Licenciaturas/Mestrados via ensino

   

Pedro Fernando

Membro Caloiro
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10 Dezembro 2023
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4
Olá

Gostaria de saber, quais a áreas de ensino com maior falta de professores.
Quais a áreas com boas perspectivas de integração de futuros candidatos à docência.

Grato pela atenção

Pedro Encarnação
 
Olá

Gostaria de saber, quais a áreas de ensino com maior falta de professores.
Quais a áreas com boas perspectivas de integração de futuros candidatos à docência.

Grato pela atenção

Pedro Encarnação
Olá @Pedro Fernando
De acordo com os balanços mais recentes do Ministério da Educação, Ciência e Inovação e dados sindicais, as maiores carências estão concentradas em disciplinas específicas do 3.º Ciclo e Ensino Secundário, bem como em alguns níveis base:
  • Informática (Grupo 550): É cronicamente o grupo mais afetado. A concorrência com o setor privado e as empresas tecnológicas faz com que seja quase impossível para as escolas reter ou atrair licenciados nesta área.
  • Português (Grupo 300): É um dos grupos de recrutamento mais envelhecidos do país (com uma esmagadora maioria de docentes acima dos 50 anos). O ritmo de reformas está a superar largamente a entrada de novos licenciados.
  • Matemática (Grupo 500): A par da Informática, as saídas para o setor financeiro e tecnológico esvaziaram os cursos de ensino. Faltam professores de Matemática de forma transversal em quase todo o país.
  • Física e Química (Grupo 510) e Geografia (Grupo 420): Disciplinas onde a substituição de professores temporariamente ausentes ou reformados se tornou, nas palavras de estudos demográficos recentes (como o Edulog), "praticamente impossível" a Sul do Tejo.
  • Educação Especial e Pré-Escolar / 1.º Ciclo: Embora o 1.º ciclo tenha tido uma estabilização recente através de concursos extraordinários, a Educação Especial continua sob enorme pressão devido ao aumento de necessidades identificadas nas escolas.
  • Inglês (Grupo 330) e Francês: As línguas estrangeiras também começaram a entrar na linha vermelha de falta de docentes qualificados.
Não sei de onde és, mas tem em conta que a falta de professores não se distribui de forma igual pelo território. Se no Norte e Centro do país o corpo docente ainda apresenta alguma estabilidade (embora já com sinais de desgaste), o cenário muda drasticamente a Sul:
  • Área Metropolitana de Lisboa (AML) e Península de Setúbal: Concentram mais de 80% dos horários que ficam sistematicamente vazios no início de cada ano letivo. O custo de vida e da habitação nestas regiões afasta os professores deslocados.
  • Algarve e Alentejo: São também regiões críticas com enorme dificuldade em fixar docentes.