Medicina - Equivalências e Alternativas

Sim, eu percebo isso, mas escolhendo fazer uma licenciatura, por exemplo, em ciências biomédicas, ou em Engenharia Biomédica, e depois concorrer como licenciada, pode ser também uma hipótese?? é que eu quero tirar o curso de medicina e depois fazer um mestrado em investigação ou mesmo patologia, não seria um género de mais valia? ou as minhas hipóteses de entrar na FMUL diminuiriam?? Sendo que estás mais dentro da área gostava de ouvir a perspetiva
Obrigada pela resposta :)
Ah sim, claro que podes! Se bem que ter só uma licenciatura pode não ser suficiente para passares à fase das entrevistas na FMUL, por uma questão de pontos, pelo menos é frequente isso acontecer, não quer dizer que seja sempre assim, porque depende dos candidatos de determinado ano e dos seus graus académicos. Essas licenciaturas mais um mestrado é uma mais valia, sim, tens muito mais hipóteses de entrar.

No primeiro post que escreveste, disseste "dar boa equivalência", agora já não sei se estávamos a falar do mesmo. Equivalências são cadeiras que tens num curso e quando entras noutro pedes à faculdade que as reconheçam para já não teres que repetir - isto porque são cadeiras iguais praticamente. E nesse caso, sim, Med Dentária tem algumas para os primeiros anos de Medicina. Sobre esses cursos, é capaz de dar uma ou outra, mas em menor quantidade, julgo eu. Também depende da universidade e faculdade de origem.
 
Ah sim, claro que podes! Se bem que ter só uma licenciatura pode não ser suficiente para passares à fase das entrevistas na FMUL, por uma questão de pontos, pelo menos é frequente isso acontecer, não quer dizer que seja sempre assim, porque depende dos candidatos de determinado ano e dos seus graus académicos. Essas licenciaturas mais um mestrado é uma mais valia, sim, tens muito mais hipóteses de entrar.

No primeiro post que escreveste, disseste "dar boa equivalência", agora já não sei se estávamos a falar do mesmo. Equivalências são cadeiras que tens num curso e quando entras noutro pedes à faculdade que as reconheçam para já não teres que repetir - isto porque são cadeiras iguais praticamente. E nesse caso, sim, Med Dentária tem algumas para os primeiros anos de Medicina. Sobre esses cursos, é capaz de dar uma ou outra, mas em menor quantidade, julgo eu. Também depende da universidade e faculdade de origem.
Ah ok, acho que já fiquei a perceber melhor.
Mas supostamente há uma fase na qual licenciados de podem candidatar, é a esta entrada que te estás a referir? Tenho maior probabilidades de entrar se fizer um curso com mestrado ?
A questão é que não me importo de começar medicina pelo primeiro ano sem ter feito nenhuma das cadeiras, ou seja, sem as equivalência, não sei se isso é possível. Mas as minhas probabilidades de entrar são ,mesmo assim, maiores só fazendo um mestrado?
desculpa as perguntas todas,
obrigada está a ser uma grande ajuda
 
Mas supostamente há uma fase na qual licenciados de podem candidatar, é a esta entrada que te estás a referir? Tenho maior probabilidades de entrar se fizer um curso com mestrado ?
Podes fazer as perguntas que quiseres, o importante é que fiques esclarecida!

Não é uma "fase", há mesmo um concurso especial para licenciados, que não tem nada a ver com o concurso nacional de acesso (a partir do secundário, com as provas de ingresso). E sim, estava a falar desse concurso de licenciados quando referi a licenciatura, mestrado e a fase de entrevistas da FMUL.

Resumindo, para entrar em Medicina, tens as seguintes opções:
- Ter as provas de ingresso necessárias e média suficiente para entrar pelo concurso nacional de acesso;
- Concorrer pelo concurso de licenciados. Tens esse concurso em todas as faculdades, mais a UAlg onde só podes entrar mesmo dessa forma, concurso este à parte com um calendário próprio. As regras e requisitos variam entre elas, portanto deves sempre consultar o site e regulamento mais atualizado da(s) faculdade(s) que te interessar(em) mais.

Provavelmente ao consultares os regulamentos deste concurso de cada faculdade percebes melhor quais os pontos que te trazem mais vantagem, como a parte do grau académico. https://www.medicina.ulisboa.pt/wp-content/uploads/Regulamento-DR_17abril18.pdf tens aqui o da FMUL e numa tabela mais abaixo tens os critérios de bonificação. Por ex, ter mestrado, para além da licenciatura, dá mais 1,5 pontos e ter doutoramento dá 2 pontos.
A questão é que não me importo de começar medicina pelo primeiro ano sem ter feito nenhuma das cadeiras, ou seja, sem as equivalência, não sei se isso é possível. Mas as minhas probabilidades de entrar são ,mesmo assim, maiores só fazendo um mestrado?
Sim é possível, as equivalências são um processo que ocorre já depois de entrares em Medicina e só as pedes se quiseres. Quando fazes o pedido, pode também ser recusado e acabas por ter que fazer todas as cadeiras, é variável. Isso não interfere em nada na tua candidatura a Medicina, pelos licenciados, ou pelo concurso nacional de acesso, são coisas diferentes.

Pelo menos no concurso de licenciados da FMUL, quanto maior o grau académico, melhor. Em relação às restantes faculdades, não estou tão a par, mas costuma seguir muito esta linha.
De qualquer forma até podes conseguir entrar em alguma destas faculdades apenas com uma licenciatura. Por exemplo, a @MARIANA-A entrou na UBI pelo concurso de licenciados, com uma licenciatura em Enfermagem. (certo, Mariana? ahahah)
 
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De qualquer forma até podes conseguir entrar em alguma destas faculdades apenas com uma licenciatura. Por exemplo, a @MARIANA-A entrou na UBI pelo concurso de licenciados, com uma licenciatura em Enfermagem. (certo, Mariana? ahahah)
Ahahaha, certo 😝 a candidatura na UBI com mestrado também é uma mais valia, pois acaba por dar mais bonificação, no entanto, se a idade for superior a 25 anos, acaba por te retirar pontos no parâmetro da idade 😕
 
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Olá, gostava de entrar no Porto mas não devo entrar, ainda que por umas décimas. Será uma boa opção ir para Medicina Dentária e depois pedir transferência ao fim do 1 ano?
 
Olá, gostava de entrar no Porto mas não devo entrar, ainda que por umas décimas. Será uma boa opção ir para Medicina Dentária e depois pedir transferência ao fim do 1 ano?
Olá! Não existem transferências de outros cursos para o curso de Medicina. Para entrares em Medicina tens de ingressar através do CNA ou pelo concurso de Acesso a Medicina para Licenciados ou, outra possibilidade seria, tirar Medicina no estrangeiro.
 
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Olá a todos!

Tenho uma licenciatura em Bioquímica na FCT-NOVA e estou no 2º ano do mestrado em Genética Molecular e Biomedicina também na FCT-NOVA. Queria perguntar se alguém da NOVA sabe como funciona o processo de pedir equivalências e se é possível que tenha equivalências a algumas cadeiras.

Muito obrigada!
 
Boa tarde, há alguém aqui no fórum que tenha feito específicamente o primeiro ano do MICF na FFUP e tenha conseguido entrar em Medicina? Se sim, em que faculdade e quais as equivalências que obtiveram?
Desde já, muito obrigada.
 
Olá a todos!

Tenho uma licenciatura em Bioquímica na FCT-NOVA e estou no 2º ano do mestrado em Genética Molecular e Biomedicina também na FCT-NOVA. Queria perguntar se alguém da NOVA sabe como funciona o processo de pedir equivalências e se é possível que tenha equivalências a algumas cadeiras.

Muito obrigada!
O processo em si é algo simples. Tens que olhar para o currículo da NOVA e ver qual as cadeiras que achas que a matéria é semelhante das cadeiras já realizadas. Depois é submeter e esperar a aprovação ou não. Não há critérios propriamente definidos visto que depende de regente para regente em cada cadeira.

Um dos únicos aspectos objectivos que conheço tem a ver com o número de ECTS. Se for uma cadeira que pedes equivalência e que na tua antiga faculdade valia 3 créditos e na actual vale 12, esquece que nao vais ter a equivalencia como é obvio.
 
O processo em si é algo simples. Tens que olhar para o currículo da NOVA e ver qual as cadeiras que achas que a matéria é semelhante das cadeiras já realizadas. Depois é submeter e esperar a aprovação ou não. Não há critérios propriamente definidos visto que depende de regente para regente em cada cadeira.

Um dos únicos aspectos objectivos que conheço tem a ver com o número de ECTS. Se for uma cadeira que pedes equivalência e que na tua antiga faculdade valia 3 créditos e na actual vale 12, esquece que nao vais ter a equivalencia como é obvio.

Olá Droggy! Já agora quanto a esse processo, o pagamento é feito consoante as equivalências que forem dadas, ou terei de pagar o valor equivalente a todas as cadeiras (aprovadas e não aprovadas, no caso)?
Obrigada!
 
Olá Droggy! Já agora quanto a esse processo, o pagamento é feito consoante as equivalências que forem dadas, ou terei de pagar o valor equivalente a todas as cadeiras (aprovadas e não aprovadas, no caso)?
Obrigada!
Isso é variavel de faculdade para faculdade. Só vendo as tabelas de pagamento e afins
 
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Olá! Gostaria de partilhar convosco a minha atual situação, que embora seja um tanto suis generis, deverá assemelhar-se minimamente ao dilema que muitos atravessam neste momento.
Sou mais uma aspirante a Medicina. Terminei o secundário com uma média interna de 19,0, tendo obtido 18,6 valores no exame de Física e Química A. Apesar do constante medo da subida impressionante das médias dos últimos colocados do ano passado, mantinha uma certa esperança de conseguir entrar este ano, com uma pequena margem, em Medicina, particularmente na FMUL ou na NMS. Restava-me ter um desempenho razoável no exame de Matemática A e melhorar no exame de Biologia e Geologia. Embora o exame de BG tenha corrido minimamente bem, o de Matemática foi simplesmente uma tragédia grega. Verdade seja dita, acho que não tiro positiva nem se o corretor tiver pena de mim. Long story short, morri na praia.
Perante este atropelo à minha alma, tenho pesquisado sobre as diversas vias pelas quais poderei optar. Aquilo que gostaria de vos pedir seria, então, algum feedback sobre estas diferentes alternativas, nomeadamente daqueles que tenham optado por cada uma delas.

1) Ficar um ano parada a estudar exclusivamente para os exames nacionais. Em paralelo, cumprir outros projetos como tirar carta de condução, fazer voluntariado na Cruz Vermelha, tentar melhorar a média interna através de exames/provas de equivalência à frequência... --> PROS: Escolha económica e confortável. Foco exclusivo no concurso nacional de acesso. CONTRAS: Excesso de liberdade na gestão de tempo pode levar a uma perda de um ritmo de estudo. Pode tornar-se solitário e psicologicamente desgastante. Sensação de estagnação.

2) Entrar noutro curso superior e, ao fim de um ano, tentar novamente aceder a Medicina através da repetição de exames nacionais para participar no concurso nacional de acesso. (Ou, eventualmente, no final da licenciatura, tentar o Concurso Especial para Licenciados) --> PROS: Permite habituar-me ao ritmo da faculdade. Penso que a experiência universitária pode ser extremamente enriquecedora: conhecer novas pessoas, formar amizades, tornar-me independente. Poderei até "apaixonar-me" pelo curso e decidir ficar. CONTRAS: Dispendioso. Poderá ser difícil conciliar o estudo da faculdade com o estudo para os exames nacionais.

2.1) Entrar em Ciências da Nutrição na FMUL ou na NMS. PROS: Área pela qual tenho interesse genuíno e na qual me imaginaria minimamente se Medicina não desse certo. Estar desde logo inserida na Faculdade de Medicina, embora fora do MIM, traria alento. Algumas cadeiras poderiam dar-me equivalências em Medicina, tornando um eventual 1º ano um pouco mais calmo. CONTRAS: Caso acabasse por ficar em Nutrição, a situação da empregabilidade seria uma preocupação. (Arrisco-me, porém, a estar a recair num pensamento ignorante, pelo que se alguém puder dar algum feedback sobre a atual situação da empregabilidade na área da Nutrição, ficaria extremamente agradecida!)

2.2) Entrar em Medicina Dentária na FMDUL. PROS: Pelo que tenho vindo a ler, é o curso, ao início, com maior semelhança, em termos de currículo, com Medicina, particularmente na FMUL. CONTRAS: Não é uma área que me desperte interesse para o futuro.

3) Repetir o exame de Matemática A (quiçá também BG?) na 2ª fase. PROS: Teria o estudo ainda bastante presente, tornando-o menos custoso. Poderia entrar em Medicina ainda este ano. CONTRAS: Probabilidade muito baixa de abrirem vagas em qualquer faculdade de Medicina na 2ª fase e/ou na 3ª fase do concurso nacional de acesso. Mesmo existindo vagas, estas seriam bastante concorridas e, portanto, sujeitar-me-ia a ficar aquém de médias extremamente elevadas.

Desde já, lamento pela extensão do texto. Fiz um esforço para ser o mais straight to the point possível, mas esta minha veia de Hollywood ;)
Agradeço, de antemão, por qualquer resposta. Qualquer contributo será extremamente importante. Tudo de bom!
 
Olá @DiOliveira03 !!

Em primeiro lugar, parabéns pelos teus resultados! Às vezes, temos uns quantos tropeções, mas no teu caso é facilmente ultrapassável, se quiseres continuar a tentar pelo concurso nacional de acesso. Posso dar alguns inputs sobre as opções que enumeraste, no entanto, que fique claro que não há UM só caminho "certo", existem várias maneiras diferentes de se chegar lá e irão comprovar isso mesmo quando conhecerem os vossos futuros colegas em Medicina.
1) Ficar um ano parada a estudar exclusivamente para os exames nacionais. Em paralelo, cumprir outros projetos como tirar carta de condução, fazer voluntariado na Cruz Vermelha, tentar melhorar a média interna através de exames/provas de equivalência à frequência... --> PROS: Escolha económica e confortável. Foco exclusivo no concurso nacional de acesso. CONTRAS: Excesso de liberdade na gestão de tempo pode levar a uma perda de um ritmo de estudo. Pode tornar-se solitário e psicologicamente desgastante. Sensação de estagnação.
É uma opção, tendo em conta a tua forma de encarar esse ano parada. Para pessoas que sintam que irão acumular demasiada ansiedade durante esse ano, talvez não seja a melhor escolha, ainda assim, podemos sempre nos surpreender com a nossa resiliência. Imensa gente escolhe fazer isto, até porque, à primeira vista, é uma opção muito mais confortável do que imaginar o cenário de conciliar universidade + exames nacionais.
2) Entrar noutro curso superior e, ao fim de um ano, tentar novamente aceder a Medicina através da repetição de exames nacionais para participar no concurso nacional de acesso. (Ou, eventualmente, no final da licenciatura, tentar o Concurso Especial para Licenciados) --> PROS: Permite habituar-me ao ritmo da faculdade. Penso que a experiência universitária pode ser extremamente enriquecedora: conhecer novas pessoas, formar amizades, tornar-me independente. Poderei até "apaixonar-me" pelo curso e decidir ficar. CONTRAS: Dispendioso. Poderá ser difícil conciliar o estudo da faculdade com o estudo para os exames nacionais.
O meu percurso passou mais por esta opção. Não me sentia bem perante o cenário de ficar um ano parada, portanto, segui para um curso alternativo, de modo a conseguir equivalências para a FMUL (que era onde queria entrar em 1ª opção).

E aconteceu-me muito isso que enumeraste nos prós: evoluí muito no meu método de estudo e organização (no geral, até fui/vou tirando melhores notas e era/sou mais constante nas mesmas na universidade, do que no secundário), conheci pessoas fantásticas (muitas delas partilhavam/partilham o mesmo objetivo) e, apesar das saudades, é bom estudar longe de casa e aprendermos a desenrascarmo-nos sozinhas.

Parece meio loucura fazer as cadeiras todas da universidade e repetir exames, mas é possível, porque assim o fiz e consegui (e muitas outras pessoas que conheço também conseguiram). Mas também tenho a dizer que foi só ao fim do segundo ano de universidade que consegui e a repetir 2 exames das 3 provas de ingresso. Quando repeti 3 exames, anteriormente, subi, mas é bem mais trabalhoso para quem está na universidade (também depende da média que já têm à partida - se for para subir muito pouquinho, acho que é fazível; se for para subir não sei quantos valores é muito mais difícil).
Se não conseguisse, podia, no final do 3º ano, concorrer à FMUL como licenciada, portanto, também não era uma tragédia. Ter esta "segurança" de plano B permitiu-me ter menos ansiedade a repetir os exames.
2.1) Entrar em Ciências da Nutrição na FMUL ou na NMS. PROS: Área pela qual tenho interesse genuíno e na qual me imaginaria minimamente se Medicina não desse certo. Estar desde logo inserida na Faculdade de Medicina, embora fora do MIM, traria alento. Algumas cadeiras poderiam dar-me equivalências em Medicina, tornando um eventual 1º ano um pouco mais calmo. CONTRAS: Caso acabasse por ficar em Nutrição, a situação da empregabilidade seria uma preocupação. (Arrisco-me, porém, a estar a recair num pensamento ignorante, pelo que se alguém puder dar algum feedback sobre a atual situação da empregabilidade na área da Nutrição, ficaria extremamente agradecida!)
Se tivesse agora nessa situação e fosse escolher o meu plano B, provavelmente seria essa a minha escolha (na FMUL ahah). Eu estive em ciências da saúde como plano B e voltaria a escolher essa opção, no entanto, este curso deixou de abrir vagas na Universidade de Lisboa, há uns 2 anos.

Se gostas da área, já é óptimo. Se gostas do que fazes, essas partes mais burocráticas partem para segundo lugar. A vida dos médicos também não anda nada famosa e já é uma sorte se conseguirmos uma vaga na especialidade no final destes 6 anos. O que nos faz continuar é sabermos que gostamos daquilo que estudamos e não nos vemos a fazer mais nada na vida, em termos profissionais, independentemente das condições que existam. Claro que são aspetos importantes, mas pronto, um passo de cada vez.
2.2) Entrar em Medicina Dentária na FMDUL. PROS: Pelo que tenho vindo a ler, é o curso, ao início, com maior semelhança, em termos de currículo, com Medicina, particularmente na FMUL. CONTRAS: Não é uma área que me desperte interesse para o futuro.
Outra boa opção. Dá umas boas equivalências para a FMUL. Sobre esse "contra", nunca se sabe. Tenho uma colega de secundário que também queria Medicina, não teve média, foi para a FMDUL, terminou o curso este ano e agora adora aquilo, nunca mais pensou em Medicina. E tenho outros exemplos semelhantes de amigos, mas noutras áreas diferentes das ciências e saúde.
3) Repetir o exame de Matemática A (quiçá também BG?) na 2ª fase. PROS: Teria o estudo ainda bastante presente, tornando-o menos custoso. Poderia entrar em Medicina ainda este ano. CONTRAS: Probabilidade muito baixa de abrirem vagas em qualquer faculdade de Medicina na 2ª fase e/ou na 3ª fase do concurso nacional de acesso. Mesmo existindo vagas, estas seriam bastante concorridas e, portanto, sujeitar-me-ia a ficar aquém de médias extremamente elevadas.
Eu ia sempre à 2ª fase, porque isso podia ajudar a subir ainda mais a nota interna, quando me candidatasse no ano seguinte (já sabendo que a coisa não ia ser muito favorável em 1ª fase de candidaturas desse ano) - mas claro, se já não tens margem de subida, não interessa tanto. Também o fazia com esse objetivo de concorrer em todas as fases, a seguir à 1ª. Provavelmente tinha uma média até bem mais baixa que a tua, mas não conseguia deixar essas oportunidades passar. Nunca se sabe.


Boa sorte! É só uma questão de tempo e vais conseguir entrar!
 
Olá, eu queria entrar em medicina em Coimbra. Tenho media interna de 18,8 e no exame de fq tenho 17,4, matemática ainda não sei e biologia eu voltei a repetir por isso tbm nao sei.
Acho que não consigo entrar na UC nem no curso de medicina em si. A minha dúvida é qual é o curso com mais equivalências para medicina. E se eu conseguir entrar em medicina por exemplo na UBI da para pedir transferência para coimbra depois de um ano ou isso não dá em nada? E se é melhor eu repetir os exames e voltar a concorrer no ano seguinte?
 
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Muito obrigada, @Birdy, pelo feedback e pela mensagem de positividade! :)
Eu ia sempre à 2ª fase, porque isso podia ajudar a subir ainda mais a nota interna, quando me candidatasse no ano seguinte (já sabendo que a coisa não ia ser muito favorável em 1ª fase de candidaturas desse ano) - mas claro, se já não tens margem de subida, não interessa tanto. Também o fazia com esse objetivo de concorrer em todas as fases, a seguir à 1ª. Provavelmente tinha uma média até bem mais baixa que a tua, mas não conseguia deixar essas oportunidades passar. Nunca se sabe.
Embora ainda haja muita incerteza, concordo com isto. Por descargo de consciência, muito em princípio devo ir à 2ª fase. Nesse caso de repetir exames na 2ª fase, poderei inscrever-me num curso de plano B na 1ª fase do concurso nacional de acesso?
 
2.1) Entrar em Ciências da Nutrição na FMUL ou na NMS. PROS: Área pela qual tenho interesse genuíno e na qual me imaginaria minimamente se Medicina não desse certo. Estar desde logo inserida na Faculdade de Medicina, embora fora do MIM, traria alento. Algumas cadeiras poderiam dar-me equivalências em Medicina, tornando um eventual 1º ano um pouco mais calmo. CONTRAS: Caso acabasse por ficar em Nutrição, a situação da empregabilidade seria uma preocupação. (Arrisco-me, porém, a estar a recair num pensamento ignorante, pelo que se alguém puder dar algum feedback sobre a atual situação da empregabilidade na área da Nutrição, ficaria extremamente agradecida!)

Esta situação, assim como outras que mencionaste, é um clássico. Inclusive, como já disse noutros locais, as médias em Ciências da Nutrição não são altas por causa da dificuldade da área mas porque muita gente que entra nesse curso vai como "reserva" para posteriormente seguir outro caminho na saúde (medicina, dentária ou veterinária). E depois é o tipico pensamento "até é uma área que gosto". Contudo, a grande maioria das pessoas quando acaba o curso não vai ser verdadeiramente nutricionista. Só 10% da classe está no SNS e esses sim praticam "Nutrição Clinica". Na Nutrição no desporto, uma área de grande interesse, também uma pequena percentagem está realmente a exercer como Nutricionista (pelo menos a ideia que temos do que é um Nutricionista). Fora isso, as opções de emprego são: Dietas pré feitas, coletiva (cantinas ou outras unidades de alimentação coletiva), ginásios e claro clinicas (recibos verdes). Sendo que até nisso o mercado do trabalho está completamente saturado. Aconselho-te a procurar as propostas de emprego que há para Nutrição, para teres uma ideia de que apesar de uma área "interessante" poucas são as pessoas que relamente vão exercer como "Nutricionistas" (pelo menos na ideia do que verdadeiramente é um nutricionista).

Além disso, apesar do curso ser de 4 anos, na verdade são preciso 5 para exercer. Depois de 4 anos, vais ter uma para fazer um "estágio à Ordem", na maioria das vezes não remunerado e que tens de pagar (só para a ordem) 900e ...

Deixo-te um apanhado do Observtório da Ordem de 2020: https://www.ordemdosnutricionistas.pt/documentos/observatorio/2020/RelatorioCOVID19-042020.pdf. Ao analisares estes dados tem em conta que a mediana de idade dos Membros inscritos na ON é de 35 anos e ainda não há reformados em nutrição. Consegues entender que a maioria dos membros vive de recibos verdes. Além de que, o relatório de 2021 ainda não saiu (está muito atrasado) e acho que é propositado ... pois as coisas não melhoraram. Os nutricionistas com a pandemia foram completamente descartados. Nem para atender chamadas do SNS24 eram considerados profissionais habilitados.
 
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E se eu conseguir entrar em medicina por exemplo na UBI da para pedir transferência para coimbra depois de um ano ou isso não dá em nada?

À exceção da FCS-UBI, que aceita transferências de quem já está em Medicina noutra sítio, as outras faculdades não aceitam transferências para Medicina. Se quiseres mudar de faculdade tens de te candidatar novamente.
 
Olá! Gostaria de partilhar convosco a minha atual situação, que embora seja um tanto suis generis, deverá assemelhar-se minimamente ao dilema que muitos atravessam neste momento.
Sou mais uma aspirante a Medicina. Terminei o secundário com uma média interna de 19,0, tendo obtido 18,6 valores no exame de Física e Química A. Apesar do constante medo da subida impressionante das médias dos últimos colocados do ano passado, mantinha uma certa esperança de conseguir entrar este ano, com uma pequena margem, em Medicina, particularmente na FMUL ou na NMS. Restava-me ter um desempenho razoável no exame de Matemática A e melhorar no exame de Biologia e Geologia. Embora o exame de BG tenha corrido minimamente bem, o de Matemática foi simplesmente uma tragédia grega. Verdade seja dita, acho que não tiro positiva nem se o corretor tiver pena de mim. Long story short, morri na praia.
Perante este atropelo à minha alma, tenho pesquisado sobre as diversas vias pelas quais poderei optar. Aquilo que gostaria de vos pedir seria, então, algum feedback sobre estas diferentes alternativas, nomeadamente daqueles que tenham optado por cada uma delas.

1) Ficar um ano parada a estudar exclusivamente para os exames nacionais. Em paralelo, cumprir outros projetos como tirar carta de condução, fazer voluntariado na Cruz Vermelha, tentar melhorar a média interna através de exames/provas de equivalência à frequência... --> PROS: Escolha económica e confortável. Foco exclusivo no concurso nacional de acesso. CONTRAS: Excesso de liberdade na gestão de tempo pode levar a uma perda de um ritmo de estudo. Pode tornar-se solitário e psicologicamente desgastante. Sensação de estagnação.

2) Entrar noutro curso superior e, ao fim de um ano, tentar novamente aceder a Medicina através da repetição de exames nacionais para participar no concurso nacional de acesso. (Ou, eventualmente, no final da licenciatura, tentar o Concurso Especial para Licenciados) --> PROS: Permite habituar-me ao ritmo da faculdade. Penso que a experiência universitária pode ser extremamente enriquecedora: conhecer novas pessoas, formar amizades, tornar-me independente. Poderei até "apaixonar-me" pelo curso e decidir ficar. CONTRAS: Dispendioso. Poderá ser difícil conciliar o estudo da faculdade com o estudo para os exames nacionais.

2.1) Entrar em Ciências da Nutrição na FMUL ou na NMS. PROS: Área pela qual tenho interesse genuíno e na qual me imaginaria minimamente se Medicina não desse certo. Estar desde logo inserida na Faculdade de Medicina, embora fora do MIM, traria alento. Algumas cadeiras poderiam dar-me equivalências em Medicina, tornando um eventual 1º ano um pouco mais calmo. CONTRAS: Caso acabasse por ficar em Nutrição, a situação da empregabilidade seria uma preocupação. (Arrisco-me, porém, a estar a recair num pensamento ignorante, pelo que se alguém puder dar algum feedback sobre a atual situação da empregabilidade na área da Nutrição, ficaria extremamente agradecida!)

2.2) Entrar em Medicina Dentária na FMDUL. PROS: Pelo que tenho vindo a ler, é o curso, ao início, com maior semelhança, em termos de currículo, com Medicina, particularmente na FMUL. CONTRAS: Não é uma área que me desperte interesse para o futuro.

3) Repetir o exame de Matemática A (quiçá também BG?) na 2ª fase. PROS: Teria o estudo ainda bastante presente, tornando-o menos custoso. Poderia entrar em Medicina ainda este ano. CONTRAS: Probabilidade muito baixa de abrirem vagas em qualquer faculdade de Medicina na 2ª fase e/ou na 3ª fase do concurso nacional de acesso. Mesmo existindo vagas, estas seriam bastante concorridas e, portanto, sujeitar-me-ia a ficar aquém de médias extremamente elevadas.

Desde já, lamento pela extensão do texto. Fiz um esforço para ser o mais straight to the point possível, mas esta minha veia de Hollywood ;)
Agradeço, de antemão, por qualquer resposta. Qualquer contributo será extremamente importante. Tudo de bom!

Antes de mais, muitos parabéns pelo teu percurso! Um pequeno percalço não invalida tudo de bom que fizeste até agora.
Eu terminei agora mesmo o 6ºano de Medicina no ICBAS mas no 1ºano entrei na FMUL por não ter média para o Porto, Fiz o 1ºano lá, voltei a candidatar-me, entrei no ICBAS e pedi equivalências a tudo o que tinha feito em Lisboa. Em relação a exames nacionais, no meu 12ºano fiz os 4 exames nacionais, voltei a repetir FQ e biologia em 2ª fase, e no 1ºano de faculdade voltei a repetir biologia.
Vale sempre a pena iniciar um curso que te dê equivalências e, acima de tudo, que te ajude na transição escola-faculdade, que nem sempre é fácil. Se tiveres essa possibilidade, acredito que poderá ser a melhor opção.
Em relação a ficar um ano "parada" a preparar os exames nacionais, não tive essa experiência mas tenho uma amiga que o fez por 2 anos seguidos e que não recomenda de todo. Perdeu o foco e o ritmo de estudo, sentiu-se perdida, e por fim não conseguiu atingir as notas que pretendia para entrar em Medicina.
Isto é só uma opinião, vale o que vale. O importante é fazeres uma avaliação da tua situação, motivação e métodos de trabalho, para veres se achas mais vantajoso estudar para os exames enquanto adiantas umas cadeiras na faculdade, ou se preferes estar 100% focada nos exames.

Boa sorte e muita força! :D
 
Antes de mais, muitos parabéns pelo teu percurso! Um pequeno percalço não invalida tudo de bom que fizeste até agora.
Eu terminei agora mesmo o 6ºano de Medicina no ICBAS mas no 1ºano entrei na FMUL por não ter média para o Porto, Fiz o 1ºano lá, voltei a candidatar-me, entrei no ICBAS e pedi equivalências a tudo o que tinha feito em Lisboa. Em relação a exames nacionais, no meu 12ºano fiz os 4 exames nacionais, voltei a repetir FQ e biologia em 2ª fase, e no 1ºano de faculdade voltei a repetir biologia.
Vale sempre a pena iniciar um curso que te dê equivalências e, acima de tudo, que te ajude na transição escola-faculdade, que nem sempre é fácil. Se tiveres essa possibilidade, acredito que poderá ser a melhor opção.
Em relação a ficar um ano "parada" a preparar os exames nacionais, não tive essa experiência mas tenho uma amiga que o fez por 2 anos seguidos e que não recomenda de todo. Perdeu o foco e o ritmo de estudo, sentiu-se perdida, e por fim não conseguiu atingir as notas que pretendia para entrar em Medicina.
Isto é só uma opinião, vale o que vale. O importante é fazeres uma avaliação da tua situação, motivação e métodos de trabalho, para veres se achas mais vantajoso estudar para os exames enquanto adiantas umas cadeiras na faculdade, ou se preferes estar 100% focada nos exames.

Boa sorte e muita força! :D
Olá
Pensa na possibilidade de ir estudar medicina no estrangeiro. Procura bolsas, desafia-te. Um curso de medicina pode ser tirado em qualquer lugar, se existe a vocação, não percas tempo. Ficar um ano parada, pode ser uma opção,... mas para quem tem tão boas notas, não sei se faz sentido. Da experiência que me relatam os estudantes portugueses também têm de recorrer ao estrangeiro para tirar a especialidade, por isso é uma questão de tempo. Apesar de tudo isto, repete o exame de matemática, errar é humano, não acertar à primeira também.
 
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De nada! :)
Nesse caso de repetir exames na 2ª fase, poderei inscrever-me num curso de plano B na 1ª fase do concurso nacional de acesso?
Sim, uma coisa não implica a outra. Podes ir à 2ª fase e depois na 1ª fase de candidaturas metes o plano B como 6ª opção, por exemplo.
Eu já estava no plano B enquanto concorria em 2ª e 3ª fase a Medicina. Depois recebia o resultado de não colocada e continuava no curso normalmente.
Olá
Pensa na possibilidade de ir estudar medicina no estrangeiro. Procura bolsas, desafia-te. Um curso de medicina pode ser tirado em qualquer lugar, se existe a vocação, não percas tempo. Ficar um ano parada, pode ser uma opção,... mas para quem tem tão boas notas, não sei se faz sentido. Da experiência que me relatam os estudantes portugueses também têm de recorrer ao estrangeiro para tirar a especialidade, por isso é uma questão de tempo. Apesar de tudo isto, repete o exame de matemática, errar é humano, não acertar à primeira também.
É outra opção, sem dúvida.

Acho que faz mais sentido alguém com tão boas notas ficar um ano parado a repetir exames, do que alguém com uma média baixa, que tem muito mais probabilidade de não conseguir...

No entanto, também quero acrescentar que estudar no estrangeiro não é algo que todos estejam dispostos a fazer, em primeiro lugar por questões económicas. Independentemente de médias e ficar ou não parada, eu queria ser estudante de Medicina, mas estudante de Medicina em Portugal. A formação, não só pré como pós-graduada/internato médico, é bastante boa em Portugal, e muitas vezes superior a algumas faculdades do estrangeiro. Sinceramente, a não ser que a pessoa queira muito ir para o estrangeiro, acho um desperdício terem uma média "quase quase lá" para entrar em Portugal e depois só para "não perder tempo" vão para o estrangeiro, mesmo querendo ficar em Portugal.

Muitos desses colegas médicos (formados em Portugal) que resolvem ir para o estrangeiro vão porque querem mesmo ter essa experiência na sua vida ou, eventualmente, porque não vão conseguir vaga na especialidade que querem de maneira nenhuma, por não terem nota, por exemplo. E são alguns, não são TODOS os estudantes portugueses que têm que recorrer ao estrangeiro.

E depois também tens imensos imensos colegas médicos que se formam lá fora e voltam no fim, pra fazer a PNA e competir pelas vagas do internato médico português, que já são poucas, por exemplo.. E acabam por ser o grupo de colegas que normalmente têm a média mais baixa da prova (ver abaixo no anexo). Presumo que seja pelo facto da formação/preparação não ser a mesma.

Pessoalmente, não me vejo de todo a ir para o estrangeiro, nem como estudante, nem como futura médica, quero ficar no meu país. Como tal, acaba muito por ser uma escolha super pessoal. Perder tempo é relativo. Eu entrei à 3ª tentativa, mas sinto que não perdi tempo, aprendi e cresci muito nesses anos de impasse. Não entrei com 18 anos, entrei com 20, não é assim uma coisa trágica.
 

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