Enfermagem

suvarela

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7 Dezembro 2016
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olá, estou no primeiro ano de Enfermagem e essas dúvidas são relativas, porque depende de faculdade para faculdade. Tens de ver para que faculdade gostarias de ir, e ver as exigências da mesma. Ando na faculdade Egas Moniz na Caparica e eles só pedem o exame de Biologia e Geologia como ingresso, não preciso de mais exame nenhum. Relativamente ás disciplinas opcionais no 12ano, podes escolher as que quiseres que tenho quase a certeza que em nenhuma faculdade pedem exigências em relação a isso.
Espero ter ajudado, boa sorte :)
 

TigasPraz

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24 Julho 2018
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63
Curso
Ciências e Tecnologias
Instituição
Secundário
Boas,
Sou aluno de Ciências e Tecnologias do 11º ano e quero seguir enfermagem no futuro... As minhas dúvidas são:
1- Preciso do Exame de Fisico-Quimica A para alguma coisa no âmbito do curso de enfermagem ou posso trocá-lo pelo de Filosofia? (Sendo que com o de filosofia faço o de Biologia e Geologia)
2- Se assim for e fizer o de Filosofia quais são as notas para a entrada na Faculdade?
3- No 12º ano posso escolher Biologia e Psicologia, ou em vez de Psicologia tenho de escolher outra disciplina?
Por enquanto são só estas as dúvidas...
Aguardo resposta,
Obrigado.
Olá Afonso!

Sim podes trocar o exame de Física e Química A pelo de Filosofia se a faculdade onde quiseres entrar apenas peça, por exemplo, as seguintes Provas de Ingresso:

02 Biologia e Geologia
ou
02 Biologia e Geologia
07 Física e Química
ou
02 Biologia e Geologia
19 Matemática A


Podes consultar a média de candidatura no site da DGES:

ESEL: Guia da Candidatura 2018 - Detalhe de Curso
ESEC: Guia da Candidatura 2018 - Detalhe de Curso
ESEP: Guia da Candidatura 2018 - Detalhe de Curso

No 12º ano podes escolher a disciplina que quiseres.

@afonsodp
 

afonsodp

Membro Caloiro
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21 Junho 2018
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2
olá, estou no primeiro ano de Enfermagem e essas dúvidas são relativas, porque depende de faculdade para faculdade. Tens de ver para que faculdade gostarias de ir, e ver as exigências da mesma. Ando na faculdade Egas Moniz na Caparica e eles só pedem o exame de Biologia e Geologia como ingresso, não preciso de mais exame nenhum. Relativamente ás disciplinas opcionais no 12ano, podes escolher as que quiseres que tenho quase a certeza que em nenhuma faculdade pedem exigências em relação a isso.
Espero ter ajudado, boa sorte :)
Obrigado @suvarela :)
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Olá Afonso!

Sim podes trocar o exame de Física e Química A pelo de Filosofia se a faculdade onde quiseres entrar apenas peça, por exemplo, as seguintes Provas de Ingresso:

02 Biologia e Geologia
ou
02 Biologia e Geologia
07 Física e Química
ou
02 Biologia e Geologia
19 Matemática A


Podes consultar a média de candidatura no site da DGES:

ESEL: Guia da Candidatura 2018 - Detalhe de Curso
ESEC: Guia da Candidatura 2018 - Detalhe de Curso
ESEP: Guia da Candidatura 2018 - Detalhe de Curso

No 12º ano podes escolher a disciplina que quiseres.

@afonsodp
Ah ok, Obrigado @TigasPraz ;)
 

IsabelAlmeida90

Membro Caloiro
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9 Maio 2016
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Boa noite! Eu vou começar o meu primeiro ensino clínico em junho e já estou a stressar com uma coisa: a minha tatuagem no pulso. Já li no regulamento que não é permitido ter tatuagens à mostra, mas como fazer para não a mostrar? É impossível. Alguém que já tenha passado por algo semelhante? :astonished:
 

Ana D

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13 Março 2015
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Boa noite! Eu vou começar o meu primeiro ensino clínico em junho e já estou a stressar com uma coisa: a minha tatuagem no pulso. Já li no regulamento que não é permitido ter tatuagens à mostra, mas como fazer para não a mostrar? É impossível. Alguém que já tenha passado por algo semelhante? :astonished:
Olá Isabel!!! Estas a estudar em que escola? Eu estudo em Leiria e tatuagens ou brincos não são permitidos, mas se já tens a tatuagem não há nada a fazer, mesmo que tapes com a base vai saindo com água quando lavas as mãos.
Os professores vão ter de aceitar... mas não vai fazer fácil.
Em estágio poderás apanhar utentes que possam não quer ser cuidados por ti, nesses casos deves adotar um discurso assertivo e até corre bem.
Se precisares de alguma coisa só dizer se estudares em leiria sou estudante de enf também :D , beijinho Ana
 

Jinx

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27 Junho 2017
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Aqueles regulamentos espectaculares da enfermagem do tempo da nightingale :sweatsmile: No meu dizia que só se podia usar meia branca, não sei se com ou sem raquete.
 
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IsabelAlmeida90

Membro Caloiro
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9 Maio 2016
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Eu também estudo em Leiria! Já estou a ver que não vai ser fácil, mas também não posso fazer nada, só se cortar o braço :tearsofjoy: Enfim as mentalidades têm de mudar um bocado, mas pronto, muito obrigada Ana :wink:
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Olá Isabel!!! Estas a estudar em que escola? Eu estudo em Leiria e tatuagens ou brincos não são permitidos, mas se já tens a tatuagem não há nada a fazer, mesmo que tapes com a base vai saindo com água quando lavas as mãos.
Os professores vão ter de aceitar... mas não vai fazer fácil.
Em estágio poderás apanhar utentes que possam não quer ser cuidados por ti, nesses casos deves adotar um discurso assertivo e até corre bem.
Se precisares de alguma coisa só dizer se estudares em leiria sou estudante de enf também :D , beijinho Ana
Eu também estudo em Leiria! Já estou a ver que não vai ser fácil, mas também não posso fazer nada, só se cortar o braço :tearsofjoy: Enfim as mentalidades têm de mudar um bocado, mas pronto, muito obrigada Ana :wink:
 

Andreia C.

Membro Dux
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Enfermagem & Biologia
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12 Outubro 2016
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Curso
Enfermagem
Boas,
Sou aluno de Ciências e Tecnologias do 11º ano e quero seguir enfermagem no futuro... As minhas dúvidas são:
1- Preciso do Exame de Fisico-Quimica A para alguma coisa no âmbito do curso de enfermagem ou posso trocá-lo pelo de Filosofia? (Sendo que com o de filosofia faço o de Biologia e Geologia)
2- Se assim for e fizer o de Filosofia quais são as notas para a entrada na Faculdade?
3- No 12º ano posso escolher Biologia e Psicologia, ou em vez de Psicologia tenho de escolher outra disciplina?
Por enquanto são só estas as dúvidas...
Aguardo resposta,
Obrigado.
1. Oi! Como já e responderam, depende de faculdade para faculdade, por isso recomendo que vás verificar ou que telefone para a(s) faculdade(s).
2. As notas de entrada não dependem, per se, de um exame em específico, mas sim da tua média (10+11+12 COM exames e depois sim, tens a nota de exames que pesa uma percentagem, recomendo que vás ver os cálculos online).
3. No 12º podes escolher a disciplina que bem quiseres e te apetecer. Pessoalmente, escolhi Biologia e Inglês. Não achei que psicologia tivesse feito MUITA falta...
Boa sorte!
Boa noite! Eu vou começar o meu primeiro ensino clínico em junho e já estou a stressar com uma coisa: a minha tatuagem no pulso. Já li no regulamento que não é permitido ter tatuagens à mostra, mas como fazer para não a mostrar? É impossível. Alguém que já tenha passado por algo semelhante? :astonished:
Não stresses com isso... Se já a tens e não a consegues tapar, não a tapes. As mentalidades já não são iguais às da guerra da Crimeia. Ninguém te vai impedir estágio por tatuagem. Se te disserem para a tapares com maquilhagem podes dizer o seguinte: 1. A maquilhagem, por não ser igual à pele e ser uma substância com base oleosa (é sempre) tem um potencial enorme de albergar microrganismos e se não é possível usar pulseiras ou relógios porque = microrganismos, então qual a lógica de tapar com maquilhagem? 2. O "problema" de teres a tatuagem é apenas teu e és tu que tens de lidar com as "consequências" se sequer existirem. Não és a primeira nem a última com tatuagem. Se um utente não quiser cuidados teus, ou tens discurso assertivo - que leva prática -, ou então aceitas porque o utente está no seu direito; o que não faltam são pessoas a precisar e aceitar cuidados, por isso não perdes muito.
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Olá a todos! Pretendo seguir enfermagem no próximo ano, no entanto reside uma dúvida que é: onde estudar enfermagem. Eu sou da zona centro pelo que, por uma questão de conveniência económica e etc, tenho perto de mim o Instituto Politécnico de Leiria (que é, evidentemente, uma opção para mim). Contudo, sempre quis estudar fora, nomeadamente em Coimbra, e sinto que a experiência universitária em Coimbra, em nada se compara com a experiência vivida em Leiria e isso faz-me pensar bastante... O plano de estudos interessa-me mais em Leiria devido ao facto de haver estágio logo no 1º ano, contrariamente à Esenfc e em Leiria tenho muito mais facilidade relativamente a transportes, casa, comida, etc, mas Coimbra é onde sempre quis estar. Posto isto, peço a vossa opinião relativamente a este assunto, preferencialmente estudantes da Esenfc :) Obrigada desde já!!
P.s.: Já fiz várias coisas para me tentar decidir, como por exemplo listas de pros e contras de cada sítio, mas estou mesmo 50/50.
1. Ter estágio no 1º ano nem sempre é mais valia. Confesso que não sei como é o plano da ESEnfC, mas se for de algum modo similar ao da ESEL, então digo-te que não achei que estivesse a perder algo. O único senão é que é na prática que tu descobres se é o que queres e os primeiros 2 anos podem parecer mt teóricos, NO ENTANTO, sinto que a preparação que tive me deu muita confiança para poder estar em estágio e não estar a tremer por tudo quanto é sítio de nervos (e eu ainda tremo, imagino se tivesse entrado no 1º ano em estágio...) Para além disso, como mostram estudos clínicos, os estudantes de enfermagem que entram em EC no 3º ano têm mais confiança E mais horas de contacto práticos (porque o facto de estares a realizar procedimentos em manequins tira o medo e dá-te alguma experiência). Para além de tudo isto, aprendes BEM como fazer de modo CORRETO (há certos princípios que devem ser respeitados e nem todos os profissionais respeitam e acabas por ter uma noção de: okay, agora sei que se pode fazer de vários modos, mas PARA MIM e para o utente, acho melhor assim, e transportas isso para a tua vida profissional).
2. Se queres Coimbra, vai para Coimbra. É melhor estares onde te sentes melhor.
 
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catarina.fonseca16

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12 Janeiro 2017
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1. Oi! Como já e responderam, depende de faculdade para faculdade, por isso recomendo que vás verificar ou que telefone para a(s) faculdade(s).
2. As notas de entrada não dependem, per se, de um exame em específico, mas sim da tua média (10+11+12 COM exames e depois sim, tens a nota de exames que pesa uma percentagem, recomendo que vás ver os cálculos online).
3. No 12º podes escolher a disciplina que bem quiseres e te apetecer. Pessoalmente, escolhi Biologia e Inglês. Não achei que psicologia tivesse feito MUITA falta...
Boa sorte!

Não stresses com isso... Se já a tens e não a consegues tapar, não a tapes. As mentalidades já não são iguais às da guerra da Crimeia. Ninguém te vai impedir estágio por tatuagem. Se te disserem para a tapares com maquilhagem podes dizer o seguinte: 1. A maquilhagem, por não ser igual à pele e ser uma substância com base oleosa (é sempre) tem um potencial enorme de albergar microrganismos e se não é possível usar pulseiras ou relógios porque = microrganismos, então qual a lógica de tapar com maquilhagem? 2. O "problema" de teres a tatuagem é apenas teu e és tu que tens de lidar com as "consequências" se sequer existirem. Não és a primeira nem a última com tatuagem. Se um utente não quiser cuidados teus, ou tens discurso assertivo - que leva prática -, ou então aceitas porque o utente está no seu direito; o que não faltam são pessoas a precisar e aceitar cuidados, por isso não perdes muito.
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1. Ter estágio no 1º ano nem sempre é mais valia. Confesso que não sei como é o plano da ESEnfC, mas se for de algum modo similar ao da ESEL, então digo-te que não achei que estivesse a perder algo. O único senão é que é na prática que tu descobres se é o que queres e os primeiros 2 anos podem parecer mt teóricos, NO ENTANTO, sinto que a preparação que tive me deu muita confiança para poder estar em estágio e não estar a tremer por tudo quanto é sítio de nervos (e eu ainda tremo, imagino se tivesse entrado no 1º ano em estágio...) Para além disso, como mostram estudos clínicos, os estudantes de enfermagem que entram em EC no 3º ano têm mais confiança E mais horas de contacto práticos (porque o facto de estares a realizar procedimentos em manequins tira o medo e dá-te alguma experiência). Para além de tudo isto, aprendes BEM como fazer de modo CORRETO (há certos princípios que devem ser respeitados e nem todos os profissionais respeitam e acabas por ter uma noção de: okay, agora sei que se pode fazer de vários modos, mas PARA MIM e para o utente, acho melhor assim, e transportas isso para a tua vida profissional).
2. Se queres Coimbra, vai para Coimbra. É melhor estares onde te sentes melhor.

Não podemos ter tatuagens visíveis nem usar maquilhagem no estágio? Não fazia ideia
 

Andreia C.

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12 Outubro 2016
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Enfermagem
Não podemos ter tatuagens visíveis nem usar maquilhagem no estágio? Não fazia ideia
Não "deves" usar maquilhagem (depende muito dos professores... tenho profs que dizem que se parecer-mos meias mortas, o que acontece, mais vale usar corretor, rímel e blush discreto). A ideia é não ires a parecer que vais ao bar, sair, fazer um drag show, ya get the drift.
Quanto a tatuagens... enfim... há muita gente que usa e ninguém diz - nem deve! - dizer nada. Eu ter tatuagens, não faz com que deixe de ser boa profissional...
Agora, unhas pintadas/de gel/de gelinho/que não sejam a unha natural; acessórios como pulseiras, colares, anéis, etc; brincos que passem o lóbulo, são proibidos e com boa razão: são um perigo para contaminação e um perigo para ti (não é a primeira vez que oiço alguém ter os lóbulos das orelhas rasgados porque decidiu usar argolas...)
 

lckk

Membro Dux
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19 Junho 2015
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Não "deves" usar maquilhagem (depende muito dos professores... tenho profs que dizem que se parecer-mos meias mortas, o que acontece, mais vale usar corretor, rímel e blush discreto). A ideia é não ires a parecer que vais ao bar, sair, fazer um drag show, ya get the drift.
Quanto a tatuagens... enfim... há muita gente que usa e ninguém diz - nem deve! - dizer nada. Eu ter tatuagens, não faz com que deixe de ser boa profissional...
Agora, unhas pintadas/de gel/de gelinho/que não sejam a unha natural; acessórios como pulseiras, colares, anéis, etc; brincos que passem o lóbulo, são proibidos e com boa razão: são um perigo para contaminação e um perigo para ti (não é a primeira vez que oiço alguém ter os lóbulos das orelhas rasgados porque decidiu usar argolas...)
Cada um devia poder-se apresentar como quer no seu local de trabalho, desde que não coloque a integridade dos outros em risco. Agora usar maquilhagem ou não, ter o corpo coberto por tatuagens wtv, cada um sabe de si.
Se alguém não quiser ter cuidados de saúde prestados por uma pessoa que tem uma tatuagem, é bastante discriminatório e deveria poder ser reportado...
 
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Andreia C.

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Cada um devia poder-se apresentar como quer no seu local de trabalho, desde que não coloque a integridade dos outros em risco. Agora usar maquilhagem ou não, ter o corpo coberto por tatuagens wtv, cada um sabe de si.
Se alguém não quiser ter cuidados de saúde prestados por uma pessoa que tem uma tatuagem, é bastante discriminatório e deveria poder ser reportado...
Concordo quanto a primeira parte. Agora relativamente à segunda, cada um está no direito de recusar cuidados por X ou Y tal como eu me posso ver no direito de recusar prestar direitos a X ou Y desde que a razão esteja fundamentada. O que pode acontecer é o utente chegar à conclusão que ou é aquele profissional, ou sopas.
 

lckk

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19 Junho 2015
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Concordo quanto a primeira parte. Agora relativamente à segunda, cada um está no direito de recusar cuidados por X ou Y tal como eu me posso ver no direito de recusar prestar direitos a X ou Y desde que a razão esteja fundamentada. O que pode acontecer é o utente chegar à conclusão que ou é aquele profissional, ou sopas.
Recusar prestar cuidados, ou estes serem recusados, sim. Claro. Mas que seja fundamentado e escrito.
Recusar por alguém ter maquilhagem ou tatuagens não é uma justificação, é discriminação.


Tal como é interessante, alguém recusar-se a prestar cuidados de saúde. Recusa-se e quem os faz é o colega?
 

Jinx

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27 Junho 2017
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O recuso de prestação de cuidados de saúde ao utente é contra o código deontológico do enfermeiros salvo raríssimas excepções (p.e. objecção de consciência, falta de condições mínimas para a prestação de um cuidado). A recusa do utente à prestação de cuidados de saúde prende-se ao conceito básico de prestação de cuidados - consentimento informado. Quando não há consentimento para a prestação de cuidados, os cuidados não poderão ser prestados.
 
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Andreia C.

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Enfermagem & Biologia
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Enfermagem
Recusar prestar cuidados, ou estes serem recusados, sim. Claro. Mas que seja fundamentado e escrito.
Recusar por alguém ter maquilhagem ou tatuagens não é uma justificação, é discriminação.


Tal como é interessante, alguém recusar-se a prestar cuidados de saúde. Recusa-se e quem os faz é o colega?
Isso não é sempre assim. Eu enquanto utente posso pedir que os cuidados sejam prestados por alguém de certo e determinado sexo/género e não é raro que isso aconteça (imagina situações de cuidados de higiene de uma rapariga adolescente que não se sente confortável com um profissional do sexo/género masculino, por exemplo). Lá está, eu concordo que não se deva discriminar por maquilhagem e tatuagens, a questão é que isso pode acontecer, tal como relativamente a isso também podes dizer à pessoa que ou é aquela pessoa que presta os cuidados, ou sopas - se são situações diferentes, claro que sim e não estou a dizer o contrário, mas burocraticamente é tudo muito complexo, infelizmente e depois há sempre o medo de "represálias". A verdade é que onde já estagiei tinha enfermeir@s com maquilhagem, piercing e tatuagens e embora existissem comentários, era algo que era ignorado ou passado ao lado - até ouvi perguntas de interesse relativamente a tatuagens.
Relativamente a eu como profissional, por objeção de consciência (que não é assim tão raro) OU porque - e isto é um exemplo que me é dado frequentemente - eu também posso não se sentir bem a prestar um certo e determinado número de cuidados (imagina que por exemplo tiveste uma morte na família e percebes que nem para ti nem para ninguém é benéfico estares a prestar cuidados ao corpo falecido, pedes que o colega o faça, por exemplo; imagina que trabalhas numa unidade de cuidados intensivos que tem Neo e Pediatria ao mesmo tempo, imagina que estás grávida ou tens um bebé recém nascido e toda aquela parafernália te está a causar impressão porque estás a projetar a tua vida ali, acontece e tu podes - e deves, porque afinal de contas, estás tu a ser prejudicada mas podes não prestar os cuidados da melhor forma - pedir para que te substituam enquanto tu vais fazer outras tarefas.) Aqui o pressuposto que se encontra é o da não maleficiência; se eu num dado momento não me sinto apta a prestar os melhor cuidados, não o faço - se tiver opção (também existem muitas situações em que o profissional tem de aguentar "à bronca", o que também tem os seus malefícios).
 

a fish

(mandem-me ir estudar, sff)
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Isso não é sempre assim. Eu enquanto utente posso pedir que os cuidados sejam prestados por alguém de certo e determinado sexo/género e não é raro que isso aconteça (imagina situações de cuidados de higiene de uma rapariga adolescente que não se sente confortável com um profissional do sexo/género masculino, por exemplo). Lá está, eu concordo que não se deva discriminar por maquilhagem e tatuagens, a questão é que isso pode acontecer, tal como relativamente a isso também podes dizer à pessoa que ou é aquela pessoa que presta os cuidados, ou sopas - se são situações diferentes, claro que sim e não estou a dizer o contrário, mas burocraticamente é tudo muito complexo, infelizmente e depois há sempre o medo de "represálias". A verdade é que onde já estagiei tinha enfermeir@s com maquilhagem, piercing e tatuagens e embora existissem comentários, era algo que era ignorado ou passado ao lado - até ouvi perguntas de interesse relativamente a tatuagens.
Relativamente a eu como profissional, por objeção de consciência (que não é assim tão raro) OU porque - e isto é um exemplo que me é dado frequentemente - eu também posso não se sentir bem a prestar um certo e determinado número de cuidados (imagina que por exemplo tiveste uma morte na família e percebes que nem para ti nem para ninguém é benéfico estares a prestar cuidados ao corpo falecido, pedes que o colega o faça, por exemplo; imagina que trabalhas numa unidade de cuidados intensivos que tem Neo e Pediatria ao mesmo tempo, imagina que estás grávida ou tens um bebé recém nascido e toda aquela parafernália te está a causar impressão porque estás a projetar a tua vida ali, acontece e tu podes - e deves, porque afinal de contas, estás tu a ser prejudicada mas podes não prestar os cuidados da melhor forma - pedir para que te substituam enquanto tu vais fazer outras tarefas.) Aqui o pressuposto que se encontra é o da não maleficiência; se eu num dado momento não me sinto apta a prestar os melhor cuidados, não o faço - se tiver opção (também existem muitas situações em que o profissional tem de aguentar "à bronca", o que também tem os seus malefícios).
Onde está a legislação sobre isso? O utente tem direito formal e consagrado a recusar ser atendido por uma mulher/homem? E se não houver ninguém escalado do sexo 'desejado', como se faz? Na perspetiva do profissional, percebo o bom-senso (e a ética) de se dever libertar a pessoa dessas tarefas ou de mudar o profissional de serviço, mas isso está legalizado, formalizado? destas coisas não me falaram na faculdade, mas a ideia que tenho é que não, é de é tudo baseado no bom-senso, na fuga a conflitos ("opá, que vá a outra enfermeira e pronto, não tou pra me chatear") e na simplicidade (tipo em Ginecologia pedirem para ser vistas por uma mulher... como aí uns 90% dos médicos de GO são médicas, se não se fizesse o pedido vinha uma mulher à mesma)

A mim um homem pediu-me para sair de uma consulta (tipo MGF) porque tinha um problema no pénis e não queria que eu estivesse presente. Como se tratava de um estabelecimento prisional (e a questão das escolhas é mais delicada aí), era estudante (não essencial ao processo, portanto) e fui apanhada de surpresa, saí. Agora se daqui a uns anos alguém nas urgências me disser que não ser tratado por mim porque confia mais em homens... não acho que tenha grande direito a ser observado por outro médico, sinceramente.
E se eu tiver tatuagens e 'meter medo'? E se eu usar véu e 'meter medo' também? E se eu for loira e 'parecer burra'? E se for gay e 'ainda me transmite essa coisa'? No privado façam lá o que quiserem com o dinheiro (e mesmo assim tenho algumas dúvidas...), no público não acho que tenham muito por ser Ambrósios.
 

Andreia C.

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Onde está a legislação sobre isso? O utente tem direito formal e consagrado a recusar ser atendido por uma mulher/homem? E se não houver ninguém escalado do sexo 'desejado', como se faz? Na perspetiva do profissional, percebo o bom-senso (e a ética) de se dever libertar a pessoa dessas tarefas ou de mudar o profissional de serviço, mas isso está legalizado, formalizado? destas coisas não me falaram na faculdade, mas a ideia que tenho é que não, é de é tudo baseado no bom-senso, na fuga a conflitos ("opá, que vá a outra enfermeira e pronto, não tou pra me chatear") e na simplicidade (tipo em Ginecologia pedirem para ser vistas por uma mulher... como aí uns 90% dos médicos de GO são médicas, se não se fizesse o pedido vinha uma mulher à mesma)

A mim um homem pediu-me para sair de uma consulta (tipo MGF) porque tinha um problema no pénis e não queria que eu estivesse presente. Como se tratava de um estabelecimento prisional (e a questão das escolhas é mais delicada aí), era estudante (não essencial ao processo, portanto) e fui apanhada de surpresa, saí. Agora se daqui a uns anos alguém nas urgências me disser que não ser tratado por mim porque confia mais em homens... não acho que tenha grande direito a ser observado por outro médico, sinceramente.
E se eu tiver tatuagens e 'meter medo'? E se eu usar véu e 'meter medo' também? E se eu for loira e 'parecer burra'? E se for gay e 'ainda me transmite essa coisa'? No privado façam lá o que quiserem com o dinheiro (e mesmo assim tenho algumas dúvidas...), no público não acho que tenham muito por ser Ambrósios.
Diário da República, 1.ª série — N.º 57 — 21 de março de 2014: "Direito de escolha 1 — O utente dos serviços de saúde tem direito de escolha dos serviços e prestadores de cuidados de saúde, na medida dos recursos existentes." sempre em conformidade com os recursos existentes MAS existentes esses recursos, o utente está no seu direito.
Relativamente aos profissionais, penso que está algo que pode ser usado no Código Deontológico, mas sem certezas - o que não deixa de ser um bom senso que deve ser aplicado; se eu não consigo naquele momento prestar cuidados, eu não ponho vidas em risco.
Update: Em código deontológico de Enfermagem, relativo à escolha do utente: Artigo 104.º: "c) Respeitar e possibilitar ao indivíduo a liberdade de opção de ser cuidado por outro enfermeiro, quando tal opção seja viável e não ponha em risco a sua saúde;"; Relativamente aos impedimentos de um profissional de realizar certa e determinada tarefa: Artigo 109.º: "O enfermeiro procura, em todo o ato profissional, a excelência do exercício, assumindo o dever de: (...) d) Assegurar, por todos os meios ao seu alcance, as condições de trabalho que permitam exercer a profissão com dignidade e autonomia, comunicando, através das vias competentes, as deficiências que prejudiquem a qualidade de cuidados; e) Garantir a qualidade e assegurar a continuidade dos cuidados das atividades que delegar, assumindo a responsabilidade pelos mesmos; (...)"

Agora, tens razão quando dizes: "E se eu tiver tatuagens e 'meter medo'? E se eu usar véu e 'meter medo' também? E se eu for loira e 'parecer burra'? E se for gay e 'ainda me transmite essa coisa'? No privado façam lá o que quiserem com o dinheiro (e mesmo assim tenho algumas dúvidas...), no público não acho que tenham muito por ser Ambrósios.", especialmente a última parte porque no público nem para atenderes quem tens de atender tens grandes recursos, quanto mais teres médicos do sexo que se quer porque a pessoa não quer... Lá está, isto tem pano para mangas.
 
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a fish

(mandem-me ir estudar, sff)
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Diário da República, 1.ª série — N.º 57 — 21 de março de 2014: "Direito de escolha 1 — O utente dos serviços de saúde tem direito de escolha dos serviços e prestadores de cuidados de saúde, na medida dos recursos existentes." sempre em conformidade com os recursos existentes MAS existentes esses recursos, o utente está no seu direito.
Relativamente aos profissionais, penso que está algo que pode ser usado no Código Deontológico, mas sem certezas - o que não deixa de ser um bom senso que deve ser aplicado; se eu não consigo naquele momento prestar cuidados, eu não ponho vidas em risco.
Update: Em código deontológico de Enfermagem, relativo à escolha do utente: Artigo 104.º: "c) Respeitar e possibilitar ao indivíduo a liberdade de opção de ser cuidado por outro enfermeiro, quando tal opção seja viável e não ponha em risco a sua saúde;"; Relativamente aos impedimentos de um profissional de realizar certa e determinada tarefa: Artigo 109.º: "O enfermeiro procura, em todo o ato profissional, a excelência do exercício, assumindo o dever de: (...) d) Assegurar, por todos os meios ao seu alcance, as condições de trabalho que permitam exercer a profissão com dignidade e autonomia, comunicando, através das vias competentes, as deficiências que prejudiquem a qualidade de cuidados; e) Garantir a qualidade e assegurar a continuidade dos cuidados das atividades que delegar, assumindo a responsabilidade pelos mesmos; (...)"
interpreto "escolha dos serviços e prestadores de cuidadores de cuidados de saúde" numa escala mais macro - de poder escolher um certo hospital e não outro. quanto ao código deontológico de Enfermagem, não me parece que tenha sido escrito para permitir aos doentes discriminarem profissionais de saúde...; quanto ao extrato do artigo 109.º que citaste, muito bonito, pouco aplicado na prática, e só muito indiretamente passível de justificar as situações de troca de enfermeiro por luto/sofrimento psicológico do mesmo. mas obviamente que estou longe de ser advogada e que não domino o código deontológico de Enfermagem :p
 

Andreia C.

Membro Dux
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Enfermagem
interpreto "escolha dos serviços e prestadores de cuidadores de cuidados de saúde" numa escala mais macro - de poder escolher um certo hospital e não outro. quanto ao código deontológico de Enfermagem, não me parece que tenha sido escrito para permitir aos doentes discriminarem profissionais de saúde...; quanto ao extrato do artigo 109.º que citaste, muito bonito, pouco aplicado na prática, e só muito indiretamente passível de justificar as situações de troca de enfermeiro por luto/sofrimento psicológico do mesmo. mas obviamente que estou longe de ser advogada e que não domino o código deontológico de Enfermagem :p
Diz mesmo prestador de cuidados, sendo que isto, por ser vago pode ser interpretado de mil e uma maneiras, inclusive a de escolha de profissional. A questão é: um enfermeiro pertencente a um serviço PODE E DEVE pedir que sejam os cuidados prestados por um outro colega! Eu sei que isto é diferente na classe médica porque normalmente cada médico tem um utente só seu (está no processo patati lálálá), num serviço, é designado em passagem de turno, mas não é fixo! Há ainda muitos serviços em que todos os enfermeiros prestam cuidados a todos os utentes - isto tem um nome de método de trabalho mas não me lembro ahah -, por exemplo: um enfermeiro só para banhos, um enfermeiro só para levantes, um enfermeiro só para administração de medicação, logo não é inteiramente fixo. É completamente viável que, se achar que coloco a minha saúde ou a saúde dos outros em risco, peça para naquele momento ser substituída - aliás, uma enfermeira grávida pede ao colega para ir ao serviço de radiologia levar o cliente, porque não pode lá ir; nós sabemos tudo o que é relevante para todos os utentes e não apenas do "nosso" utente...

That all being said: eu compreendo toda a questão da discriminação E NÃO CONCORDO que possa ser feita, mas concordo que existe bom senso e que se há de facto discriminação sem propósito, isso deveria ser reportado, claro.
 

lckk

Membro Dux
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19 Junho 2015
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1,169
O recuso de prestação de cuidados de saúde ao utente é contra o código deontológico do enfermeiros salvo raríssimas excepções (p.e. objecção de consciência, falta de condições mínimas para a prestação de um cuidado). A recusa do utente à prestação de cuidados de saúde prende-se ao conceito básico de prestação de cuidados - consentimento informado. Quando não há consentimento para a prestação de cuidados, os cuidados não poderão ser prestados.
Se não há consentimento por parte do utente para prestação de cuidados, estes não deverão ser prestados. O consentimento informado escrito tpicamente não obriga a que seja determinado profissional a realizar esse acto, apenas dá autorização para que este seja realizado.

Isso não é sempre assim. Eu enquanto utente posso pedir que os cuidados sejam prestados por alguém de certo e determinado sexo/género e não é raro que isso aconteça (imagina situações de cuidados de higiene de uma rapariga adolescente que não se sente confortável com um profissional do sexo/género masculino, por exemplo).
Não compreendo tal atitude e abre precedente perigoso de discriminação de género. Porque poderá ser aceitável recusar um profissional por ser do sexo contrário e não é por ter outra etnia/origem/cor? Poderei eu admitir que me recusem como Médica Assistente de alguém porque sou jovem, pequena e mulher e não um homem de 60 anos?

[QUOTE="Andreia C., post: 391583, member: 22064"Relativamente a eu como profissional, por objeção de consciência (que não é assim tão raro) OU porque - e isto é um exemplo que me é dado frequentemente - eu também posso não se sentir bem a prestar um certo e determinado número de cuidados (imagina que por exemplo tiveste uma morte na família e percebes que nem para ti nem para ninguém é benéfico estares a prestar cuidados ao corpo falecido, pedes que o colega o faça, por exemplo; imagina que trabalhas numa unidade de cuidados intensivos que tem Neo e Pediatria ao mesmo tempo, imagina que estás grávida ou tens um bebé recém nascido e toda aquela parafernália te está a causar impressão porque estás a projetar a tua vida ali, acontece e tu podes - e deves, porque afinal de contas, estás tu a ser prejudicada mas podes não prestar os cuidados da melhor forma - pedir para que te substituam enquanto tu vais fazer outras tarefas.) Aqui o pressuposto que se encontra é o da não maleficiência; se eu num dado momento não me sinto apta a prestar os melhor cuidados, não o faço - se tiver opção (também existem muitas situações em que o profissional tem de aguentar "à bronca", o que também tem os seus malefícios).[/QUOTE]

Existem poucas situações em que como profissional de saúde posso ter objeção de consciência, e para tal, preciso de previamente ter declarado por escrito ter essa objeção e comunicar quando exerço esse direito. Não é uma situação pontual de recusa e preciso de previamente não ter realizado tais actos.
Se não tiver apta a prestar os melhores cuidados, então deverá ser ponderada a emissão de um certificado de incapacidade para o trabalho.
 
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