Insólitos da sala de aula

   
Havia um professor da minha escola que falava sempre a sussurrar, nunca percebi muito bem. E era professor de música o_O. Quando um professor da minha turma faltava era sempre ele que nos dava substituição. Então, quando entrávamos na sala tínhamos sempre a mesma lista escrita no quadro.
"Tarefas que podem fazer:
1. Ler
2. Trabalhos de casa
3. Dormir"
Sempre que falávamos (mesmo que baixinho) ele chegava à nossa beira e dizia, a sussurrar claro, "shh, estão a falar muito alto", ou então, se não estivéssemos a fazer nada ia à nossa beira dizer para nos deitarmos e fecharmos os olhos xD.
Já que estão a falar de mandar os alunos para a rua, numa das aulas com esse professor ele perguntou o que queríamos fazer (foi das primeiras). Um amigo meu, como nós ainda não o conhecíamos, levantou o braço e disse, normalmente, que podíamos ir jogar futebol. O professor vira-se e diz que ele estava a falar muito alto e mandou-o para a rua :tearsofjoy:.
Mas ele era altamente. Às vezes, nos intervalos, ia fazer parkour com os seus alunos :D
esse professor não se chamava Gil? é que isso é-me muito familiar :tearsofjoy:
 
@LordKelvin

Tens noção que ninguém vai ler isso tudo, não tens? :p (Pelo menos eu só li metade xD)
Mas agora a sério, acho que davas um bom escritor.
Sei, mas, como te disse, transcrevi de uma mensagem que enviei. E essa mensagem era destinada a uma pessoa que não se cansava de ler...
 
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Para exemplificar, comecemos com a afirmação "Olhem que eu não estou de serviço no departamento do bebé dorme!". Até se apreende o sentido; para os que têm ginástica mental, é evidente que a professora queria realçar o caráter pueril das atitudes dos rufias. Porém, a estrutura da frase é tão rústica e de uma originalidade tão decadente, que eles, malvados e desejosos de zombar, questionaram a professora quanto ao significado que ela pretendia atribuir à sua exclamação... Passaram o resto da santa semana a ridicularizar a pobre senhora (nesses momentos, digo-te sinceramente, até compartilhava a punção que a professora sentia ao se ver assim chasqueada...). Outras tiradas, igualmente célebres na nossa turma, foram "Não vou gastar os holofotes com vocês" (será que ela queria dizer que deixaria de lhes prestar atenção se continuassem assim? nesse caso, o que seriam os "holofotes"?...), "à reta via" (esta não sei mesmo o que significa...), "peal da logorreia" (uma inovadora, mas desditosa, combinação do português com o inglês, resultando igualmente numa expressão de intuito duvidoso), "parece que estou a desbravar uma floresta-virgem" (esta até que esta formosa, pois, além de ser original, tem significado inteligível), "Vou-vos enfiar uma garrafa pela boca abaixo!" (ameaça vagamente caricata, tendo em conta o sujeito de enunciação da mesma e a impossibilidade da sua perpetuação), "Vocês estão a imprimir um tipo de aula que não me interessa nada!" (possivelmente é a impressora que tem defeito, tem de ir para reparação...), "Isto aqui não é um bazar!" (ao ouvires isto no meio da aula, até imaginas a turma toda de burca e de turbante numa azáfama em zelosas negociações, dignas de serem consideradas "da China"...), "Tenho de me levantar, estou com o cóccix a doer!" (imagina agora a tua professora, inicialmente muito serena a ouvir a leitura de um texto, a levantar-se de súbito, interrompendo o leitor, e a massajar a zona do nervo ciático...), "Eu não sou mais tempo de antena!" (será que ela estava a fazer propaganda que não devia?!), "Está-se a concentrar nos braços de Morfeu" (esta está divina, principalmente porque foi bem aplicada; foi dirigida a um aluno que estava a fazer da sua secretária uma almofada e da sala, um dormitório...), "Ainda não vos mandei para aquela parte porque ainda não calhou" (aí está como insinuar má-educação sem se perder, contudo, a compostura cordial; note-se a repetição do "ainda", o que demonstra a eventualidade de esse "ainda" ser transposto e de a professora vir a reiterar a afirmação, mas sendo mais direta).»


Adorei ler e fartei-me de rir!
Cada expressão era mais hilariante que a última; o episódio do cóccix é lindo de imaginar!

E digo também que compreendo aquilo que sentiste em relação à cruz; apropriação cultural não tem graça nenhuma muito menos quando realizada por uma pessoa com um cargo tão importante como o de um professor!
 
Sei, mas, como te disse, transcrevi de uma mensagem que enviei. E essa mensagem era destinada a uma pessoa que não se cansava de ler...
Reparei agora que tens aí uma citação dos Maias, lembro-me dessa parte do trapézio xD
Se bem me lembro o trapézio estava relacionado com o Carlos (?) da Maia e a cruz era relacionada com o Eusébio (?)
 
Sei, mas, como te disse, transcrevi de uma mensagem que enviei. E essa mensagem era destinada a uma pessoa que não se cansava de ler...
Não fiques triste!! Eu li tudinho, mas confesso que tive de voltar atrás algumas vezes porque me perdia :P
Eu adorava escrever textos assim, mas depois fiquei com medo que alguém os descobrisse e então deixei de escrever tanto :oops:
Ainda ontem recebi uma carta de uma amiga minha. Era gigante, mas derreti-me a lê-la :blush:
Aliás, já tinha dito aqui algures no fórum que adoro testamentos :P
 
Reparei agora que tens aí uma citação dos Maias, lembro-me dessa parte do trapézio xD
Se bem me lembro o trapézio estava relacionado com o Carlos (?) da Maia e a cruz era relacionada com o Eusébio (?)
Não, era o Conde que era contra a inclusão da Educação Física no programa escolar, como se esta fosse incompatível com o ensino da Religião (a eleição de uma provocaria a disrupção da outra).
 
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Não, era o Conde que era contra a inclusão da Educação Física no programa escolar, como se esta fosse incompatível com o ensino da Religião (a eleição de uma provocaria a disrupção da outra).

Também me fartei de rir com essa parte do livro! O Conde de Gouvarinho era demais! :tearsofjoy::tearsofjoy::tearsofjoy::tearsofjoy::tearsofjoy:
Sempre que leio a tua assinatura lembro-me dos melhores momentos do livro, e por isso, obrigada! :)
 
Gostaria de expor as minhas apreciações sobre a professora de inglês do 11º (isto foi transcrição de algo que já escrevi antes...):
«Ela é o que nós podemos designar por "dândi feminina"... Terá os seus cinquenta bem puxados, já não vai para nova, mas, mesmo assim, insiste em cobrir-se de maquilhagem e de produtos igualmente eficazes para retardar o processo biológico mais natural que é o envelhecimento. Deve pulverizar-se de quantidades absurdas de pó de arroz, deve untar-se dos mais enganadores óleos rejuvenescedores, pois ela parece que nos vinha ensinar de máscara... Uma colega minha, conhecida pelos seus epigramas mordazes contra os professores, não tardou a pronunciar-se a respeito dos rituais de beleza a que a pobre senhora se sujeitava: "Ela parece um autêntico palhaço! Tem tantas camadas de base, que quando me está a explicar algo e se ri, temo logo que tudo aquilo estale e se venha cravar um pedaço na minha cara!". Eu nunca fui de vilipendiar professores nas suas costas (nem à sua frente!), mas até identifiquei a espirituosidade do dito e, inevitavelmente, sempre que a professora se ria, não me continha e ria também, mais por recordação da reminiscência do que propriamente para retribuir o riso...
Abordarei outro "vício" da referida professora de inglês. Ela, além de cuidar excessiva e imoderadamente da sua imagem, não é propriamente especialista na eleição de palavras do seu léxico para as explicações de matéria que vai dando, à turma de ciências, ou para as discussões que vai travando, com a turma de humanidades. Por esse motivo, recorre àquilo que em Português se designaria Processo de Neoformação de Palavras... Decerto compreenderás já o que quero chegar com esta afirmação... Além da prodigiosa capacidade para inventar palavras, ela ainda era capaz de utilizar as expressões mais estapafúrdias (ou em contextos estapafúrdios), julgando que os alunos seriam pacóvios e iletrados, não conseguindo distinguir o que se pode considerar palavra do que não é. E porque isto parece conversa fiada, passarei às palavras cuja autoria é da excelentíssima professora. Convém escrever uma nota de rodapé que diga que estas palavras eram vulgarmente arremessadas em processo de repreensão dos de humanidades. A primeira registada (porque reservei uma área particular do caderno para registar estas magníficas tiradas) foi "trangomância". Hás de me desculpar o facto de não te apresentar o contexto em que as palavras foram enquadradas (algo providencial para que se conseguisse, ainda que dubiamente, subentender a carga semântica atribuída a essa mistura aleatória de letras), mas a professora fala muito rapidamente e não fui capaz de o captar... Bom, prosseguindo: temos também as palavras "marocas", "chazada", "baldória", "chabascal" (ortografia arbitrariamente elegida por mim, dependendo dos traços fonéticos com que foram usados pela professora), entre outras que não cheguei a assentar, ou porque estava desatento nos momentos em que ela despedia as rancorosas reprimendas contra os rufias, ou porque a confusão mental da senhora, passando brusca e abruptamente de um assunto para outro nos obrigava a seguir o seu tortuoso raciocínio (ela tem um modo muito peculiar de fazer valer os seus pontos de vista...). Além de palavras enfaticamente pronunciadas (mas nulas em significado...), a professora faz uso das mais excêntricas expressões. Ora combina palavras existentes para formar uma estrutura macroscópica desprovida de sentidos, ora descontextualiza outras já existentes. Por vezes, tem umas saídas passíveis de serem simplesmente caracterizadas como alvares... Para exemplificar, comecemos com a afirmação "Olhem que eu não estou de serviço no departamento do bebé dorme!". Até se apreende o sentido; para os que têm ginástica mental, é evidente que a professora queria realçar o caráter pueril das atitudes dos rufias. Porém, a estrutura da frase é tão rústica e de uma originalidade tão decadente, que eles, malvados e desejosos de zombar, questionaram a professora quanto ao significado que ela pretendia atribuir à sua exclamação... Passaram o resto da santa semana a ridicularizar a pobre senhora (nesses momentos, digo-te sinceramente, até compartilhava a punção que a professora sentia ao se ver assim chasqueada...). Outras tiradas, igualmente célebres na nossa turma, foram "Não vou gastar os holofotes com vocês" (será que ela queria dizer que deixaria de lhes prestar atenção se continuassem assim? nesse caso, o que seriam os "holofotes"?...), "à reta via" (esta não sei mesmo o que significa...), "peal da logorreia" (uma inovadora, mas desditosa, combinação do português com o inglês, resultando igualmente numa expressão de intuito duvidoso), "parece que estou a desbravar uma floresta-virgem" (esta até que esta formosa, pois, além de ser original, tem significado inteligível), "Vou-vos enfiar uma garrafa pela boca abaixo!" (ameaça vagamente caricata, tendo em conta o sujeito de enunciação da mesma e a impossibilidade da sua perpetuação), "Vocês estão a imprimir um tipo de aula que não me interessa nada!" (possivelmente é a impressora que tem defeito, tem de ir para reparação...), "Isto aqui não é um bazar!" (ao ouvires isto no meio da aula, até imaginas a turma toda de burca e de turbante numa azáfama em zelosas negociações, dignas de serem consideradas "da China"...), "Tenho de me levantar, estou com o cóccix a doer!" (imagina agora a tua professora, inicialmente muito serena a ouvir a leitura de um texto, a levantar-se de súbito, interrompendo o leitor, e a massajar a zona do nervo ciático...), "Eu não sou mais tempo de antena!" (será que ela estava a fazer propaganda que não devia?!), "Está-se a concentrar nos braços de Morfeu" (esta está divina, principalmente porque foi bem aplicada; foi dirigida a um aluno que estava a fazer da sua secretária uma almofada e da sala, um dormitório...), "Ainda não vos mandei para aquela parte porque ainda não calhou" (aí está como insinuar má-educação sem se perder, contudo, a compostura cordial; note-se a repetição do "ainda", o que demonstra a eventualidade de esse "ainda" ser transposto e de a professora vir a reiterar a afirmação, mas sendo mais direta).»

10/10 voltaria a ler.
Tem aí partes que são mesmo engraçadas :D
"Vocês estão a imprimir um tipo de aula que não me interessa nada!" (possivelmente é a impressora que tem defeito, tem de ir para reparação...)

Esta parte matou-me :tearsofjoy:.

Quanto à questão da cruz, concordo que a atitude dela é de mau tom, principalmente de uma professora.
 
Não, era o Conde que era contra a inclusão da Educação Física no programa escolar, como se esta fosse incompatível com o ensino da Religião (a eleição de uma provocaria a disrupção da outra).
Mas penso que há uma parte em que falam da educação do Carlos e falam do trapézio, ou então deve ser algo assim parecido :D
 
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Mas penso que há uma parte em que falam da educação do Carlos e falam do trapézio, ou então deve ser algo assim parecido :D
Sim, Carlos praticou exercício no trapézio na visita de Vilaça a Santa Olávia (capítulo III)...
 
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No meu 10º ano a minha prof de pt era a mulher do Diretor a.k.a "diretora". A sério, foi a maior cabra que alguma vez conheci porque se achava com poder (e tinha, mais ou menos) de fazer o que queria: desde cortar a cotação a perguntas completamente certas, insultar alunos, suspender alunos por mais aulas do que as que o diretor decretava, etc. por isso estão a imaginar a personagem xD
Numa das aulas, uma colega minha estava com a minha máquina gráfica a jogar aqueles joguinhos da treta. A prof deu conta e foi ter com ela, pegou na máquina depois do sermãozinho à tia e atirou-a para o outro lado da sala enquanto dizia "eu atiro-a da janela e se se estragar não pago". Sou capaz de garantir que passou a 5cm acima da cabeça de um colega meu. E quando ela nos explicou um dos poemas de Cesário Verde a dizer que a terra e as raízes eram pedófilas e faziam orgias porque "comiam" as crianças enterradas nos cemitérios? ou que "o mar e o céu têm a mesma cor porque no horizonte estão a fazer sexo"?
 
No meu 10º ano a minha prof de pt era a mulher do Diretor a.k.a "diretora". A sério, foi a maior cabra que alguma vez conheci porque se achava com poder (e tinha, mais ou menos) de fazer o que queria: desde cortar a cotação a perguntas completamente certas, insultar alunos, suspender alunos por mais aulas do que as que o diretor decretava, etc. por isso estão a imaginar a personagem xD
Numa das aulas, uma colega minha estava com a minha máquina gráfica a jogar aqueles joguinhos da treta. A prof deu conta e foi ter com ela, pegou na máquina depois do sermãozinho à tia e atirou-a para o outro lado da sala enquanto dizia "eu atiro-a da janela e se se estragar não pago". Sou capaz de garantir que passou a 5cm acima da cabeça de um colega meu. E quando ela nos explicou um dos poemas de Cesário Verde a dizer que a terra e as raízes eram pedófilas e faziam orgias porque "comiam" as crianças enterradas nos cemitérios? ou que "o mar e o céu têm a mesma cor porque no horizonte estão a fazer sexo"?
«a terra e as raízes eram pedófilas e faziam orgias porque "comiam" as crianças enterradas nos cemitérios? ou que "o mar e o céu têm a mesma cor porque no horizonte estão a fazer sexo"?» :tearsofjoy:
 
No meu 10º ano a minha prof de pt era a mulher do Diretor a.k.a "diretora". A sério, foi a maior cabra que alguma vez conheci porque se achava com poder (e tinha, mais ou menos) de fazer o que queria: desde cortar a cotação a perguntas completamente certas, insultar alunos, suspender alunos por mais aulas do que as que o diretor decretava, etc. por isso estão a imaginar a personagem xD
Numa das aulas, uma colega minha estava com a minha máquina gráfica a jogar aqueles joguinhos da treta. A prof deu conta e foi ter com ela, pegou na máquina depois do sermãozinho à tia e atirou-a para o outro lado da sala enquanto dizia "eu atiro-a da janela e se se estragar não pago". Sou capaz de garantir que passou a 5cm acima da cabeça de um colega meu. E quando ela nos explicou um dos poemas de Cesário Verde a dizer que a terra e as raízes eram pedófilas e faziam orgias porque "comiam" as crianças enterradas nos cemitérios? ou que "o mar e o céu têm a mesma cor porque no horizonte estão a fazer sexo"?
Que rica professora! Parece que descobrimos a versão feminina dos professores de filosofia de que já falamos. Tarada à vista :fearscream:
 
«a terra e as raízes eram pedófilas e faziam orgias porque "comiam" as crianças enterradas nos cemitérios? ou que "o mar e o céu têm a mesma cor porque no horizonte estão a fazer sexo"?» :tearsofjoy:

Pelo menos falta de imaginação é que essa professora não tinha.
 
Que rica professora! Parece que descobrimos a versão feminina dos professores de filosofia de que já falamos. Tarada à vista :fearscream:
Ela não era bem tarada, acho que era mesmo falta de taradice lá em casa um vez que se consta, pelos corredores, que o marido lhe enfeitou a testa com uma funcionária xD também se consta, que lá no casarão onde moram, tira-se os sapatos à porta de casa e anda-se descalço e que (e isto foi-nos dito por ela) um Natal a filha tinha gripe e foi proibida pela mãe de entrar em casa caso não trouxesse uma máscara. Ah, ela no princípio do ano dava-nos um caderno A5 para fazermos os TPC, corrigia os cadernos, tínhamos que os paginar, fazer o índice, só se podia escrever com caneta azul, usava canetas vermelhas para """escrever""" (não se percebia nadinha) no quadro porque "estamos em época de contenção" mas ela tinha um porsche 911 no estacionamento enquanto o maridão andava num Ford Galaxy que depois trocou por um Nissan Qashcai. Mas isto não são coisas da sala de aula, assim que me lembrar de mais conto xD
 
Sim, Carlos praticou exercício no trapézio na visita de Vilaça a Santa Olávia (capítulo III)...
Bem me parecia, afinal ainda me lembro de umas coisitas :D
No 11º ano penso que só eu e mais 1 ou 2 da minha turma é que lemos o livro todo. Li nas férias antes de começar o 11º e lembro-me que demorei 1 mês para concluir a leitura :tearsofjoy:
Surpreendentemente até que não achei mau livro, eu que não estou habituado a ler quando vi o tamanho daquele "monstro" fiquei assustado mas a história é interessante, a única coisa que menos gosto é o facto do Eça descrever demasiado o que se torna um pouco chato para mim.
Li também o Primo Basílio e também é engraçado :P