Entrar em medicina e possivelmente perder 3 anos.

   

Noa

Membro Caloiro
Matrícula
26 Março 2016
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2
Olá. Espero que esteja tudo bem com todos vocês. Como eu sei que o texto está muito grande, quem não quiser ler eu deixo logo o essencial no fim, sublinhado e a negrito.

Criei este tópico pois estou a ponderar uma decisão complicada que, na realidade, nem sei se é algo possível de fazer.

Penso que seja essencial dizer isto já no começo, eu quero entrar em Medicina. Desde criança que sempre sonhei em ser médica. Sempre tive aquela vontade de fazer a diferença na vida de alguém, sempre fui apaixonada pelo corpo humano e por todas as coisas que há para desvendar nele, os mistérios, os diagnósticos, tudo.

Eu tenho 17 anos e frequento o 11º ano de Ciências e Tecnologias. O meu primeiro décimo ano foi atribulado devido à adaptação a uma nova escola, problemas pessoas e mesmo uma professora que me disse algumas coisas que me deixaram completamente de rastos. O fracasso desse 10º ano meteu-me na cabeça que eu nunca teria capacidade de entrar no curso de medicina, nem mesmo batalhar por ele. E foi mesmo isso que eu fiz. Não batalhar por ele. Então, como resultado, eu tive a média de 15 valores. Fiquei um pouco espantada mas pela positiva pois, falando a verdade, não peguei uma única vez nos livros. Metade dos meus testes foram feitos com a matéria que ouvia na aula. O que é uma coisa que agora considero extraordinária.

No 11º ano, mesmo antes de começar, eu percebi que não. Eu não era aquela pessoa que aquele ano me tinha dito que era. E que o que eu realmente queria era medicina. Então, eu comecei a batalhar por isso. Como todos imaginam, foi imensamente complicado. E ainda está a ser. Sou desorganizada, não tenho método de estudo definido, nem horários e, para melhorar, eu treino 3 horas por dia atletismo de alta competição. Mas, como por magia, um pequeno esforço subiu a minha média de 15 para 17. Que é o que tenho agora no 2º período escolar. Penso que vou terminar com dois 20, a inglês e filosofia. Que vou subir a minha nota de biologia de 14, para um possível 18 ou 19. Mas, o meu problema, é que perdi imensa matéria! E, para além de saber que esse 15 me estraga por completo a média, há disciplinas que são muito mais difíceis para mim acompanhar devido a tudo o que perdi e eu sei que posso fazer muito melhor que isto. Por exemplo, tenho um 14 a físico-química e a português (apesar de no ano anterior ter tido um mísero 12 às duas).

Eu tenho medo de não conseguir, que o meu esforço agora esteja a ser em vão. Que vá tudo terminar em nada. E eu não quero. Eu quero mesmo lutar por isto e sei que posso ser muito melhor. Penso que já o mostrei a mim própria só neste complicado e confuso ano. A minha falta de matéria afeta imenso o meu estudo para os exames e, como imaginam, eu preciso de notas altas, mais altas do que o normal para recuperar a média perdida.

As minhas perguntas são:

Dá para voltar ao décimo ano no mesmo curso? Acham que o devo fazer? Ou continuo para o 12º e fico um ano parada apenas a estudar para o exame de físico-química e possivelmente o de biologia? Devo perder estes 3 anos da minha vida? E se eu volto ao 10º ano e volto a errar? E se eu entro realmente em medicina e não consigo aguentar o curso? (Para quem não leu o texto todo, eu tenho 17 anos, 11º ano em Ciências e Tecnologias, 15 valores no 10º e, em principio, terminarei com 17 valores no 11º.)

Obrigada! Boa páscoa.
 
AHAHAH NOA good to find you here.

À primeira pergunta é difícil de responder porque não sei as regras nesse sentido.
Na minha opinião, deves de continuar no 12º porque o 12º consegue ser um ano onde dá para melhorar MUITO a média (eu melhorei um valor e pode ser possível melhorar mais). Não precisas de ficar um ano parada, podes estudar à parte no 12º e repetir os exames , desde que seja com muita antecedência e, caso melhores bem os exames e tua média também aumenta bastante, visto que para Medicina os exames valem 50% e a média final outros 50%. Caso não melhores, pode-se considerar ficar um ano parada mas também é mesmo difícil fazê-lo com muito sucesso (não é impossível). Se fosse eu preferia entrar na Universidade noutro curso que gostasse e ia estudando para os exames na mesma, tenho colegas a fazer isso. Mas isso sou eu :)
Acho que o facto de aguentar o curso é algo do qual não te devas preocupar para já, agora acho que te deves de concentrar em fazer o melhor possível para a tua média e exames.

Se entrares e, sendo uma coisa que gostes, acho que aguentas bem, é um ritmo diferente, mas tu estás habituada e ter carga em cima e com esforço tudo se consegue, ehehe.

Espero ter-te ajudado, sabes que estou aqui para ti. E boa páscoa! ^^
 
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Olá Noa
Agora estou com alguma pressa e por isso a minha resposta será algo breve.
Eu acho que antes de tomares qualquer decisão deves esperar pelo fim dos exames e ver com que média estás. Tens dois exames importantes este ano e que determinam uma boa percentagem da tua nota de candidatura para medicina. Tens ainda o 12º ano que é um bom ano para subir médias e que pode ajudar.

Quanto á tua outra questão sobre entrares em Medicina e não gostares penso que não seja agora uma coisa com que tenhas que te preocupar. No 12º ano, normalmente também costumas ter melhores horários e podes visitar as faculdades de Medicina (por exemplo no Porto tens a amostra da UP) e podes ficar a conhecer um pouco melhor como são as coisas. Mas mesmo que na altura fiques com dúvidas e consigas entrar em Medicina podes sempre trocar de curso. Caso não consigas entrar em Medicina à primeira podes voltar a repetir exames e experimentar outros cursos e veres como é a vida académica.
 
Olá. Espero que esteja tudo bem com todos vocês. Como eu sei que o texto está muito grande, quem não quiser ler eu deixo logo o essencial no fim, sublinhado e a negrito.

Criei este tópico pois estou a ponderar uma decisão complicada que, na realidade, nem sei se é algo possível de fazer.

Penso que seja essencial dizer isto já no começo, eu quero entrar em Medicina. Desde criança que sempre sonhei em ser médica. Sempre tive aquela vontade de fazer a diferença na vida de alguém, sempre fui apaixonada pelo corpo humano e por todas as coisas que há para desvendar nele, os mistérios, os diagnósticos, tudo.

Eu tenho 17 anos e frequento o 11º ano de Ciências e Tecnologias. O meu primeiro décimo ano foi atribulado devido à adaptação a uma nova escola, problemas pessoas e mesmo uma professora que me disse algumas coisas que me deixaram completamente de rastos. O fracasso desse 10º ano meteu-me na cabeça que eu nunca teria capacidade de entrar no curso de medicina, nem mesmo batalhar por ele. E foi mesmo isso que eu fiz. Não batalhar por ele. Então, como resultado, eu tive a média de 15 valores. Fiquei um pouco espantada mas pela positiva pois, falando a verdade, não peguei uma única vez nos livros. Metade dos meus testes foram feitos com a matéria que ouvia na aula. O que é uma coisa que agora considero extraordinária.

No 11º ano, mesmo antes de começar, eu percebi que não. Eu não era aquela pessoa que aquele ano me tinha dito que era. E que o que eu realmente queria era medicina. Então, eu comecei a batalhar por isso. Como todos imaginam, foi imensamente complicado. E ainda está a ser. Sou desorganizada, não tenho método de estudo definido, nem horários e, para melhorar, eu treino 3 horas por dia atletismo de alta competição. Mas, como por magia, um pequeno esforço subiu a minha média de 15 para 17. Que é o que tenho agora no 2º período escolar. Penso que vou terminar com dois 20, a inglês e filosofia. Que vou subir a minha nota de biologia de 14, para um possível 18 ou 19. Mas, o meu problema, é que perdi imensa matéria! E, para além de saber que esse 15 me estraga por completo a média, há disciplinas que são muito mais difíceis para mim acompanhar devido a tudo o que perdi e eu sei que posso fazer muito melhor que isto. Por exemplo, tenho um 14 a físico-química e a português (apesar de no ano anterior ter tido um mísero 12 às duas).

Eu tenho medo de não conseguir, que o meu esforço agora esteja a ser em vão. Que vá tudo terminar em nada. E eu não quero. Eu quero mesmo lutar por isto e sei que posso ser muito melhor. Penso que já o mostrei a mim própria só neste complicado e confuso ano. A minha falta de matéria afeta imenso o meu estudo para os exames e, como imaginam, eu preciso de notas altas, mais altas do que o normal para recuperar a média perdida.

As minhas perguntas são:

Dá para voltar ao décimo ano no mesmo curso? Acham que o devo fazer? Ou continuo para o 12º e fico um ano parada apenas a estudar para o exame de físico-química e possivelmente o de biologia? Devo perder estes 3 anos da minha vida? E se eu volto ao 10º ano e volto a errar? E se eu entro realmente em medicina e não consigo aguentar o curso? (Para quem não leu o texto todo, eu tenho 17 anos, 11º ano em Ciências e Tecnologias, 15 valores no 10º e, em principio, terminarei com 17 valores no 11º.)

Obrigada! Boa páscoa.
Ola Noa!
Antes de mais gostava de te dizer que não és a única pessoa a passar por uma situação destas,eu própria tenho o mesmo objetivo e estou numa situação um pouco parecida com a tua,mas no meu caso já estou dentro do "mundo universitário".A tua tomada de consciência acerca do teu objetivo já é por si uma grande conquista,visto que na minha opinião, mesmo com 18/19 anos é muito difícil para um jovem saber o que quer fazer do resto da sua vida! Mas tu já conseguiste uma das partes mais complicadas,que é escolheres o caminho que queres percorrer!Eu só percebi que o meu objetivo é medicina a meio do 12ºano,e por falta de coragem,e por mais alguns motivos decidi inscrever me num curso que na realidade estava em segundo plano,e agora aqui estou eu,a tentar a minha sorte nos exames nacionais e ao mesmo tempo na faculdade.Mas tu ainda vais muitoo a tempo de melhorares as tuas notas,este ano vais fazer 2 exames que fazem parte das provas de ingresso,e se te focares a sério neles vais ver que vai se tornar tudo muito mais fácil. Pela minha experiência pessoal,o 12ºano é o ano em que se tira melhores notas,pois tens mais tempo para estudar e menos disciplinas.
Claro que nem tudo é tão simples,vão sempre existir os nervos,as "borboletas na barriga" antes dos exames e testes,o medo de falhar,os dias em que só te apetece desistir e escolher algo mais cómodo e que não de tanto trabalho,mas apesar disto tudo (que é completamente normal) sabes que no fim de contas tudo vai valer a pena e acredita que nada é em vão!
Quanto a dificuldade do curso,de certeza que não é nada impossível de se ultrapassar,como quase tudo na vida!E como já te disseram,não te deves preocupar agora com isso,um passo de cada vez :smiley:
Desculpa o testamento,mas identifiquei me muito com a tua história!
Espero que consigas atingir o teu objetivo,e lembra te:
NUNCA DESISTAS!
 
Claro que é! Eu sou de 95 e eu só entrei este ano!!! Obvio andas sempre em panico porque queres tanto uma coisa e não tens nenhuma garantia... Nunca desistas se é realmente o teu sonho!
 
AHAHAH NOA good to find you here.

À primeira pergunta é difícil de responder porque não sei as regras nesse sentido.
Na minha opinião, deves de continuar no 12º porque o 12º consegue ser um ano onde dá para melhorar MUITO a média (eu melhorei um valor e pode ser possível melhorar mais). Não precisas de ficar um ano parada, podes estudar à parte no 12º e repetir os exames , desde que seja com muita antecedência e, caso melhores bem os exames e tua média também aumenta bastante, visto que para Medicina os exames valem 50% e a média final outros 50%. Caso não melhores, pode-se considerar ficar um ano parada mas também é mesmo difícil fazê-lo com muito sucesso (não é impossível). Se fosse eu preferia entrar na Universidade noutro curso que gostasse e ia estudando para os exames na mesma, tenho colegas a fazer isso. Mas isso sou eu :)
Acho que o facto de aguentar o curso é algo do qual não te devas preocupar para já, agora acho que te deves de concentrar em fazer o melhor possível para a tua média e exames.

Se entrares e, sendo uma coisa que gostes, acho que aguentas bem, é um ritmo diferente, mas tu estás habituada e ter carga em cima e com esforço tudo se consegue, ehehe.

Espero ter-te ajudado, sabes que estou aqui para ti. E boa páscoa! ^^

Eu entendo princesa! Como sabes o meu objetivo é focar-me nos exames nacionais mas queria tentar perceber todas as hipóteses que tenho até ao momento! De resto nós já falamos as duas <3

Olá @Noa
Vou propositadamente ignorar completamente as tuas perguntas e focar-me nesta parte:

Sugeria que tentasses ver se consegues entrar em Medicina com este regime especial:
DGES - Praticantes Desportivos de Alto Rendimento

Olá! Para entrar para a faculdade com estatuto de atleta de alta competição é necessário uns certos requisitos, penso eu, uns mínimos e representar a seleção nacional em europeus ou mundiais. Infelizmente ainda não estou nesse patamar! Mas claro que se conseguir posso sempre usufruir disso! Obrigada.

Olá Noa
Agora estou com alguma pressa e por isso a minha resposta será algo breve.
Eu acho que antes de tomares qualquer decisão deves esperar pelo fim dos exames e ver com que média estás. Tens dois exames importantes este ano e que determinam uma boa percentagem da tua nota de candidatura para medicina. Tens ainda o 12º ano que é um bom ano para subir médias e que pode ajudar.

Quanto á tua outra questão sobre entrares em Medicina e não gostares penso que não seja agora uma coisa com que tenhas que te preocupar. No 12º ano, normalmente também costumas ter melhores horários e podes visitar as faculdades de Medicina (por exemplo no Porto tens a amostra da UP) e podes ficar a conhecer um pouco melhor como são as coisas. Mas mesmo que na altura fiques com dúvidas e consigas entrar em Medicina podes sempre trocar de curso. Caso não consigas entrar em Medicina à primeira podes voltar a repetir exames e experimentar outros cursos e veres como é a vida académica.

Olá! Obrigada e não tem mal. Eu vou focar-me este ano nos exames nacionais e ver como corre. Eu na verdade já falei com a minha família e eles não se importam que passe um ano a estudar para eles se não conseguir a média que pretendo. Eu gostava de saber se era possível fazê-lo porque queria ver todas as opções que tinha. Obrigada de novo!

Ola Noa!
Antes de mais gostava de te dizer que não és a única pessoa a passar por uma situação destas,eu própria tenho o mesmo objetivo e estou numa situação um pouco parecida com a tua,mas no meu caso já estou dentro do "mundo universitário".A tua tomada de consciência acerca do teu objetivo já é por si uma grande conquista,visto que na minha opinião, mesmo com 18/19 anos é muito difícil para um jovem saber o que quer fazer do resto da sua vida! Mas tu já conseguiste uma das partes mais complicadas,que é escolheres o caminho que queres percorrer!Eu só percebi que o meu objetivo é medicina a meio do 12ºano,e por falta de coragem,e por mais alguns motivos decidi inscrever me num curso que na realidade estava em segundo plano,e agora aqui estou eu,a tentar a minha sorte nos exames nacionais e ao mesmo tempo na faculdade.Mas tu ainda vais muitoo a tempo de melhorares as tuas notas,este ano vais fazer 2 exames que fazem parte das provas de ingresso,e se te focares a sério neles vais ver que vai se tornar tudo muito mais fácil. Pela minha experiência pessoal,o 12ºano é o ano em que se tira melhores notas,pois tens mais tempo para estudar e menos disciplinas.
Claro que nem tudo é tão simples,vão sempre existir os nervos,as "borboletas na barriga" antes dos exames e testes,o medo de falhar,os dias em que só te apetece desistir e escolher algo mais cómodo e que não de tanto trabalho,mas apesar disto tudo (que é completamente normal) sabes que no fim de contas tudo vai valer a pena e acredita que nada é em vão!
Quanto a dificuldade do curso,de certeza que não é nada impossível de se ultrapassar,como quase tudo na vida!E como já te disseram,não te deves preocupar agora com isso,um passo de cada vez :smiley:
Desculpa o testamento,mas identifiquei me muito com a tua história!
Espero que consigas atingir o teu objetivo,e lembra te:
NUNCA DESISTAS!

Olá! Muito obrigada por perderes tempo a responder-me. Eu não vou desistir! E espero que também nunca desistas! Eu estava a explorar a minhas hipóteses e se realmente era possível voltar a repetir estes dois anos mas já falei com algumas pessoas e entendi que é uma coisa muito complicada neste momento. Vou tentar focar-me nos exames e ver como corre e se necessitar de repeti-los lá estarei eu de novo. Desistir nunca foi uma opção, apesar de me ter desviado um pouco do caminho que tinha traçado, eu sempre soube onde seria a meta.
Eu espero que corra tudo bem e que consigas realmente entrar em medicina. Talvez um dia nos encontremos por lá! Obrigada de novo. Beijos.

Claro que é! Eu sou de 95 e eu só entrei este ano!!! Obvio andas sempre em panico porque queres tanto uma coisa e não tens nenhuma garantia... Nunca desistas se é realmente o teu sonho!

Obrigada! Talvez o que me falte seja um pouco de apoio. Penso que não tenho ninguém a passar pela mesma situação que eu ou com os mesmos objetivos e por vezes torna-se um pouco complicado. Boa sorte para o curso :)
 
Editado por um moderador:
De nada :blush:
Espero sinceramente que consigas entrar também e que tudo corra pelo melhor!
beijos :grinning:
 
Olá. Espero que esteja tudo bem com todos vocês. Como eu sei que o texto está muito grande, quem não quiser ler eu deixo logo o essencial no fim, sublinhado e a negrito.

Criei este tópico pois estou a ponderar uma decisão complicada que, na realidade, nem sei se é algo possível de fazer.

Penso que seja essencial dizer isto já no começo, eu quero entrar em Medicina. Desde criança que sempre sonhei em ser médica. Sempre tive aquela vontade de fazer a diferença na vida de alguém, sempre fui apaixonada pelo corpo humano e por todas as coisas que há para desvendar nele, os mistérios, os diagnósticos, tudo.

Eu tenho 17 anos e frequento o 11º ano de Ciências e Tecnologias. O meu primeiro décimo ano foi atribulado devido à adaptação a uma nova escola, problemas pessoas e mesmo uma professora que me disse algumas coisas que me deixaram completamente de rastos. O fracasso desse 10º ano meteu-me na cabeça que eu nunca teria capacidade de entrar no curso de medicina, nem mesmo batalhar por ele. E foi mesmo isso que eu fiz. Não batalhar por ele. Então, como resultado, eu tive a média de 15 valores. Fiquei um pouco espantada mas pela positiva pois, falando a verdade, não peguei uma única vez nos livros. Metade dos meus testes foram feitos com a matéria que ouvia na aula. O que é uma coisa que agora considero extraordinária.

No 11º ano, mesmo antes de começar, eu percebi que não. Eu não era aquela pessoa que aquele ano me tinha dito que era. E que o que eu realmente queria era medicina. Então, eu comecei a batalhar por isso. Como todos imaginam, foi imensamente complicado. E ainda está a ser. Sou desorganizada, não tenho método de estudo definido, nem horários e, para melhorar, eu treino 3 horas por dia atletismo de alta competição. Mas, como por magia, um pequeno esforço subiu a minha média de 15 para 17. Que é o que tenho agora no 2º período escolar. Penso que vou terminar com dois 20, a inglês e filosofia. Que vou subir a minha nota de biologia de 14, para um possível 18 ou 19. Mas, o meu problema, é que perdi imensa matéria! E, para além de saber que esse 15 me estraga por completo a média, há disciplinas que são muito mais difíceis para mim acompanhar devido a tudo o que perdi e eu sei que posso fazer muito melhor que isto. Por exemplo, tenho um 14 a físico-química e a português (apesar de no ano anterior ter tido um mísero 12 às duas).

Eu tenho medo de não conseguir, que o meu esforço agora esteja a ser em vão. Que vá tudo terminar em nada. E eu não quero. Eu quero mesmo lutar por isto e sei que posso ser muito melhor. Penso que já o mostrei a mim própria só neste complicado e confuso ano. A minha falta de matéria afeta imenso o meu estudo para os exames e, como imaginam, eu preciso de notas altas, mais altas do que o normal para recuperar a média perdida.

As minhas perguntas são:

Dá para voltar ao décimo ano no mesmo curso? Acham que o devo fazer? Ou continuo para o 12º e fico um ano parada apenas a estudar para o exame de físico-química e possivelmente o de biologia? Devo perder estes 3 anos da minha vida? E se eu volto ao 10º ano e volto a errar? E se eu entro realmente em medicina e não consigo aguentar o curso? (Para quem não leu o texto todo, eu tenho 17 anos, 11º ano em Ciências e Tecnologias, 15 valores no 10º e, em principio, terminarei com 17 valores no 11º.)

Obrigada! Boa páscoa.

Olá! Embora tarde, quero reforçar um aspeto que penso que não está esclarecido. A tua média do secundário não é a média das médias dos 3 anos nem apenas a do 12º é que conta. Não sei se estás a entender o que estou a dizer mas passo a explicar:

Se a tua nota a portugues foi 12 no 10º e 14 no 11º, e supondo que no teu 12º tiras um 16, a tua Classificação Interna Final será 12+14+16=42/3, ou seja, 14. Isto sem contar com o exame, claro. Com o exame, supondo que vais com essa CIF=14 e que isso vale 70% da tua nota final, se tirares um 16 (que vale os restantes 30%) ficas com uma Classificação FInal da Disciplina de 15 valores.

Ou seja, a tua média incluirá a média de cada uma das disciplinas que realizaste e o peso do exame final dessa disciplina, no caso de ter. Nas disciplinas com exame, fazes a média das notas que tiveste nos 2 ou 3 anos (que será a CIF) e ponderas a 70% somando aos 30% da nota que tiveres no exame. Também tens a opção de anular a disciplina e fazeres o exame como externa, ou seja, a nota que tiveres no exame fica a tua nota final - isto pode ser benéfico para ti nas disciplinas em que sentes que podias ter dado mais no 10º, porque essas notas mais baixas podem fazer diferença na média.

Nas disciplinas sem exame (Filosofia, no caso de não realizares este exame, Inglês, por aí) a tua CFD será igual à média das notas que tiveste no último período de cada um dos anos. Exemplo:
Filosofia 10º-20
Filosofia 11º-18
A tua CFD será então de 19 valores.

A média final do secundário faz-se depois de cada média das várias disciplinas. Somas as várias CFDs e divides pelo número de disciplinas.

Tenho ideia que, como eu em tempos fiz, estás a achar que a média de cada ano se sobrepõe à do ano anterior e feliz ou infelizmente não é assim que funciona, as tuas notas de 10º continuarão a ter influência na média final.

E quero também dizer-te para não desistires de Medicina, se é mesmo o que queres. Ainda tens um ano pela frente. Tenho uma amiga que também deu tudo por tudo e mesmo com maus exames acabou por entrar na Madeira. Longe de casa, mas conseguiu! Boa sorte :)
 
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Olá. Espero que esteja tudo bem com todos vocês. Como eu sei que o texto está muito grande, quem não quiser ler eu deixo logo o essencial no fim, sublinhado e a negrito.

Criei este tópico pois estou a ponderar uma decisão complicada que, na realidade, nem sei se é algo possível de fazer.

Penso que seja essencial dizer isto já no começo, eu quero entrar em Medicina. Desde criança que sempre sonhei em ser médica. Sempre tive aquela vontade de fazer a diferença na vida de alguém, sempre fui apaixonada pelo corpo humano e por todas as coisas que há para desvendar nele, os mistérios, os diagnósticos, tudo.

Eu tenho 17 anos e frequento o 11º ano de Ciências e Tecnologias. O meu primeiro décimo ano foi atribulado devido à adaptação a uma nova escola, problemas pessoas e mesmo uma professora que me disse algumas coisas que me deixaram completamente de rastos. O fracasso desse 10º ano meteu-me na cabeça que eu nunca teria capacidade de entrar no curso de medicina, nem mesmo batalhar por ele. E foi mesmo isso que eu fiz. Não batalhar por ele. Então, como resultado, eu tive a média de 15 valores. Fiquei um pouco espantada mas pela positiva pois, falando a verdade, não peguei uma única vez nos livros. Metade dos meus testes foram feitos com a matéria que ouvia na aula. O que é uma coisa que agora considero extraordinária.

No 11º ano, mesmo antes de começar, eu percebi que não. Eu não era aquela pessoa que aquele ano me tinha dito que era. E que o que eu realmente queria era medicina. Então, eu comecei a batalhar por isso. Como todos imaginam, foi imensamente complicado. E ainda está a ser. Sou desorganizada, não tenho método de estudo definido, nem horários e, para melhorar, eu treino 3 horas por dia atletismo de alta competição. Mas, como por magia, um pequeno esforço subiu a minha média de 15 para 17. Que é o que tenho agora no 2º período escolar. Penso que vou terminar com dois 20, a inglês e filosofia. Que vou subir a minha nota de biologia de 14, para um possível 18 ou 19. Mas, o meu problema, é que perdi imensa matéria! E, para além de saber que esse 15 me estraga por completo a média, há disciplinas que são muito mais difíceis para mim acompanhar devido a tudo o que perdi e eu sei que posso fazer muito melhor que isto. Por exemplo, tenho um 14 a físico-química e a português (apesar de no ano anterior ter tido um mísero 12 às duas).

Eu tenho medo de não conseguir, que o meu esforço agora esteja a ser em vão. Que vá tudo terminar em nada. E eu não quero. Eu quero mesmo lutar por isto e sei que posso ser muito melhor. Penso que já o mostrei a mim própria só neste complicado e confuso ano. A minha falta de matéria afeta imenso o meu estudo para os exames e, como imaginam, eu preciso de notas altas, mais altas do que o normal para recuperar a média perdida.

As minhas perguntas são:

Dá para voltar ao décimo ano no mesmo curso? Acham que o devo fazer? Ou continuo para o 12º e fico um ano parada apenas a estudar para o exame de físico-química e possivelmente o de biologia? Devo perder estes 3 anos da minha vida? E se eu volto ao 10º ano e volto a errar? E se eu entro realmente em medicina e não consigo aguentar o curso? (Para quem não leu o texto todo, eu tenho 17 anos, 11º ano em Ciências e Tecnologias, 15 valores no 10º e, em principio, terminarei com 17 valores no 11º.)

Obrigada! Boa páscoa.

Olá!

Sabes quando vês alguém que está a passar pelo mesmo que tu passaste durante anos a fio? É precisamente isso que senti ao ler o que escreveste.
Eu sempre quis medicina e, tal como tu, o meu 10º ano foi super atribulado porque foi uma enorme adaptação para mim. Ia acaba-lo com média de 15, mas como sabia que, sendo o 10º ano um ano sem exames, era crucial eu aproveitar ao máximo e tirar as melhores notas possíveis. Assim, antes do ano acabar, pedi à direção da minha escola para me anular três disciplinas e reprovar-me. E assim foi. Repeti o 10º ano e acabei com um média incrível. Foi, talvez, a melhor decisão da minha vida.
Segui para o 11º e a média baixou umas décimas, poucas. Mas o pior de tudo foram os exames. Ai os exames. O meu maior pesadelo. As 2 ou 3 horas que iam determinar (e determinaram) a minha vida.
Segui para o 12º convicta de que seria um ano para subir médias. Azar o meu. Má escola. Maus professores. Mau ano para tentar entrar em medicina.
Quando me apercebi que Portugal não me poderia receber como aluna num curso de medicina, não perdi tempo a virar os meus olhos para Espanha. E assim foi. Matriculei-me num curso intensivo de espanhol que fazia a preparação necessária para realizar os exames espanhóis e passei um ano a tentar conciliar o ensino secundário com o estudo que tinha que fazer para os exames espanhóis.
Tentei por tudo conseguir. Mas, infelizmente, com a procura que tem havido para entrar em medicina em Espanha, o acesso é complicado.
Há cerca de 7/8 anos atrás, um aluno com média de 16 tinha apenas de fazer um exame de cultura espanhola e entrava. Agora, nem com média de 19, mais um exame de biologia e outro de química (ambos em espanhol) se consegue entrar.
Cheguei ao fim de quatro anos de secundário saturada de estudar, disposta a concorrer para a República Checa caso não conseguisse entrar em Espanha (já descartando, por completo, a hipótese de entrar em Portugal), depois de chorar e desesperar por algo que me ajudasse a entrar.
(Atenção: não me considero um crânio, barra a tudo. Não, de todo. Mas sempre fui apologista de que, com esforço e dedicação, tudo é possível.)
Estou (ainda) à espera de resultados de Espanha, mas já convencida de que não vou conseguir. E, surpresa das surpresas, decidi concorrer a Direito. Nem enfermagem, nem ciências biomédicas, nem farmácia, nada. Disse a mim mesma que: "Se fosse para ser saúde, teria que ser medicina.", daí que estabeleci a mim mesma que jamais iria para um curso por semelhança a medicina. Ou era ou não era. Ponto.
Estou como nunca estive. Sinto-me tãooooo bem a concorrer para Direito e, mais importante, não sinto que estou a escolher uma segunda opção, mas sim um curso para o qual sou potencialmente boa. E isto tudo (desculpa a extensão deste texto, mas medicina ainda toca imenso no meu coração) para te dizer duas ou três coisinhas:

Uma, pára um bocadinho para pensar se é mesmo isso que queres; se é essa a profissão que te vai encher a alma; se vais estar disposta a "pôr as mãos na massa"; se vais estar disposta a não ter horários fixos, a faltar a datas importantes; se vais estar disposta a trazer no pensamento cada pessoa que trataste nesse dia; se estás disposta a ter o peso de uma vida nas tuas mãos.

Dois, depois de pensares bem nisso, há algo igualmente importante a realçar e que é determinante (para mim, pelo menos, foi) para saber se estás a guiar a tua vida pelo caminho certo. Tens que ver aquilo em que és naturalmente boa, aquilo que fazes intuitivamente. Isto porque, falando por experiência própria, medicina começa por um mero "eu gostava de ser" e torna-se, muito rapidamente, num "eu tenho de ser". E isso, isso faz tão mal. Ficarmos focadas apenas num objetivo, numa meta, e esquecermos as mil e uma outras opções que a rodeiam, é um erro enorme. E de que te vale chegares à reta final, perder medicina e escolheres um curso qualquer só porque quiseste medicina durante anos a fio? Nada. É por essa razão que existem maus profissionais, pessoas infelizes e revoltadas com o trabalho que têm, incapazes de se sentirem concretizadas.

Três, se depois de leres isto e de tentares adaptar à tua vida, ainda mantiveres a ideia de medicina (aposto que sim!!), tenho um conselho para ti: não desistas, mas também não desesperes. Bater numa porta consecutivamente (e cada vez mais desesperadamente) e ela nunca, nunca, se abrir, poderá ser um sinal. Provavelmente poderás estar a bater na porta errada. Mas leva um dia de cada vez. Dá o teu máximo em tudo. "Põe quanto és no mínimo que fazes" e, se chegares ao 12º e vires que não consegues, pára para pensar nas três opções que vais ter: 1. Repetir o 12º e repetir os exames nacionais; 2. Tentar Espanha, se estiveres disposta a isso; 3. Escolher um curso que aches que te possa realizar enquanto pessoa.

Na minha opinião, voltares ao 10º ano (não sei se é possível) não será a melhor decisão para ti, pelo menos da forma como eu vejo as coisas. Acho mesmo que não vale a pena estares a perder tanto tempo. Não só te ia fazer mal psicologicamente, como acaba por ser completamente desnecessário pores de parte todo trabalho que fizeste até agora.

Vou acabar para não encher mais isto. Isto de ser tagarela não dá com nada. Desculpa!

Mega boa sorte, sim? Espero que consigas alcançar o teu objetivo e que um dia te tornes numa pessoa plenamente realizada com a profissão que exerces.
 
Última edição:
Olá!

Sabes quando vês alguém que está a passar pelo mesmo que tu passaste durante anos a fio? É precisamente isso que senti ao ler o que escreveste.
Eu sempre quis medicina e, tal como tu, o meu 10º ano foi super atribulado porque foi uma enorme adaptação para mim. Ia acaba-lo com média de 15, mas como sabia que, sendo o 10º ano um ano sem exames, era crucial eu aproveitar ao máximo e tirar as melhores notas possíveis. Assim, antes do ano acabar, pedi à direção da minha escola para me anular três disciplinas e reprovar-me. E assim foi. Repeti o 10º ano e acabei com um média incrível. Foi, talvez, a melhor decisão da minha vida.
Segui para o 11º e média baixou umas décimas, poucas. Mas o pior de tudo foram os exames. Ai os exames. O meu maior pesadelo. As 2 ou 3 horas que iam determinar (e determinaram) a minha vida.
Segui para o 12º convicta de que seria um ano para subir médias. Azar o meu. Má escola. Maus professores. Mau ano para tentar entrar em medicina.
Quando me apercebi que Portugal não me poderia receber como aluna num curso de medicina, não perdi tempo a virar os meus olhos para Espanha. E assim foi. Matriculei-me num curso intensivo de espanhol que fazia a preparação necessária para realizar os exames espanhóis e passei um ano a tentar conciliar o ensino secundário com o estudo que tinha que fazer para os exames espanhóis.
Tentei por tudo conseguir. Mas, infelizmente, com a procura que tem havido para entrar em medicina em Espanha, o acesso é complicado.
Há cerca de 7/8 anos atrás, um aluno com média de 16 tinha apenas de fazer um exame de cultura espanhola e entrava. Agora, nem com média de 19, mais um exame de biologia e outro de química (ambos em espanhol) se consegue entrar.
Cheguei ao fim de quatro anos de secundário saturada de estudar, disposta a concorrer para a República Checa caso não conseguisse entrar em Espanha (já descartando, por completo, a hipótese de entrar em Portugal), depois de chorar e desesperar por algo que me ajudasse a entrar.
(Atenção: não me considero um crânio, barra a tudo. Não, de todo. Mas sempre fui apologista de que, com esforço e dedicação, tudo é possível.)
Estou (ainda) à espera de resultados de Espanha, mas já convencida de que não vou conseguir. E, surpresa das surpresas, decidi concorrer a Direito. Nem enfermagem, nem ciências biomédicas, nem farmácia, nada. Disse a mim mesma que: "Se fosse para ser saúde, teria que ser medicina.", daí que estabeleci a mim mesma que jamais iria para um curso por semelhança a medicina. Ou era ou não era. Ponto.
Estou como nunca estive. Sinto-me tãooooo bem a concorrer para Direito e, mais importante, não sinto que estou a escolher uma segunda opção porque estou a ver a escolher um curso que sempre mantive oculto por achar impossível (não era aluna de Humanidades). E isto tudo (desculpa a extensão deste texto, mas medicina ainda toca imenso no meu coração) para te dizer duas ou três coisinhas:

Uma, pára um bocadinho para pensar se é mesmo isso que queres; se é essa a profissão que te vai encher a alma; se vais estar disposta a "pôr as mãos na massa"; se vais estar disposta a não ter horários fixos, a faltar a datas importantes; se vais estar disposta a trazer no pensamento cada pessoa que trataste nesse dia; se estás disposta a ter o peso de uma vida nas tuas mãos.

Dois, depois de pensares bem nisso, há algo igualmente importante a realçar e que é determinante (para mim, pelo menos, foi) para saber se estás a guiar a tua vida pelo caminho certo. Tens que ver aquilo em que és naturalmente boa, aquilo que fazes intuitivamente. Isto porque, falando por experiência própria, medicina começa por um mero "eu gostava de ser" e torna-se, muito rapidamente, num "eu tenho de ser". E isso, isso faz tão mal. Ficarmos focadas apenas num objetivo, numa meta, e esquecermos as mil e uma outras opções que a rodeiam, é um erro enorme. E de que te vale chegares à reta final, perder medicina e escolheres um curso qualquer só porque quiseste medicina durante anos a fio? Nada. É por essa razão que existem maus profissionais, pessoas infelizes e revoltadas com o trabalho que têm, incapazes de se sentirem concretizadas.

Três, se depois de leres isto e de tentares adaptar à tua vida, ainda mantiveres a ideia de medicina (aposto que sim!!), tenho um conselho para ti: não desistas, mas também não desesperes. Bater numa porta consecutivamente (e cada vez mais desesperadamente) e ela nunca, nunca, se abrir, poderá ser um sinal. Provavelmente poderás estar a bater na porta errada. Mas leva um dia de cada vez. Dá o teu máximo em tudo. "Põe quanto és no mínimo que fazes" e, se chegares ao 12º e vires que não consegues, pára para pensar nas três opções que vais ter: 1. Repetir o 12º e repetir os exames nacionais; 2. Tentar Espanha, se estiveres disposta a issso; 3. Escolher um curso que aches que te possa realizar enquanto pessoa.

Na minha opinião, voltares ao 10º ano (não sei se é possível) não será a melhor decisão para ti, pelo menos da forma como eu vejo as coisas. Acho mesmo que não vale a pena estares a perder tanto tempo. Não só te ia fazer mal psicologicamente, como acaba por ser completamente desnecessário pores de parte todo trabalho que fizeste até agora.

Vou acabar por não encher mais isto. Isto de ser tagarela não dá com nada. Desculpa!

Mega boa sorte, sim? Espero que consigas alcançar o teu objetivo e que um dia te tornes numa pessoa plenamente realizada com a profissão que exerces.

Gostei muito da mensagem que passaste.
Parabéns pela coragem que tiveste e boa sorte com as colocações :)
 
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Olá!

Sabes quando vês alguém que está a passar pelo mesmo que tu passaste durante anos a fio? É precisamente isso que senti ao ler o que escreveste.
Eu sempre quis medicina e, tal como tu, o meu 10º ano foi super atribulado porque foi uma enorme adaptação para mim. Ia acaba-lo com média de 15, mas como sabia que, sendo o 10º ano um ano sem exames, era crucial eu aproveitar ao máximo e tirar as melhores notas possíveis. Assim, antes do ano acabar, pedi à direção da minha escola para me anular três disciplinas e reprovar-me. E assim foi. Repeti o 10º ano e acabei com um média incrível. Foi, talvez, a melhor decisão da minha vida.
Segui para o 11º e a média baixou umas décimas, poucas. Mas o pior de tudo foram os exames. Ai os exames. O meu maior pesadelo. As 2 ou 3 horas que iam determinar (e determinaram) a minha vida.
Segui para o 12º convicta de que seria um ano para subir médias. Azar o meu. Má escola. Maus professores. Mau ano para tentar entrar em medicina.
Quando me apercebi que Portugal não me poderia receber como aluna num curso de medicina, não perdi tempo a virar os meus olhos para Espanha. E assim foi. Matriculei-me num curso intensivo de espanhol que fazia a preparação necessária para realizar os exames espanhóis e passei um ano a tentar conciliar o ensino secundário com o estudo que tinha que fazer para os exames espanhóis.
Tentei por tudo conseguir. Mas, infelizmente, com a procura que tem havido para entrar em medicina em Espanha, o acesso é complicado.
Há cerca de 7/8 anos atrás, um aluno com média de 16 tinha apenas de fazer um exame de cultura espanhola e entrava. Agora, nem com média de 19, mais um exame de biologia e outro de química (ambos em espanhol) se consegue entrar.
Cheguei ao fim de quatro anos de secundário saturada de estudar, disposta a concorrer para a República Checa caso não conseguisse entrar em Espanha (já descartando, por completo, a hipótese de entrar em Portugal), depois de chorar e desesperar por algo que me ajudasse a entrar.
(Atenção: não me considero um crânio, barra a tudo. Não, de todo. Mas sempre fui apologista de que, com esforço e dedicação, tudo é possível.)
Estou (ainda) à espera de resultados de Espanha, mas já convencida de que não vou conseguir. E, surpresa das surpresas, decidi concorrer a Direito. Nem enfermagem, nem ciências biomédicas, nem farmácia, nada. Disse a mim mesma que: "Se fosse para ser saúde, teria que ser medicina.", daí que estabeleci a mim mesma que jamais iria para um curso por semelhança a medicina. Ou era ou não era. Ponto.
Estou como nunca estive. Sinto-me tãooooo bem a concorrer para Direito e, mais importante, não sinto que estou a escolher uma segunda opção, mas sim um curso para o qual sou potencialmente boa. E isto tudo (desculpa a extensão deste texto, mas medicina ainda toca imenso no meu coração) para te dizer duas ou três coisinhas:

Uma, pára um bocadinho para pensar se é mesmo isso que queres; se é essa a profissão que te vai encher a alma; se vais estar disposta a "pôr as mãos na massa"; se vais estar disposta a não ter horários fixos, a faltar a datas importantes; se vais estar disposta a trazer no pensamento cada pessoa que trataste nesse dia; se estás disposta a ter o peso de uma vida nas tuas mãos.

Dois, depois de pensares bem nisso, há algo igualmente importante a realçar e que é determinante (para mim, pelo menos, foi) para saber se estás a guiar a tua vida pelo caminho certo. Tens que ver aquilo em que és naturalmente boa, aquilo que fazes intuitivamente. Isto porque, falando por experiência própria, medicina começa por um mero "eu gostava de ser" e torna-se, muito rapidamente, num "eu tenho de ser". E isso, isso faz tão mal. Ficarmos focadas apenas num objetivo, numa meta, e esquecermos as mil e uma outras opções que a rodeiam, é um erro enorme. E de que te vale chegares à reta final, perder medicina e escolheres um curso qualquer só porque quiseste medicina durante anos a fio? Nada. É por essa razão que existem maus profissionais, pessoas infelizes e revoltadas com o trabalho que têm, incapazes de se sentirem concretizadas.

Três, se depois de leres isto e de tentares adaptar à tua vida, ainda mantiveres a ideia de medicina (aposto que sim!!), tenho um conselho para ti: não desistas, mas também não desesperes. Bater numa porta consecutivamente (e cada vez mais desesperadamente) e ela nunca, nunca, se abrir, poderá ser um sinal. Provavelmente poderás estar a bater na porta errada. Mas leva um dia de cada vez. Dá o teu máximo em tudo. "Põe quanto és no mínimo que fazes" e, se chegares ao 12º e vires que não consegues, pára para pensar nas três opções que vais ter: 1. Repetir o 12º e repetir os exames nacionais; 2. Tentar Espanha, se estiveres disposta a isso; 3. Escolher um curso que aches que te possa realizar enquanto pessoa.

Na minha opinião, voltares ao 10º ano (não sei se é possível) não será a melhor decisão para ti, pelo menos da forma como eu vejo as coisas. Acho mesmo que não vale a pena estares a perder tanto tempo. Não só te ia fazer mal psicologicamente, como acaba por ser completamente desnecessário pores de parte todo trabalho que fizeste até agora.

Vou acabar para não encher mais isto. Isto de ser tagarela não dá com nada. Desculpa!

Mega boa sorte, sim? Espero que consigas alcançar o teu objetivo e que um dia te tornes numa pessoa plenamente realizada com a profissão que exerces.

Até eu fiquei inspirada com esta mensagem! Muitos parabéns pelo esforço e pela motivação que deixaste à rapariga. Que também tu tenhas sorte e te sintas realizada em Direito!
 
Até eu fiquei inspirada com esta mensagem! Muitos parabéns pelo esforço e pela motivação que deixaste à rapariga. Que também tu tenhas sorte e te sintas realizada em Direito!
Enche-me o coração saber que a minha (má/boa??) experiência pode ajudar alguém.
Muito obrigada!! Pode ser que esta seja a porta certa :)
 
Um à parte, quando chegarem ao activo, estas aplicações vão ser-vos familiares e fazer parte do quotidiano:
Alert, Pem, Prvr, Sico. Vão se habituando às siglas.
 
Olá. Espero que esteja tudo bem com todos vocês. Como eu sei que o texto está muito grande, quem não quiser ler eu deixo logo o essencial no fim, sublinhado e a negrito.

Criei este tópico pois estou a ponderar uma decisão complicada que, na realidade, nem sei se é algo possível de fazer.

Penso que seja essencial dizer isto já no começo, eu quero entrar em Medicina. Desde criança que sempre sonhei em ser médica. Sempre tive aquela vontade de fazer a diferença na vida de alguém, sempre fui apaixonada pelo corpo humano e por todas as coisas que há para desvendar nele, os mistérios, os diagnósticos, tudo.

Eu tenho 17 anos e frequento o 11º ano de Ciências e Tecnologias. O meu primeiro décimo ano foi atribulado devido à adaptação a uma nova escola, problemas pessoas e mesmo uma professora que me disse algumas coisas que me deixaram completamente de rastos. O fracasso desse 10º ano meteu-me na cabeça que eu nunca teria capacidade de entrar no curso de medicina, nem mesmo batalhar por ele. E foi mesmo isso que eu fiz. Não batalhar por ele. Então, como resultado, eu tive a média de 15 valores. Fiquei um pouco espantada mas pela positiva pois, falando a verdade, não peguei uma única vez nos livros. Metade dos meus testes foram feitos com a matéria que ouvia na aula. O que é uma coisa que agora considero extraordinária.

No 11º ano, mesmo antes de começar, eu percebi que não. Eu não era aquela pessoa que aquele ano me tinha dito que era. E que o que eu realmente queria era medicina. Então, eu comecei a batalhar por isso. Como todos imaginam, foi imensamente complicado. E ainda está a ser. Sou desorganizada, não tenho método de estudo definido, nem horários e, para melhorar, eu treino 3 horas por dia atletismo de alta competição. Mas, como por magia, um pequeno esforço subiu a minha média de 15 para 17. Que é o que tenho agora no 2º período escolar. Penso que vou terminar com dois 20, a inglês e filosofia. Que vou subir a minha nota de biologia de 14, para um possível 18 ou 19. Mas, o meu problema, é que perdi imensa matéria! E, para além de saber que esse 15 me estraga por completo a média, há disciplinas que são muito mais difíceis para mim acompanhar devido a tudo o que perdi e eu sei que posso fazer muito melhor que isto. Por exemplo, tenho um 14 a físico-química e a português (apesar de no ano anterior ter tido um mísero 12 às duas).

Eu tenho medo de não conseguir, que o meu esforço agora esteja a ser em vão. Que vá tudo terminar em nada. E eu não quero. Eu quero mesmo lutar por isto e sei que posso ser muito melhor. Penso que já o mostrei a mim própria só neste complicado e confuso ano. A minha falta de matéria afeta imenso o meu estudo para os exames e, como imaginam, eu preciso de notas altas, mais altas do que o normal para recuperar a média perdida.

As minhas perguntas são:

Dá para voltar ao décimo ano no mesmo curso? Acham que o devo fazer? Ou continuo para o 12º e fico um ano parada apenas a estudar para o exame de físico-química e possivelmente o de biologia? Devo perder estes 3 anos da minha vida? E se eu volto ao 10º ano e volto a errar? E se eu entro realmente em medicina e não consigo aguentar o curso? (Para quem não leu o texto todo, eu tenho 17 anos, 11º ano em Ciências e Tecnologias, 15 valores no 10º e, em principio, terminarei com 17 valores no 11º.)

Obrigada! Boa páscoa.

Olá!
Só vi a tua publicação agora, mas acho que (apesar de provavelmente já teres tomado uma decisão) a minha história te pode ajudar.

Tal como tu sempre quis entrar em Medicina, sempre fui boa aluna e pensei que o atingiria sem problemas.
No entanto o meu 10º ano foi muito complicado e acabei com média de 15,85. Como sabia, esta média nunca seria suficiente para entrar no curso, mas tinha esperança que os exames me subissem a média... Inocente, não?

No meu 11º ano subi muito as minhas notas mas com os exames acabei com média de 16,2. Não era o ideal e por isso decidi ir para um privado para acabar o secundário. Deveria ter tomado esta decisão logo no inicio pois consegui acabar com média de 17,2 e com notas muito boas de exame.

No meu 12º ano o exame de Matemática foi muito fácil, e por isso as médias subiram. Portanto, por muito boas que fossem as minhas notas não consegui entrar.

Ponderei fazer um Gap Year e estudar só para BG e FQ, mas a minha mãe não quis que assim fosse então ingressei no curso de Enfermagem. Foi neste ano que percebi que não há decisões erradas, nem anos perdidos.

É tudo uma questão de perspetiva. Podes achar que perdes um ano, mas tens outro tipo de experiências que te preenchem muito mais do que um curso alguma vez iria preencher. A verdade é que vais sempre errar na vida e vais sempre ter que mudar o teu caminho à última da hora, mas só assim é que vale a pena quando atinges os teus objetivos. Tu pões demasiados "e se" nas tuas perguntas, isso não passam de suposições, tens de tomar uma decisão e motivar-te e acreditar que vais conseguir. Se conseguires aproveita ao máximo a faculdade, são sem duvida os melhores anos... Se não conseguires, ninguém morre, acredita. Há muitas mais coisas para além de Medicina e que tu podes gostar tanto ou mais, a sério!

Muito boa sorte e espero que os teus sonhos se concretizem!
 
O Alert não está em todos os hospitais :p (e é horrível!)
Pois, mas está em bastantes. Pelo que sei está sempre em aperfeiçoamento. :-P

Relativamente à dificuldade em "perder anos". Quando se é mais novo vê-se as coisas com perspectivas mais problemáticas, quando uma pessoa é mais velha vê as coisas noutra perspectiva. Quem corre por gosto não se cansa, mas vai ter sempre obstáculos pela frente para ultrapassar. Por isso o conselho que dou é para darem o melhor de vocês em tudo. Quando estão no secundário há que estudar bastante para ter notas para entrar na faculdade, depois de entrar na faculdade há que se notabilizar e destacar para ter bons resultados e conseguir alcançar a especialidade desejada. Depois de ter a especialidade desejada há que fazer render a nossa prestação para o serviço ser o melhor e contribuir para melhorar os serviços. Depois há que pensar na carreira e sempre "lutar" para fazer o melhor possível no trabalho. Por isso desafios existem todos os dias para serem ultrapassados.
Algumas palavras que eu deixo aqui são as seguintes:
"Nunca baixar os braços no pior dos cenários e no melhor dos cenários. Há sempre alguém pior que nós e sempre alguém melhor que nós.";
"Fazer boa gestão do tempo";
"Só erra quem executa, só se aprende errando. Só quem nunca tenta é que nunca erra. O objectivo é ser persistente para ir reduzindo a percentagem de erro ao longo do tempo"