Será que o método de acesso ao Ensino Superior é justo?

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E.S. Rafael Bordalo Pinheiro
Olá, estou em ciências no 11º ano e estive agora a "brincar" com os valores numa calculadora de média do secundário. O meu objetivo é entrar em Engenharia Informática e de Computadores no Técnico, em que o único exame requerido é o de Matemática A.

Reparei numa coisa, (ignorando as notas de outras disciplinas, notas essas que mantive constantes enquanto estive a mexer nas notas de matemática.) :
* Se eu tiver 18 em nota interna e 16 no exame, a minha nota de candidatura será 168,5.
* Se eu tiver 16 em nota interna e 18 no exame, a minha nota de candidatura será 178,5.

Na minha opinião, acho isto extremamente injusto, em vez de se estar a valorizar mais o trabalho desenvolvido pelo aluno em 3 anos, está-se a valorizar o aluno por uma nota que se alcançou em 2 horas e meia e que é influenciada por inúmeras variáveis que não são o conhecimento do aluno sobre a matéria, como uma má disposição, falta de sono ou o nervosismo no dia do exame.

Não sou contra os exames, acho que trazem justiça, pois vemos que existem escolas que inflacionam as notas e outras que "dão notas por baixo", a existência de exames nacionais permite que haja um "common ground" para os alunos serem avaliados, mas acho que as notas dos exames estão a ter um peso demasiado grande para as duas horas e meia em que são obtidas.

Uma solução para o problema que apresentei (alguns podem não ter a minha opinião e achar o sistema justo, partilhem a vossa opinião) seria haver mais exames por fase, nem que sejam apenas dois, tornaria muito mais justo, os problemas como a má disposição e outros no dia do exame não teriam tanto impacto pois a nota de uma fase seria a média dos dois ou mais exames realizados.
 
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cyrilico

¯\_(.-.)_/¯
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Talvez se tente valorizar o tal "common ground" por esse mesmo motivo, ser a única componente avaliada (relativamente) de forma igual em todos. Haverão sempre falhas a apontar no sistema. Se fosse adotado o que dizes, uma pessoa que descesse do 1º para o 2º exame poderia culpar o 2º porque "deu tudo no primeiro e já estava exausta", por exemplo.

Relativamente a um exame de 2h pesar significativamente na nota... é das poucas coisas certas que terás na universidade o_O
 

NemoExNihilo

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Relativamente a um exame de 2h pesar significativamente na nota... é das poucas coisas certas que terás na universidade o_O
Sem querer entrar aqui em conflitos desnecessários, não me parece lá muito lógico refutar um argumento que tenta provar que uma dada coisa é indesejável referindo que essa indesejabilidade se repete. Ou seja, não será por isso acontecer na Universidade que se torna desejável que aconteça antes, ou depois, ou seja quando for.

Desculpem, não podia resistir... :(

Tal como não posso resistir a dizer "abaixo os exames", mas isso é outra história... :p
 
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blackuro

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Não sou contra os exames, acho que trazem justiça, pois vemos que existem escolas que inflacionam as notas e outras que "dão notas por baixo", a existência de exames nacionais permite que haja um "common ground" para os alunos serem avaliados, mas acho que as notas dos exames estão a ter um peso demasiado grande para as duas horas e meia em que são obtidas.

Uma solução para o problema que apresentei (alguns podem não ter a minha opinião e achar o sistema justo, partilhem a vossa opinião) seria haver mais exames por fase, nem que sejam apenas dois, tornaria muito mais justo, os problemas como a má disposição e outros no dia do exame não teriam tanto impacto pois a nota de uma fase seria a média dos dois ou mais exames relacionados.
Sou um pouco suspeita ao falar disto, mas, na minha opinião, os exames são um mal necessário. Com os exames, apesar de eles só medirem apenas a forma como tu reages ao stress (um aluno brilhante pode ir a exame e tirar má nota, precisamente por estar nervoso), acabam por permitir que se realizem melhorias de nota bem como dão acesso à entrada no ensino superior a outro tipo de estudantes (como por exemplo, estudantes de cursos que não aceitam o EEI ou pessoas que querem seguir outra área técnica).
De facto, os exames podem inflacionar ou descer extraordinariamente a média de um aluno e isso, muitas vezes, causa problemas.
Na minha opinião, o acesso ao ES deveria ser feito de forma a ter em conta a vocação e as aptidões pessoais do candidato. Contudo, esse critério de seleção seria demasiado subjetivo e demoraria bastante tempo a ser realizado.
Penso que as atuais políticas não conseguem arranjar uma maneira melhor de nos avaliar, para ser sincera. Mas será por isso que devemos aceitar este método de seleção? Não, absolutamente.
A meu ver, existem várias coisas que tornam injusto este método de seleção e o Ministério da Educação deveria ter mais atenção a isso.
 
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Sou um pouco suspeita ao falar disto, mas, na minha opinião, os exames são um mal necessário. Com os exames, apesar de eles só medirem apenas a forma como tu reages ao stress (um aluno brilhante pode ir a exame e tirar má nota, precisamente por estar nervoso), acabam por permitir que se realizem melhorias de nota bem como dão acesso à entrada no ensino superior a outro tipo de estudantes (como por exemplo, estudantes de cursos que não aceitam o EEI ou pessoas que querem seguir outra área técnica).
De facto, os exames podem inflacionar ou descer extraordinariamente a média de um aluno e isso, muitas vezes, causa problemas.
Na minha opinião, o acesso ao ES deveria ser feito de forma a ter em conta a vocação e as aptidões pessoais do candidato. Contudo, esse critério de seleção seria demasiado subjetivo e demoraria bastante tempo a ser realizado.
Penso que as atuais políticas não conseguem arranjar uma maneira melhor de nos avaliar, para ser sincera. Mas será por isso que devemos aceitar este método de seleção? Não, absolutamente.
A meu ver, existem várias coisas que tornam injusto este método de seleção e o Ministério da Educação deveria ter mais atenção a isso.
O minitério não pode gastar dinheiro nestas coisas... então prefere deixar como está, deixa andar... Qualquer dia isto dá mau resultado, depois quero ver... As médias da faculdade também cada vez sobem mais.... em 2014 a média para o curso que queria era 12 já vai em 15...
 

blackuro

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O minitério não pode gastar dinheiro nestas coisas... então prefere deixar como está, deixa andar... Qualquer dia isto dá mau resultado, depois quero ver... As médias da faculdade também cada vez sobem mais.... em 2014 a média para o curso que queria era 12 já vai em 15...
Infelizmente gastam dinheiro com outras coisas menos prioritárias... (-_-')
 

cute_daniela

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A vida é feita destas "indesejabilidades".
Na vida adulta não vai existir nenhum ministério ou identidade a regular os critérios para ser aceite num determinado emprego, para ser promovida, para ser despedida (em termos legais, em parte, sim, mas fica por aí). Eu posso trabalhar muito durante os quatro anos da minha licenciatura, ter excelentes notas, no dia de x entrevista esquecer-me do meu nome por causa do nervosismo e consequentemente não ser escolhida ("apesar das minhas certezas sobre a superioridade das minhas capacidades quando comparadas com o candidato admitido"). É justo? É discutível.

Se é admissível colocar os exames nacionais no mesmo patamar dos exames da universidade, porquê que não se sugere também uma mudança no sistema de avaliações da universidade? Podíamos ser avaliados apenas pela nossa participação nas aulas... Mas... E os alunos que não podem ir às aulas? E os que trabalham? Podíamos ter que submeter trabalhos via elearning... Mas... E quem não tem acesso à internet? E quem ficou sem luz minutos antes do final do prazo? Podíamos ter apenas que realizar provas orais... Mas... E quem é tímido e não se sente confortável a falar em público ou apenas com o professor? E quem teve uma branca e se esqueceu de tudo o que estudou por causa dos nervos? Podíamos não ser avaliados, acabar todos o curso sem nota ou com a mesma nota meramente simbólica... Mas... Como distinguir quem realmente se esforçou e dedicou ao seu curso daqueles que andam a "passear".

Nunca existe uma solução perfeita, absolutamente equilibrada e que agrade a todos.
Os exames nacionais existem por uma razão: escolas diferentes, professores diferentes, livros diferentes, métodos de ensino diferentes, formas de avaliação diferentes (e duvidosas), e é necessário dar uma oportunidade a todos os alunos de serem avaliados em pé de igualdade.

O mundo é um sítio altamente competitivo e temos que estar preparados para isso.
Os exames, como método de acesso ao ensino superior, são perfeitos? Não, claro que não. Como já foi dito são deixadas, salvo raras exceções, de fora aspetos muito relevantes como a aptidão ou vocação.

Devemos trabalhar para melhorar? Claro. Mas são de reprovar todas as tentativas de eliminar os exames nacionais porque os alunos "ficam nervosos", "estão maldispostos", "dormiram mal",... Os alunos sujeitos a exames nacionais (para efeitos de acesso ao ensino superior) são jovens de 17, 18 anos. Pede-se um mínimo de controlo emocional.

"Um exame de duas horas não reflete o trabalho realizado ao longo de dois ou três anos". Um aluno que tenha verdadeiramente gosto em aprender, que não decore para os testes e que esqueça tudo no dia seguinte, que seja dedicado, empenhado e que olhe para o Ensino Secundário como uma jornada a percorrer onde o objetivo é obter conhecimento e saber pensar e não uma corrida para alcançar x média, vai colher os frutos na altura dos exames.

A vida não é fácil.
 
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Shuznye

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Sou um pouco suspeita ao falar disto, mas, na minha opinião, os exames são um mal necessário. Com os exames, apesar de eles só medirem apenas a forma como tu reages ao stress (um aluno brilhante pode ir a exame e tirar má nota, precisamente por estar nervoso), acabam por permitir que se realizem melhorias de nota bem como dão acesso à entrada no ensino superior a outro tipo de estudantes (como por exemplo, estudantes de cursos que não aceitam o EEI ou pessoas que querem seguir outra área técnica).
De facto, os exames podem inflacionar ou descer extraordinariamente a média de um aluno e isso, muitas vezes, causa problemas.
Na minha opinião, o acesso ao ES deveria ser feito de forma a ter em conta a vocação e as aptidões pessoais do candidato. Contudo, esse critério de seleção seria demasiado subjetivo e demoraria bastante tempo a ser realizado.
Penso que as atuais políticas não conseguem arranjar uma maneira melhor de nos avaliar, para ser sincera. Mas será por isso que devemos aceitar este método de seleção? Não, absolutamente.
A meu ver, existem várias coisas que tornam injusto este método de seleção e o Ministério da Educação deveria ter mais atenção a isso.
O minitério não pode gastar dinheiro nestas coisas... então prefere deixar como está, deixa andar... Qualquer dia isto dá mau resultado, depois quero ver... As médias da faculdade também cada vez sobem mais.... em 2014 a média para o curso que queria era 12 já vai em 15...
Mas a questão é que apontar defeitos toda a gente o consegue fazer, se conseguirem fazer um plano de como melhorar o atual sistema (tendo em atenção que estamos no planeta terra e não num universo paralelo, em que "vocação" não é mensurável e recursos humanos são esgotáveis) tenho a certeza que se o apresentarem e for de facto benéfico de todos os pontos de vista o ministério não poderia ter mais prazer de o implementar, como devem saber ninguém no ministério fica sentado na sua cadeira com um sistema melhor que o atual na mão e a dizer "nahhh, não vou partilhar esta pérola com o resto do mundo, é só minha e quero alimentar-me da angústia dos alunos insatisfeitos"
 

cute_daniela

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Mas a questão é que apontar defeitos toda a gente o consegue fazer, se conseguirem fazer um plano de como melhorar o atual sistema (tendo em atenção que estamos no planeta terra e não num universo paralelo, em que "vocação" não é mensurável e recursos humanos são esgotáveis) tenho a certeza que se o apresentarem e for de facto benéfico de todos os pontos de vista o ministério não poderia ter mais prazer de o implementar, como devem saber ninguém no ministério fica sentado na sua cadeira com um sistema melhor que o atual na mão e a dizer "nahhh, não vou partilhar esta pérola com o resto do mundo, é só minha e quero alimentar-me da angústia dos alunos insatisfeitos"
Amén!
 

NemoExNihilo

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A vida não é fácil.
Na vida adulta não vai existir nenhum ministério ou identidade a regular os critérios para ser aceite num determinado emprego, para ser promovida, para ser despedida (em termos legais, em parte, sim, mas fica por aí).
O mundo é um sítio altamente competitivo e temos que estar preparados para isso.
A vida é feita destas "indesejabilidades".
Isto, a meu ver, e com todo o devido respeito, são argumentos a que não posso atribuir qualquer outra classificação senão a de "falaciosos".

Não podemos negar, claro, que certas coisas são, ou, no mínimo, estão indesejáveis. Seria totalmente iludido dizer que tudo está bem. Agora, dizermos que, como certas coisas são indesejáveis, ou como certas coisas indesejáveis existem, outras coisas são automaticamente suportáveis e, até, desejáveis é... enfim... um salto de raciocínio que não considero correcto fazer-se.
 
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Isto, a meu ver, e com todo o devido respeito, são argumentos a que não posso atribuir qualquer outra classificação senão a de "falaciosos".

Não podemos negar, claro, que certas coisas são, ou, no mínimo, estão indesejáveis. Seria totalmente iludido dizer que tudo está bem. Agora, dizermos que, como certas coisas são indesejáveis, ou como certas coisas indesejáveis existem, outras coisas são automaticamente suportáveis e, até, desejáveis é... enfim... um salto de raciocínio que não considero correcto fazer-se.
Acho que a @cute_daniela fez um discurso onde já mostra que está preparada para exercer a função de direito ;)
Quanto ao discurso, desculpa mas não consigo concordar, este sistema pode ser o menos mau talvez neste momento... mas isso não nos deve impedir de procurar novas e melhores soluções para um caso que, para mim, é injusto uma vida decidir-se num exame de 2 horas ou 2 horas e meia... E defendo um outro sistema que dê outras prioridades a não ser aos exames nacionais, mas sim às aptidões e às caraterísticas e capacidades cognitivas de cada indivíduo ;)

Mas digo, excelente discurso a defender um ponto de vista, estás pronta para exercer direito ;)
 
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cute_daniela

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Isto, a meu ver, e com todo o devido respeito, são argumentos a que não posso atribuir qualquer outra classificação senão a de "falaciosos".

Não podemos negar, claro, que certas coisas são, ou, no mínimo, estão indesejáveis. Seria totalmente iludido dizer que tudo está bem. Agora, dizermos que, como certas coisas são indesejáveis, ou como certas coisas indesejáveis existem, outras coisas são automaticamente suportáveis e, até, desejáveis é... enfim... um salto de raciocínio que não considero correcto fazer-se.
Falacioso, a meu ver, é dizer que os meus argumentos são falaciosos sem qualquer tipo de justificação.
O meu ponto de vista, pelo menos, está justificado.
--- Post atualizado ---
Acho que a @cute_daniela
é injusto uma vida decidir-se num exame de 2 horas ou 2 horas e meia... E defendo um outro sistema que dê outras prioridades a não ser aos exames nacionais, mas sim às aptidões e às caraterísticas e capacidades cognitivas de cada indivíduo ;)
Acho hiperbólico afirmar que um exame de duras horas ou duras horas e meia decide uma vida. Aliás, se é essa a perceção que os alunos têm em relação a um exame, já por aí se ver que o meu argumento sobre o controlo emocional está correto, e a falta do mesmo pode ter tanta culpa na situação do "mau sistema de acesso ao ensino superior" como os próprios exames.

Relativamente a uma outro sistema possível (a nossa dívida é de 130% do PIB), justo, equilibrado e que não levante objeções: estamos todos aqui, como futura geração responsável pela governação do país, para trabalhar nele.

(obrigada, relativamente ao comentário sobre o meu discurso!)
 

Júlio Ribeiro

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Falacioso, a meu ver, é dizer que os meus argumentos são falaciosos sem qualquer tipo de justificação.
O meu ponto de vista, pelo menos, está justificado.
--- Post atualizado ---


Acho hiperbólico afirmar que um exame de duras horas ou duras horas e meia decide uma vida. Aliás, se é essa a perceção que os alunos têm em relação a um exame, já por aí se ver que o meu argumento sobre o controlo emocional está correto, e a falta do mesmo pode ter tanta culpa na situação do "mau sistema de acesso ao ensino superior" como os próprios exames.

Relativamente a uma outro sistema possível (a nossa dívida é de 130% do PIB), justo, equilibrado e que não levante objeções: estamos todos aqui, como futura geração responsável pela governação do país, para trabalhar nele.

(obrigada, relativamente ao comentário sobre o meu discurso!)
A questão é essa: Estará um miúdo de 17 anos preparado para tamanha pressão? Há estudos que dizem que sim e outros que dirão que não... uma coisa é trabalhar com 22, 23, 25 anos e ter essa pressão, outra coisa é com 17 anos... acho eu, pessoalmente descia sempre um bocado nos exames (por acaso foi pior no 11º que no 12º, podia ter alguma relação o facto da novidade...); e acho que ainda se é muito imaturo e não se está preparado para assumir essa responsabilidade... até porque judicialmente nem sequer tens competência com 17 anos para assinares certo tipo de documentação... se não tens competência jurídica para tal ato muito menos terás para "os exames"...

Claro que sim ;) devemos todos trabalhar nele
(não percebi a referência ao valor da nossa dívida neste contexto xD)
 

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Falacioso, a meu ver, é dizer que os meus argumentos são falaciosos sem qualquer tipo de justificação.
O meu ponto de vista, pelo menos, está justificado.
Com o devido respeito, creio ter dado uma (admito que, possivelmente, demasiado sucinta) justificação para a minha afirmação, mas não tenho problema em elaborar mais.

A questão fulcral é esta: se me é permitida a metáfora, não fará muito sentido defendermos a existência da pena de morte com base no facto de uma vasta gama de seres humanos (tanto quanto se saiba, todos) virem a experienciar o falecimento (alguns dos quais de formas mais dolorosas do que a adoptada na pena de morte). Semelhantemente, dizer que é bom haver exames, ou, no mínimo, que não faz mal haver exames, porque a vida tem milhentos outros factos desagradáveis, e, aliás, os exames são, até, muito mais inócuos do que outras coisas que os alunos (e futuros trabalhadores) poderão vir a sofrer, é, a meu ver, um contra-senso. E, mais do que isso, acarreta um efeito secundário mais ou menos inevitável e, a meu ver, bastante indesejável, que é precisamente o do conformismo, e isso é uma coisa que dificilmente poderei aceitar, porque esse conformismo tem o infeliz hábito de redundar, a longo prazo em statūs quibus um pouco menos que desejáveis. Nesse sentido, devo frisar que foi precisamente por não poder ficar em paz com a minha consciência face a situações desse tipo que respondi, não por nenhuma ânsia inerente por conflitos de qualquer natureza...

Mas, já agora, devo acrescentar que, para mim, debater a viabilidade, desejabilidade e/ou eficácia em termos, se quisermos, pedagógicos e deontológicos dos exames nacionais, per se, diz muito pouco ou serve de muito pouco. A meu ver, são mais um sintoma do que uma doença propriamente dita, no sentido em que decorrem da estruturação do sistema de ensino, estruturação essa que, para mim, não é a mais desejável.
 
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A questão é essa: Estará um miúdo de 17 anos preparado para tamanha pressão? Há estudos que dizem que sim e outros que dirão que não... uma coisa é trabalhar com 22, 23, 25 anos e ter essa pressão, outra coisa é com 17 anos... acho eu, pessoalmente descia sempre um bocado nos exames (por acaso foi pior no 11º que no 12º, podia ter alguma relação o facto da novidade...); e acho que ainda se é muito imaturo e não se está preparado para assumir essa responsabilidade... até porque judicialmente nem sequer tens competência com 17 anos para assinares certo tipo de documentação... se não tens competência jurídica para tal ato muito menos terás para "os exames"...

Claro que sim ;) devemos todos trabalhar nele
(não percebi a referência ao valor da nossa dívida neste contexto xD)
Vamos então ter que concordar em discordar! A partir do momento em que um aluno com 17 ou 18 anos não é capaz de ir para um exame ciente de si próprio, das suas capacidades, e que com a perspetiva de que se algo correr mal não é o fim do mundo, alguma coisa está errada e estamos a preparar jovens para um mundo que não existe. Aliás, é erróneo afirmar que aos 17 não estão prontos para essa responsabilidade mas aos 18 já podem tomar decisões com muito maior impacto na sua vida.

A este respeito, vou dizer-te mais duas coisas:
A primeira é que eu fui aluna de Artes Visuais no Secundário. E agora estudo Direito. Para entrar no meu curso precisei de fazer exame de Filosofia. Fi-lo no 11º, tive 16,4. A minha nota interna desceu um valor. Podia ter ficado por aí, mas não satisfeita porque não tinha a certeza absoluta de que conseguiria entrar em Direito, voltei a repetir no 12º: tive 20 valores. Não somos todos iguais, certo. Não temos todos o mesmo nível de maturidade, é certo. Mas cabe a todos definir os seus objetivos e trabalhar por eles, o mais e melhor que as nossas capacidades permitirem. Se fizermos isso (se -realmente- fizermos isso), não são os exames ou o seu peso que nos impedem de alcançarmos o que queremos.

A segunda é que com 16 anos já podes, em termos legais, casar. E, corrige-me se estiver errada, mas casar tem um peso incalculavalmente maior do que um mero exame nacional. Já podes conduzir motos, quadridiclos. Os 18 anos definidos por "lei" são apenas isso: uma lei. Era necessário escolher uma idade e escolheram-se os 18 anos. Não representam qualquer tipo de separação entre uma altura onde somos imaturos para fazer um exame, e uma idade em que já somos o necessário para o fazer.

(a referência deve-se ao seguinte: uma implementação de um novo sistema de educação ou mudanças drásticas no agora presente, tem que ser fazível mediante as nossas condições económicas).
 

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Vamos então ter que concordar em discordar! A partir do momento em que um aluno com 17 ou 18 anos não é capaz de ir para um exame ciente de si próprio, das suas capacidades, e que com a perspetiva de que se algo correr mal não é o fim do mundo, alguma coisa está errada e estamos a preparar jovens para um mundo que não existe. Aliás, é erróneo afirmar que aos 17 não estão prontos para essa responsabilidade mas aos 18 já podem tomar decisões com muito maior impacto na sua vida.

A este respeito, vou dizer-te mais duas coisas:
A primeira é que eu fui aluna de Artes Visuais no Secundário. E agora estudo Direito. Para entrar no meu curso precisei de fazer exame de Filosofia. Fi-lo no 11º, tive 16,4. A minha nota interna desceu um valor. Podia ter ficado por aí, mas não satisfeita porque não tinha a certeza absoluta de que conseguiria entrar em Direito, voltei a repetir no 12º: tive 20 valores. Não somos todos iguais, certo. Não temos todos o mesmo nível de maturidade, é certo. Mas cabe a todos definir os seus objetivos e trabalhar por eles, o mais e melhor que as nossas capacidades permitirem. Se fizermos isso (se -realmente- fizermos isso), não são os exames ou o seu peso que nos impedem de alcançarmos o que queremos.

A segunda é que com 16 anos já podes, em termos legais, casar. E, corrige-me se estiver errada, mas casar tem um peso incalculavalmente maior do que um mero exame nacional. Já podes conduzir motos, quadridiclos. Os 18 anos definidos por "lei" são apenas isso: uma lei. Era necessário escolher uma idade e escolheram-se os 18 anos. Não representam qualquer tipo de separação entre uma altura onde somos imaturos para fazer um exame, e uma idade em que já somos o necessário para o fazer.

(a referência deve-se ao seguinte: uma implementação de um novo sistema de educação ou mudanças drásticas no agora presente, tem que ser fazível mediante as nossas condições económicas).
Sou capaz de concordar contigo em alguns pontos :) no entanto, também sabes que, segundo a ciência, as raparigas atingem o seu ponto de "maturidade" (em teoria e em média claro, isto é subjetivo) duma forma geral mais cedo que os rapazes... E conheço muitas pessoas que não estão preparadas com 15/16/17 anos para tomar decisões que influenciem o seu futuro...

Se eu dei a entender, no meu discurso, que uma pessoa com 17 anos não estava preparada para fazer um exame, mas que aos 18 já se estava, foi uma perceção errada e assumo o erro de não ter transmitido, neste ponto, o pretendido. O que quereria dizer é que, creio que não será com 17 ou 18 anos que muitas das pessoas tenham as capacidades mentais totalmente desenvolvidas para esse tipo de momentos (por algum motivo se considera que, nessas idades, se está numa transição de uma fase entre o período de criança e o período de adulta; que é diferente do que está estipulado por lei). Há muitas pessoas com 21 anos que, infelizmente, ainda não estão preparados(as) para serem lançados das universidades para o mercado de trabalho... Agora se argumentas que talvez estejamos a preparar jovens para uma realidade que não existe; talvez não possa discordar em muitos casos... há muita gente que pensa que a vida é fácil e a vida é tudo menos isso...

É verdade que com 16 anos podes casar (e eu, pessoalmente, sou contra, acho que deveria ser um direito a ser atingido com a maioridade, que defendo que, como em alguns países, deveria ser aos 21 anos)... a questão é que essa idade acaba por ser tão ridícula e tão absurda que, tirando a etnia cigana (que tem modo de vida completamente distinto do nosso); deve-se contar pelos dedos da nossa mão as pessoas que se casam com alguém com a idade de 16 anos em Portugal...

(percebo o que queres dizer, no entanto, a educação é uma área em que temos de investir hoje para colher frutos daqui a 1 ou 2 décadas... não é fácil justificar esses investimentos porque parece dinheiro mal gasto, mas traz imensos benefícios no longo prazo; devendo tentar contornar desta força as nossas deficientes condições económicas que enfrentamos nos últimos anos)

Claro que devemos ter a capacidade de dar a volta às coisas (no meu caso não consegui entrar em Economia no ano passado pelo regime geral mas tirei muito boas notas no ano passado na faculdade e consegui uma vaga este ano pelo processo de transferência/mudança de curso)... mas nem todos temos: Agora a questão é: Será o sistema demasiado exigente para a maioria das pessoas ou estas pessoas estão a ser mal preparadas para o sistema que deveremos ter?
 
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cute_daniela

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A questão fulcral é esta: se me é permitida a metáfora, não fará muito sentido defendermos a existência da pena de morte com base no facto de uma vasta gama de seres humanos (tanto quanto se saiba, todos) virem a experienciar o falecimento (alguns dos quais de formas mais dolorosas do que a adoptada na pena de morte). Semelhantemente, dizer que é bom haver exames, ou, no mínimo, que não faz mal haver exames, porque a vida tem milhentos outros factos desagradáveis, e, aliás, os exames são, até, muito mais inócuos do que outras coisas que os alunos (e futuros trabalhadores) poderão vir a sofrer, é, a meu ver, um contra-senso.
Na minha opinião, a tua refutação do meu argumento mantém-se falaciosa. Criaste, com a tua metáfora, uma posição que é facilmente refutável e depois atribuíste-a a mim, quando a mesma não se coadjuva, de forma alguma, com o que eu disse e mantenho.
Um argumento por analogia apenas é admissível se as duas premissas tiverem um número considerável de semelhanças, de modo a permitir retirar, com alguma certeza, conclusões corretas. Ora comparar a pena de morte, o ciclo normal da vida, com exames nacionais não reúne as condições descritas.
Com a minha argumentação, eu nunca quis dizer que uma coisa justifica a outra, ou que "não faz mal haver exames, porque a vida tem milhentos outros factos desagradáveis". O que eu quis e quero dizer é que a vida tem milhentos factos desagradáveis. Logo, é preferível que a mesma seja vivida num crescendo de dificuldade dos obstáculos que vamos encontrando para que quando estivermos por nossa conta sejamos adultos responsáveis, prontos para viver no mundo real. Se vamos retirar esses obstáculos meramente por serem obstáculos, estamos a criar adultos que não sabem que a vida não é um mar de rosas, que existem problemas, dificuldades, e que precisamos de lutar por aquilo que queremos.
 

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Toda e Qualquer Injustiça
Na minha opinião, a tua refutação do meu argumento mantém-se falaciosa. Criaste, com a tua metáfora, uma posição que é facilmente refutável e depois atribuíste-a a mim, quando a mesma não se coadjuva, de forma alguma, com o que eu disse e mantenho.
Um argumento por analogia apenas é admissível se as duas premissas tiverem um número considerável de semelhanças, de modo a permitir retirar, com alguma certeza, conclusões corretas. Ora comparar a pena de morte, o ciclo normal da vida, com exames nacionais não reúne as condições descritas.
Com a minha argumentação, eu nunca quis dizer que uma coisa justifica a outra, ou que "não faz mal haver exames, porque a vida tem milhentos outros factos desagradáveis". O que eu quis e quero dizer é que a vida tem milhentos factos desagradáveis. Logo, é preferível que a mesma seja vivida num crescendo de dificuldade dos obstáculos que vamos encontrando para que quando estivermos por nossa conta sejamos adultos responsáveis, prontos para viver no mundo real. Se vamos retirar esses obstáculos meramente por serem obstáculos, estamos a criar adultos que não sabem que a vida não é um mar de rosas, que existem problemas, dificuldades, e que precisamos de lutar por aquilo que queremos.
Tudo bem, posso admitir que tenha interpretado mal o que pretendias dizer. É que, pessoalmente, e como acho que já dei a entender, já me deparei demasiadas vezes com a perspectiva de "o mundo é intrinsecamente injusto, por isso, não se queixem" que muita gente parece adoptar para cruzar os braços e ficar calado. Nesse sentido, as minhas desculpas.

Em resposta às tuas últimas frases, deixarei duas perguntas: em primeiro lugar, deveremos pugnar por eliminar as dificuldades, ou cultivá-las deliberadamente? Em segundo lugar, devermos usar o ensino para preparar as pessoas para o futuro, ou para transmitir conhecimento?

Em relação a esta última pergunta, devo elaborar um pouco aquela que é a minha perspectiva: não considero que o ensino deva ter um papel tão intrusivo na vida dos alunos quanto tem hoje, creio que não deveria ocupar uma porção tão grande da vida e do dia-a-dia dos alunos; deveria servir unicamente o propósito de transmitir conhecimento, e deixar a formação pessoal e de carácter para outro tipo de estruturas e organizações, diria eu, até, que, na maioria dos casos de natureza familiar, e, aí, sim, poder-se-ia encetar diversas medidas de ir preparando gradualmente os alunos para essa coisa chamada existência. Não me parece propriamente producente para a transmissão do conhecimento (que vejo como sendo o propósito principal, se não mesmo único, do ensino) subjugá-la a essa intenção ulterior de preparar os alunos para quaisquer problemas, reais ou supostos, com que se poderão vir a deparar no futuro.
 

cute_daniela

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Instituição
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Sou capaz de concordar contigo em alguns pontos :) no entanto, também sabes que, segundo a ciência, as raparigas atingem o seu ponto de "maturidade" (em teoria e em média claro, isto é subjetivo) duma forma geral mais cedo que os rapazes... E conheço muitas pessoas que não estão preparadas com 15/16/17 anos para tomar decisões que influenciem o seu futuro...

Se eu dei a entender, no meu discurso, que uma pessoa com 17 anos não estava preparada para fazer um exame, mas que aos 18 já se estava, foi uma perceção errada e assumo o erro de não ter transmitido, neste ponto, o pretendido. O que quereria dizer é que, creio que não será com 17 ou 18 anos que muitas das pessoas tenham as capacidades mentais totalmente desenvolvidas para esse tipo de momentos (por algum motivo se considera que, nessas idades, se está numa transição de uma fase entre o período de criança e o período de adulta; que é diferente do que está estipulado por lei). Há muitas pessoas com 21 anos que, infelizmente, ainda não estão preparados(as) para serem lançados das universidades para o mercado de trabalho... Agora se argumentas que talvez estejamos a preparar jovens para uma realidade que não existe; talvez não possa discordar em muitos casos... há muita gente que pensa que a vida é fácil e a vida é tudo menos isso...

É verdade que com 16 anos podes casar (e eu, pessoalmente, sou contra, acho que deveria ser um direito a ser atingido com a maioridade, que defendo que, como em alguns países, deveria ser aos 21 anos)... a questão é que essa idade acaba por ser tão ridícula e tão absurda que, tirando a etnia cigana (que tem modo de vida completamente distinto do nosso); deve-se contar pelos dedos da nossa mão as pessoas que se casam com alguém com a idade de 16 anos em Portugal...

(percebo o que queres dizer, no entanto, a educação é uma área em que temos de investir hoje para colher frutos daqui a 1 ou 2 décadas... não é fácil justificar esses investimentos porque parece dinheiro mal gasto, mas traz imensos benefícios no longo prazo; devendo tentar contornar desta força as nossas deficientes condições económicas que enfrentamos nos últimos anos)

Claro que devemos ter a capacidade de dar a volta às coisas (no meu caso não consegui entrar em Economia no ano passado pelo regime geral mas tirei muito boas notas no ano passado na faculdade e consegui uma vaga este ano pelo processo de transferência/mudança de curso)... mas nem todos temos: Agora a questão é: Será o sistema demasiado exigente para a maioria das pessoas ou estas pessoas estão a ser mal preparadas para o sistema que deveremos ter?
Não se tratam de decisões que influenciam o futuro ou capacidades mentais totalmente desenvolvidas. Trata-se se controlo emocional, de saber que apenas se está a responder a questões numa folha de papel, que se se falhar, a vida continua e teremos mais oportunidades.

A última questão que levantaste é muito relevante... A meu ver, o "background" familiar de muitos alunos também contribui para isto. Mas isso talvez sejam temas para aflorar noutro tópico.
 
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