Medicina

 
Este ano, as vagas não devem ser para aumentar. Parece-me uma notícia escrita só porque sim.
Medicina aumentar as vagas deve para gozar com toda a gente. Há anos que Medicina devia ter reduzido as vagas. Até o podiam fazer, desde que abra mais vagas de internato (especialidade em COVID, por exemplo 😅) .
 
Há países que formam um número alucinante de médicos, como os de leste por exemplo, e mesmo assim têm falta de médicos. Porquê? Pagam-lhes o mesmo que a um funcionário da limpeza e emigram todos para pastos mais verdes. É o que vai acontecer aqui.
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Este ano, as vagas não devem ser para aumentar. Parece-me uma notícia escrita só porque sim.
Medicina aumentar as vagas deve para gozar com toda a gente. Há anos que Medicina devia ter reduzido as vagas. Até o podiam fazer, desde que abra mais vagas de internato (especialidade em COVID, por exemplo 😅) .

Os serviços estão a rebentar pelas costuras de internos. No meu hospital, há serviços que têm mais internos de formação geral do que doentes internados. Há locais que estão a formar cirurgiões que chegam ao fim dos 6 anos sem atingirem os números mínimos. E diga-se de passagem, que os números mínimos em todas as especialidades cirúrgicas estão bem longe de serem suficientes para permitir que um recém-especialista esteja capaz exercer autonomamente.
 
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Há países que formam um número alucinante de médicos, como os de leste por exemplo, e mesmo assim têm falta de médicos. Porquê? Pagam-lhes o mesmo que a um funcionário da limpeza e emigram todos para pastos mais verdes. É o que vai acontecer aqui.
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Os serviços estão a rebentar pelas costuras de internos. No meu hospital, há serviços que têm mais internos de formação geral do que doentes internados. Há locais que estão a formar cirurgiões que chegam ao fim dos 6 anos sem atingirem os números mínimos. E diga-se de passagem, que os números mínimos em todas as especialidades cirúrgicas estão bem longe de serem suficientes para permitir que um recém-especialista esteja capaz exercer autonomamente.
Sim, é verdade. Mas era regular também o número de vagas à necessidade e à saída da especialidade. Além disso, cá em Portugal a distribuição de médicos por zonas é desigual em algumas especialidades. Seria necessário para aumentar o número de alunos do curso, aumentar as vagas de internato e gerir o internato consoante as necessidades e a capacidade formativa do país.
Estou a raciocinar mal?
 
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Os serviços estão a rebentar pelas costuras de internos. No meu hospital, há serviços que têm mais internos de formação geral do que doentes internados. Há locais que estão a formar cirurgiões que chegam ao fim dos 6 anos sem atingirem os números mínimos. E diga-se de passagem, que os números mínimos em todas as especialidades cirúrgicas estão bem longe de serem suficientes para permitir que um recém-especialista esteja capaz exercer autonomamente.
Exatamente! E a pressão nesses serviços é para continuarem a abrir vagas, depois nem vai haver emprego para todos no concurso após serem especialistas.
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Mas era regular também o número de vagas à necessidade e à saída da especialidade.
Acredito que não como disse agora mesmo no último post, há especialidades que a necessidade é grande por diversos motivos (especialidade envelhecida, ou então em que é costume irem todos para o privado - exemplo dermatologia em que apenas 50% dos especialistas estão no SNS, se não estou a confundir, etc...) ou então já há oferta suficiente e têm que emigrar
 
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Sim, é verdade. Mas era regular também o número de vagas à necessidade e à saída da especialidade. Além disso, cá em Portugal a distribuição de médicos por zonas é desigual em algumas especialidades. Seria necessário para aumentar o número de alunos do curso, aumentar as vagas de internato e gerir o internato consoante as necessidades e a capacidade formativa do país.
Estou a raciocinar mal?
Mas por isso é que a solução para redirecionar o caudal do rio é limitar primeiro a água que passa na barragem.
Em 2017, quando entrei na faculdade, no meu primeiro dia, depois das praxes e afins podíamos se quiséssemos assinar uma petição para a diminuição das vagas (não me lembro muito bem se era exatamente esta premissa mas era algo do género). Confesso que estando eu um pouco out da realidade me custou fazer isso, por achar que estava de certa forma a limitar a entrada de colegas mais novos. Contudo, comecei a perceber a triste realidade. Nas semanas a seguir tinha que madrugar ainda mais se quisesse ter um lugar sentada num auditório... Mas as provas vinham a cada dia... não estávamos sequer a assegurar a devida formação de profissionais de saúde desde o início.
O ratio de alunos por tutor é tão incrível que quantas vezes já fiquei espalmada contra a parede e ombros com ombros num quarto do hospital para colher uma HC? Outras tantas vi o chão a fugir porque aquele calor dava cabo de mim. Isto sem contar com o facto de nos termos sempre que "encavalitar" uns nos outros para ouvir e ver alguma coisa.
E sem contar principalmente com as "expressões de desagrado" que já recebemos quando "ah e tal, sr josé, olhe agora estes 15 alunos vão fazer-lhe uma palpação abdominal, mas não se importa pois não? Sinta-se à vontade!" Há direitos básicos que nem respeitamos.
E as vagas de internato são a situação mais degradante de sempre da gestão da saúde que se faz em portugal.
 
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Mas por isso é que a solução para redirecionar o caudal do rio é limitar primeiro a água que passa na barragem.
Em 2017, quando entrei na faculdade, no meu primeiro dia, depois das praxes e afins podíamos se quiséssemos assinar uma petição para a diminuição das vagas (não me lembro muito bem se era exatamente esta premissa mas era algo do género). Confesso que estando eu um pouco out da realidade me custou fazer isso, por achar que estava de certa forma a limitar a entrada de colegas mais novos. Contudo, comecei a perceber a triste realidade. Nas semanas a seguir tinha que madrugar ainda mais se quisesse ter um lugar sentada num auditório... Mas as provas vinham a cada dia... não estávamos sequer a assegurar a devida formação de profissionais de saúde desde o início.
O ratio de alunos por tutor é tão incrível que quantas vezes já fiquei espalmada contra a parede e ombros com ombros num quarto do hospital para colher uma HC? Outras tantas vi o chão a fugir porque aquele calor dava cabo de mim. Isto sem contar com o facto de nos termos sempre que "encavalitar" uns nos outros para ouvir e ver alguma coisa.
E sem contar principalmente com as "expressões de desagrado" que já recebemos quando "ah e tal, sr josé, olhe agora estes 15 alunos vão fazer-lhe uma palpação abdominal, mas não se importa pois não? Sinta-se à vontade!" Há direitos básicos que nem respeitamos.
E as vagas de internato são a situação mais degradante de sempre da gestão da saúde que se faz em portugal.
Sim, mas logicamente que se tem de começar por algum lado a reduzir ou a corrigir. O que eu queria era apenas que a notícia fizesse sentido, ou seja, as medidas que se tinham de fazer para se poder aumentar o número de candidatos (hipoteticamente).
Na realidade atual, têm-se é de reduzir o número de alunos. Até porque a situação que descreveste, não devia acontecer, ainda mais, recorrentemente. A primeira obrigação dos profissionais de saúde nessa situação é com o utente.
 
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Ao que parece, a notícia (saiu na Uniarea, hoje) que meteste aqui, @Rodrigo Martins, no domingo foi feita em entrevista com o ministro do ensino superior. Por isso, pode realmente acontecer. Mas sinceramente não sei se será melhor ideia aumentar as vagas quando não se sabe como a pandemia vai evoluir🤷‍♂️.
Pronto, é o meu pedido de desculpas pela minha pesquisa fraca do artigo que meteste aqui😅.
 
Há países que formam um número alucinante de médicos, como os de leste por exemplo, e mesmo assim têm falta de médicos. Porquê? Pagam-lhes o mesmo que a um funcionário da limpeza e emigram todos para pastos mais verdes. É o que vai acontecer aqui.
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Os serviços estão a rebentar pelas costuras de internos. No meu hospital, há serviços que têm mais internos de formação geral do que doentes internados. Há locais que estão a formar cirurgiões que chegam ao fim dos 6 anos sem atingirem os números mínimos. E diga-se de passagem, que os números mínimos em todas as especialidades cirúrgicas estão bem longe de serem suficientes para permitir que um recém-especialista esteja capaz exercer autonomamente.

Confere. A minha mulher é "eternista" de anestesia (à espera de fazer o exame final) e foi a última do serviço dela a conseguir marcar todos os estágios onde queria (marcou-os todos logo no início do internato). Colegas mais novos dela que queriam ir fazer estágios em certos hospitais têm listas de espera de anos. Digo isto sabendo que anestesiologia tem um colégio até rigoroso e que faz tudo para não ceder a pressões. Há quem esteja muito pior.

Não há especialistas para ensinar os internos e não há condições, nem recursos para formar os internos para serem especialistas autónomos. As coisas já estão a funcionar no limite e especialidades como cirurgia geral já há muito que o passaram. Abrir vagas para mais alunos de medicina é abrir vagas para médicos indiferenciados. Não vai resolver os problemas expostos pela pandemia só vai gastar mais dinheiro mal gasto.
 
Confere. A minha mulher é "eternista" de anestesia (à espera de fazer o exame final) e foi a última do serviço dela a conseguir marcar todos os estágios onde queria (marcou-os todos logo no início do internato). Colegas mais novos dela que queriam ir fazer estágios em certos hospitais têm listas de espera de anos. Digo isto sabendo que anestesiologia tem um colégio até rigoroso e que faz tudo para não ceder a pressões. Há quem esteja muito pior.

Não há especialistas para ensinar os internos e não há condições, nem recursos para formar os internos para serem especialistas autónomos. As coisas já estão a funcionar no limite e especialidades como cirurgia geral já há muito que o passaram. Abrir vagas para mais alunos de medicina é abrir vagas para médicos indiferenciados. Não vai resolver os problemas expostos pela pandemia só vai gastar mais dinheiro mal gasto.

Curiosamente, e isto vale o que vale, mas eu sempre ouvi dizer que os médicos especializados que saem de Portugal e vão trabalhar no estrangeiro são bastante "bem vistos" noutros paises da Europa, pergunto me até que ponto isso é verdade, e se for, o que raio andam a fazer lá fora 😅
 
Curiosamente, e isto vale o que vale, mas eu sempre ouvi dizer que os médicos especializados que saem de Portugal e vão trabalhar no estrangeiro são bastante "bem vistos" noutros paises da Europa, pergunto me até que ponto isso é verdade, e se for, o que raio andam a fazer lá fora 😅

Isso é conversa de café sem qualquer validade cientifica. Ninguém tem como saber se os médicos de cá são melhores que os outros, até porque um sistema com falta de médicos papa tudo, desde romenos, ucranianos a portugueses.

Seja como for, a deterioração da qualidade formativa é recente, fruto deste aumento absurdo nas vagas de especialidade a par com o aumento do numerus clausus em medicina. Garanto-te que há especialistas em áreas cirúrgicas (como a cirurgia geral como o snarky disse) que não têm as competências necessárias para exercer autonomamente nem muito menos "serem bem vistos lá fora".
 
Olá! Queria saber se é possível mudar de medicina veterinária a medicina depois do 1° ano e quais são as requisições.
Se a tua média não for favorável para entrares numa das faculdades do país tens que repetir os exames nacionais para que assim o seja
Depois podes ter algumas equivalências
 
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Olá! Queria saber se é possível mudar de medicina veterinária a medicina depois do 1° ano e quais são as requisições.

Se a tua média não for favorável para entrares numa das faculdades do país tens que repetir os exames nacionais para que assim o seja
Depois podes ter algumas equivalências

Essencialmente tens que entrar em medicina pelo concurso nacional, não se fazem transferências de outros cursos para medicina
 
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Olá! Queria saber se é possível mudar de medicina veterinária a medicina depois do 1° ano e quais são as requisições.
Se a tua média não for favorável para entrares numa das faculdades do país tens que repetir os exames nacionais para que assim o seja
Depois podes ter algumas equivalências
Essencialmente tens que entrar em medicina pelo concurso nacional, não se fazem transferências de outros cursos para medicina
A outra solução é fazeres o curso de medicina veterinária e entrar em medicina pelo concurso especial para licenciados.
 
A outra solução é fazeres o curso de medicina veterinária e entrar em medicina pelo concurso especial para licenciados.
Exatamente, o que pode acontecer é por exemplo teres equivalências suficientes para ires diretamente para o 2 ano de medicina. Mas isso é bastante raro, normalmente quem tem sorte com isso é quem vem da FMDUP (med dentária), falando no caso de medicina na UBI, acho eu, não tenho a certeza!
 
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Obrigada a todos! Neste momento estou ainda no secundário e acho que não vou conseguir entrar em medicina diretamente logo fiz a pergunta. Acho que a minha média no máximo só vai ser 16 mas logo com os exames e anulamentos vamos ver :) Se for com a idea dos concursos para licenciados sabem como é que funciona? Ouvi que seja mais difícil que o concurso nacional...
 
Se for com a idea dos concursos para licenciados sabem como é que funciona?
Varia um pouco entre faculdades. A forma mais fácil de saberes os requisitos é consultares os regulamentos atuais (que volta e meia podem mudar) desses concursos no site da faculdade ou faculdades que mais te interessam. Também podes ir acompanhando este tópico que tem imensa informação ao longo das várias páginas que já tem (tem muita informação útil nas páginas mais para trás): Acesso a Medicina para Licenciados