Petição sobre as novas medidas do governo

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26 Dezembro 2019
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A minha questão é: segundo as novas regras de cálculo para a média de entrada no ensino superior, os alunos que estão neste momento no 12.º ano fazem a sua média com que notas do 11º? Com as CIF de todas as disciplinas bianuais mais as outras ou só com as notas internas das disciplinas que fizeram exame, isto se a nota do exame desceu a nota interna, mais o CIF das outras disciplinas sem exame.
Estou um pouco confusa
 
A minha questão é: segundo as novas regras de cálculo para a média de entrada no ensino superior, os alunos que estão neste momento no 12.º ano fazem a sua média com que notas do 11º? Com as CIF de todas as disciplinas bianuais mais as outras ou só com as notas internas das disciplinas que fizeram exame, isto se a nota do exame desceu a nota interna, mais o CIF das outras disciplinas sem exame.
Estou um pouco confusa

Olá Laura!
Segundo a nova regra, se um exame (que vais usar como prova de ingresso) fez te descer a nota, a nota interna com que ficas é a anterior a fazeres ao exame. Ou seja, se foste a exame com 18 a, por exemplo, física e química, e pretendes usar esse exame como prova de ingresso. Porém, obtiveste um 15 ,o que fez com que descesses a nota interna para 17. Antigamente ficavas com o 17 agora usas o 18 para o cálculo de candidatura.
Para a media final utilizas as notas de exame e as notas internas que já estão bloqueadas visto que o exame já não as influencia. Portanto, o cálculo da média continua todo igual (a soma de todas as disciplinas a dividir pela quantidade total que é 8) mas as que no ano anterior desceste com o exame de prova de ingresso, utilizas a inicial.
Não sei se fugi muito à tua questão, se calhar não a entendi bem.😅
 
Olá Laura!
Segundo a nova regra, se um exame (que vais usar como prova de ingresso) fez te descer a nota, a nota interna com que ficas é a anterior a fazeres ao exame. Ou seja, se foste a exame com 18 a, por exemplo, física e química, e pretendes usar esse exame como prova de ingresso. Porém, obtiveste um 15 ,o que fez com que descesses a nota interna para 17. Antigamente ficavas com o 17 agora usas o 18 para o cálculo de candidatura.
Para a media final utilizas as notas de exame e as notas internas que já estão bloqueadas visto que o exame já não as influencia. Portanto, o cálculo da média continua todo igual (a soma de todas as disciplinas a dividir pela quantidade total que é 8) mas as que no ano anterior desceste com o exame de prova de ingresso, utilizas a inicial.
Não sei se fugi muito à tua questão, se calhar não a entendi bem.😅
Muito obrigada!
E se eu não quiser utilizar nenhum dos exames de 11.º como prova de ingresso e eles me desceram a nota da disciplina?
 
Se eles te desceram, a nota que vais usar no cálculo da média é a que ficaste depois do exame (a baixa).

Os 30% deixam de contar para os exames feitos nos últimos 2 anos caso descam a nota interna, sejam eles prova de ingresso ou não
 
Não é não. 😅
Então estou um pouco confusa no documento diz :"Classificações internas finais do ensino secundário (sem efeito dos resultados dos exames finais) + Provas de Ingresso", sendo que as provas finais são as provas de ingresso, porque diz antes "Exames finais nacionais às disciplinas que sejam provas de ingresso". Foi o que eu percebi.
 
Então estou um pouco confusa no documento diz :"Classificações internas finais do ensino secundário (sem efeito dos resultados dos exames finais) + Provas de Ingresso", sendo que as provas finais são as provas de ingresso, porque diz antes "Exames finais nacionais às disciplinas que sejam provas de ingresso". Foi o que eu percebi.
Os exames realizados este ano não vão ter influência na nota interna da disciplina, quer subisse ou descesse, mas continuas a precisar dos exames como provas de ingresso para concorreres ao ensino superior.
 
Os exames realizados este ano não vão ter influência na nota interna da disciplina, quer subisse ou descesse, mas continuas a precisar dos exames como provas de ingresso para concorreres ao ensino superior.
Sim essa parte percebi, mas fiquei com ideia que se referiam só aos exames de prova de ingresso quanto à nova regra. Obrigada pelo esclarecimento.
 
Bom noite Catarina´
Sou mãe de uma aluna que está muito prejudicada com as novas medidas.

Tenho-me desdobrado a enviar emails: Lusa, JN, Público, SIC, TVI, RTP, Observador; CMTV, Primeiro Ministro, Presidente da República, Uniarea, Inspiring Future, Grupos parlamentares da AR.
Já não sei o que fazer. reenvio-lhe o email redigido (que tem algumas adaptações em função da entidade enviada) :

Excelentíssimos Senhores Deputados

Escrevo esta mensagem face às novas regras de acesso ao ensino superior, que impedem a realização de exames de melhoria de nota aos alunos externos.

Há uma petição Contra a eliminação da melhoria da classificação final da disciplina por Exame, já submetida à AR que traduz o descontentamento face ao impedimento de melhorias de notas por parte dos alunos, pais, mães, avós e professores. Em quatro dias essa petição teve uma votação de mais de oito mil assinaturas.

Penso que as pessoas precisam de mensagens simples para perceberem algo complexo, como é o caso do cálculo da média de acesso ao ensino superior. A média de acesso ao ensino superior é composta por uma ponderação entre duas parcelas:
1a - provas de ingresso (parcela em geral menor ou igual a 50%);
2a - a média do ensino secundário (parcela que em geral vale mais de 50%).

Os alunos externos estiveram e estão a preparar-se, há praticamente um ano, para melhorar as duas parcelas (referidas no ponto anterior), querendo por isso fazer exames nas disciplinas que pretendem melhorar a nota interna e consequentemente melhorarem a média do ensino secundário, pretendem também melhorar as classificações das provas de ingresso.

Com estas novas regras não poderão realizar a melhoria das notas internas e consequentemente melhorar a média do ensino secundário, estão por esta razão muito prejudicados com esta alteração. Os alunos externos já frequentaram as disciplinas e tiveram aproveitamento às mesmas, pretendem melhorar para efeitos de acesso ao ensino superior, esta regra sempre existiu e deverá continuar a existir mesmo nas atuais condições excecionais. Não deve ser negado aos alunos externos a possibilidade de realizar melhoria de notas nas disciplinas que já estão inscritos para realizar exames, este deve ser considerado um direito adquirido.

O ministério de educação está a alterar regras perto das datas de exame, sendo uma grande injustiça para os alunos externos que estão a sacrificar-se com investimento do seu tempo e investimento financeiro pessoal ou da família, há quase um ano, com o objetivo de se prepararem para estes exames.

Escrevo em nome de todos os pais e avós que viram durante o último ano os seus filhos e netos estudarem afincadamente com o objetivo de melhorar as notas internas e as provas de ingresso para o ingresso nos cursos superiores pretendidos, com elevada nota de acesso em que todos as décimas contam e são essenciais para o objetivo pretendido, e agora, a dois messes de realizarem as provas surge um obstáculo grave e difícil de ultrapassar.

Desejo que Suas Excelências tenham conhecimento desta alteração injusta e peço a Vossa intervenção no sentido de repor as regras normais para os alunos externos, que representam uma pequena percentagem de alunos e por isso não afetarão a normal realização de exames neste período conturbado. Existe também uma sondagem que decorreu para avaliar se os alunos vão a exame com o objetivo de melhoria de nota, de melhoria da prova de ingresso ou para ambas. Face aos resultados da sondagem concluiu-se que apenas uma parcela muito pequena de alunos pretende-se inscrever somente com o objetivo de melhoria de nota.

Obrigada pela consideração,

Sandra Lobo


De todas estas entidades que enviei, apenas recebi resposta do Bloco de esquerda que me respondeu:

Ex.mo Senhora Sandra Lobo

Em nome do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, agradeço o seu testemunho e o seu contributo, os quais foram encaminhados às deputadas da área da Educação e ao deputado da Ciência e Ensino Superior.

O Bloco de Esquerda tem-se batido por uma Escola Pública e por um Ensino Superior público de qualidade. Os testemunhos e contributos das comunidades educativas são muito bem-vindos para informar a nossa ação política.

Com os melhores cumprimentos,

Bruno Góis

Assessor Parlamentar

Grupo Parlamentar

do Bloco de Esquerda


Face ao recebido agradeci e reforcei a situação de discrepância entre alunos do ensino privado e ensino particular face às novas medidas.

Gostaria que a situação se resolvesse sem ser por petições, pois é um processo muito lento e sem a certeza que tem um final feliz!
Somos uma minoria, mas com muita razão. O problema penso ser falta de informação, não estarem suficientemente esclarecidos da injustiça que está a ser cometida...

Cumprimentos

Sandra Lobo
 
Boa noite Sandra,
Face á situação em que vivemos e á quantidade de regras que parecem ser criadas todos os dias, em relação aos exames, é difícil criar um bom equilíbrio de justiça. Na minha opinião, as regras deveriam ser o mais perto das pré-existentes (antes do dia 13 de abril). Até essa data não havia motivo de reclamação.
Sou do grupo que se sente injustiçado pois passando o ano inteiro a estudar afincadamente a pensar que ia ter oportunidade de melhorar as notas internas (apesar destas não terem descido logo não sou beneficiada com a nova regra), foi me tirada essa oportunidade de um dia para o outro. Estou a fazer tudo ao meu alcance, mandei emails para a TVI , DGES, Gabinete do 1º ministro, ministro da Educação e ministro da ciência e do ensino superior e secretários de estado e para alguns partidos que obtive resposta. Reconheceram o email e reencaminharam para o ministro da Educação e para o ministro da ciência e do ensino superior.
Acho que se uma petição conseguiu com que fosse criada a regra de 17 de abril, ainda é possível haver algumas mudanças benéficas para todos. 🙂
Cumprimentos, Catarina
 
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Reactions: Jessicalvr
Será que vão mudar as medidas? Fiquei quase um ano a estudar para isto acontecer...