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O Instituto Superior Técnico surge como a instituição portuguesa mais bem classificada da lista das 800 melhores universidades do mundo, muitos lugares acima da Universidade de Lisboa, à qual pertence.

Sete instituições portuguesas surgem neste ranking, que inclui universidades de 70 países, segundo a classificação da revista britânica Times Higher Education divulgada ontem.

Este ano o ranking da Times Higher Education (THE) passou a incluir 800 instituições de ensino superior, o dobro das do ano passado. E se no ranking de 400 em 2014 surgiam apenas a Universidade do Minho e a Universidade de Lisboa, essas duas instituições são agora as menos bem colocadas das portuguesas na lista.

O primeiro lugar pertence ao Instituto de Tecnologia da Califórnia, que pelo quinto ano consecutivo se encontra nessa posição nos rankings da THE. A universidade britânica de Oxford e a norte-americana de Stanford fecham o pódio. A ETH de Zurique é a única instituição no Top 10 que não fica nos Estados Unidos ou no Reino Unido.

O Instituto Superior Técnico é a líder a nível nacional, mas separado da Universidade de Lisboa, da qual faz parte, colocado entre os lugares 351 e 400. O IST é uma faculdade da Universidade de Lisboa, porém, o facto de surgir separado da universidade a que pertence, que ficou colocada muitos lugares abaixo, gerou confusão na reitoria da ULisboa. Ao jornal Público, o reitor da Universidade de Lisboa, António Cruz Serra, disse que o aparecimento do IST como separado da ULisboa se deve a um erro da instituição que realiza os rankings, a THE.

Já o editor do ranking, Phil Baty, garantiu ao “Público” que a decisão de isolar o trabalho do IST relativamente ao do conjunto da universidade é da responsabilidade das próprias instituições, que enviaram “duas submissões de dados em separado”. Assim que a lista foi divulgada, a reitoria da UL entrou em contacto com a revista britânica, que se comprometeu a corrigir a situação no próximo ano.

A seguir ao Instituto Superior Técnico, surgem na lista as universidades de Aveiro, Porto, Coimbra e a Nova de Lisboa, entre o lugar 401 e o 500. Surgem depois a Universidade do Minho e a Universidade de Lisboa, que estão no intervalo 501-600. No entanto, a presença no ranking das melhores 800 universidades já é significativa. Phil Baty destacou ao Público que o ranking só inclui “uma elite de quatro por cento das universidades do mundo”.