Engenharia Física na Universidade de Coimbra ou Universidade de Aveiro

Nole Ksum

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18 Julho 2018
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Olá,
estou a fazer a candidatura para a 2 fase e irei pôr como 1 opção a Universidade de Aveiro, pois é a Universidade que eu mais conheço entre as duas . A minha dúvida é, em comparação com o curso de Engenharia Física em Aveiro, qual é a posição do curso de Engenharia Física em Coimbra ? Os professores são dedicados a ensinar os alunos ? Qual é o ambiente dentro da Universidade ? Saímos do mestrado integrado bem preparados para o futuro ?
Se acharem que há mais algum ponto relevante a ser mencionado, seria uma grande ajuda!
Obrigado.
 
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23 Julho 2018
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Olá,
estou a fazer a candidatura para a 2 fase e irei pôr como 1 opção a Universidade de Aveiro, pois é a Universidade que eu mais conheço entre as duas . A minha dúvida é, em comparação com o curso de Engenharia Física em Aveiro, qual é a posição do curso de Engenharia Física em Coimbra ? Os professores são dedicados a ensinar os alunos ? Qual é o ambiente dentro da Universidade ? Saímos do mestrado integrado bem preparados para o futuro ?
Se acharem que há mais algum ponto relevante a ser mencionado, seria uma grande ajuda!
Obrigado.
Não sei se sou a pessoa mais indicada para responder mas vou tentar na mesma !
O ano passado estive em física na UC e tinha praticamente as aulas quase todas com engenharia física. O que achei foi que o ensino em geral é muito bom . Os professores ajudam imenso e tens sempre oportunidade de ir aos gabinetes deles tirar dúvidas . Eles disponibilizam se sempre bastante nesse sentido .
Claro que tens cadeiras mais chatas e professores igualmente mas a UC é muito conceituada e dá boas saídas . Em relação aos mestrados tens um mesmo lá que é astronomia e instrumentação para o espaço ou algo do gênero ( tenho quase a certeza que é isto mas não sei a 100%) e muitos mais . Em relação ao ambiente no departamento de física não podia dizer mais bem porque fui realmente muito bem acolhida. As pessoas entreajudam se muito e qualquer dúvida que tenhas perguntas aos de 2°ano ou mais avançados que eles disponibilizam se logo a ajudar te no que precisares !
Em relação á universidade de Aveiro posso dizer que estou este ano a estudar nela é que também estou a gostar bastante . Claro que se ouve dizer que a UA na área das engenharias é também bastante forte por isso é um questão de veres quais os mestrados que te possam interessar mais e o plano curricular do curso .
Independentemente de ires para a UA ou para a UC desejo te tudo de bom ! De certeza que vais ser muito feliz em qualquer das duas 😉
 

Marco Ramos

Membro Veterano
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27 Janeiro 2018
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Curso
Engenharia Fisica
Instituição
FCUP
Como tas decidido no curso, mais valia tirares a tua indecisão com as áreas de "especialidade" nas duas faculdades e escolheres a que achas à partida mais interessante.
 
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André Casal

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28 Julho 2019
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Não sei se sou a pessoa mais indicada para responder mas vou tentar na mesma !
O ano passado estive em física na UC e tinha praticamente as aulas quase todas com engenharia física. O que achei foi que o ensino em geral é muito bom . Os professores ajudam imenso e tens sempre oportunidade de ir aos gabinetes deles tirar dúvidas . Eles disponibilizam se sempre bastante nesse sentido .
Claro que tens cadeiras mais chatas e professores igualmente mas a UC é muito conceituada e dá boas saídas . Em relação aos mestrados tens um mesmo lá que é astronomia e instrumentação para o espaço ou algo do gênero ( tenho quase a certeza que é isto mas não sei a 100%) e muitos mais . Em relação ao ambiente no departamento de física não podia dizer mais bem porque fui realmente muito bem acolhida. As pessoas entreajudam se muito e qualquer dúvida que tenhas perguntas aos de 2°ano ou mais avançados que eles disponibilizam se logo a ajudar te no que precisares !
Em relação á universidade de Aveiro posso dizer que estou este ano a estudar nela é que também estou a gostar bastante . Claro que se ouve dizer que a UA na área das engenharias é também bastante forte por isso é um questão de veres quais os mestrados que te possam interessar mais e o plano curricular do curso .
Independentemente de ires para a UA ou para a UC desejo te tudo de bom ! De certeza que vais ser muito feliz em qualquer das duas 😉
Concordo. Não conheço a Universidade de Coimbra, mas posso dizer que a Universidade de Aveiro é bastante boa em física. Tive vários colegas de secundário a ir para física e o feedback deles é muito positivo tanto a nível da qualidade do ensino como a nível de carreira. Suspeito que deva ser o mesmo na UC, mas na UA existem vários projectos super interessantes de investigação e desenvolvimento a decorrer no departamento de física. Alguns exemplos de que me lembro: desenvolvimento de super-condutores a temperatura ambiente, investigação de materiais com índice de refração inferiores à fibra ótica (permite menos perda de sinal nas comunicações óticas) e investigação do comportamento de materiais a quase-0 Kelvin.
 

Nole Ksum

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18 Julho 2018
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Obrigado a quem respondeu! (@Moonpie @André Casal @Marco Ramos)
Infelizmente não consegui entrar na 2 fase. Em princípio irei concorrer para Coimbra e Aveiro, achei ambos os planos de estudo interessantes e pelo vosso feedback já perdi tanto aquele receio do ambiente de Coimbra.

Gostava de vos pedir mais uma coisa: estou a tentar receber vários pontos de vista sobre se devo ou não concorrer para a 3 fase. A minha situação neste momento é a seguinte: Estou em Eng. Automóvel no 2° ano, se entrar em Física irei perder 4 semanas de aulas e ficarei colocado no 1° ano (provavelmente irei ter algumas equivalências). MAS, isto é o meu sonho entrar em Física, e prefiro perder 4 semanas do que o resto da minha vida.
Gostaria de ouvir a vossa opinião.
 

André Casal

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28 Julho 2019
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Obrigado a quem respondeu! (@Moonpie @André Casal @Marco Ramos)
Infelizmente não consegui entrar na 2 fase. Em princípio irei concorrer para Coimbra e Aveiro, achei ambos os planos de estudo interessantes e pelo vosso feedback já perdi tanto aquele receio do ambiente de Coimbra.

Gostava de vos pedir mais uma coisa: estou a tentar receber vários pontos de vista sobre se devo ou não concorrer para a 3 fase. A minha situação neste momento é a seguinte: Estou em Eng. Automóvel no 2° ano, se entrar em Física irei perder 4 semanas de aulas e ficarei colocado no 1° ano (provavelmente irei ter algumas equivalências). MAS, isto é o meu sonho entrar em Física, e prefiro perder 4 semanas do que o resto da minha vida.
Gostaria de ouvir a vossa opinião.
Olá Nole Ksum (também sou um enorme fã :) Acho que deves seguir os teus sonhos. Tudo se resumo ao teu critério de decisão. Se o teu critério for optimizar para o tempo, ou seja, fazer e atingir o máximo sucesso possível no menor tempo possível, então nunca dês um passo atrás. Se entraste num curso, continua até ao fim. Mas esse é um critério terrível porque desrespeita as tuas vontades, o facto de nós irmos crescendo e mudando aquilo que queremos ao longo da vida e o facto de as coisas nem sempre correrem como queremos (podemos querer entrar no curso A mas entramos no B). O meu critério governante de decisão é optimizar para o potencial de felicidade e isso, geralmente, involve uma introspecção e descobrir o que é que eu realmente quero - mais difícil e raro do que possa parecer. Digo potencial porque muitas vezes as nossas decisões funcionam como um investimento e não sabemos se o resultado vai ser positivo, mas o valor líquido do conjunto dessas decisões é bastante positivo.

Deixa-me dar-te um exemplo, embora simplificado, para isto não ser tudo abstrato. Depois do curso enfrentei a decisão de trabalhar numa empresa ou abrir o meu próprio negócio. Assumindo competência, trabalhar numa empresa traz a segurança e o conforto de saber que o dinheiro chega certinho no fim do mês. Abrir o próprio negócio traz o risco de ficar sem dinheiro. Por outro lado trabalhar numa empresa tem, necessáriamente, um limite em relação àquilo que se pode fazer e ao dinheiro que se pode ganhar. Por outro lado, ao abrir a própria empresa, esse limite está apenas relacionado com a nossa capacidade de aprendizagem, adaptação, introspecção, resistência à dor, etc. Abrir uma empresa é um caminho consideravelmente mais difícil, mas se eu aplicar o critério de maximizar o potencial para felicidade, abrir uma empresa torna-se o caminho óbvio.

Isto para dizer o seguinte: quando tomares uma decisão, garante que o teu critério de decisão é explícito (i.e. literalmente escrito, em palavras) e que é esse o critério que tu realmente queres. A mim parece-me que sim 👍
 
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Nole Ksum

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18 Julho 2018
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Olá Nole Ksum (também sou um enorme fã :) Acho que deves seguir os teus sonhos. Tudo se resumo ao teu critério de decisão. Se o teu critério for optimizar para o tempo, ou seja, fazer e atingir o máximo sucesso possível no menor tempo possível, então nunca dês um passo atrás. Se entraste num curso, continua até ao fim. Mas esse é um critério terrível porque desrespeita as tuas vontades, o facto de nós irmos crescendo e mudando aquilo que queremos ao longo da vida e o facto de as coisas nem sempre correrem como queremos (podemos querer entrar no curso A mas entramos no B). O meu critério governante de decisão é optimizar para o potencial de felicidade e isso, geralmente, involve uma introspecção e descobrir o que é que eu realmente quero - mais difícil e raro do que possa parecer. Digo potencial porque muitas vezes as nossas decisões funcionam como um investimento e não sabemos se o resultado vai ser positivo, mas o valor líquido do conjunto dessas decisões é bastante positivo.

Deixa-me dar-te um exemplo, embora simplificado, para isto não ser tudo abstrato. Depois do curso enfrentei a decisão de trabalhar numa empresa ou abrir o meu próprio negócio. Assumindo competência, trabalhar numa empresa traz a segurança e o conforto de saber que o dinheiro chega certinho no fim do mês. Abrir o próprio negócio traz o risco de ficar sem dinheiro. Por outro lado trabalhar numa empresa tem, necessáriamente, um limite em relação àquilo que se pode fazer e ao dinheiro que se pode ganhar. Por outro lado, ao abrir a própria empresa, esse limite está apenas relacionado com a nossa capacidade de aprendizagem, adaptação, introspecção, resistência à dor, etc. Abrir uma empresa é um caminho consideravelmente mais difícil, mas se eu aplicar o critério de maximizar o potencial para felicidade, abrir uma empresa torna-se o caminho óbvio.

Isto para dizer o seguinte: quando tomares uma decisão, garante que o teu critério de decisão é explícito (i.e. literalmente escrito, em palavras) e que é esse o critério que tu realmente queres. A mim parece-me que sim 👍
Ele foi uma das pessoas que me inspirou enquanto estive no secundário :)

Obrigado pela tua perspetiva detalhada. Na minha vida (tenho 19 anos) sempre fui daquelas pessoas que correu riscos e que sempre foi otimista, mesmo que o acontecimento não fosse feliz, porque no final de contas, tudo é uma experiência. Partilho a mesma ideia em relacão ao criar uma empresa vs trabalhar numa. Apoio a ideia de sairmos da nossa zona de conforto, mas também temos que saber quando parar, porque a vida é uma questão de equilibrio. Para ser especifico, este ano será o último em que irei tentar entrar em Fisica, pois se não entrar, para o ano estarei a acabar a Licenciatura em Eng. Automóvel (um curso que é do meu agrado) e penso que irá valer mais a pena focar-me em alcancar os meus objetivos através deste curso superior.

Em relacão ao tomar decisões, sigo o pensamento "First Principles" (pareceu-me ser esta a tua sugestão de enfrentar este tipo de situacões), em que se comeca a partir da raiz do problema e se vai construindo um mapa dentro da nossa cabeca de vários caminhos possíveis que se possa tomar (tal como uma árvore). A partir da análise dos vários caminhos, tomo a minha decisão, tendo em conta o que eu quero, o que me faz sentir realizado e a realidade.

A mim também me parece que sim :)
Mais uma vez, obrigado!
 

André Casal

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28 Julho 2019
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Ele foi uma das pessoas que me inspirou enquanto estive no secundário :)

Obrigado pela tua perspetiva detalhada. Na minha vida (tenho 19 anos) sempre fui daquelas pessoas que correu riscos e que sempre foi otimista, mesmo que o acontecimento não fosse feliz, porque no final de contas, tudo é uma experiência. Partilho a mesma ideia em relacão ao criar uma empresa vs trabalhar numa. Apoio a ideia de sairmos da nossa zona de conforto, mas também temos que saber quando parar, porque a vida é uma questão de equilibrio. Para ser especifico, este ano será o último em que irei tentar entrar em Fisica, pois se não entrar, para o ano estarei a acabar a Licenciatura em Eng. Automóvel (um curso que é do meu agrado) e penso que irá valer mais a pena focar-me em alcancar os meus objetivos através deste curso superior.

Em relacão ao tomar decisões, sigo o pensamento "First Principles" (pareceu-me ser esta a tua sugestão de enfrentar este tipo de situacões), em que se comeca a partir da raiz do problema e se vai construindo um mapa dentro da nossa cabeca de vários caminhos possíveis que se possa tomar (tal como uma árvore). A partir da análise dos vários caminhos, tomo a minha decisão, tendo em conta o que eu quero, o que me faz sentir realizado e a realidade.

A mim também me parece que sim :)
Mais uma vez, obrigado!
Impecável, é isso mesmo! Fico muito feliz de ver que também pensas a partir de primeiros princípios. É a melhor forma de pensar.

Em relação às decisões, queria dar-te uma perspectiva diferente: como dizes, se imaginares as várias decisões que tomas no dia à dia e as várias que tomas ao longo da vida, temos uma enorme árvore de decisões. No entanto, construir um mapa mental de decisões (com o objetivo de escolher um caminho baseado na previsão do seu resultado) tem três problemas: é cognitivamente muito custoso e ficas cansado rapidamente, a escolha da decisão é baseada numa previsão (com o erro associado que isso tem) e os critérios de decisão nunca chegam a ser explícitos (embora os possas tornar explícitos à mesma se quiseres).

Uma forma de garantir que as tuas decisões se tornam cada vez mais fáceis e melhores é fazer um esforço para que os teus critérios de decisão se tornem explícitos. Eu faço um esforço para me impedir de tomar uma decisão até conseguir tornar o critério de decisão explícito (i.e. até conseguir verbalizá-lo). Muitas vezes apanho critérios de decisão completamente absurdos, estúpidos e, às vezes, hilariantes!

Muitas vezes também me apanho num empasse em que não sei que decisão tomar e isso significa que tenho vários critérios em conflito. Por exemplo: "Devo sair com os meus amigos até tarde ou ficar em casa a estudar?" Tenho necessidade de socializar e divertir e sei que amanhã me vou sentir culpado se for, mas também sei que se ficar a estudar vou-me sentir frustrado e amanhã eles vão-me fazer sentir culpado por não ter ido. Qual é o meu critério de decisão mais relevante? Socialização, diversão, progresso? Ficar bem visto aos olhos dos meus amigos/colegas por sair à noite, ficar bem visto aos olhos dos pais/professores por ficar a estudar? Ficar bem visto pela miúda que vai estar na festa e na qual eu tenho um interesse? O primeiro passo é perguntarmo-nos quais os critérios de decisão em conflito e conseguir verbalizá-los. Uma vez que se tornem explícitos, é fácil corrigi-los.

De volta ao método: à medida que vais tornando os teus critérios de decisão explícitos (e, consequentemente, analisáveis e corrigíveis) o caminho certo na imensa árvore de decisões torna-se claro e óbvio (embora às vezes contra-intuítivo) e deixa de ser necessário o esforço mental de segurares a árvore de decisões na cabeça. Um critério de decisão explícito torna as decisões extremamente fáceis. O que custa é o processo inicial de os tornar explícitos, mas só custa uma vez.
 

Nole Ksum

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18 Julho 2018
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Impecável, é isso mesmo! Fico muito feliz de ver que também pensas a partir de primeiros princípios. É a melhor forma de pensar.

Em relação às decisões, queria dar-te uma perspectiva diferente: como dizes, se imaginares as várias decisões que tomas no dia à dia e as várias que tomas ao longo da vida, temos uma enorme árvore de decisões. No entanto, construir um mapa mental de decisões (com o objetivo de escolher um caminho baseado na previsão do seu resultado) tem três problemas: é cognitivamente muito custoso e ficas cansado rapidamente, a escolha da decisão é baseada numa previsão (com o erro associado que isso tem) e os critérios de decisão nunca chegam a ser explícitos (embora os possas tornar explícitos à mesma se quiseres).

Uma forma de garantir que as tuas decisões se tornam cada vez mais fáceis e melhores é fazer um esforço para que os teus critérios de decisão se tornem explícitos. Eu faço um esforço para me impedir de tomar uma decisão até conseguir tornar o critério de decisão explícito (i.e. até conseguir verbalizá-lo). Muitas vezes apanho critérios de decisão completamente absurdos, estúpidos e, às vezes, hilariantes!

Muitas vezes também me apanho num empasse em que não sei que decisão tomar e isso significa que tenho vários critérios em conflito. Por exemplo: "Devo sair com os meus amigos até tarde ou ficar em casa a estudar?" Tenho necessidade de socializar e divertir e sei que amanhã me vou sentir culpado se for, mas também sei que se ficar a estudar vou-me sentir frustrado e amanhã eles vão-me fazer sentir culpado por não ter ido. Qual é o meu critério de decisão mais relevante? Socialização, diversão, progresso? Ficar bem visto aos olhos dos meus amigos/colegas por sair à noite, ficar bem visto aos olhos dos pais/professores por ficar a estudar? Ficar bem visto pela miúda que vai estar na festa e na qual eu tenho um interesse? O primeiro passo é perguntarmo-nos quais os critérios de decisão em conflito e conseguir verbalizá-los. Uma vez que se tornem explícitos, é fácil corrigi-los.

De volta ao método: à medida que vais tornando os teus critérios de decisão explícitos (e, consequentemente, analisáveis e corrigíveis) o caminho certo na imensa árvore de decisões torna-se claro e óbvio (embora às vezes contra-intuítivo) e deixa de ser necessário o esforço mental de segurares a árvore de decisões na cabeça. Um critério de decisão explícito torna as decisões extremamente fáceis. O que custa é o processo inicial de os tornar explícitos, mas só custa uma vez.
Concordo plenamente contigo! Eu neste momento estou num impasse em que não irá ser possível entrar na 3° fase (Aveiro nem deixa apresentar candidatura e Coimbra apresenta 0 vagas) e estou a tentar seguir exatamente o método que me recomendaste e é possível ter uma perspectiva mais ampla e mais limpa, só que não tenho muitas opções para resolver este problema. As opções seriam ser aluno externo da UA ou UC (Mas isso penso que esteja fora de questão, já que o ano passado fui aluno externo em Eng. Automóvel - não sei porque é que não fui logo aluno externo de Física, acho que era por receio de não entrar no ano seguinte e porque estava totalmente à nora na altura- e não quero estar a meter esse peso outra vez em cima dos meus pais e pessoalmente, era uma reflexão de más decisões da minha parte) ou simplesmente desistir de Física. Já pensei se seria possível trocar com algum aluno, mas neste momento penso que não seja possível. Outra ideia que neste momento ache que não faça muito sentido é acabar este curso e tentar física
 

André Casal

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28 Julho 2019
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Hum, deixa-me ajudar-te a fazer um brainstorm. Pode ser que te ajude a tomar uma decisão.
- Continuar no curso que estás e acabá-lo.
- Continuar no curso que estás, acabá-lo e tirar Física depois.
- Continuar no curso que estás e tentar mudar para física para o ano que vem.
- Sair da universidade e esar este ano letivo para trabalhar e ganhar dinheiro para pagar as propinas dos próximos 3-6 anos de universidade. O peso que sentes colocar sobre os teus pais, parcialmente, desapareceria.
- Escolher outra universidade que aceite 3ª fase. Para o ano que vem podes sempre mudar-te para Coimbra ou Aveiro.
- Pedir transferência interna com outro aluno que saia de Física.

Espero que ajude.
 

Nole Ksum

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18 Julho 2018
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Hum, deixa-me ajudar-te a fazer um brainstorm. Pode ser que te ajude a tomar uma decisão.
- Continuar no curso que estás e acabá-lo.
- Continuar no curso que estás, acabá-lo e tirar Física depois.
- Continuar no curso que estás e tentar mudar para física para o ano que vem.
- Sair da universidade e esar este ano letivo para trabalhar e ganhar dinheiro para pagar as propinas dos próximos 3-6 anos de universidade. O peso que sentes colocar sobre os teus pais, parcialmente, desapareceria.
- Escolher outra universidade que aceite 3ª fase. Para o ano que vem podes sempre mudar-te para Coimbra ou Aveiro.
- Pedir transferência interna com outro aluno que saia de Física.

Espero que ajude.
Sim, ajudou, obrigado! Irei tentar Coimbra e ver em Aveiro se existe alunos que pretendem fazer transferência como mencionaste.
Se não conseguir ambos, tenho as opções de continuar no curso que estou e seguir em frente ou ir como aluno externo para Aveiro (o que é muito pouco provável de acontecer).
Estou ainda na dúvida se apresento candidatura para o Porto e/ou Minho, pensarei nisso até ao final do dia.

Mais uma vez, agradeço-te pela tua ajuda excepcional!
 
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Joãoc2001

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Obrigado a quem respondeu! (@Moonpie @André Casal @Marco Ramos)
Infelizmente não consegui entrar na 2 fase. Em princípio irei concorrer para Coimbra e Aveiro, achei ambos os planos de estudo interessantes e pelo vosso feedback já perdi tanto aquele receio do ambiente de Coimbra.

Gostava de vos pedir mais uma coisa: estou a tentar receber vários pontos de vista sobre se devo ou não concorrer para a 3 fase. A minha situação neste momento é a seguinte: Estou em Eng. Automóvel no 2° ano, se entrar em Física irei perder 4 semanas de aulas e ficarei colocado no 1° ano (provavelmente irei ter algumas equivalências). MAS, isto é o meu sonho entrar em Física, e prefiro perder 4 semanas do que o resto da minha vida.
Gostaria de ouvir a vossa opinião.
Eu sei quem é muito offtopic, mas estás em engenharia automóvel onde? Trabalhar com automóveis é o meu sonho mas tenho medo de arriscar em algum curso. Podes-me dar alguma ajuda?
 

Nole Ksum

Membro
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18 Julho 2018
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Eu sei quem é muito offtopic, mas estás em engenharia automóvel onde? Trabalhar com automóveis é o meu sonho mas tenho medo de arriscar em algum curso. Podes-me dar alguma ajuda?
Estou a tirar em Leiria. Engenharia Automóvel só existe aqui e no Porto Engenharia Mecânica Automóvel.

Tu em Engenharia Automóvel sem dúvida que irás aprender bastante, mas é possível trabalhar com automóveis mesmo sem tirar um curso superior nessa área. Mas, precisarás é de trabalhar mais para alcançar esse teu objetivo, ou seja, aprender por ti e ir á procura de mais oportunidades. Não digo que num curso superior não tenhas que fazer o mesmo, mas estás mais centrado para o que tu queres e abre te mais portas.

Qual é o medo que tens em arriscar num curso superior ?
 

Joãoc2001

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14 Julho 2019
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Estou a tirar em Leiria. Engenharia Automóvel só existe aqui e no Porto Engenharia Mecânica Automóvel.

Tu em Engenharia Automóvel sem dúvida que irás aprender bastante, mas é possível trabalhar com automóveis mesmo sem tirar um curso superior nessa área. Mas, precisarás é de trabalhar mais para alcançar esse teu objetivo, ou seja, aprender por ti e ir á procura de mais oportunidades. Não digo que num curso superior não tenhas que fazer o mesmo, mas estás mais centrado para o que tu queres e abre te mais portas.

Qual é o medo que tens em arriscar num curso superior ?
Sim, o curso superior e sem dúvida a minha prioridade. Podia era escolher algo mais abrangente e não estar tão próximo dos automóveis
 

Nole Ksum

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18 Julho 2018
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Sim, o curso superior e sem dúvida a minha prioridade. Podia era escolher algo mais abrangente e não estar tão próximo dos automóveis
Posso te dar o meu exemplo, apesar de não se ter concretizado: Eu estava para tirar Engenharia Física por esse motivo. Eu gosto bastante de automóveis, mas queria ter a possibilidade de poder fazer mais para além disso. Para ajudar, eu adoro Física e engenharia num só, desde a mecânica clássica, a astrofísica até à mecânica quântica, daí a minha escolha de Engenharia Física.

O meu plano era tirar Engenharia Física e envolver me em projetos relacionados com as áreas que me interessavam - fazer projetos é essencial, faz-te crescer como pessoa e é algo que te vai ajudar bastante no futuro, tanto em decisões como a nível profissional.

Concluindo, não necessitas de tirar apenas Engenharia Automóvel para trabalhar em automóveis. Vê os cursos que gostas e que possam estar relacionados com a área- por exemplo engenharia física, engenharia mecânica - e segue o teu sonho.
 

Joãoc2001

Membro Caloiro
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Posso te dar o meu exemplo, apesar de não se ter concretizado: Eu estava para tirar Engenharia Física por esse motivo. Eu gosto bastante de automóveis, mas queria ter a possibilidade de poder fazer mais para além disso. Para ajudar, eu adoro Física e engenharia num só, desde a mecânica clássica, a astrofísica até à mecânica quântica, daí a minha escolha de Engenharia Física.

O meu plano era tirar Engenharia Física e envolver me em projetos relacionados com as áreas que me interessavam - fazer projetos é essencial, faz-te crescer como pessoa e é algo que te vai ajudar bastante no futuro, tanto em decisões como a nível profissional.

Concluindo, não necessitas de tirar apenas Engenharia Automóvel para trabalhar em automóveis. Vê os cursos que gostas e que possam estar relacionados com a área- por exemplo engenharia física, engenharia mecânica - e segue o teu sonho.
Muito obrigado!!! É certzmente isso!
 
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