IST [Sumário] Modelo de Ensino e Práticas Pedagógicas 2021/2022 - Instituto Superior Técnico

Wraak

Moderador
Equipa Uniarea
Moderador
Matrícula
5 Dezembro 2015
Mensagens
1,593
Curso
Computer Science
Modelo de Ensino e Práticas Pedagógicas 2021/2022
Instituto Superior Técnico
Dado que o projeto de reestruturação dos cursos no IST tem sido mencionado algumas vezes no fórum, abro aqui um tópico a título informativo e de discussão sobre o assunto.

O site sobre o projeto está disponível aqui: Modelo de ensino e práticas pedagógicas 21-22 • MEPP | Técnico Lisboa

Deixo também um sumário das mudanças mais importantes reveladas até agora.

Geral e Transição
  • Deixam de existir mestrados integrados (com exceção aparente de Arquitetura)
  • Entrará em efeito para o ano letivo de 2021/2022 (próximo ano letivo)
  • Alunos que não concluam a licenciatura (1º ciclo) este ano entrarão automaticamente no novo ciclo para o próximo ano.
  • Alunos que tenham mais do que a Dissertação de Mestrado e/ou mais de 15 ECTS em falta, entrarão automaticamente também no novo ciclo e será feita a recontabilização dos ECTS.
    • Alunos que possam ficar no plano de estudos originais podem ter a opção de mudar, caso desejem.
  • Deixam de existir cadeiras de 7,5 ECTS que passam a ser de 6 ECTS. Há mudanças em várias cadeiras (splits, reajuste de ECTS, etc).
    • Estas mudanças estão disponíveis nos respetivos planos de transição dos cursos.
  • Deixam de existir cadeiras em "semestre alternativo"
  • Deixam de existir precedências entre cadeiras
  • Deixa de existir a tabela de coerência científica

Calendário Escolar
1606412726639.png
  • O calendário escolar vai passar a estar dividido em 2 semestres em que cada semestre está dividido em 2 períodos. Isto quer dizer que algumas disciplinas passarão a ser dadas em período ao contrário de semestre. Por semestre passam a existir 2 épocas normais de exames (1 por período) para além da época de recurso no final.
  • O calendário escolar vai ter mais 1 semana no total (para acomodar a semana preparação de exames para um período) e menos 1 semana de pausa letiva (para acomodar a outra semana de preparação de exames do 2º semestre)
Reestruturação dos cursos de 1º ciclo
  • Os cursos de 1º ciclo irão agora incluir "Opções Pré-major" que serão 12 ECTS em que aluno poderá escolher entre uma lista de cadeiras pré-definidas relacionadas com os possíveis majors de 2º ciclo.
  • Alunos de 1º ciclo continuarão a não poder ir em mobilidade. Os acordos de mobilidade do Técnico são apenas para o 2º ciclo.
HASS – Humanidades, Artes e Ciências Sociais
1606412962369.png
  • Todos os cursos vão agora incluir cadeiras HASS (Humanidades, Artes e Ciências Sociais) que serão um total de 9 ECTS. 3 ECTS serão para Gestão ou Introdução à Economia e os outros 6 serão à escolha do aluno e poderão ser de várias faculdades da ULisboa (Belas Artes, Psicologia, Ciências, Letras, Motricidade Humana, Economia e Gestão) ou do IST.
    • Algumas das disciplinas são Laboratório de Cerâmica (BA), Prática de Redação e Argumentação (Letras), Psicologia Social I ou II (Psicologia), etc. As disciplinas estão disponíveis no site.
  • As candidaturas a estas cadeiras será feitas através do Fénix.
Projeto Integrador de 1º Ciclo – PIC1
1606413263625.png
  • Os cursos de 1º ciclo terão agora um Projeto Integrador que será um projeto desenvolvido no último semestre.
  • Os PIC1 poderão ser desenvolvidos no âmbito de investigação, projeto empresarial, projetos de curso/departamento ou capstone (projeto realizado em grupo com alunos do mesmo curso ou de outros)
  • As modalidades estão sujeitas ao curso (alguns cursos podem ter modalidades diferentes)
  • Os créditos do PIC1 podem também ser atribuídos num estágio em empresa dado que haja um orientador no IST e co-responsáveis na empresa
Reestruturação dos cursos de 2.º ciclo
  • Serão atribuídos até 6 ECTS para atividades extracurriculares como "trabalhos de caráter científico/introdução à investigação, projetos entre semestres, estágios em empresas, cursos de curta duração (ex., ATHENS, BEST, MOOC Técnico), escolas de verão, atividades associativas ou trabalhos de voluntariado."
    • O propósito desta medida é fazer o reconhecimento de atividades extracurriculares, nomeadamente na área de soft skills
  • O acesso ao segundo ciclo será feito através de inscrição que todos os alunos terão de fazer, incluindo aqueles que neste momento se encontram em regime de Mestrado Integrado (com exceção de Arquitetura, aparentemente).
Minors
  • Há a introdução de minors no cursos se o aluno assim o desejar. Os minors são 18 ECTS fazendo parte do grupo de "Opções livres"
  • Os minors disponíveis serão: Ambientes Extremos, Aplicações da Matemática à Engenharia, Aplicações de Engenharia em Saúde, Big Picture Thinking para a Sustentabilidade, Ciência de Dados, Ciências e Tecnologias do Espaço, Ciências e Tecnologias Quânticas, Ciências Nucleares Aplicadas, Computação de Elevado Desempenhado, Design Thinking, Economia Circular, Empreendedorismo e Inovação, Energy for the Future, Engenharia Humanitária, Física Contemporânea, Física Médica, Gestão Ambiental, Gestão Industrial e de Sistemas, Indústria 4.0 Sustentável, Informática, Instrumentação Electrónica e Sistemas de Aquisição de Dados, Inteligência Artificial, Matemática Computacional Aplicada às Finanças, Nanoengenharia e Microssistemas, Nanomaterias e Fabricação Avançada, Património Cultural e Tecnologias, Produção de Electricidade Renovável, Robótica e Sistemas Inteligentes, Sistemas e Métodos de Apoio à Decisão, Smart Cities, Spatial Data Sciences, Tecnologias Biológicas, Tecnologias da Internet, Tecnologias Fotónicas, Tecnologias Multimédia
    • Os minors estão disponíveis no seguinte link: Técnico Lisboa - Autenticação com a respetiva organização curricular
    • Se alguém não tiver acesso e tiver interesse, por favor comentar ou enviar PM :)
  • A seriação para os minors varia mas parece não ser restritiva (e.g. alguém de Eletrotécnica poderá fazer o minor de Ciências Nucleares Aplicadas)

Acho o projeto muito interessante, daí o tópico. Espero que seja útil e, obviamente, o site tem muito mais informação relativamente ao processo.
 
Última edição:

davis

Administrador
Equipa Uniarea
Moderador
Matrícula
13 Outubro 2014
Mensagens
23,490
Curso
MEAer + MEGIE
Instituição
Técnico - ULisboa
@Wraak excelente resumo!

Alunos de 1º ciclo continuarão a não poder ir em mobilidade. Os acordos de mobilidade do Técnico são apenas para o 2º ciclo.
Fiquei com a ideia que isto pode vir a mudar no futuro no seguimento de uma numa sessão de esclarecimentos que houve recentemente. Os acordos atuais efetivamente foram feitos para o 2º ciclo, mas se os acordos forem reformulados poderá haver a possibilidade de no futuro ser possível haver mobilidade no 1º ciclo.
 

fsantos02

Membro Veterano
Matrícula
10 Setembro 2019
Mensagens
197
Curso
Eng. Informática
Instituição
FCT-UNL
Hey! Alguém sabe se essa medida irá afetar o acesso direto a mestrados no IST, já que não haverá tabelas de coerência científica?
 

Wraak

Moderador
Equipa Uniarea
Moderador
Matrícula
5 Dezembro 2015
Mensagens
1,593
Curso
Computer Science
@Wraak excelente resumo!
Obrigado!

Fiquei com a ideia que isto pode vir a mudar no futuro no seguimento de uma numa sessão de esclarecimentos que houve recentemente. Os acordos atuais efetivamente foram feitos para o 2º ciclo, mas se os acordos forem reformulados poderá haver a possibilidade de no futuro ser possível haver mobilidade no 1º ciclo.
Espero que sim, já que uma das "boas práticas" identificadas para o projeto é a internacionalização acho que faria imenso sentido tentar criar/reformular acordos para alunos de 1º ciclo.

Hey! Alguém sabe se essa medida irá afetar o acesso direto a mestrados no IST, já que não haverá tabelas de coerência científica?
Sim, deixa de haver acesso direto a mestrados. Sejas de que curso fores, terás de te candidatar para o mestrado. Por exemplo, se fores da Licenciatura em Eng. Aeroespacial, vais ter de te candidatar ao Mestrado em Eng. Aeroespacial e passar pelo processo que todos os alunos passam. A ideia disto é dar mais liberdade aos alunos de mudarem de área no 2º ciclo. Ao contrário de agora que parece quase obrigatório (embora não seja).

EDIT: Duvido que isto tenha alguma mudança prática porque os alunos de Eng. Aeroespacial (e aqueles da tabela de coerência científica) à partida serão beneficiados na equação de seriação, embora não seja pública ainda.
 
  • Like
Reactions: davis

Dannyus

Membro Veterano
Matrícula
18 Junho 2017
Mensagens
197
Curso
Eng. de Telecomunicações e Informática
Instituição
IST - Taguspark
Sim, deixa de haver acesso direto a mestrados. Sejas de que curso fores, terás de te candidatar para o mestrado. Por exemplo, se fores da Licenciatura em Eng. Aeroespacial, vais ter de te candidatar ao Mestrado em Eng. Aeroespacial e passar pelo processo que todos os alunos passam. A ideia disto é dar mais liberdade aos alunos de mudarem de área no 2º ciclo. Ao contrário de agora que parece quase obrigatório (embora não seja).

EDIT: Duvido que isto tenha alguma mudança prática porque os alunos de Eng. Aeroespacial (e aqueles da tabela de coerência científica) à partida serão beneficiados na equação de seriação, embora não seja pública ainda.
Eu estou no 3o ano e pro ano (espero) estar em mestrado, tendo em conta esta mudança existe a possibilidade de eu não entrar no mestrado?
 

Wraak

Moderador
Equipa Uniarea
Moderador
Matrícula
5 Dezembro 2015
Mensagens
1,593
Curso
Computer Science
Eu estou no 3o ano e pro ano (espero) estar em mestrado, tendo em conta esta mudança existe a possibilidade de eu não entrar no mestrado?
Olá,

como disse, acho que não vai haver uma diferença gigante. Quem é de LETI vai ter sempre prioridade para METI e MEIC (e semelhantes) do que outros alunos por isso na prática não há grandes mudanças.
 
  • Like
Reactions: Dannyus

Dannyus

Membro Veterano
Matrícula
18 Junho 2017
Mensagens
197
Curso
Eng. de Telecomunicações e Informática
Instituição
IST - Taguspark
Olá,

como disse, acho que não vai haver uma diferença gigante. Quem é de LETI vai ter sempre prioridade para METI e MEIC (e semelhantes) do que outros alunos por isso na prática não há grandes mudanças.
Okay, obrigado! :D
 
  • Fabulous
Reactions: Wraak

Mymelo

Membro Dux
Matrícula
21 Novembro 2017
Mensagens
887
Curso
Engenharia Química
Instituição
IST
A diferença do plano atual para o novo é que, atualmente, se o aluno quer frequentar o mestrado (estando num mestrado integrado) bastava apenas renovar a matrícula. No novo sistema se o aluno quiser frequentar o mestrado tem que concorrer, no entanto caso seja um mestrado de continuação (como já acontece com pessoas que estão em LEIC e querem fazer mestrado em MEIC) a entrada é quase garantida.

Ou seja, no fundo não vai haver muita diferença do que acontece atualmente. Apenas dá a ideia que existe uma maior sensação de liberdade na escolha do mestrado quando sempre houve essa liberdade. Nunca foi necessário continuar no mestrado integrado quando se passa do 3º ao 4º ano, sempre foi possível concorrer para fazer o segundo ciclo numa outra engenharia ou mesmo um segundo ciclo fora de engenharia.
 
  • Like
Reactions: Wraak

davis

Administrador
Equipa Uniarea
Moderador
Matrícula
13 Outubro 2014
Mensagens
23,490
Curso
MEAer + MEGIE
Instituição
Técnico - ULisboa
Ou seja, no fundo não vai haver muita diferença do que acontece atualmente. Apenas dá a ideia que existe uma maior sensação de liberdade na escolha do mestrado quando sempre houve essa liberdade. Nunca foi necessário continuar no mestrado integrado quando se passa do 3º ao 4º ano, sempre foi possível concorrer para fazer o segundo ciclo numa outra engenharia ou mesmo um segundo ciclo fora de engenharia.
Há uma questão que acho que ainda não foi totalmente esclarecida, e que acho que vai fazer uma grande diferença para os alunos, que é o valor das propinas dos novos mestrados.

Até agora o Técnico teve uma política de manter o valor em mestrado que é praticado na licenciatura em todos os mestrados de continuação, aplicando preços diferenciados aos mestrados que têm sido criados nos últimos anos (entre 2k€ a 2,5k€ por ano). Diria que com a desintegração o Técnico deixa de ter motivos para aplicar as mesmas propinas nos mestrados de continuação e não me admiraria que começasse a aplicar preços continuamente mais elevados no 2º ciclo, alinhado com o que tem sido as práticas dos mestrados noutras faculdades, especialmente na área da gestão.
 

Dannyus

Membro Veterano
Matrícula
18 Junho 2017
Mensagens
197
Curso
Eng. de Telecomunicações e Informática
Instituição
IST - Taguspark
Há uma questão que acho que ainda não foi totalmente esclarecida, e que acho que vai fazer uma grande diferença para os alunos, que é o valor das propinas dos novos mestrados.

Até agora o Técnico teve uma política de manter o valor em mestrado que é praticado na licenciatura em todos os mestrados de continuação, aplicando preços diferenciados aos mestrados que têm sido criados nos últimos anos (entre 2k€ a 2,5k€ por ano). Diria que com a desintegração o Técnico deixa de ter motivos para aplicar as mesmas propinas nos mestrados de continuação e não me admiraria que começasse a aplicar preços continuamente mais elevados no 2º ciclo, alinhado com o que tem sido as práticas dos mestrados noutras faculdades, especialmente na área da gestão.
Também foi uma das motivações para acabar com os MI (mestrados integrados), e acho que as propinas vão ser iguais aos Mestrados que não são dos MI que são os tais 1063.47€
 
  • Like
Reactions: davis

Mymelo

Membro Dux
Matrícula
21 Novembro 2017
Mensagens
887
Curso
Engenharia Química
Instituição
IST
Há uma questão que acho que ainda não foi totalmente esclarecida, e que acho que vai fazer uma grande diferença para os alunos, que é o valor das propinas dos novos mestrados.

Até agora o Técnico teve uma política de manter o valor em mestrado que é praticado na licenciatura em todos os mestrados de continuação, aplicando preços diferenciados aos mestrados que têm sido criados nos últimos anos (entre 2k€ a 2,5k€ por ano). Diria que com a desintegração o Técnico deixa de ter motivos para aplicar as mesmas propinas nos mestrados de continuação e não me admiraria que começasse a aplicar preços continuamente mais elevados no 2º ciclo, alinhado com o que tem sido as práticas dos mestrados noutras faculdades, especialmente na área da gestão.
Houve uma sessão feita pelo NAPE em conjunto com professores que estiveram por trás dos novos planos curriculares e da extinção dos mestrados integrados e lembro-me dos professores confirmarem que os preços iam aumentar. Para quanto, acho que ainda não sabiam, mas confirmaram que ia aumentar.
 
  • Like
Reactions: davis and Wraak

Wraak

Moderador
Equipa Uniarea
Moderador
Matrícula
5 Dezembro 2015
Mensagens
1,593
Curso
Computer Science
Se possível, ainda gosto mais do novo Mestrado em Eng. Informática do que o atual.

Ficam aqui os pontos mais importantes:
  • Os alunos podem continuar a tirar até 2 especializações mas, em cima disto, têm também acesso aos minors. Por exemplo, um aluno poderá acabar o mestrado em Eng. Informática com especializações em Sistemas Inteligentes e Processamento e Análise de Dados com um minor em Matemática Computacional aplicada às Finanças.
    • MEIC já tem imensas escolhas e agora os mestrados serão únicos e o aluno poderá desenhar o seu próprio mestrado
    • Para além disto, o mestrado continua a ser "à escolha do freguês" em que um aluno pode decidir não fazer nenhuma especialização e/ou minor e tirar qualquer cadeira que lhe apeteça (dentro da lista enorme de cadeiras de Informática + 30 ECTS de opções livres)
  • As especializações são agora de 24 ECTS em vez de 30 ECTS já que as cadeiras passam a ser todas de 6 ECTS (antes eram 7.5 ECTS). Não sei se isto vai ter algum impacto na forma como a disciplina é lecionada (menos matéria, ...) mas diria que não.
  • Os alunos em Informática têm agora Competências Comunicacionais em Engenharia Informática e de Computadores I e II e, para além disto, têm Atividades Extracurriculares I e II.
    • Acho que isto vai dar uma liberdade muito maior aos alunos de seguir projetos extra-curriculares, especialmente em informática! Dando oportunidade de se envolver em projetos mais técnicos ou até mesmo em soft skills (que somos tão criticados por não ter!).
    • É uma grande oportunidade para empresas e núcleos para envolverem alunos de Informática já que é quase impossível tirar-nos dos pavilhões de informática e obrigar-nos a fazer o que quer que seja.
  • Com o "rebranding" do Projeto de Tese para PIC2 a minha esperança é que o Técnico fique mais aberto aos projetos e teses com empresas. Espero que o NPE crie uma base de dados com teses oferecidas por empresas e que consiga ligar os alunos de forma significativa ao mundo empresarial. Faculdades como a FCT são mais conhecidas de ter oportunidades de tese pagas do que o Técnico, o que é extremamente estranho mas resultado da forma como o Técnico embirra com "se é feito por um aluno, é nosso, não da empresa"... anyways.
  • A criação dos ECTS HASS na licenciatura vai ter impacto no 2º ciclo também porque vai tornar extremamente fácil (espero) alguém de 2º ciclo escolher uma (ou mais) das cadeiras HASS como opção livre. Isto dá-nos quase a oportunidade de criar um "minor artificial". Por exemplo, Mestrado em Eng. Informática com especializações em Sistemas Inteligentes e Tecnologia para Processamento de Informação e Linguagem com "minor" em Línguas (Fonética, O Estudo da Linguagem Humana e Linguagem e Comunicação na FLUL).
    • Isto tem um impacto enorme porque um aluno pode seguir coisas que lhe interessam mas não estão diretamente relacionadas com o curso (e.g. filosofia, letras, história, psicologia, arte, ...)
    • Este ponto é só uma suposição mas espero muito bem que seja possível porque é o que me deixa mais excited sobre a próxima geração de Eng. Informáticos que vão sair do Técnico.
 
  • Like
Reactions: davis

a fish

reformei-me de ser aluna de Medicina em 2019
Equipa Uniarea
Moderador
Apoiante Uniarea
Matrícula
16 Janeiro 2015
Mensagens
2,395
Curso
Medicina
Instituição
FMUC
Há uma questão que acho que ainda não foi totalmente esclarecida, e que acho que vai fazer uma grande diferença para os alunos, que é o valor das propinas dos novos mestrados.

Até agora o Técnico teve uma política de manter o valor em mestrado que é praticado na licenciatura em todos os mestrados de continuação, aplicando preços diferenciados aos mestrados que têm sido criados nos últimos anos (entre 2k€ a 2,5k€ por ano). Diria que com a desintegração o Técnico deixa de ter motivos para aplicar as mesmas propinas nos mestrados de continuação e não me admiraria que começasse a aplicar preços continuamente mais elevados no 2º ciclo, alinhado com o que tem sido as práticas dos mestrados noutras faculdades, especialmente na área da gestão.
Andava à procura desta mensagem. É importante...
 
  • Like
Reactions: davis and Wraak

Mymelo

Membro Dux
Matrícula
21 Novembro 2017
Mensagens
887
Curso
Engenharia Química
Instituição
IST
Eu tenho algum receio de como vão fazer o PIC1, ou seja ao nível da Licenciatura, uma vez que existe a possibilidade de desenvolvermos o projeto em empresas, no entanto há cadeiras a decorrer simultaneamente com o projeto. Tenho ainda mais receio de ser logo o primeiro ano a apanhar isto. Vou ser a cobaia basicamente 😅
 
  • Like
Reactions: davis

Pedro Cordeiro.

Membro Veterano
Matrícula
10 Julho 2019
Mensagens
463
Curso
Engenharia Aeroespacial
Instituição
IST
Bem, vou aproveitar este thread primeiro que tudo para me disponibilizar para qualquer dúvida que tenham sobre a restruturação e equivalências, já estive a fazer uma análise sobre esse tópicos e espero consiguir ajudar.
Em segundo lugar, gostava de falar com alguém que tenha estudado ou estude no mestrado de Espaço de Aero, gostava de saber porque dizem que é tão mau, e se com o MEEP tem perspetivas para melhorar, ou é mais uma ilusão e mais vale ir para o estrangeiro de quiser tirar um Master na área.
Obrigado pela ajuda!
 

Pedro Garvão

Membro Caloiro
Matrícula
2 Dezembro 2020
Mensagens
2
Curso
Engenharia Biológica
Instituição
IST - ULisboa
Hey! Alguém sabe se essa medida irá afetar o acesso direto a mestrados no IST, já que não haverá tabelas de coerência científica?

Houve uma sessão feita pelo NAPE em conjunto com professores que estiveram por trás dos novos planos curriculares e da extinção dos mestrados integrados e lembro-me dos professores confirmarem que os preços iam aumentar. Para quanto, acho que ainda não sabiam, mas confirmaram que ia aumentar.

Há uma questão que acho que ainda não foi totalmente esclarecida, e que acho que vai fazer uma grande diferença para os alunos, que é o valor das propinas dos novos mestrados.

Até agora o Técnico teve uma política de manter o valor em mestrado que é praticado na licenciatura em todos os mestrados de continuação, aplicando preços diferenciados aos mestrados que têm sido criados nos últimos anos (entre 2k€ a 2,5k€ por ano). Diria que com a desintegração o Técnico deixa de ter motivos para aplicar as mesmas propinas nos mestrados de continuação e não me admiraria que começasse a aplicar preços continuamente mais elevados no 2º ciclo, alinhado com o que tem sido as práticas dos mestrados noutras faculdades, especialmente na área da gestão.

Olá Francisco,
Os novos alunos que entrem já com o novo modelo em vigor, portanto em 2021/22, terão de se candidatar ao 2º Ciclo. Para os alunos que entraram ainda em Mestrado Integrado, o Técnico encontra-se em diálogo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) para que o acesso ao 2º Ciclo seja garantido (para o Mestrado correspondente claro. De Licenciatura em Engenharia Mecânica para Mestrado em Engenharia Mecânica). Não existe ainda confirmação oficial, pelo que temos de aguardar mais um pouco. O conjunto de FAQs no site do MEPP será revisto assim que houver novidades.
Existe um e-mail para colocação de questões sobre o tema, disponível para já para a comunidade interna do Técnico: mepp@tecnico.ulisboa.pt.

Olá, Mymelo!
A sessão foi organizada pelo Conselho de Gestão, Pedagógico e Científico e teve a participação dos principais representantes dos alunos dos órgãos da Escola (Conselho Pedagógico, Conselho de Escola e Assembleia de Escola), mas não do NAPE 😅. Ao NAPE caberá a divulgação do MEPP juntamente com os cursos do Técnico aos alunos do Ensino Secundário, atividade a intensificar-se a partir de janeiro.


Olá, Davis,
De facto as propinas do 1º Ciclo continuarão dependentes da legislação, já as do 2º Ciclo ficam ao critério das faculdades e, no Técnico, prevê-se que sejam equiparadas aos valores praticados atualmente para os Mestrados em Engenharia Informática e de Computadores, Gestão Industrial etc (1063€) e não mais do que isso (posição assumida publicamente já por vários dirigentes da Escola do anterior e atual Conselho de Gestão). Contudo, os valores de propinas para 2021/22 serão ainda propostos pelo Conselho de Gestão ao Conselho de Escola (o que tomará posse em janeiro/2021) que aprovará e enviará para aprovação final no Conselho Geral da ULisboa. As propinas dos mestrados que têm sido criados têm valores diferentes não por ser uma política nova do Técnico para devido às características desses cursos, públicos que terão tendência a frequentar e equiparação a cursos congéneres em Portugal. Não quero com isto dizer que nenhum futuro 2º Ciclo originário de um MI não terá um valor na ordem dos 2000, contudo até agora o que tem sido dito é o contrário, acho pouco provável. Vamos ter de esperar para ver. 🙂

Espero ter ajudado!
 
Última edição:

fsantos02

Membro Veterano
Matrícula
10 Setembro 2019
Mensagens
197
Curso
Eng. Informática
Instituição
FCT-UNL
Para vos ser bastante sincero, da perspetiva de um aluno do 12° ano, esta medida é bastante boa, porque com os acessos diretos anteriores podem haver pessoas que se esforçam muito e têm uma média boa de licenciatura (imaginemos 17) mas de uma área diferente da do mestrado,(por exemplo, de Biomédica para Informática) e depois há aqueles da mesma área que tiram por exemplo 10 de média e vão para o mestrado, só porque são da mesma área, esta medida certamente vai deixar o acesso aos mestrados muito mais equilibrado!
 

Pedro Cordeiro.

Membro Veterano
Matrícula
10 Julho 2019
Mensagens
463
Curso
Engenharia Aeroespacial
Instituição
IST
Para vos ser bastante sincero, da perspetiva de um aluno do 12° ano, esta medida é bastante boa, porque com os acessos diretos anteriores podem haver pessoas que se esforçam muito e têm uma média boa de licenciatura (imaginemos 17) mas de uma área diferente da do mestrado,(por exemplo, de Biomédica para Informática) e depois há aqueles da mesma área que tiram por exemplo 10 de média e vão para o mestrado, só porque são da mesma área, esta medida certamente vai deixar o acesso aos mestrados muito mais equilibrado!
O grande MAS disso é que há faculdades em que é muito mais simples ter uma média alta do que no técnico por exemplo, não menosprezando nenhuma instituição, há que saber ver isso, se continuar com os critérios antigos de acesso aos mestrados, os alunos internos continuarão a ter uma grande vantagem, o que, a meu ver é bom.
 

Pedro Garvão

Membro Caloiro
Matrícula
2 Dezembro 2020
Mensagens
2
Curso
Engenharia Biológica
Instituição
IST - ULisboa
O grande MAS disso é que há faculdades em que é muito mais simples ter uma média alta do que no técnico por exemplo, não menosprezando nenhuma instituição, há que saber ver isso, se continuar com os critérios antigos de acesso aos mestrados, os alunos internos continuarão a ter uma grande vantagem, o que, a meu ver é bom.
Para vos ser bastante sincero, da perspetiva de um aluno do 12° ano, esta medida é bastante boa, porque com os acessos diretos anteriores podem haver pessoas que se esforçam muito e têm uma média boa de licenciatura (imaginemos 17) mas de uma área diferente da do mestrado,(por exemplo, de Biomédica para Informática) e depois há aqueles da mesma área que tiram por exemplo 10 de média e vão para o mestrado, só porque são da mesma área, esta medida certamente vai deixar o acesso aos mestrados muito mais equilibrado!
É isso Pedro! Francisco, deixo-te aqui os critérios atuais de acesso aos Mestrados que, em principio, se irão manter:

Os candidatos a um mestrado de 2.º ciclo do Técnico, ou a um 2.º ciclo de um mestrado integrado do Técnico, serão seriados pela coordenação do curso a que se candidatam tendo em conta os seguintes critérios:
  1. Afinidade entre o curso que possuem e o curso a que se candidatam;
  2. Natureza do grau que possuem;
  3. Sucesso escolar no curso que frequentam.
Nota Mínima de Seriação [C = (0.4 × “Afinidade” + 0.3 × “Natureza”/5 + 0.3 × MFC/200) × 200]

A Afinidade e a Natureza têm uma escala que classifica cada curso/área e cada instituição de origem, respetivamente. A Afinidade é entre 0 e 1 e a Natureza 1, 2, 3, 4 ou 5.
Mais info: Mestrados

Visto que és aluno do 12º Ano deixo-te também um link que te poderá ser útil caso queiras falar com alunos do Técnico mais diretamente: ISTO É Conversa | Núcleo de Apoio ao Estudante • NAPE
 
  • Like
Reactions: davis