Física e Química A - Dúvidas e apontamentos

boas, estava estudar distribuição eletrónica e surgiu-me uma dúvida. Pelo que eu li, nos átomos polieletrónicos (mais de 1 eletrão) as orbitais de um determinado nível energético têm diferentes energias, o que não acontece com o átomo de hidrogénio (há alguma razão para isto?). Contudo o que me suscitou mais dúvida foi a seguinte afirmação: " Nas orbitais p e d é indeferente a ordem pela qual se faz o preenchimentos dos eletrões, pois as orbitais p e d de um mesmo nível têm todas a mesma energia". O que eu percebo daqui é que nas orbitais p e d os subníveis são degenerados , portanto a ordem de preenchimento pelo princípio de Hund não importa nestes casos. Quando pesquisei na internet sobre isto apareceram-me diferentes resultados e um pouco complicados. Alguém sabe a interpretação do Iave relativamente a este tema? Todos os subníveis de um mesmo nível consideramos degenerados ou não?
 
boas, estava estudar distribuição eletrónica e surgiu-me uma dúvida. Pelo que eu li, nos átomos polieletrónicos (mais de 1 eletrão) as orbitais de um determinado nível energético têm diferentes energias, o que não acontece com o átomo de hidrogénio (há alguma razão para isto?). Contudo o que me suscitou mais dúvida foi a seguinte afirmação: " Nas orbitais p e d é indeferente a ordem pela qual se faz o preenchimentos dos eletrões, pois as orbitais p e d de um mesmo nível têm todas a mesma energia". O que eu percebo daqui é que nas orbitais p e d os subníveis são degenerados , portanto a ordem de preenchimento pelo princípio de Hund não importa nestes casos. Quando pesquisei na internet sobre isto apareceram-me diferentes resultados e um pouco complicados. Alguém sabe a interpretação do Iave relativamente a este tema? Todos os subníveis de um mesmo nível consideramos degenerados ou não?
No estado fundamental do átomo de hidrogénio a energia de qualquer orbital (s, p, d ou f) é igual à energia do nível. Portanto, a energia da orbital 2s é igual à energia das orbitais 2p que é igual à energia do nível 2. Para átomos polieletrónicos a situação é diferente porque tens de contar com a repulsão entre eletrões. Nas orbitais do tipo p existem 3 orientações possíveis:4866-11-30qp-i3.png
Portanto, segundo o eixo do x (xx), do eixo y (yy) e do eixo (zz). As orbitais do tipo p são degeneradas uma vez que os eletrões terão a mesma energia em cada uma delas, apesar da orientação ser diferente. Ao fazer a regra de Hund, não interessa se começamos a preencher pela orbital x ou pela y ou pela z, uma vez que todas têm a mesma energia (são degeneradas).

Agora, quanto à questão: Todos os subníveis de um mesmo nível consideramos degenerados ou não?
Não! Nos átomos temos os níveis que vão de 1 até ao infinito e os subníveis que correspondem a orbitais s, p, d ou f. Se vires este diagrama de energia para um átomo polieletrónico:
AbqQER.png
Reparas que a energia da orbital 2s é diferente da energia das orbitais 2p, logo temos um contraexemplo que mostra que dois subníveis do mesmo nível têm energias diferentes, não são degenerados. Só dizemos que são degenerados quando falamos em orbitais do tipo p,d e f.
 
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No estado fundamental do átomo de hidrogénio a energia de qualquer orbital (s, p, d ou f) é igual à energia do nível. Portanto, a energia da orbital 2s é igual à energia das orbitais 2p que é igual à energia do nível 2. Para átomos polieletrónicos a situação é diferente porque tens de contar com a repulsão entre eletrões. Nas orbitais do tipo p existem 3 orientações possíveis:Ver anexo 17532
Portanto, segundo o eixo do x (xx), do eixo y (yy) e do eixo (zz). As orbitais do tipo p são degeneradas uma vez que os eletrões terão a mesma energia em cada uma delas, apesar da orientação ser diferente. Ao fazer a regra de Hund, não interessa se começamos a preencher pela orbital x ou pela y ou pela z, uma vez que todas têm a mesma energia (são degeneradas).

Agora, quanto à questão: Todos os subníveis de um mesmo nível consideramos degenerados ou não?
Não! Nos átomos temos os níveis que vão de 1 até ao infinito e os subníveis que correspondem a orbitais s, p, d ou f. Se vires este diagrama de energia para um átomo polieletrónico:
Ver anexo 17533
Reparas que a energia da orbital 2s é diferente da energia das orbitais 2p, logo temos um contraexemplo que mostra que dois subníveis do mesmo nível têm energias diferentes, não são degenerados. Só dizemos que são degenerados quando falamos em orbitais do tipo p,d e f.
obrigado ficou esclarecido. A minha dúvida mais nessa parte era relativamente às orbitais f,se estas eram degeneradas uma vez que não estava mencionado no livro. Obrigado pela ótima, detalhada e clara resposta.
 
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Pelo que vi radical livre é toda a molécula, átomo ou ião com um eletrão desemparelhado. Esta definição não é um pouco abrangente demais? A minha questão era que um radical livre por norma costuma ser algo muito reativo e instável, especialmente no contexto da química orgânica. Supostamente, por este raciocínio o hidrogénio por ter um só eletrão na orbital é um radical livre?
 
Pelo que vi radical livre é toda a molécula, átomo ou ião com um eletrão desemparelhado. Esta definição não é um pouco abrangente demais? A minha questão era que um radical livre por norma costuma ser algo muito reativo e instável, especialmente no contexto da química orgânica. Supostamente, por este raciocínio o hidrogénio por ter um só eletrão na orbital é um radical livre?
Penso que essa definição está certa e é suficiente (pelo menos no ensino secundário). O que tu dizes para a complementar continua a estar certo: o facto de ter um eletrão desemparelhado torna essa molécula/átomo/ião instável ou reativo.

Assim sendo, o átomo de hidrogénio é um radical livre. Contudo, um átomo de hidrogénio raramente existe "sozinho" na natureza uma vez que é bastante reativo (não tanto como o flúor, por exemplo, mas não é propriamente estável); a forma molecular é mais comum (neste caso não é, obviamente, um radical livre).
 
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Penso que essa definição está certa e é suficiente (pelo menos no ensino secundário). O que tu dizes para a complementar continua a estar certo: o facto de ter um eletrão desemparelhado torna essa molécula/átomo/ião instável ou reativo.

Assim sendo, o átomo de hidrogénio é um radical livre. Contudo, um átomo de hidrogénio raramente existe "sozinho" na natureza uma vez que é bastante reativo (não tanto como o flúor, por exemplo, mas não é propriamente estável); a forma molecular é mais comum (neste caso não é, obviamente, um radical livre).
ah ok obrigado pela informação, fiquei esclarecido!
 
Uma pergunta para a qual não encontrei uma especificação propriamente dita. 46000g ou 46000 kg, ambas as medidas têm o mesmo número de algarismos significativos? Supostamente as 46000g=46kg apenas teriam 2 algarismos significativos, visto que partimos que as unidades SI são o kg correto?
 
Uma pergunta para a qual não encontrei uma especificação propriamente dita. 46000g ou 46000 kg, ambas as medidas têm o mesmo número de algarismos significativos? Supostamente as 46000g=46kg apenas teriam 2 algarismos significativos, visto que partimos que as unidades SI são o kg correto?
Não. As medidas são "iguais" mas são apresentadas em unidades diferentes. No exemplo que deste, o número de algarismos significativos é diferente nos dois casos. Se dissesses 46000g e 46,000Kg, aí sim, teriam o mesmo número de algarismos significativos (5).

No caso, 46000g tem 5 algarismos significativos; 46kg tem 2.
 
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Não. As medidas são "iguais" mas são apresentadas em unidades diferentes. No exemplo que deste, o número de algarismos significativos é diferente nos dois casos. Se dissesses 46000g e 46,000Kg, aí sim, teriam o mesmo número de algarismos significativos (5).

No caso, 46000g tem 5 algarismos significativos; 46kg tem 2.
mas então 46000kg teria 5 também?
 
mas então 46000kg teria 5 também?
Sim. Aliás, em relação ao exemplo anterior, acrescento que se fizeres a conversão de 46000g para kg deverás manter o número de algarismos significativos e escrever 46,000kg (é o mais correto a fazer).

Aconselho-te a ler este documento sobre algarismos significativos. Parece-me que estás a fazer alguma confusão 🙂

Se continuares com dúvidas, coloca.
 
Sim. Aliás, em relação ao exemplo anterior, acrescento que se fizeres a conversão de 46000g para kg deverás manter o número de algarismos significativos e escrever 46,000kg (é o mais correto a fazer).

Aconselho-te a ler este documento sobre algarismos significativos. Parece-me que estás a fazer alguma confusão 🙂

Se continuares com dúvidas, coloca.
Obrigado pelo documento e disponibilidade, ajudou bastante!
 
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Olá , será que alguém me poderia esclarecer uma dúvida! Diferente número de protões implica diferente número de massa, certo?
Depende bastante. Se um átomo possuir 1 netrão e 2 protões e outro átomo possuir 1 protão e 2 neutrões, o número de massa dois dois átomos será igual, apesar de terem diferente número de protões. Portanto, para o número de massa de dois átomos ser diferente, a soma do número de protões com o número de netrões tem de ser diferente.
 
Depende bastante. Se um átomo possuir 1 netrão e 2 protões e outro átomo possuir 1 protão e 2 neutrões, o número de massa dois dois átomos será igual, apesar de terem diferente número de protões. Portanto, para o número de massa de dois átomos ser diferente, a soma do número de protões com o número de netrões tem de ser diferente.
obrigada, foi um excelente exemplo!
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Olá, acho que não! Acho que esses exercícios foram criados pelo senhor do site que está no cabeçalho da folha
 
Boa tarde!

Estou com uma dúvida no seguinte exercício:

Considere uma bobina constituída por 100 espiras igual, com 0,040 m2 de superfície cada uma, que roda no interior de um campo magnético uniforme de intensidade 1,5 T, com um período de rotação constante de 0,020s. Determine o módulo da força eletromotriz induzida na bobina, que se gera no menor intervalo de tempo em que o fluxo varia entre o seu valor nulo e o seu valor máximo.

As soluções dizem que a resposta é 300 V, mas eu acho que é 1200 V. Preciso de uma opinião para saber quem está mal.

Obrigado!