Fuga de Informação Exame de Português

Segundo o ministro da educação "Relativamente à possivel anulação da prova, quero dizer que não está em cima da mesa nem esteve em cima da mesa nem foi equacionada a possivel anulação da prova"
 
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E a solução seria interferir com a vida dos milhares de pessoas que nada tiveram a ver com este assunto? Não há uma forma 100% justa de fazer esta decisão.

Se não anulam, devia ser válido para todos. Fazem merda e castigam os alunos pela própria merda? É uma vergonha.
 
Última edição:
Acho bem que não anulem.. não metem em causa as contas do estado e o defice, não fazem os alunos repetir o exame por causa de erros que eles cometeram e não prejudicam a vida as familias portuguesas
Bem, também não seria por uma repetição do exame que o défice iria piorar...
 
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Segundo o ministro da educação "Relativamente à possivel anulação da prova, quero dizer que não está em cima da mesa nem esteve em cima da mesa nem foi equacionada a possivel anulação da prova"

Se nunca esteve se calhar já o podiam ter dito... Mas enfim.
Só de pensar que perdi as férias por isto... :(
 
Mais uma vez percebe-se a impotência da entidade IAVE,DIAP e Ministério Público.Estiveram este tempo todo a fazer o quê?Estiveram a ver quem tida recebido a informação?Ou só quem a divulgou? Quantos foram? Como tiveram acesso ao Whatsapp? É possível levantar uma ação em tribunal perante esta decisão? É aceitável criar-se injustiças à entrada do ensino superior? Se não anulam, quais as medias a ser tomadas? Irão mudar todo o processo de elaboração de exames? Admitem que deixaram passar uma irregularidade? É extremamente necessário que o ministro da Educação Tiago Brandão responda a estas questões.
Como já me estou a repetir um bocado, cá fica algo que já escrevi neste tópico:
Contudo, o que aconteceu não foi mais do que um conjunto reduzido de alunos que teve acesso a uma gravação, na qual apenas se podia ouvir que sairia Caeiro, um conto e uma composição com um tema pouco habitual. Apenas isto. Agora diz-me sinceramente se achas que isto é suficiente para que alguém seja efetivamente beneficiado, tendo em conta que mais falsas fugas circulavam por aí.
Não criem uma tempestade num copo de água, a informação que transbordou para cá não era específica ao ponto de ter beneficiado efetivamente alguém.
 
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Eu não tenho a certeza do número de pessoas a que esta informação chegou.Alguém tem? E mesmo que sejam poucos, achas normal?Não aconteceu nada foi?
A gravação era tão inespecífica, que me arrisco a dizer que as pessoas que a ouviram não acreditaram piamente no que ouviram. Até porque, em simultâneo, surgiu uma outra fuga - recua até ao início deste tópico - (que se veio a revelar falsa) que tinha muito mais peso, pelo que a verdadeira fuga foi vista como pouco credível.
 
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Como já me estou a repetir um bocado, cá fica algo que já escrevi neste tópico:

Não criem uma tempestade num copo de água, a informação que transbordou para cá não era específica ao ponto de ter beneficiado efetivamente alguém.

Mas já acham que é o suficiente para castigar os alunos?
 
Mas já acham que é o suficiente para castigar os alunos?
Um aluno não pode ser castigado por coisas que ouviu. Quem é o culpado de toda esta história é quem se descuidou.
 
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E não quero criar uma "tempestade" de todo, apenas pretendo dar alguma justiça ao ensino, que por si só já é injusto. Agora pergunto-te qual é o objetivo dos exames? Não será evitar que as notas internas entre escolas sejam injustas? Ou não? Então e com estas medidas? Onde fica este objetivo?
Esta fuga, pelas suas características, não deu vantagem a ninguém sobre ninguém. Ninguém se pôs a estudar mais Caeiro ou poesia e contos do século XX só porque ouviu uma rapariga dizer que isso iria sair. Também tivemos uma falsa fuga na qual se dizia que iria sair Memorial e Cesário. Achas que alguém acreditou piamente em qualquer uma destas fugas?
 
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Então e quem recebeu a informação não ficou beneficiado?
Se te dissessem "vai sair no exame Caeiro, poesia e contos do século XX e uma composição sobre a importância das memórias" [até nem era exatamente esse o tema...] tu irias focar-te mais no estudo dessas matérias? Acreditas no que ouves de uma rapariga da tua idade numa rede social?
 
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Claro. Se não anulam, que assumam a própria irregularidade. Responsabilizar alunos? Para quê? Para poderem dizer que não houve beneficiados?
Mas eu preciso de estar sempre a dizer o mesmo? O exame não se tornou ilegítimo ao ponto de haver uma anulação coletiva! Tenho a certeza de que nem 20 ouviram essa gravação e ainda menos acreditaram no que estava a ser veiculado.

Na minha opinião, estás a tomar uma atitude demasiado extrema. Irias exigir uma anulação coletiva se apenas uma pessoa tivesse acesso à matéria que iria sair no exame?
--- Post atualizado ---
@LordKelvin acreditas no que estás a dizer? Então para que se divulga a informação se ninguém a vai utilizar? Existe então uma incongruência...
Tu acreditas em todos os boatos que correm por aí?
 
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E a solução seria interferir com a vida dos milhares de pessoas que nada tiveram a ver com este assunto? Não há uma forma 100% justa de fazer esta decisão.

Nunca defendi a anulação do exame. Estou apenas a dizer que é ridículo haver uma penalização dos alunos porque estes não tiveram qualquer responsabilidade.

@LordKelvin acreditas no que estás a dizer? Então para que se divulga a informação se ninguém a vai utilizar? Existe então uma incongruência...

Todos os anos se divulgam palpites, conjecturas e supostos rumores sobre o exame.
 
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Como já me estou a repetir um bocado, cá fica algo que já escrevi neste tópico:

Não criem uma tempestade num copo de água, a informação que transbordou para cá não era específica ao ponto de ter beneficiado efetivamente alguém.
Uma tempestade num copo de água? Reduzir matérias de três anos para duas matérias, e darem o tema da composição não beneficia ninguém? não sei se te estas a lembrar mas só a composição são 5 valores!!!
 
Não é acreditar ou não acreditar, em caso de dúvida estuda-se até pode ser que calhe.Não custa nada ver de novo algum conteúdo...
Vamos supor que até acreditas totalmente no boato. Qual é a probabilidade de saberes qual é o poema exato que sai no exame partindo do princípio que sai Caeiro e qual é o conto exato de um determinado autor sabendo apenas que sairá poesia ou contos do século XX? E quanto à composição, o tema que foi referido na gravação não corresponde totalmente à realidade. Até podias trazer a composição memorizada de casa, que não te iria ajudar em nada.

Resumindo: se tivesses contactado com a fuga, não estarias em nada beneficiado, visto que o exame é muito mais direcionado para a interpretação específica da obra. Estudar Caeiro na generalidade ou poesia/contos do século XX na generalidade não te dá grande ajuda na realização do exame.
 
não metem em causa as contas do estado e o defice
:tearsofjoy::tearsofjoy::tearsofjoy::tearsofjoy:

Um aluno não pode ser castigado por coisas que ouviu. Quem é o culpado de toda esta história é quem se descuidou.
E será obviamente quem será castigado. Provavelmente a Professora e a aluna que deliberadamente espalhou a fuga. Se é que será a aluna, sequer.

Se não anulam, devia ser válido para todos. Fazem merda e castigam os alunos pela própria merda? É uma vergonha.
A parte engraçada é achares que a fuga de informação é culpa do IAVE. A culpa é de um professor sem profissionalismo suficiente para guardar informações confidenciais. Podes crer que há muitos professores por aí que sabem o que sai e não é por aí que espalham a notícia. É um processo em que se consultam vários profissionais e tendo a suposta origem da fuga um papel privilegiado num sindicato, ainda menos espanta.

As opiniões dos alunos que fizeram o exame são mega tendenciais. Se correu mal e precisam do exame, devia ser anulado. Se correu bem e precisam do exame, não deve ser anulado. Depois há os outros que não querem mesmo saber. A maior parte dos argumentos da justiça é conforme me dá jeito. Outra parte engraçada é acharem que foi a primeira vez que houve fuga de informações, e que será a última.
 
Uma tempestade num copo de água? Reduzir matérias de três anos para duas matérias, e darem o tema da composição não beneficia ninguém? não sei se te estas a lembrar mas só a composição são 5 valores!!!
Não sei se te estás a lembrar, mas o tema da composição na gravação não coincide com o tema que saiu efetivamente. Podias preparar as composições que quisesses em casa, nunca as poderias utilizar no exame.

E perguntar se "Reduzir matérias de três anos para duas matérias (...) não beneficia ninguém?" é a maior comédia de sempre. Achas que alguém se pôs a estudar mais temas assim tão amplos só porque uma rapariga disse que estava na posse de informação confidencial? Achas que alguém ficou doutorado em Caeiro e pós-graduado na prosa de Virgílio Ferreira só porque ouviu uma gravação que não era nada específica e de origem completamente duvidosa?

Percebam o seguinte: ninguém ficou beneficiado porque é impossível ficar-se beneficiado tendo em conta as características da fuga.
 
É aceitável criar-se injustiças à entrada do ensino superior?

E não quero criar uma "tempestade" de todo, apenas pretendo dar alguma justiça ao ensino, que por si só já é injusto. Agora pergunto-te qual é o objetivo dos exames? Não será evitar que as notas internas entre escolas sejam injustas? Ou não? Então e com estas medidas? Onde fica este objetivo?

As pessoas não se dão conta de que isto só afunda as desigualdades dos alunos,
depois queixam se do quão injusta é a vida.

Eu peço muita desculpa por estar a bater numa tecla já bastante gasta, mas eu ainda gostaria de perceber, perceber mesmo,
  1. Porque é que os exames são garante de justiça e igualdade no ensino?
  2. Admitindo 1, porque é que esta fuga (mais a mais sem divulgação de perguntas particulares...) põe em causa a justiça?
  3. Admitindo 2, porque é que é esta fuga (e não outras, mais silenciosas e desconhecidas) põe em causa a justiça?
  4. Admitindo 2 também, como é que a anulação reporia a justiça?
  5. Admitindo 4, como é que se impediria que situações futuras como esta voltassem a acontecer?
Pronto, era isto.
 
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Pessoal, não se aborreçam por possuirem opiniões diferentes em relação a este tema. É um problema chato, aconteceu e agora há que lidar com ele. Certamente ninguém gosta de se sentir injustiçado, mas as injustiças no acesso ao ensino superior começam logo desde o 10°ano... O que interessa se os alunos que ouviram a gravação têm mais um valor se há centenas que possuem notas inflacionadas em dois ou 3?! Sinceramente acho que não há necessidade nenhuma de gastar mais 50 mil euros( valor hipotético) por causa de meia dúzia de alunos. É preferível investir esse dinheiro onde realmente é preciso. Reforço mais uma vez a ideia de terem todo o direito a ter opiniões divergentes, mas, pessoalmente, creio que isto não passa de mais uma jogada contra o estado e contra o Iave.