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A Câmara de Vila Nova de Famalicão, no distrito de Braga, e o Instituto Nacional de Artes Circenses (INAC) querem criar a primeira licenciatura em Circo em Portugal, avançou hoje à Lusa o vereador da Cultura daquela autarquia. À margem da apresentação do projecto Quadrilátero Cultural 2021, que decorreu hoje em Braga, Leonel Rocha explicou que a licenciatura “ainda não tem data para abrir” e que o objectivo é que seja integrada num instituto público.

“Já lançámos esse desafio a um politécnico que tem uma escola de arte. Caso não queiram agarrar este projecto, o nosso objetivo é avançar com a criação de uma universidade com a licenciatura em circo, uma entidade privada”, adiantou Leonel Rocha. Segundo explicou o responsável, “o INAC é uma escola avançada de circo que recebe alunos que já fizeram o 12.º ano e querem fazer aprofundamento da formação em circo que já fizeram, uma espécie de pós-graduação sem terem a graduação”

O objectivo “é criar essa graduação e integrar o conjunto de apenas nove licenciaturas em artes circenses que há no mundo”, todas fora do país. Actualmente, referiu Leonel Rocha, o INAC tem “pessoas de cerca de 80 países que procuram esta forma de se formarem um pouco mais em circo, muitos para depois entrarem numa das nove licenciaturas existentes”. Independentemente da criação da licenciatura em Circo, autarquia e INAC vão avançar para a instalação de “três grandes tendas” em Vila Nova de Famalicão. “Uma que será a escola, outra será para a programação de circo regular e outra para projectos que saiam da escola, indústrias criativas de circo”, explicou, referindo que este projecto ficará “perto do centro da cidade” de Famalicão.

O INAC iniciou a actividade em 20216, na Maia, tendo depois transferido a sede da escola para Vila Nova de Famalicão. Tornou-se, em Portugal, na primeira alternativa à formação ministrada há muito anos no Chapitô, em Lisboa.

Nos últimos anos, a região Norte ganhou também um festival dedicado às artes de circo, o Vaudeville Rendez-vous, que tem dado algum alento à criação própria e nacional de artistas de circo que se formam em Portugal. “O que acontecia até agora era que a maior parte dos alunos que queriam prosseguir academicamente no circo tinham de ir para o estrangeiro estudar. Neste momento, já é possível adquirir um grau mais avançado a nível técnico e artístico em Portugal e consegues fixar alguns artistas para que possam desenvolver o seu trabalho cá.”, explicava ao PÚBLICO Bruno Martins, professor do INAC.