 

davis

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LBlackMoon

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27 Fevereiro 2016
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Direito
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FDUP
Ora vamos lá!
Margarida Bentes Penedo, deputada municipal do CDS por Lisboa sobre "ideologia de género":


Com tanta desinformação que introduziram neste tema (e em outros), ainda ficam admirados com as sondagens:

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Ora, comentando a sondagem mais recente, o que posso dizer é que não há nada que surpreenda de forma demasiado substancial. A única coisa que destacaria como sendo maior novidade é a presença da IL e da Aliança que, não tendo uma percentagem astronómica, revelam saudáveis números para partidos tão recentes. Só a distribuição dos mesmos dentro de cada círculo eleitoral é que dirá, no entanto, quem elege (estas sondagens teriam um grau de precisão maior na Holanda, por exemplo, onde o círculo é nacional).

Quanto ao impacto da oposição ao decreto que tem dado tanta seleuma, certamente se fez sentir; pelo menos num eleitorado mais jovem/ sensível à questão. O CDS, no entanto, regista perdas que se devem a todo o tipo de oposição que tem vindo a ser feito por AC (que adotou um estilo confrontacional e claramente agressivo em relação ao governo e ao PM). O eleitorado já os fez ver isso nas últimas Europeias, e a líder soube-o..

Cenário geral: vitória para a esquerda, com ou sem maioria absoluta do PS. Nova eleição do líder da oposição prevista para o PSD pós-legislativas, a não ser que ganhe as eleições. O CDS deve, também, entrar em processo de decisão.
 

antonioppereira

Membro Caloiro
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1 Agosto 2018
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Quanto ao impacto da oposição ao decreto que tem dado tanta seleuma, certamente se fez sentir; pelo menos num eleitorado mais jovem/ sensível à questão. O CDS, no entanto, regista perdas que se devem a todo o tipo de oposição que tem vindo a ser feito por AC (que adotou um estilo confrontacional e claramente agressivo em relação ao governo e ao PM). O eleitorado já os fez ver isso nas últimas Europeias, e a líder soube-o..
O CDS registou e está a registar perdas, assim como o PSD, devido precisamente à falta de estilo confrontacional e agressivo para com o Governo e o PM. A aproximação de ambos à esquerda em alguns pontos e acordos estabelecidos entre ambos demonstra que não são uma verdadeira alternativa, daí o surgimento e crescimento de novos partidos de "direita" como a Aliança, a Iniciativa Liberal e o CHEGA.
 

Júlio Ribeiro

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O CDS registou e está a registar perdas, assim como o PSD, devido precisamente à falta de estilo confrontacional e agressivo para com o Governo e o PM. A aproximação de ambos à esquerda em alguns pontos e acordos estabelecidos entre ambos demonstra que não são uma verdadeira alternativa, daí o surgimento e crescimento de novos partidos de "direita" como a Aliança, a Iniciativa Liberal e o CHEGA.
Sobre a direita gostava de fazer considerações diferentes sobre os 4 partidos referidos:

-» O CDS rendeu-se à extrema-direita (ou direita extrema) como queiram chamar. E há provas do que digo para quem queira ver: o apoio a Donald Trump, o facto de achar VOX, que tem planos tão inconstitucionais como os partidos independentistas na Catalunha (se realizar um referendo unilateral de independência é delito, extinguir as autonomias pela mesma Constituição também o é...), um partido de centro-direita que pode perfeitamente integrar-se no Parlamento, o apoio a Jair Bolsonaro (que tem tido o primeiro ano catastrófico no Brasil que tem tido e, digamos, a democracia lá está a morrer)... só falta a eles mesmo copiar o negacionismo climático que existe nesses partidos, mas pelo menos parece que assumem que há alterações climáticas. Ah, já para não falar do disparate com hentais que andaram a fazer sobre a nova medida da ideologia de género que foi perfeitamente justificada pelos partidos que a aprovaram;
-» O PSD voltou à sua matriz mais original. O PPC, fruto daquilo que considero "um assalto ao poder da ala liberal do PSD", levou este partido para a direita. A governação entre 2011 e 2015 foi, provavelmente, a mais à direita que tivemos na nossa história democrática (com tudo de bom e mau que isso teve, e que explanarei a seguir), e levou o PSD mais à direita do que o partido realmente é. O que RR fez foi recentrar o partido. E bem, na minha opinião. O problema é que o centro está ocupado, pelo PS.
-» A Aliança é um partido com ideias interessantes. Não digo o contrário. Gostaria de ver eles terem alguma representação parlamentar a par do Livre, que também é um partido que me agrada bastante. Eles representam a nova política, e não vou negar que não o possam realmente representar, até porque ainda não tiveram hipótese de responder a essa questão (e veremos se o poderão fazer a partir de 6 de outubro, eu acho que sim). No entanto, pessoalmente, à mulher de César não basta ser sério, é preciso parecer: e com Santana Lopes, que não tenho nada contra eles, mas como guardião de um partido que quer trazer uma nova política...
-» A IL é aquele que tenho mais curiosidade. Finalmente vamos saber, em termos eleitorais, quanto vale o projeto político do PSD entre 2011/2015 e a ala mais liberal do PSD: deixo já um número como aposta: 1%.
 
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O CDS registou e está a registar perdas, assim como o PSD, devido precisamente à falta de estilo confrontacional e agressivo para com o Governo e o PM. A aproximação de ambos à esquerda em alguns pontos e acordos estabelecidos entre ambos demonstra que não são uma verdadeira alternativa, daí o surgimento e crescimento de novos partidos de "direita" como a Aliança, a Iniciativa Liberal e o CHEGA.
Bem, se me dizes que o PSD adotou um estilo pouco oposicionista em relação ao Governo, posso compreender. Que digas isso em relação ao CDS, parece-me estranho.. vai ver a maneira como Cristas falava com Costa durante esta legislatura, assim como o estilo de Nuno Melo aquando das eleições europeias. Nada teve de confrontational, mas sim de puramente agressivo.

Em relação aos debates.. Cristas vs Catarina não foi excessivamente esclarecedor. Eu acho que estes debates deveriam ser não só mais longos, como também deveriam permitir uma intervenção mais livre dos candidatos; embora com os temas definidos pelo moderador, assim como uma gestão razoável dos tempos.

Quanto a RR, que foi ontem que entrevistado, tenho ainda que ver como se saiu.
 

Júlio Ribeiro

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Em relação aos debates.. Cristas vs Catarina não foi excessivamente esclarecedor. Eu acho que estes debates deveriam ser não só mais longos, como também deveriam permitir uma intervenção mais livre dos candidatos; embora com os temas definidos pelo moderador, assim como uma gestão razoável dos tempos.
Não tenho gostado deste modelo dos debates. Parece que é mais 2 entrevistas separadas do que propriamente um debate televisivo: é verdade que ontem, apesar de tudo, houve um pouco mais de confrontação, mas mesmo assim parece-me curto... não vi RR também e só poderei ver amanhã, mas estou interessado em ver até porque numa sondagem 76% acharam que #Riobem, por isso, estou curioso.

Já agora, uma pequena provocação em relação às 2 pessoas: nem o CDS é um partido de centro-direita nem o BE é um partido social-democrata.
 

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Não tenho gostado deste modelo dos debates. Parece que é mais 2 entrevistas separadas do que propriamente um debate televisivo: é verdade que ontem, apesar de tudo, houve um pouco mais de confrontação, mas mesmo assim parece-me curto... não vi RR também e só poderei ver amanhã, mas estou interessado em ver até porque numa sondagem 76% acharam que #Riobem, por isso, estou curioso.

Já agora, uma pequena provocação em relação às 2 pessoas: nem o CDS é um partido de centro-direita nem o BE é um partido social-democrata.
Só te digo que dás uma no cravo e outra na ferradura se tens essa indignação toda com o CDS, mas ficas plenamente descansado com um partido que fala em nacionalizar banca. Mais uma coisa: creio que se deve fazer um exercício de grande honestidade quando se fala nestas coisas e, por isso, deverias distinguir o que o Nuno Melo diz do que o CdS doutrinariamente considera. Vai ler o programa do partido, e verás que o que lá está é um partido que não se conota com extremos.
Volto a dizer, em relação ao PSD, que ele não está de volta à sua matriz original: está adulterado. O líder da Oposição, num dia, diz que é a única alternativa à Costa. Noutro, diz que viabilizaria um Governo PS. De novo, uma no cravo, outra na ferradura.
 

Júlio Ribeiro

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Só te digo que dás uma no cravo e outra na ferradura se tens essa indignação toda com o CDS, mas ficas plenamente descansado com um partido que fala em nacionalizar banca. Mais uma coisa: creio que se deve fazer um exercício de grande honestidade quando se fala nestas coisas e, por isso, deverias distinguir o que o Nuno Melo diz do que o CdS doutrinariamente considera. Vai ler o programa do partido, e verás que o que lá está é um partido que não se conota com extremos.
Volto a dizer, em relação ao PSD, que ele não está de volta à sua matriz original: está adulterado. O líder da Oposição, num dia, diz que é a única alternativa à Costa. Noutro, diz que viabilizaria um Governo PS. De novo, uma no cravo, outra na ferradura.
Eu não fico descansado com a nacionalização na banca (me preocupo imenso com isso, porque acho que pode trazer ainda mais corrupção). Aliás, tanto disse que o CDS não é de centro-direita como o BE não é um partido social-democrata, mas sim marxista.
Quanto ao CDS, não o branqueies. Não foi Nuno Melo que disse que apoiaria Bolsonaro. Não foi Nuno Melo que colocou uma fotografia hentai no facebook para descrever a resolução de um problema que afeta, segundo se fala, 200 crianças transexuais. Não foi Nuno Melo que quer acabar com a meritocracia no acesso ao ensino superior e garantir um lugar aos ricos nas universidades públicas a troco de dinheiro. A extrema-direita do CDS não começa e acaba com Nuno Melo. Há uma ala mais liberal no partido, concordo (que era liderada por Adolfo Mesquita Nunes), mas que não é quem o lidera. Branquear o CDS, neste momento, é um erro.

Quanto ao PSD, o PSD está mais próximo da matriz original do que com PPC. É isso que sempre digo. Eu acho que RR, e mal, esta a jogar com 2 tabuleiros: tentar ganhar as eleições como obriga um grande partido mas poder estar no governo com o PS: acho que esta segunda hipótese será um erro histórico para o PSD. Mas veremos.

A verdade é que o PSD e o CDS tem um cenário difícil para fazer oposição. Olhe-se para a evolução entre 2011 e 2015 a nível de dívida pública, défice público, salários, pensões, etc e para 2015 e 2019 e tens uma diferença abismal.
 

LBlackMoon

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Eu não fico descansado com a nacionalização na banca (me preocupo imenso com isso, porque acho que pode trazer ainda mais corrupção). Aliás, tanto disse que o CDS não é de centro-direita como o BE não é um partido social-democrata, mas sim marxista.
Quanto ao CDS, não o branqueies. Não foi Nuno Melo que disse que apoiaria Bolsonaro. Não foi Nuno Melo que colocou uma fotografia hentai no facebook para descrever a resolução de um problema que afeta, segundo se fala, 200 crianças transexuais. Não foi Nuno Melo que quer acabar com a meritocracia no acesso ao ensino superior e garantir um lugar aos ricos nas universidades públicas a troco de dinheiro. A extrema-direita do CDS não começa e acaba com Nuno Melo. Há uma ala mais liberal no partido, concordo (que era liderada por Adolfo Mesquita Nunes), mas que não é quem o lidera. Branquear o CDS, neste momento, é um erro.

Quanto ao PSD, o PSD está mais próximo da matriz original do que com PPC. É isso que sempre digo. Eu acho que RR, e mal, esta a jogar com 2 tabuleiros: tentar ganhar as eleições como obriga um grande partido mas poder estar no governo com o PS: acho que esta segunda hipótese será um erro histórico para o PSD. Mas veremos.

A verdade é que o PSD e o CDS tem um cenário difícil para fazer oposição. Olhe-se para a evolução entre 2011 e 2015 a nível de dívida pública, défice público, salários, pensões, etc e para 2015 e 2019 e tens uma diferença abismal.
Júlio, a dívida não desceu em termos absolutos. Os salários estão mais altos não porque a e onomástica está estruturalmente mais competitiva: só assim estão porque ela acelerou, e o Governo pôs em prática uma série de medidas distributivas. As pensões estão mais altas, mas isso só pode ser visto como positivo no curto prazo; já que, a longo, a sustentabilidade da Segurança Social é um problema enorme, se não houver um aumento demográfico.

Os problemas que há, há na mesma. E nem vou mencionar o SNS!

Quanto ao PSD, volto a dizer que esta não é a sua matriz original. Aliás, o PSD nunca teve uma só matriz, mas sim matrizes (sempre foi o partido mais plural do panorama político português). Com a evolução, as matrizes conservadoras liberais (Sanatana, p ex) tornaram-se predominantes no partido, e de seguida as mais liberais (com Durão Barroso, Ferreira Leite e PPC) conseguiram a sua liderança durante vários anos.

Que um líder do PSD possa ser menos liberal, não me perturba nada. Nem tampouco me perturba desejar reformas estruturais, pelo contrário! O que perturba é que não demarque o seu espaço político, que assuma claramente que é uma alternativa indiscutível ao PS, e que represente aquilo que o povo português vê no PSD: um partido de cento direita.

Se o PSD não vir isso, vai perder o seu eleitorado variável e vai perder quadros (conheço mais que um militante do PSD que já é (São) ex militante). Na política, nada se perde.. esses votos vão para outras forças políticas. Não que isso esteja errado, mas pode levar a um desequilíbrio do sistema político, enquanto não surge um novo. É, em democracia, desequilíbrios ao centro e dominações ideológicas (ou de um determinado partido) deterioram sempre a democracia; que assenta na alternativa, na liberdade de oposição e na capacidade de, em qualquer eleição, se eleger alguém diferente daquele que está.
 
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Ontem não vi Rui Rio, assisti antes ao debate entre Assunção Cristas e Catarina Martins. Não conclui grande coisa 🧐 Acho que foi muito pouco tempo e nem uma nem outra iam preparadas para o debate, deixando muitas coisas por esclarecer. Achei interessante Assunção Cristas dizer que não viu atentamente o programa eleitoral do Bloco de Esquerda 🙃 e não me admiro que não seja vista como uma grande força da oposição. Alguém que se diz da oposição deveria ter perfeito conhecimento daquilo a que se opõe, penso eu. Mas vamos ver se na altura mais importante da campanha já leu o programa eleitoral dos partidos aos quais se apresenta como alternativa. Quanto a Catarina Martins, consta que é o programa que apresenta mais números, mas ontem foram apresentados muito poucos... Acho também que as perguntas feitas pelo moderador não foram as mais incisivas. Concluindo, não acho que o debate tenha sido esclarecedor em nada
 
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Ontem não vi Rui Rio, assisti antes ao debate entre Assunção Cristas e Catarina Martins. Não conclui grande coisa 🧐 Acho que foi muito pouco tempo e nem uma nem outra iam preparadas para o debate, deixando muitas coisas por esclarecer. Achei interessante Assunção Cristas dizer que não viu atentamente o programa eleitoral do Bloco de Esquerda 🙃 e não me admiro que não seja vista como uma grande força da oposição. Alguém que se diz da oposição deveria ter perfeito conhecimento daquilo a que se opõe, penso eu. Mas vamos ver se na altura mais importante da campanha já leu o programa eleitoral dos partidos aos quais se apresenta como alternativa. Quanto a Catarina Martins, consta que é o programa que apresenta mais números, mas ontem foram apresentados muito poucos... Acho também que as perguntas feitas pelo moderador não foram as mais incisivas. Concluindo, não acho que o debate tenha sido esclarecedor em nada
Mais uma opinião consentânea com a minha quanto ao formato do debate.. eu acho que a comunicação social está a sair-se mal, nos últimos tempos. As suas opções editoriais não estão a corresponder ao maior interesse público.
Ademais, os partidos mais pequenos estão completamente arredados de poderes divulgar as suas ideias, exceto pelos jornais. Neste ponto, os canais de Tv parecem-me estar particularmente mal.
Inclusive, a democracia só ganhava se, por exemplo, se pudesse colocar partidos pequenos a defrontar os grandes em debate. Sem está possibilidade, tudo parece francamente preparado para que o voto dos portugueses seja menos consciente; tendo ainda em conta que a República fracassou clamorosamente a formar cidadãos,
 

sтαяℓιgнт cяιsιs

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Vi o debate entre Assunção Cristas e Catarina Martins. Apesar de não perfilhar dos ideias do CDS, fiquei surpreendido; acho que não se saiu mal. Talvez também porque, em uma ou duas questões (quando se discutiu o investimento público, por exemplo), a Catarina Martins ficou entalada entre duas opções: ou justificava o baixo investimento com as cativações do Mário Centeno, ou remetia-se ao silêncio. Creio ser digno de menção honrosa ter optado por esta última. De resto, como já foi dito, não adicionou muito; embora, no pouco abstracto que se discutiu, ambas tenham sido suficientemente claras relativamente aos alicerces ideológicos da cada partido.

Gostei mais da entrevista ao Rui Rio, e parece que 75% das 1700 pessoas que votaram no Twitter também. A comunicação social dá constantemente a entender que ele anda a apanhar a bonés, mas, nesta entrevista, demonstrou que tem um pensamento de base para as coisas. O único ponto onde achei as respostas dele menos satisfatórias foi na questão de ter um plano B no caso de as previsões do Conselho de Finanças Públicas falharem. A conversa do “negociar com os professores” também me parece ser treta, mas, sendo esse tema o que é, enfim. Também insiste em que houve dramatização da parte do Governo, quando a ameaça de demissão, a meu ver, era a coisa certa a fazer.

O CDS registou e está a registar perdas, assim como o PSD, devido precisamente à falta de estilo confrontacional e agressivo para com o Governo e o PM. A aproximação de ambos à esquerda em alguns pontos e acordos estabelecidos entre ambos demonstra que não são uma verdadeira alternativa, daí o surgimento e crescimento de novos partidos de "direita" como a Aliança, a Iniciativa Liberal e o CHEGA.
Acho que foi ao contrário. O estilo de confronto agressivo, especialmente o do Nuno Melo, é que provocou a descida. As sondagens até podem sugerir o contrário quanto ao PSD, depois do Hugo Soares ter abandonado a liderança da bancada parlamentar. Agora, de cada vez que se fala no PSD, ele aparece como sendo muito importante. Sendo sincero, não entendo como é que transformar cada debate quinzenal numa peixeirada de demagogia óbvia atrai votos. Independentemente disto, creio que será consensual que mostrar fotografias do Sócrates ao lado do Costa a meio de um debate foi definitivamente ir longe demais.

Obrigado @Andregarferr2001 pelo plano de debates. Tenho imensa pena que só haja 1 debate com pequenos partidos. Tinha ideia de que iam haver pelo menos 2.
 
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Júlio Ribeiro

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Júlio, a dívida não desceu em termos absolutos. Os salários estão mais altos não porque a e onomástica está estruturalmente mais competitiva: só assim estão porque ela acelerou, e o Governo pôs em prática uma série de medidas distributivas. As pensões estão mais altas, mas isso só pode ser visto como positivo no curto prazo; já que, a longo, a sustentabilidade da Segurança Social é um problema enorme, se não houver um aumento demográfico.

Os problemas que há, há na mesma. E nem vou mencionar o SNS!

Quanto ao PSD, volto a dizer que esta não é a sua matriz original. Aliás, o PSD nunca teve uma só matriz, mas sim matrizes (sempre foi o partido mais plural do panorama político português). Com a evolução, as matrizes conservadoras liberais (Sanatana, p ex) tornaram-se predominantes no partido, e de seguida as mais liberais (com Durão Barroso, Ferreira Leite e PPC) conseguiram a sua liderança durante vários anos.

Que um líder do PSD possa ser menos liberal, não me perturba nada. Nem tampouco me perturba desejar reformas estruturais, pelo contrário! O que perturba é que não demarque o seu espaço político, que assuma claramente que é uma alternativa indiscutível ao PS, e que represente aquilo que o povo português vê no PSD: um partido de cento direita.

Se o PSD não vir isso, vai perder o seu eleitorado variável e vai perder quadros (conheço mais que um militante do PSD que já é (São) ex militante). Na política, nada se perde.. esses votos vão para outras forças políticas. Não que isso esteja errado, mas pode levar a um desequilíbrio do sistema político, enquanto não surge um novo. É, em democracia, desequilíbrios ao centro e dominações ideológicas (ou de um determinado partido) deterioram sempre a democracia; que assenta na alternativa, na liberdade de oposição e na capacidade de, em qualquer eleição, se eleger alguém diferente daquele que está.
A dívida avalia-se sempre em percentagem do PIB. É preferível ter uma dívida de 3M€ se o teu PIB for de 10M€ do que teres uma dívida de 0,5M€ se o teu PIB for de 0,5M€ também (o M é milhões). Uma análise da dívida em termos absolutos é somente populista, porque ela terá sempre tendência a crescer devido ao efeito-inflação.
Será que o aumento das pensões teve um impacto tão negativo na Segurança Social? Sei que não és keynesiano, e eu sou, mas o facto das pensões terem aumentado faz com que estes tenham um maior poder de compra. Como a maioria deles são pobres, vão gastar todo o rendimento que auferem e isso faz com que as empresas melhorem. Melhorando, estas poderão contratar mais trabalhadores, o que tem um duplo efeito positivo: diminui a taxa de desemprego (logo, o Estado e a SS ficam com um maior desafogo financeiro) e, ao mesmo tempo, aumenta as contribuições para a Segurança Social. Portanto dizer que o aumento das pensões, nesta fase, tem um impacto negativo para a Segurança Social é um raciocínio demasiado pequeno e subjetivo: é preciso contabilizar também os efeitos colaterais positivos de tal medida.
Nós temos uma conjuntura positiva, verdade. PPC teve em 2014 e 2015 e não conseguiu colocar o país a crescer. AC conseguiu aproveitar para colocar o país a crescer, e acho que o aumento do SMN (que, deixem-me desmentir, não foi de 20% ou de 19% mas se calhar foi de 13% ou 14%, teria de confirmar o efeito-inflação) foi das medidas mais importantes no país.

Quanto ao PSD, percebo e concordo que se deva assumir como uma alternativa a este governo, como acho que qualquer dos partidos que esteja na oposição o deve fazer. Se isso só o fará sentido liberal, como poderás sugerir? Creio que não.

Ontem não vi Rui Rio, assisti antes ao debate entre Assunção Cristas e Catarina Martins. Não conclui grande coisa 🧐 Acho que foi muito pouco tempo e nem uma nem outra iam preparadas para o debate, deixando muitas coisas por esclarecer. Achei interessante Assunção Cristas dizer que não viu atentamente o programa eleitoral do Bloco de Esquerda 🙃 e não me admiro que não seja vista como uma grande força da oposição. Alguém que se diz da oposição deveria ter perfeito conhecimento daquilo a que se opõe, penso eu. Mas vamos ver se na altura mais importante da campanha já leu o programa eleitoral dos partidos aos quais se apresenta como alternativa. Quanto a Catarina Martins, consta que é o programa que apresenta mais números, mas ontem foram apresentados muito poucos... Acho também que as perguntas feitas pelo moderador não foram as mais incisivas. Concluindo, não acho que o debate tenha sido esclarecedor em nada
Mais uma opinião consentânea com a minha quanto ao formato do debate.. eu acho que a comunicação social está a sair-se mal, nos últimos tempos. As suas opções editoriais não estão a corresponder ao maior interesse público.
Ademais, os partidos mais pequenos estão completamente arredados de poderes divulgar as suas ideias, exceto pelos jornais. Neste ponto, os canais de Tv parecem-me estar particularmente mal.
Inclusive, a democracia só ganhava se, por exemplo, se pudesse colocar partidos pequenos a defrontar os grandes em debate. Sem está possibilidade, tudo parece francamente preparado para que o voto dos portugueses seja menos consciente; tendo ainda em conta que a República fracassou clamorosamente a formar cidadãos,
Neste ponto estou totalmente de acordo.
Não só os debates estão a ser fracos (e não me parece que os protagonistas, leia-se, os líderes políticos sejam culpados) como os pequenos não tem tempo de antena: um péssimo contributo que está a ser dado pelas televisões que cada vez desliga os portugueses da política nacional.

Vi o debate entre Assunção Cristas e Catarina Martins. Apesar de não perfilhar dos ideias do CDS, fiquei surpreendido; acho que não se saiu mal. Talvez também porque, em uma ou duas questões (quando se discutiu o investimento público, por exemplo), a Catarina Martins ficou entalada entre duas opções: ou justificava o baixo investimento com as cativações do Mário Centeno, ou remetia-se ao silêncio. Creio ser digno de menção honrosa ter optado por esta última. De resto, como já foi dito, não adicionou muito; embora, no pouco abstracto que se discutiu, ambas tenham sido suficientemente claras relativamente aos alicerces ideológicos da cada partido.

Gostei mais da entrevista ao Rui Rio, e parece que 75% das 1700 pessoas que votaram no Twitter também. A comunicação social dá constantemente a entender que ele anda a apanhar a bonés, mas, nesta entrevista, demonstrou que tem um pensamento de base para as coisas. O único ponto onde achei as respostas dele menos satisfatórias foi na questão de ter um plano B no caso de as previsões do Conselho de Finanças Públicas falharem. A conversa do “negociar com os professores” também me parece ser treta, mas, sendo esse tema o que é, enfim. Também insiste em que houve dramatização da parte do Governo, quando a ameaça de demissão, a meu ver, era a coisa certa a fazer.


Acho que foi ao contrário. O estilo de confronto agressivo, especialmente o do Nuno Melo, é que provocou a descida. As sondagens até podem sugerir o contrário quanto ao PSD, depois do Hugo Soares ter abandonado a liderança da bancada parlamentar. Agora, de cada vez que se fala no PSD, ele aparece como sendo muito importante. Sendo sincero, não entendo como é que transformar cada debate quinzenal numa peixeirada de demagogia óbvia atrai votos. Independentemente disto, creio que será consensual que mostrar fotografias do Sócrates ao lado do Costa a meio de um debate foi definitivamente ir longe demais.

Obrigado @Andregarferr2001 pelo plano de debates. Tenho imensa pena que só haja 1 debate com pequenos partidos. Tinha ideia de que iam haver pelo menos 2.
Acho que houve 2 momentos do debate muito interessantes: quando Catarina Martins ficou entalada nessa questão do investimento público, que corresponde a 100% da verdade, e quando Assunção Cristas ficou entalada quando a Catarina Martins disse que o enorme aumento de impostos no IRS foi uma opção política porque havia dinheiro, e que a prova disso tinha sido a descida da taxa de IRC.

Não vi a entrevista do Rui Rio, prometo que comento sobre ela amanhã. Mas o Rui Rio, já vos disse, é um líder mais bem preparado do que toda a gente acha. Agora, se calhar, pertence à ala "mais à esquerda" do PSD, que está bastante mais próxima do PS do que outros líderes.
 
D

Deleted member 24166

Guest
Obrigado @Andregarferr2001 pelo plano de debates. Tenho imensa pena que só haja 1 debate com pequenos partidos. Tinha ideia de que iam haver pelo menos 2
Ora essa
Não faz lá muito sentido, pois não? Ainda por cima nas legislativas que são cruciais para o que se avizinha no país. Acho até que nas europeias houve mais (2 debates)
 
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Mais uma opinião consentânea com a minha quanto ao formato do debate.. eu acho que a comunicação social está a sair-se mal, nos últimos tempos. As suas opções editoriais não estão a corresponder ao maior interesse público.
Ademais, os partidos mais pequenos estão completamente arredados de poderes divulgar as suas ideias, exceto pelos jornais. Neste ponto, os canais de Tv parecem-me estar particularmente mal.
Inclusive, a democracia só ganhava se, por exemplo, se pudesse colocar partidos pequenos a defrontar os grandes em debate. Sem está possibilidade, tudo parece francamente preparado para que o voto dos portugueses seja menos consciente; tendo ainda em conta que a República fracassou clamorosamente a formar cidadãos,
Sim, não é de maneira alguma justo que sejam sempre os mesmos partidos a ter tempo de antena, quando os novos partidos também podem ter propostas interessantes, que não chegam a ser divulgadas na comunicação social. Hoje na TVI vai André Silva ao "Tenho uma pergunta para si" e confesso que estou muito curioso para ver o que vai dizer. Não conheço a posição do PAN acerca de nada a não ser a questão do ambiente e da defesa dos direitos dos animais. Estou curioso.
 

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Sim, não é de maneira alguma justo que sejam sempre os mesmos partidos a ter tempo de antena, quando os novos partidos também podem ter propostas interessantes, que não chegam a ser divulgadas na comunicação social. Hoje na TVI vai André Silva ao "Tenho uma pergunta para si" e confesso que estou muito curioso para ver o que vai dizer. Não conheço a posição do PAN acerca de nada a não ser a questão do ambiente e da defesa dos direitos dos animais. Estou curioso.


E há muitas mais... não concordando muito com a ideia de um partido como o PAN, as propostas estão disponíveis para quem quiser ler e, em vários artigos de notícias, já se falou que, por exemplo, defendem um aumento do SMN em 50€ por ano, passes gratuitos, mais impostos sobre combustíveis e poluição...
 

CFab

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E há muitas mais... não concordando muito com a ideia de um partido como o PAN, as propostas estão disponíveis para quem quiser ler e, em vários artigos de notícias, já se falou que, por exemplo, defendem um aumento do SMN em 50€ por ano, passes gratuitos, mais impostos sobre combustíveis e poluição...
Sim, eu estou curioso porque não ouvi nada e também não fiz a minha pesquisa 😂 não estou a colocar em causa que tenham boas propostas, apenas nunca as ouvi/ li, apenas essa a razão da minha curiosidade...
 
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Júlio Ribeiro

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Sim, eu estou curioso porque não ouvi nada e também não fiz a minha pesquisa 😂 não estou a colocar em causa que tenham boas propostas, apenas nunca as ouvi/ li, apenas essa a razão da minha curiosidade...
Não comentei se as propostas deles são boas ou más. O que disse é que eles já revelaram propostas. Só isso.
 
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