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Terceiro ano. Primeiro semestre. A um passo de acabar a licenciatura.

Recordo-me, como se fosse hoje, do momento em que soube que entrei nesta academia. Recordo-me do medo, do entusiasmo, da felicidade e até da tristeza que senti. Um misto de sentimentos que me percorreram a alma, mas que tampouco me impediram de seguir esta aventura.

Deixei para trás a família e o conforto do lar, os amigos de infância e uma ilha que viria a visitar unicamente de três em três meses. E assim, de malas e bagagens, segui em direção ao desconhecido sem nunca olhar para trás.



Leiria foi a cidade que me recebeu. Uma relação em desequilíbrio, diria eu. Deu-me tudo sem pedir nada em troca, acolhendo-me nas suas ruas como se essas a mim pertencessem. Eu aprendia-a a amar, devagarinho.

Foram várias as vezes em que me deparei com vontade de largar tudo e voltar para casa. Esquecer este sonho, levar-me pelo medo e voltar ao meu porto de abrigo. Mas hoje, a alguns meses de completar três anos, agradeço por ter sido apenas uma vontade.

Aprendi a amar esta cidade. Amei-a incansavelmente.

Entreguei-me de alma e coração, deixando um pouco de mim em cada recanto desta terra. Criei memórias, fiz amizades, vivi aventuras e fiz de Leiria a minha segunda casa.

Mas como tudo na vida, aproxima-se um fim.

Dentro de algum tempo terei que dizer adeus a esta cidade que tão bem me acolheu. Receio nunca o saber fazer. Despedir-me desta terra e das amizades que me acompanharam nesta aventura. Despedir-me, mais uma vez, do sítio a que chamo casa.

Um eterno amor. Uma eterna saudade. Hoje, “a murmurar, digo baixinho com tal carinho de enternecer, que em toda a parte vou recordar-te até morrer”.

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Este texto faz parte de uma nova série de textos de opinião de alunos do ensino secundário e superior sobre a sua visão do ensino e da educação.

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