Estudos Gerais / Educação Básica (Ajudem a resolver esta crise, obg)

maggiewishes

Membro Caloiro
Matrícula
29 Maio 2019
Mensagens
1
Olá, sou a Margarida. Não sei como começar a minha dúvida ou pedir os vossos concelhos acerca da minha situação, então vou tentar passar a explicar resumidamente os meus últimos cinco anos. Estive dois anos em humanidades, tive uma crise e comecei a ter dúvidas sobre o que estava a fazer e acabei por mudar para artes na antónio arroio e fiz especialização em cerâmica. Fiquei com outra crise existencial quando tive de decidir o que fazer a seguir, porque me apercebi que existem muitas coisas no ramo de artes/humanidades que eu gostaria de fazer (ou seja, afinal o meu problema nunca foi a falta de interesse em algo, foram os meus múltiplos interesses). Optei por ir para estudos portugueses na flul porque tive um professor maluco e apaixonado por literatura portuguesa no secundário e acabei por ganhar essa sua paixão, só não sei até que ponto é que gostaria de fazer algo dentro dessa área para o "resto da vida". Tive outra crise porque o curso não era mesmo feito para mim, senti que não estava feliz, era tudo um tipo de teórico secante e nada a ver com a vertente artística da literatura, não gostei do ambiente, etc. Acabei as cadeiras e pensei em mudar para Estudos Gerais para puder ter contacto com artes plásticas e com literaturas e filosofias, mas já me sinto perdida naturalmente constantemente e não sei se seria o melhor para mim.

Agora que estou de férias e com tempo propício para novas crises, eu ponderei também um curso que desde o meu 11º de humanidades nunca deixei de considerar (a dada altura até achei que ia para artes aprender e que depois podia seguir isso) - mas que renegava sempre como opção, em parte por a maioria das pessoas me dizer para não seguir ou acidentalmente desvalorizar, ou até por acharem que não ia aproveitar as minhas capacidades nesse curso, que é o de Educação Básica. Sempre adorei trabalhar com crianças, fiz voluntariado, tenho uns 20 primos e ficava a cuidar dos mais novos e, não sei, penso que pelo menos era provável que fosse feliz se fosse educadora de infância e que apesar de não ser um salário estupendo podia ter a minha própria oficina de cerâmica para fazer as minhas peças (que já agora e acho importante mencionar, não gostaria de vender, afeiçoo-me demasiado às peças/trabalho artístico que faço e talvez seja esse outro motivo pelo qual eu não quero ir para um curso em artes - gosto de fazer a minha arte num sentido mais pessoal).

Para fazer educação básica teria de repetir o exame de macs (inscrever-me o mais rápido possivel) e é uma disciplina que tive e que já fiz exame mas deixou de estar em vigor e que eu sempre odiei mas pronto - mesmo se tiver 9,5 tenho a média para entrar (pena já não me lembrar de nada da matéria também). Por outro lado, talvez devesse ir para estudos gerais até porque sou um caos ambulante à procura de o que quer que seja. Enfim, sei perfeitamente que tenho de ser eu a decidir (e vou eventualmente), mas estou confusa à cinco anos e gostava de opiniões imparciais - tendo em conta que a maioria dos meus amigos pensa que não devia "abandonar artes" (que nem vou fazer de qualquer forma mesmo que escolha a outra alternativa).

Obrigada e desculpem as divagações.
 

Ariana_

Moderador
Equipa Uniarea
Moderador
Matrícula
26 Junho 2017
Mensagens
4,030
Curso
Estudos Artísticos
Instituição
FLUL
Olá, sou a Margarida. Não sei como começar a minha dúvida ou pedir os vossos concelhos acerca da minha situação, então vou tentar passar a explicar resumidamente os meus últimos cinco anos. Estive dois anos em humanidades, tive uma crise e comecei a ter dúvidas sobre o que estava a fazer e acabei por mudar para artes na antónio arroio e fiz especialização em cerâmica. Fiquei com outra crise existencial quando tive de decidir o que fazer a seguir, porque me apercebi que existem muitas coisas no ramo de artes/humanidades que eu gostaria de fazer (ou seja, afinal o meu problema nunca foi a falta de interesse em algo, foram os meus múltiplos interesses). Optei por ir para estudos portugueses na flul porque tive um professor maluco e apaixonado por literatura portuguesa no secundário e acabei por ganhar essa sua paixão, só não sei até que ponto é que gostaria de fazer algo dentro dessa área para o "resto da vida". Tive outra crise porque o curso não era mesmo feito para mim, senti que não estava feliz, era tudo um tipo de teórico secante e nada a ver com a vertente artística da literatura, não gostei do ambiente, etc. Acabei as cadeiras e pensei em mudar para Estudos Gerais para puder ter contacto com artes plásticas e com literaturas e filosofias, mas já me sinto perdida naturalmente constantemente e não sei se seria o melhor para mim.

Agora que estou de férias e com tempo propício para novas crises, eu ponderei também um curso que desde o meu 11º de humanidades nunca deixei de considerar (a dada altura até achei que ia para artes aprender e que depois podia seguir isso) - mas que renegava sempre como opção, em parte por a maioria das pessoas me dizer para não seguir ou acidentalmente desvalorizar, ou até por acharem que não ia aproveitar as minhas capacidades nesse curso, que é o de Educação Básica. Sempre adorei trabalhar com crianças, fiz voluntariado, tenho uns 20 primos e ficava a cuidar dos mais novos e, não sei, penso que pelo menos era provável que fosse feliz se fosse educadora de infância e que apesar de não ser um salário estupendo podia ter a minha própria oficina de cerâmica para fazer as minhas peças (que já agora e acho importante mencionar, não gostaria de vender, afeiçoo-me demasiado às peças/trabalho artístico que faço e talvez seja esse outro motivo pelo qual eu não quero ir para um curso em artes - gosto de fazer a minha arte num sentido mais pessoal).

Para fazer educação básica teria de repetir o exame de macs (inscrever-me o mais rápido possivel) e é uma disciplina que tive e que já fiz exame mas deixou de estar em vigor e que eu sempre odiei mas pronto - mesmo se tiver 9,5 tenho a média para entrar (pena já não me lembrar de nada da matéria também). Por outro lado, talvez devesse ir para estudos gerais até porque sou um caos ambulante à procura de o que quer que seja. Enfim, sei perfeitamente que tenho de ser eu a decidir (e vou eventualmente), mas estou confusa à cinco anos e gostava de opiniões imparciais - tendo em conta que a maioria dos meus amigos pensa que não devia "abandonar artes" (que nem vou fazer de qualquer forma mesmo que escolha a outra alternativa).

Obrigada e desculpem as divagações.
Olá,
1 - terias mesmo que repetir o exame de macs? Não podes pedir transferência par instituição/curso?
2 - não gostaste do ambiente da flul em geral ou, particularmente, do curso? É que, sendo que gostas de literatura, filosofia, já consideraste ver o plano de artes e humanidades?
3 - não sou da opinião que estudos gerais seja o curso indicado para uma pessoa que ainda não sabe muito bem o que quer. Por um lado, acabas por ter mais opções de escolha entre áreas. Mas, por outro, podes cair no erro de ficar com uma licenciatura pouco específica. Caso queiras ir para EG, penso que já deverias ir com um plano do que queres fazer em major/minor.
4 - a FLUL é uma faculdade muito teórica. Isto é difícil de contornar, mesmo em cursos ligeiramente mais teórico-práticos, como é o caso de Estudos Artísticos ou Tradução. Tens sempre muuuuuitas leituras para fazer. Also, compreende-se como a faculdade é assim, dado que o próprio Támen é da opinião que a licenciatura não tem como principal função a de formar trabalhadores, mas formar pessoas em direção para a via mais da "investigação".

Se não te identificas com o modelo da FLUL, aconselho a fugir dali, acredito que pra quem não gostar torna-se penoso e provavelmente sem um retorno enorme. Experimenta consultar o programa de estudos de Educação Básica e compara se preferes uma licenciatura focada nisso ou preferes estudar duas áreas que se complementem (um major e um minor, etc). Sendo a educação uma área vastíssima, podes aceder ao mestrado mesmo vindo de Estudos Gerais. Escolhe aquilo que te parecer mais motivador e não te preocupes com a questão do "tempo/idade".