Olá! antes de mais muito obrigada pela resposta!!

Foi muito útil bem como esclarecedora para poder ter um
insight da coisa em geral...
Por acaso sempre tive a impressão que, hoje em dia, também aqueles alunos que finalizassem as licenciaturas e depois decidicem insistir em pós-graduações (e, obviamente, com excelentes classificações no respetivo curso) pudessem ter igualmente a "oportunidade" de lecionar aulas (se assim fossem convidados para tal, claro!) Mas pelos vistos a carreira a docência (universitária pelo menos) é bastante mais exigente do que pensava

!
Se eu chegar a optar pela área das línguas, eu ponderaria seguir depois a área da tradução - uma especialização em tradução talvez (apesar de não ter muita noção de como está atualmente o mercado de trabalho para os formados nesta área

)
De qualquer das formas muito obrigada pela tua resposta, esclareceu-me muito mesmo e, boa sorte também para o teu percurso académico!
Em relação a Tradução, também te posso ajudar, sendo que é precisamente esse o percurso que iniciarei em Setembro (resta saber onde, mas algures será). No que tenho conseguido investigar, o mercado da Tradução não só não está hiper-saturado (como alguns) como até é dos poucos que, duma forma quase modular, nunca perde qualquer valor e apenas acresce. Tens um número extensíssimo de especializações, como tradução técnica, empresarial e literária, tal como tens um número extensíssimo de línguas que têm sempre uma procura fixa. Poderás trabalhar como tradutora numa empresa que suporta essa cargo, e são imensas as que precisam de tradutores, ou podes trabalhar como freelancer e fixar as tuas tabelas e o trabalho que aceitas, e existem muitas plataformas digitais que facilitam estas interações tradutivas, desde que sejas formada, claro.
A modularidade que menciono vem mesmo de encontro às línguas: eu, por exemplo, tenho uma
penchant por línguas Germânicas, e pretendo estudar na Licenciatura o Inglês e o Alemão, pronto, ficarei apto para traduções dessas duas. Mais tarde, posso usar o meu conhecimento do léxico Alemão para aprender, por exemplo, Holandês ou Sueco ou Norueguês ou (deus me salve) Dinamarquês, e através de muito estudo e tempo, vou expandindo a minha capacidade de trabalhar e a oferta de serviços. Isto é apenas um percurso entre muitos. Tu podes, imagina, gostar de Direito Internacional e quereres trabalhar como tradutora jurídica; a UE oferece cargos nessa vertente e emprega imensa gente para facilitar as comunicações entre países da União.
E se quiseres mesmo aprofundar a parte da Linguagem e das Línguas, existem sempre mestrados e outras licenciaturas que poderás tirar concomitantes ao trabalho de tradutora, ou se fores mesmo excepcional e trabalhadora no teu curso, o próprio curso de Tradução pode ser uma entrada para docência académica no Estrangeiro, quem sabe, como reader, que já tinha mencionado.
No fim do dia, nada te garante um trabalho com um papel na mão, tens apenas de ter muita dedicação, paixão, e criares as tuas oportunidades à tua medida e ritmo, para que sejam adequadas a ti e para que te sintas bem e motivada, que é extremamente importante. Depois disso, networking, amigos, contactos de faculdade, freelancing, como dizem os Ingleses, o mundo é a tua ostra.