Variação das notas de ingresso em 2025

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Secalhar muitos que tinham 5 pontos a menos do sítio onde queriam entrar nem puseram como opção porque acham que não conseguem entrar de maneira nenhuma 😔
Mas Agora é só rezar que conseguimos todos entrar na 1° opção haha..
É provável que isso faça com que a 2ª fase tenha maior importância, porque o número de vaga sobrantes vai ser muito elevado este ano, e as hipóteses de entrar na 2ª fase num qualquer curso vão ser maiores. 😅
 
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Outra coisa que eu reparei ao ver as notas dos colocados nas diferentes faculdades/politécnicos, foi que o desvio-padrão entre a Média de Secundário e a Média das Provas de Ingresso, é, no geral, maior na FEUP, do que muitas outras faculdades.
Por exemplo, no caso da FEUP, o desvio é de, aproximadamente, 1 valor entre a média de secundário e as provas na 1ª Fase:
Captura de ecrã 2025-08-05, às 12.56.18.png
Enquanto que outras faculdades, como a do Minho, a de Lisboa e o Técnico têm um desvio muito inferior, ou oposto, em que a média das provas de ingresso é superior à média de secundário.
UMinho:
Captura de ecrã 2025-08-05, às 12.57.45.png
UNova Lisboa:
Captura de ecrã 2025-08-05, às 12.58.35.pngTambém, a FEUP, ao contrário de todas as outras faculdades, em Eng.Informática, pediu sempre 2 provas de ingresso.
Secalhar estas diferenças podem demonstrar que só o facto de pedir 2 provas para entrar no ensino superior em vez de 1 prova, pode provocar um desvio-padrão entre a média de secundário e as provas de ingresso de 10-15 pontos? Ou mais até por causa da descida da média dos exames nacionais.
Outra coisa que também reparei foi que de 2022 a 2024 a quantidade de candidatos para Eng.Informática tem descido, por exemplo na FEUP em 2022 foram 1000 candidatos, já em 2024 foi ~700 candidatos, enquanto que outras engenharias tem subido. Que também pode afetar um pouco.
 
só o facto de pedir 2 provas para entrar no ensino superior em vez de 1 prova, pode provocar um desvio-padrão entre a média de secundário e as provas de ingresso de 10-15 pontos?
Parece-me que sim. Tendencialmente, cursos que pedem 2 provas de ingresso podem ter uma variação maior do que os que pedem apenas 1, isto porque muitos alunos tiram notas nos exames ligeiramente abaixo das suas médias do secundário. Basta olhar para os resultados dos candidatos do Minho ou FEUP para reparar nisso. Quando se verifica a situação inversa, normalmente é uma diferença muito mais ligeira, pelo que não parece ser significativa. A realidade generalista é que a maioria dos alunos tira resultados pouco discrepantes entre as suas notas do secundário e os exames nacionais - o que é normal, revela que existe uma certa consistência de resultados. É comum os alunos terem uma margem de cerca de 2 valores, ou seja, é relativamente comum que um aluno de 18 possa ter uma prova de ingresso com 16 ou que um aluno que tenha conseguido subir no exame tenha uma média de 14 e possa ter tirado 16 no exame. Subidas e descidas muito drásticas não são o caso-padrão. Portanto, não me parece nada estranho os resultados que apresentaste (por exemplo, os candidatos da FEUP terem em média 1 valor de diferença entre a médias das duas provas de ingresso e a média do secundário). Depois tens outros factores que referiste, como a variação de candidatos e a flutuação de notas dos exames nacionais nos diferentes anos.

Num comentário mais geral, eu vejo as mudanças no acesso como algo positivo para o sistema de ensino. Podem não ter sido implementadas da maneira mais justa, dado que terás candidatos com outras condições de acesso, mas eventualmente chegaremos a um sistema em que a generalidade dos candidatos estarão em condições muito semelhantes. A obrigatoriedade de 3 exames nacionais parece-me importante do ponto de vista da conclusão de um ciclo de estudos. No final do dia, está-se a terminar um curso, uma formação de escolaridade obrigatória e os exames nacionais podem servir como um factor de assegurar competências básicas que todos deveriam ter adquirido no final dos 3 anos. Encarar os exames como meras provas de ingresso parece-me um desserviço ao que os exames nacionais podem ser para o nosso sistema de ensino - além de que, como se verificou com as antigas regras de acesso, colocar os exames nacionais como meras provas de ingresso levou os alunos e escolas a prepararem-se sobretudo com o intuito de ingressarem num determinado curso, o que aumentou tendencialmente os resultados. Aumentaram-se os resultados mas não necessariamente a qualidade dos alunos. Nenhum aluno do 12º ano deveria estar a preparar-se como se fosse especializar-se nalguma disciplina; esses exames são importantes para aceder aos cursos, mas não são uma especialização, são a porta de entrada, na minha sincera opinião.
 
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Num comentário mais geral, eu vejo as mudanças no acesso como algo positivo para o sistema de ensino. Podem não ter sido implementadas da maneira mais justa, dado que terás candidatos com outras condições de acesso, mas eventualmente chegaremos a um sistema em que a generalidade dos candidatos estarão em condições muito semelhantes. A obrigatoriedade de 3 exames nacionais parece-me importante do ponto de vista da conclusão de um ciclo de estudos. No final do dia, está-se a terminar um curso, uma formação de escolaridade obrigatória e os exames nacionais podem servir como um factor de assegurar competências básicas que todos deveriam ter adquirido no final dos 3 anos. Encarar os exames como meras provas de ingresso parece-me um desserviço ao que os exames nacionais podem ser para o nosso sistema de ensino - além de que, como se verificou com as antigas regras de acesso, colocar os exames nacionais como meras provas de ingresso levou os alunos e escolas a prepararem-se sobretudo com o intuito de ingressarem num determinado curso, o que aumentou tendencialmente os resultados. Aumentaram-se os resultados mas não necessariamente a qualidade dos alunos. Nenhum aluno do 12º ano deveria estar a preparar-se como se fosse especializar-se nalguma disciplina; esses exames são importantes para aceder aos cursos, mas não são uma especialização, são a porta de entrada, na minha sincera opinião.
Também concordo que a maioria das mudanças são positivas, uma vez que muitos cursos estão com notas muito elevadas desde as novas regras após o COVID que até ultrapassam as médias de Medicina.
Este ano as médias não vão parecer tão inflacionadas, no entanto, acho que a regra do mínimo de 2 provas de ingresso não foi muito bem implementada. Uma vez que há cursos que só necessitam que tenhas bases suficientes a uma única disciplina, como por exemplo, Matemática.
 
Uma vez que há cursos que só necessitam que tenhas bases suficientes a uma única disciplina, como por exemplo, Matemática.
Na minha opinião, acho que os exames nacionais servem mais para 1) avaliar competências gerais de uma disciplina que o aluno deve concluir para ter o grau de ensino completo e 2) são a maneira mais simplificada de aceder a uma instituição de ensino superior - no fundo, para evitar que os estudantes tenham de fazer provas específicas das instituições, o que faria pouco sentido no nosso sistema e criaria imensas desigualdades, uma vez que os estudantes ficariam com um escopo de sítios onde se candidatarem bem mais reduzido.

Dito isto, não sou da opinião que os exames nacionais sejam exactamente um medidor de "bases" para frequentar o curso, até porque tens alunos que ingressam por outras vias e acabam por estar em níveis muito semelhantes de conhecimento. Neste sentido, acho que o mínimo de 2 provas de ingresso para um curso continua a ser uma opção válida, porque o efeito principal que se pretendia, e que julgo que vai ser alcançado, é desinflacionar as notas dos últimos colocados. Além do mais, não sou da opinião de que este modelo seja inútil nesse tipo de cursos, até porque mesmo em áreas como a Matemática, acaba por ser importante que os alunos tenham conhecimento de outras áreas disciplinares - programação, filosofia, até mesmo a sua capacidade de escrita e articulação são relevantes, sobretudo quanto mais estivermos a falar de ciclos avançados de estudos - como mestrados ou doutoramentos, mas também licenciaturas, claro. Creio que a medida veio mais do efeito prático que referi inicialmente do que do ponto de vista pedagógico, mas parece-me uma outra maneira de perspectivarmos estas mudanças. Além disso, não retira o mérito dos alunos particularmente bons numa área disciplinar; eu diria que é normal que os alunos possam ter disciplinas e exames com notas um pouco diferentes, mas não é comum que um aluno tenha notas assim tão discrepantes ao ponto de provavelmente nem entrar no curso que pretende - nesse tipo de casos, claro, os alunos vão ter de fazer escolhas nas provas que vão fazer e preparar-se. É uma parte da nota de candidatura, mas continuam a ter a outra prova de ingresso e a média do secundário.

Creio que o grande erro está mais ligado a algo infelizmente ainda muito comum nas escolas que é a falta de informação aos alunos e encarregados de educação, levando a que muitos este ano não se conseguissem candidatar por terem recebido informações erradas ou nem sequer saberem que alterações foram feitas. Isto sempre foi um problema, particularmente a ocorrer mais em alunos do Ensino Profissional, em que as escolas, como não faziam exames nacionais, não forneciam informação aos alunos sobre o que era preciso para poderem candidatar-se, levando a que todos os anos aparecessem estudantes nesse tipo de situação, muitos a procurar ajuda aqui no fórum. É uma situação muito frustrante porque estamos a falar de pessoas que não podem sequer candidatar-se e vão ter de passar um ano para fazerem o que precisarem para estarem elegíveis. Neste aspecto, acho que as escolas dificultam muito todos os processos porque muitas vezes a informação não é comunicada aos alunos (ou é comunicada com erros) e estamos a depender da boa vontade de quem trabalha nas secretarias... 🥴
 
Na minha opinião, acho que os exames nacionais servem mais para 1) avaliar competências gerais de uma disciplina que o aluno deve concluir para ter o grau de ensino completo e 2) são a maneira mais simplificada de aceder a uma instituição de ensino superior - no fundo, para evitar que os estudantes tenham de fazer provas específicas das instituições, o que faria pouco sentido no nosso sistema e criaria imensas desigualdades, uma vez que os estudantes ficariam com um escopo de sítios onde se candidatarem bem mais reduzido.

Dito isto, não sou da opinião que os exames nacionais sejam exactamente um medidor de "bases" para frequentar o curso, até porque tens alunos que ingressam por outras vias e acabam por estar em níveis muito semelhantes de conhecimento. Neste sentido, acho que o mínimo de 2 provas de ingresso para um curso continua a ser uma opção válida, porque o efeito principal que se pretendia, e que julgo que vai ser alcançado, é desinflacionar as notas dos últimos colocados. Além do mais, não sou da opinião de que este modelo seja inútil nesse tipo de cursos, até porque mesmo em áreas como a Matemática, acaba por ser importante que os alunos tenham conhecimento de outras áreas disciplinares - programação, filosofia, até mesmo a sua capacidade de escrita e articulação são relevantes, sobretudo quanto mais estivermos a falar de ciclos avançados de estudos - como mestrados ou doutoramentos, mas também licenciaturas, claro. Creio que a medida veio mais do efeito prático que referi inicialmente do que do ponto de vista pedagógico, mas parece-me uma outra maneira de perspectivarmos estas mudanças. Além disso, não retira o mérito dos alunos particularmente bons numa área disciplinar; eu diria que é normal que os alunos possam ter disciplinas e exames com notas um pouco diferentes, mas não é comum que um aluno tenha notas assim tão discrepantes ao ponto de provavelmente nem entrar no curso que pretende - nesse tipo de casos, claro, os alunos vão ter de fazer escolhas nas provas que vão fazer e preparar-se. É uma parte da nota de candidatura, mas continuam a ter a outra prova de ingresso e a média do secundário.

Creio que o grande erro está mais ligado a algo infelizmente ainda muito comum nas escolas que é a falta de informação aos alunos e encarregados de educação, levando a que muitos este ano não se conseguissem candidatar por terem recebido informações erradas ou nem sequer saberem que alterações foram feitas. Isto sempre foi um problema, particularmente a ocorrer mais em alunos do Ensino Profissional, em que as escolas, como não faziam exames nacionais, não forneciam informação aos alunos sobre o que era preciso para poderem candidatar-se, levando a que todos os anos aparecessem estudantes nesse tipo de situação, muitos a procurar ajuda aqui no fórum. É uma situação muito frustrante porque estamos a falar de pessoas que não podem sequer candidatar-se e vão ter de passar um ano para fazerem o que precisarem para estarem elegíveis. Neste aspecto, acho que as escolas dificultam muito todos os processos porque muitas vezes a informação não é comunicada aos alunos (ou é comunicada com erros) e estamos a depender da boa vontade de quem trabalha nas secretarias... 🥴
👌
 
Creio que o grande erro está mais ligado a algo infelizmente ainda muito comum nas escolas que é a falta de informação aos alunos e encarregados de educação, levando a que muitos este ano não se conseguissem candidatar por terem recebido informações erradas ou nem sequer saberem que alterações foram feitas. Isto sempre foi um problema, particularmente a ocorrer mais em alunos do Ensino Profissional, em que as escolas, como não faziam exames nacionais, não forneciam informação aos alunos sobre o que era preciso para poderem candidatar-se, levando a que todos os anos aparecessem estudantes nesse tipo de situação, muitos a procurar ajuda aqui no fórum. É uma situação muito frustrante porque estamos a falar de pessoas que não podem sequer candidatar-se e vão ter de passar um ano para fazerem o que precisarem para estarem elegíveis. Neste aspecto, acho que as escolas dificultam muito todos os processos porque muitas vezes a informação não é comunicada aos alunos (ou é comunicada com erros) e estamos a depender da boa vontade de quem trabalha nas secretarias... 🥴
Infelizmente vi muito disso. Muita gente cujo nem se quer sabia destas novas regras de acesso, como as 2 provas de ingresso, média de secundário, etc.

Outra coisa que também achei um pouco injusta, mas isto não tem tanto a ver com as novas regras de candidatura mas mais com o IAVE, foi a diferença gigante nas notas tiradas em exames de ciências, sobretudo Matemática A, que, se vires pelas fotos que mandei antes, parece bastante desequilibrado. Acho que isto é um pouco injusto para os alunos uma vez que dependendo do ano podem levar com um exame significativamente mais fácil ou mais difícil, e o IAVE devia de tentar chegar a um equilíbrio. 🙁
 
Infelizmente vi muito disso. Muita gente cujo nem se quer sabia destas novas regras de acesso, como as 2 provas de ingresso, média de secundário, etc.

Outra coisa que também achei um pouco injusta, mas isto não tem tanto a ver com as novas regras de candidatura mas mais com o IAVE, foi a diferença gigante nas notas tiradas em exames de ciências, sobretudo Matemática A, que, se vires pelas fotos que mandei antes, parece bastante desequilibrado. Acho que isto é um pouco injusto para os alunos uma vez que dependendo do ano podem levar com um exame significativamente mais fácil ou mais difícil, e o IAVE devia de tentar chegar a um equilíbrio. 🙁
Tens razão, o desequilíbrio entre as provas é um problema. Um exame em que a moda é 195 não é normal. No entanto, o ano passado terá sido o ano em que esses exames terão tido maior impacto. Progressivamente, terás menos alunos a concorrer com provas desse ano.
 
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Tens razão, o desequilíbrio entre as provas é um problema. Um exame em que a moda é 195 não é normal. No entanto, o ano passado terá sido o ano em que esses exames terão tido maior impacto. Progressivamente, terás menos alunos a concorrer com provas desse ano.
Consegues fazer alguma previsão de médias este ano? Tendo em conta as novas regras todas (à excessão da regra de disciplinas anuais valerem menos que disciplinas bienais valerem menos que disciplinas trienais).
Estou um pouco perdido porque muitos dizem que vai baixar muito, outros que nem tanto assim, e comparar as médias a anos anteriores ao COVID também parece não ser muito justo porque não havia perguntas opcionais, todas eram obrigatórias.
Depois o número de candidaturas desceu muito, cujo, até agora não percebi o porquê, mas acho que vai ter influência nas notas do último colocado.
Para mim o pior de prever é mesmo a parte das 2 provas de ingresso. Não acho que exista cursos que passaram de pedir 1 prova de ingresso para 2 provas de ingresso antes de 2025, mas posso estar errado.
Depois, revelados os resultados da 2ª fase de exames não me pareça que a maioria tenha subido a nota, mas não sei quão relevante isso é, uma vez que podem usar o exame da 1ª fase se tiver nota superior.
Será que vai ser uma descida semelhante com a subida de 2020 nos cursos?
 
Consegues fazer alguma previsão de médias este ano? Tendo em conta as novas regras todas (à excessão da regra de disciplinas anuais valerem menos que disciplinas bienais valerem menos que disciplinas trienais).
Estou um pouco perdido porque muitos dizem que vai baixar muito, outros que nem tanto assim, e comparar as médias a anos anteriores ao COVID também parece não ser muito justo porque não havia perguntas opcionais, todas eram obrigatórias.
Depois o número de candidaturas desceu muito, cujo, até agora não percebi o porquê, mas acho que vai ter influência nas notas do último colocado.
Para mim o pior de prever é mesmo a parte das 2 provas de ingresso. Não acho que exista cursos que passaram de pedir 1 prova de ingresso para 2 provas de ingresso antes de 2025, mas posso estar errado.
Depois, revelados os resultados da 2ª fase de exames não me pareça que a maioria tenha subido a nota, mas não sei quão relevante isso é, uma vez que podem usar o exame da 1ª fase se tiver nota superior.
Será que vai ser uma descida semelhante com a subida de 2020 nos cursos?
Confesso que não tenho estado a analisar com o maior detalhe todos os dados, mas acredito que as notas dos últimos colocados vão descer, regra geral, quer pelos resultados dos exames nacionais, como pelo facto de que há um menor número de candidatos, o que em princípio vai significar mais cursos com vagas por preencher. Se a tendência for a soma de menos candidatos e com piores classificações que no último ano, é bastante acertado podermos prever descidas. É bastante difícil é de dizer quão acentuadas vão ser, porque não temos informação certeira das notas com que os alunos vão candidatar-se aos cursos 🫏 Eu diria que nos cursos mais concorridos a descida pode não ser tão acentuada e que os cursos em que isso vai ser mais notório serão os que já não tinham muitos candidatos em anos anteriores. Também acho que a conjugação de 2 provas de ingresso vai tender para confirmar estas descidas. Os exames de 2ª fase só são relevantes essencialmente para a 2ª fase de candidaturas, mas como aí já estamos a falar de um número menor de vagas, as descidas já não devem ser tão marcantes - a menos nos cursos em que fiquem a sobrar muitas vagas e que na 2ª fase continuem por preencher.

Quanto ao número de candidatos este ano, creio que pode estar associado a muitos factores: não tenho como confirmar, mas com as novas regras podes ter tido muito menos alunos em condições de se candidatarem, podes ter também um menor número de estudantes que tenham concluído o ensino secundário e creio que também há a considerar o impacto da situação económica e política dos últimos anos; quanto maior a instabilidade (recordem-se do número de governos que temos tido), menos interesse há em prosseguir estudos. Apesar do tecto de bolsas ter subido nos últimos anos, os custos de vida continuam a aumentar para todas as famílias e a oferta de alojamento não tem dado resposta a muitos dos problemas; o Governo provavelmente terá intenções de descongelar o valor das propinas, o que também pode ter impacto em dissuadir estudantes carenciados.

Acho que tudo isto são questões importantes para falarmos e discutirmos, mas no final do dia, estamos a especular e pensar sobre o assunto 🔮 Para quem se está a candidatar este ano, não fiquem a pensar demasiado em previsões e tentem aproveitar as férias. Espero que consigam entrar nas opções que querem 🍀
 
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Na minha opinião, acho que os exames nacionais servem mais para 1) avaliar competências gerais de uma disciplina que o aluno deve concluir para ter o grau de ensino completo e 2) são a maneira mais simplificada de aceder a uma instituição de ensino superior - no fundo, para evitar que os estudantes tenham de fazer provas específicas das instituições, o que faria pouco sentido no nosso sistema e criaria imensas desigualdades, uma vez que os estudantes ficariam com um escopo de sítios onde se candidatarem bem mais reduzido.

Dito isto, não sou da opinião que os exames nacionais sejam exactamente um medidor de "bases" para frequentar o curso, até porque tens alunos que ingressam por outras vias e acabam por estar em níveis muito semelhantes de conhecimento. Neste sentido, acho que o mínimo de 2 provas de ingresso para um curso continua a ser uma opção válida, porque o efeito principal que se pretendia, e que julgo que vai ser alcançado, é desinflacionar as notas dos últimos colocados. Além do mais, não sou da opinião de que este modelo seja inútil nesse tipo de cursos, até porque mesmo em áreas como a Matemática, acaba por ser importante que os alunos tenham conhecimento de outras áreas disciplinares - programação, filosofia, até mesmo a sua capacidade de escrita e articulação são relevantes, sobretudo quanto mais estivermos a falar de ciclos avançados de estudos - como mestrados ou doutoramentos, mas também licenciaturas, claro. Creio que a medida veio mais do efeito prático que referi inicialmente do que do ponto de vista pedagógico, mas parece-me uma outra maneira de perspectivarmos estas mudanças. Além disso, não retira o mérito dos alunos particularmente bons numa área disciplinar; eu diria que é normal que os alunos possam ter disciplinas e exames com notas um pouco diferentes, mas não é comum que um aluno tenha notas assim tão discrepantes ao ponto de provavelmente nem entrar no curso que pretende - nesse tipo de casos, claro, os alunos vão ter de fazer escolhas nas provas que vão fazer e preparar-se. É uma parte da nota de candidatura, mas continuam a ter a outra prova de ingresso e a média do secundário.

Creio que o grande erro está mais ligado a algo infelizmente ainda muito comum nas escolas que é a falta de informação aos alunos e encarregados de educação, levando a que muitos este ano não se conseguissem candidatar por terem recebido informações erradas ou nem sequer saberem que alterações foram feitas. Isto sempre foi um problema, particularmente a ocorrer mais em alunos do Ensino Profissional, em que as escolas, como não faziam exames nacionais, não forneciam informação aos alunos sobre o que era preciso para poderem candidatar-se, levando a que todos os anos aparecessem estudantes nesse tipo de situação, muitos a procurar ajuda aqui no fórum. É uma situação muito frustrante porque estamos a falar de pessoas que não podem sequer candidatar-se e vão ter de passar um ano para fazerem o que precisarem para estarem elegíveis. Neste aspecto, acho que as escolas dificultam muito todos os processos porque muitas vezes a informação não é comunicada aos alunos (ou é comunicada com erros) e estamos a depender da boa vontade de quem trabalha nas secretarias... 🥴
🎯🎯🎯
 
Descidas de algumas décimas(3 ou 4) podem acontecer mesmo em cursos mais concorridos, como medicina ou direito podem acontecer?
É uma possibilidade. Não tanto pela questão de menos candidatos (nesses cursos provavelmente não é relevante a descida de candidatos), mas sim pelas novas regras de acesso ao ES e resultados das provas de ingresso. Não sei se chegará a 3 ou 4 décimas, porque por um lado também estamos a falar de alunos (Medicina) que estão a concorrer com exames com notas a partir do 140 e também terás gente a concorrer com exames de outros anos, mas tendencialmente com os resultados dos exames, faz sentido que sejam prováveis descidas... Boa sorte!
 
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Descidas de algumas décimas(3 ou 4) podem acontecer mesmo em cursos mais concorridos, como medicina ou direito podem acontecer?
Como sempre pediram 3 provas de ingresso (para o caso de Medicina) e 2 provas de ingresso (para o caso de Direito), acho que as diferenças serão mais subtis.
Em Direito:
-O exame de Filosofia de 2024 desceu 6 pontos na média face a 2023. A média em 2025 só subiu 1 ponto;
-O exame de Português aumentou 15 pontos na média face ao ano passado.
Acho que ainda assim pode descer a média, porque agora os exames contam para a média do secundário, no entanto, no caso de Direito deve de ser diferenças ligeiras, mas umas décimas tipo 3 ou 4 acho provável descer.
Em Medicina:
-O exame de Matemática desceu 16 pontos na média face ao ano passado;
-O exame de Físico-química de 2024 subiu 4 pontos na média face a 2023; A média em 2025 desceu 6 pontos.
-O exame de Biologia e Geologia de 2024 desceu na média 15 pontos face a 2024. A média em 2025 subiu 25 pontos.
Acho que a média em medicina vai descer, sobretudo devido ao exame de Matemática, mas como pedem 3 provas de ingresso, os efeitos de uma descida brusca num exame não são tão altos, mas descer algumas décimas tipo 3 ou 4 é bem provável.

No geral o que eu acho que secalhar vai acontecer depois de ver melhor o que os cursos pediam o ano passado:
Para cursos nas faculdades que já pediam 2 provas de ingresso para entrar, as diferenças devem de ser mais baixas, porque nestes casos, a única regra nova que irá afetar estes cursos será o cálculo da média de secundário e a descida nas médias dos exames.
Já em cursos que só pediam 1 prova de ingresso, a diferença vai ser maior. Quanto? Não sei porque também depende de que 2º exame estão a pedir além do exame que já pediam o ano passado. Porque tipo se o ano passado te pediam somente o exame de História mas este ano pedem como 2º exame o de Inglês, como a maioria dos alunos dá-se bem em Inglês, as descidas não vão ser altas, mas, se pedirem como 2º exame, um cujo os alunos tendem a ter dificuldades, como físico-química, a diferença deve de ser mais alta.
Depois no caso dos politécnicos, a diferença será mais alta ainda, porque além de pedirem 1 só exame, também faziam o cálculo da candidatura considerando 65% secundário 35% provas de ingresso. Este ano, todas as regras para os politécnicos mudaram. Tanto o cálculo, como as provas de ingresso, como a média de secundário, e acho que nestes casos, as diferenças nas médias vão ser bruscas.

Depois tens outros fatores externos como a descida em candidaturas e prestígio que cada faculdade tem, mas isso é muito difícil de prever 😞
 
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Considerando que as licenciaturas da FEUP já previam 2 exames de admissão em 2024, pode-se mesmo assim arriscar uma ligeira redução na nota de ingresso para 2025? Estou a referir-me principalmente a Engenharia Electrotécnica ou Informática.
Claro que são meros exercícios de dedução! 😅
 
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Considerando que as licenciaturas da FEUP já previam 2 exames de admissão em 2024, pode-se mesmo assim arriscar uma ligeira redução na nota de ingresso para 2025? Estou a referir-me principalmente a Engenharia Electrotécnica ou Informática.
Claro que são meros exercícios de dedução! 😅
É bastante possível, dado especialmente os resultados da prova de ingresso de Matemática A.
 
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Considerando que as licenciaturas da FEUP já previam 2 exames de admissão em 2024, pode-se mesmo assim arriscar uma ligeira redução na nota de ingresso para 2025? Estou a referir-me principalmente a Engenharia Electrotécnica ou Informática.
Claro que são meros exercícios de dedução! 😅
Muito provável haver uma descida na mesma! Quanto? Prevejo tipo uns 3-6 pontos de descida.
Se analisares os resultados do exame de matemática, a média desceu 16 pontos, o exame vale 25%, logo, em situações normais a descida seria de 16 x 0,25 =4 pontos. Claro tens também a questão do novo cálculo da média de secundário, mas acho que isso não vai afetar muito…