Médias e candidatos | Preconceito em relação aos cursos com médias mais baixas

Cursos com médias mais altas = candidatos mais inteligentes


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DeltaX

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25 Junho 2018
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Mundo globalizado ou destruição das culturas nacionais?

Vai à Polónia, República Checa, Itália, Hungria, e depois diz-me o que eles acham dessa "globalização".

Esse mantra do globalismo económico é mais uma fraude como o aquecimento global. Tem os seus dias contados.
 

davis

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Podemos voltar ao assunto do tópico? Se quiserem criem um tópico para falar do assunto. :)
 

LordKelvin

O Santo
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Não tem a ver com informalidade, tem a ver com prezar-se.

Se eu fosse um japonês a falar com um japonês, porque raio hei de falar alemão?

Este tipo de atitudes são mal vistas fora do país, mostram provincianismo bacoco.
Oh, Deus. Vivemos na era da globalização, estranho seria se nos encerrássemos na nossa própria língua e repudiássemos tudo o que vem de fora. Utilizar duas línguas em contexto informal não tem o mínimo problema, há determinadas palavras que soam até melhor em inglês e conseguem passar melhor a mensagem. Não denota vergonha na nossa língua e cultura.

EDIT: Para não incorrer em off-topic. É verdade que os cursos com médias mais elevadas não têm necessariamente alunos com mais capacidades, mas existe uma correlação. Isto não significa, evidentemente, que um aluno com uma média alta deva seguir um curso mais exigente para não "desperdiçar" a média.
 

DeltaX

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25 Junho 2018
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Oh, Deus. Vivemos na era da globalização, estranho seria se nos encerrássemos na nossa própria língua e repudiássemos tudo o que vem de fora. Utilizar duas línguas em contexto informal não tem o mínimo problema, há determinadas palavras que soam até melhor em inglês e conseguem passar melhor a mensagem. Não denota vergonha na nossa língua e cultura.

EDIT: Para não incorrer em off-topic. É verdade que os cursos com médias mais elevadas não têm necessariamente alunos com mais capacidades, mas existe uma correlação. Isto não significa, evidentemente, que um aluno com uma média alta deva seguir um curso mais exigente para não "desperdiçar" a média.

Tecnicismos à parte (e sei que os há, mas isso não tem nada a ver com soar bem ou mal, são simplesmente convenções, como as convenções matemáticas ou as unidades de medida que se escrevem da mesma maneira aqui ou noutro país), acho que não devem cair no extremo oposto de aceitar tudo e mais alguma coisa que "vem de fora"... Eu posso continuar a ser português sem maltratar a língua em cada ocasião, digo eu...

Quanto aos cursos com média elevada captarem os melhores alunos, não é necessariamente assim. Há casos e casos.
 

LordKelvin

O Santo
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Quanto aos cursos com média elevada captarem os melhores alunos, não é necessariamente assim. Há casos e casos.
Foi o que acabei de dizer.
 
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Dan007

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18 Maio 2018
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Oh, Deus. Vivemos na era da globalização, estranho seria se nos encerrássemos na nossa própria língua e repudiássemos tudo o que vem de fora. Utilizar duas línguas em contexto informal não tem o mínimo problema, há determinadas palavras que soam até melhor em inglês e conseguem passar melhor a mensagem. Não denota vergonha na nossa língua e cultura.

EDIT: Para não incorrer em off-topic. É verdade que os cursos com médias mais elevadas não têm necessariamente alunos com mais capacidades, mas existe uma correlação. Isto não significa, evidentemente, que um aluno com uma média alta deva seguir um curso mais exigente para não "desperdiçar" a média.

Voltando ao tópico.
Era esse o termo que me faltava! "Desperdiçar". Às vezes sinto que estou a desperdiçar uma média para a qual tanto trabalhei. Por outro lado, gosto do plano de estudos do curso que escolhi. Mais vale ir para algo que goste do que para algo que não me chama à atenção "só porque sim" ou "só porque posso".

A minha situação é algo semelhante à tua. Quando entrei no secundário, comecei a meter na cabeça que ia para Tradução porque gostava de línguas. Ao mesmo tempo, durante três anos explorei a área do teatro e o destaque e interesse na área foi-se acentuando. Mas insistia na Tradução porque era o único curso com média razoável e que servia de tampão para não ir para Direito (a minha média de secundário está próxima dos 19 valores e aqui em casa gostavam de me impingir Direito). Cheguei mesmo a dizer que queria Teatro e queria as realizar os pré-requisitos para a ESTC mas a minha mãe não me deixou porque tinha medo que eu passasse e optasse pelo óbvio :V curiosamente, os meus profs sempre apoiaram os meus gostos, por isso nesse aspeto sinto-me feliz.
Há uns tempos sentei-me a almoçar com a família e disse "vou para Estudos Artísticos na FLUL" e nem se discutiu mais. No início, ficaram apreensivos mas depois de verem o plano de estudos, ficaram convencidos de que era o curso que me faria feliz estudar.
Estudem o que vos faça feliz ;)


Não vejo o problema de usar expressões estrangeiras, especialmente num contexto informal como é o fórum.


Olá, Ariana! Compreendo-te muito bem. Só recentemente é que me apercebi porque é que a minha 1ª opção era N curso.
Também pensava que queria ir para N curso - no meu caso, maioritariamente por causa das "saídas profissionais" apresentadas no site da faculdade. Depois via a média alta e pensava: "Bem, isto deve ser excelente!" Olhava para o plano de cursos, via umas cadeiras que gostava: "Ena, isto é que é porreiro! Depois com o mestrado também se vai consolidar a matéria e tal..." Estava sempre a tentar justificar a minha escolha, mesmo quando me ia candidatar com umas décimas abaixo do último colocado. Até que recentemente parei e pensei: o que é que eu quero estudar? E pronto, escolhi o que me chamava mais à atenção. Nos últimos dias, quando me perguntam o que vou estudar, eu digo "Geografia", quando me perguntam "porquê?", eu digo "porque quero estudar Geografia" (e explico mais umas coisas sobre o curso) e acho, sinceramente, que se todos nós fizessemos isto, uma grande parte do stress causado pela escolha dum curso superior desapareceria e até me atrevo a dizer que seríamos mais felizes durante o estudo do curso A, B ou C.


Espero que gostes do curso e que corra tudo como queres!
 
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Dannyus

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Curso
Eng. de Telecomunicações e Informática
Instituição
IST - Taguspark
Voltando ao tópico.
Era esse o termo que me faltava! "Desperdiçar". Às vezes sinto que estou a desperdiçar uma média para a qual tanto trabalhei. Por outro lado, gosto do plano de estudos do curso que escolhi. Mais vale ir para algo que goste do que para algo que não me chama à atenção "só porque sim" ou "só porque posso".

Acho que isso é o que a sociedade nos tenta meter na cabeça, dando um exemplo puramente hipotético, um aluno que por acaso tem o prazer de estudar e tirar boas notas, acabando o secundário com média de 17 e todos os exames com 17 e toda a sua vida quis ser Engenheiro do papel e vai ingressar em engenharia do papel, mas como agora tudo é digital, ninguém compra papel, então a empregabilidade nessa área nem é muito boa(mas não desemprego total atenção), mas ele seguio o seu sonho, e apesar de ter como nota de ingresso 17 valores, a maior parte dos alunos desse curso têm médias de 12 valores, e por isso ele é menos inteligente? A meu ver ele até é mais inteligente do que aquele com a mesma média e que toda a sua vida também quis ser engenheiro do papel mas foi para engenharia informática por é o que dá emprego, é o que está a dar, foi para um curso do qual não gosta, mas porque é o que está na "moda". ALIÁS, quando alguém diz que um número que qualitativa o que escreves num papel diz se és inteligente ou não, essa pessoa, para mim, deixa imediatamente de o ser....

Espero que está história da carochinha tenha explica o meu ponto de vista :)
 

Ivan

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30 Abril 2016
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39
Curso
Engenharia Informática
Entretanto lembrei-me aqui de outra situação. Eu acho que o problema no fundo não é ir para um curso e esse curso ter médias baixas. Dúvido que as pessoas se dêm ao trabalho de descobrir a média de Geografia ou qualquer outra área mais "esquisita". Eu acho que as pessoas ficam com preconceitos devido ao nível de empregabilidade. Como tu próprio disseste, a maioria dos licenciados de Geografia seguem o ensino. Engenharia Civil foi em tempos uma engenharia muito concorrida, e hoje é como se fosse um deserto. Certamente as pessoas não vão apontar o dedo a Engenharia Civil por causa das médias baixas, mas por causa do nível de empregabilidade atual. Psicologia é outra área que se enquadra nesta situação. Portanto, vamos ser realistas, devem seguir os vossos sonhos, mas sempre mantendo os pés na terra e saberem antemão o que vos espera no final do vosso curso.

P.S.: Não li os comentários anteriores, sorry se disse algo repetido
 

Dan007

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18 Maio 2018
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18
Yup, ninguém se dá ao trabalho de fazer isso - é mais por causa da empregabilidade.
Concordo contigo.
Entretanto lembrei-me aqui de outra situação. Eu acho que o problema no fundo não é ir para um curso e esse curso ter médias baixas. Dúvido que as pessoas se dêm ao trabalho de descobrir a média de Geografia ou qualquer outra área mais "esquisita". Eu acho que as pessoas ficam com preconceitos devido ao nível de empregabilidade. Como tu próprio disseste, a maioria dos licenciados de Geografia seguem o ensino. Engenharia Civil foi em tempos uma engenharia muito concorrida, e hoje é como se fosse um deserto. Certamente as pessoas não vão apontar o dedo a Engenharia Civil por causa das médias baixas, mas por causa do nível de empregabilidade atual. Psicologia é outra área que se enquadra nesta situação. Portanto, vamos ser realistas, devem seguir os vossos sonhos, mas sempre mantendo os pés na terra e saberem antemão o que vos espera no final do vosso curso.

P.S.: Não li os comentários anteriores, sorry se disse algo repetido